Venda de carros reacelera e autopeças
retomam nível de produção

As montadoras erraram em suas previsões sobre o tamanho da queda no mercado automotivo nesse começo de ano, que é bem menor do que as empresas imaginaram em dezembro. Com isso, as autopeças, que reduziram jornada de trabalho, cortaram turnos e demitiram, começam a retomar o nível de atividade para acompanhar as montadoras.

Hoje, já existem filas de espera para alguns modelos de veículos e sinais de que essas filas podem aumentar, pois o crédito deve ser normalizado. “As empresas deveriam avaliar melhor o cenário antes de procurar o Sindicato com propostas que colocam em risco a sobrevivência de milhares de famílias, que se tornam vítimas do desemprego e da redução salarial”, afirma Moisés Selerges, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Expectativa - “Ainda estamos com volume 20% abaixo de 2008, mas a expectativa é positiva porque a fase difícil já passou e temos encomendas para a produção de 10 mil carros por dia”, declara Celso Liberal, diretor comercial da Eletromecânica Dyna, instalada em Guarulhos, confirmando a retomada do mercado.

Até o mercado de caminhões e ônibus, que parecia ter levado a maior pancada, mostra recuperação. As vendas no segmento nos primeiros 15 dias deste mês foram maiores que no mesmo período do ano passado.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
www.smabc.org.br

Sindicalistas pedem ação do governo
para reverter demissões na Embraer

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom ABr

O presidente dos Metalúrgicos de S J Campos, Adilson Santos, e o secretário-geral, Luis Carlos Prates, entregam carta de reivindicações no Planalto

Representantes do Sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos (SP) estiveram em Brasília, na última sexta-feira (20), para pedir a intervenção do governo federal na busca de uma alternativa às 4,2 mil demissões anunciadas pela Embraer.

“Queremos que o governo chame a Embraer para readmitir os trabalhadores. Tem muito dinheiro público do BNDES (Banco do Desenvolvimento Econômico e Social) na Embraer”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

O sindicalista avalia que é possível discutir medidas alternativas, que evitem as demissões. “A Embraer é a empresa que tem maior jornada entre as indústrias aeronáuticas de todo o mundo. É possível reduzir a jornada para 40 horas, sem haver redução de salários. É possível dar licença remunerada, outras medidas que não a demissão”, explica.

Greve - O presidente do sindicato, Adilson Prates, não descartou a possibilidade de paralisação dos trabalhadores caso as demissões não sejam revistas. “Se uma medida não vier, aí vamos ter que mobilizar os trabalhadores e parar a Embraer”.

As demissões na Embraer causaram reações de todo o movimento sindical. Ainda esta semana as Centrais CTB, Força Sindical, CUT e Conlutas devem entrar com ação junto à Justiça do Trabalho pedindo que a dispensa de trabalhadores seja declarada ilegal. Na última sexta, a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP) também distribuiu nota repudiando a medida adotada pela empresa.

A Embraer, uma das maiores fabricantes de aviões de mundo, foi criada como empresa estatal e privatizada no governo Fernando Henrique Cardoso. Apesar da privatização, a empresa tem seus projetos financiados com recursos públicos do BNDES.

Fonte: Agência Diap
www.diap.org.br

Paim quer incentivo fiscal para manter empregos

Moreira Mariz / Ag Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um projeto de lei (PLS 40/09) visando preservar emprego e valor do salário de trabalhadores de empresas afetadas pela crise financeira iniciada nos EUA.

A proposta é a criação de um incentivo fiscal, no âmbito do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), que conceda à empresa a possibilidade de reduzir a jornada de trabalho de seus empregados usando a dedução do IR devido, desde que a medida não leve ao corte proporcional da remuneração e do número de empregados.

“O presente projeto, ao conceder incentivo fiscal às empresas, pretende beneficiar os setores mais afetados pela crise e, desse modo, preservar milhares de postos de trabalho”, argumenta o senador. 

Comerciários ampliam parcerias para evento
com mulheres excluídas

A cada dia, crescem as parcerias que o Sindicato dos Comerciários de São Paulo vem fechando em apoio ao ato pela valorização da cidadania das mulheres excluídas, que a entidade realizará dias 7 e 8 de março, no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo.

Além do Sesc, Caixa Econômica Federal, Uninove, Rádio Tropical FM e Secretaria Estadual do Trabalho, o evento terá a participação da Secretaria Municipal do Emprego, Delegacia da Mulher, Unidade Básica de Saúde (UBS) da República, Sistema Integrado de Cartórios e Gerência Executiva do INSS-Centro.

Segundo o presidente do Sindicato, Ricardo Patah, todas as instituições envolvidas prestarão serviços de assistência às mulheres. O Sistema Integrado de Cartórios, por exemplo, vai expedir documentos de graça e com entrega imediata às pessoas. Já a Delegacia da Mulher estará à disposição para registrar denúncias sobre atos de violência.

Atividades - O evento começa dia 7, às 8 horas, com a chegada de milhares de mulheres ao Anhangabaú. No local, elas terão à disposição cabeleireiros, manicures, maquiadores, além de agentes de saúde (inclusive médicos) e advogados, entre outros profissionais. Animadores culturais também desenvolverão atividades de lazer com as participantes. No domingo, dia 8, haverá assistência na parte da manhã e shows de artistas populares à tarde.

