São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 25 de novembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Um dos setores que mais sentiu os efeitos da crise econômica foi o metalúrgico. Os trabalhadores se mobilizaram e os Sindicatos negociaram acordos para garantir emprego e estabilidade.
Para falar sobre os resultados dessas negociações, o Câmera Aberta Sindical convidou o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT, Valmir Marques (Biro Biro); o