Mais informações:
Assessoria de Imprensa - Agência Sindical: 3231.3453, com Glória (9849.9061)

Câmera Aberta desta quarta (25) debate
saúde ocupacional e prevenção às LER/Dort


TV Aberta São Paulo, ao vivo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA


Câmera que foi ao ar dia 18/02 e debateu
o "spread" bancário

Em 28 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional de Prevenção às Lesões por Esforços Repetitivos e Lesões Osteomusculares (LER/Dort), mobilizando milhares de entidades em todo o mundo para diminuir o impacto desse mal à vida dos trabalhadores.

Convidados - Para debater questões ligadas à prevenção das LER/Dort, o Câmera Aberta Sindical desta quarta (25) convidou o diretor de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, dr. Guilherme Franco Netto; o coordenador de Saúde do Trabalho da Secretaria Estadual de Saúde, dr. Koshiro Otani; e o diretor de Saúde e Segurança do Trabalhador do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Elenildo Queiroz Santos.

Mais informações:
Assista pela internet: www.tvaberta.com
Participe - Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Setor de telefonia cresce em meio à crise financeira

O número de usuários da telefonia celular continua crescendo. Somente em janeiro passado, foram 1,3 milhão de novos usuários, registrando o segundo melhor resultado para o mês nos últimos dez anos. A marca só perde para janeiro de 2008, com 1,87 milhão. Após o fechamento de janeiro último, o setor de telefonia celular brasileiro atingiu 151,9 milhões de pessoas. Desse total de aparelhos, 128,9 ou 81,59% são pré-pagos de acordo com dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

 


Augusto César Petta é professor e coordenador-técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES)


Helder, o Dom da Justiça

No final de 1973, estive, pela primeira vez, em Recife. Em pleno regime militar, tive a oportunidade de manter contatos com personalidades importantes na luta pelas liberdades democráticas em nosso País. Entre elas, Marcos Freire, um político progressista do MDB e Dom Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife.

Helder Câmara, o Dom como era chamado, já havia se transformado num mito para aqueles que desejavam ver o País livre da ditadura e da influência nefasta do imperialismo estadunidense. Dotado de uma coragem excepcional, Dom Helder denunciava constantemente as injustiças cometidas contra os pobres e oprimidos.

Levava uma vida muito simples, procurando sempre ter atitudes que o identificassem com os homens e mulheres das classes dominadas. A repressão não lhe dava trégua, tentando sempre impedi-lo de continuar denunciando as arbitrariedades cometidas contra aqueles que lutavam contra a ditadura. No momento que o conheci, Dom Helder já havia recebido duros golpes da ditadura militar.

No início de 1969, já com o AI-5 decretado, recebemos na residência do meu sogro e da minha sogra, um assessor especial de Dom Helder, o padre Henrique Pereira Neto. Batista Lemos, atual secretário Sindical Nacional do PCdoB e diretor de Relações Internacionais da CTB, estava entre aqueles que recepcionaram Padre Henrique.

Padre Henrique era jovem, dotado de um grande dinamismo e de uma capacidade de luta que o credenciavam a ser um dos principais assessores de Dom Helder. No dia 27 de maio de 1969, após ter sido preso e torturado, Padre Henrique foi brutalmente assassinado.

Outros assessores e auxiliares da Arquidiocese, dirigida por Dom Helder, foram também submetidos a prisões e torturas. Não podendo torturar e assassinar o Dom, em função da repercussão extremamente negativa que haveria no Brasil e no exterior, os órgãos da repressão dirigiam seu alvo diretamente para os assessores e auxiliares, com a intenção clara de fazer calar a voz poderosa de D. Helder.

Mas, todo esses ataques brutais da ditadura foram em vão. Logo após o assassinato de Padre Henrique, Dom Helder condenou o fato. Um ano após, mais precisamente no dia 26 de maio de 1970, D. Helder produz um vigoroso pronunciamento em Paris, com repercussão internacional, condenando firmemente a prática de torturas a presos políticos no Brasil. Em 1972, D. Helder foi lembrado para receber o Prêmio Nobel da Paz, mas o regime militar abortou esta justíssima homenagem, divulgando um dossiê na Europa, alegando tratar-se de um comunista.

D. Helder nasceu em Fortaleza (CE) no dia 7/2/1909. Filho de um guarda-livros e de uma professora teve 12 irmãos, sendo que cinco deles faleceram, num prazo de um mês, vitimados por uma epidemia de difteria.

O senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), autor da proposta, no Senado Federal da realização de uma Sessão Especial para reverenciar o centenário de nascimento de D. Helder (7/2/09), afirmou com muita ênfase que a honra de “ingressar nas fileiras do Partido Comunista do Brasil, Dom Helder não nos deu, mas, pela sua conduta, que nunca absorveu a subordinação e a bajulação dos poderosos, tem lugar assegurado entre os que se destacam na edificação de uma sociedade justa e igualitária”.

Foi o próprio D. Helder quem afirmou: “Quando dou pão aos pobres, chamam-me de santo, quando pergunto as causas da pobreza, me chamam de comunista”.

Augusto César Petta é professor e coordenador-técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES)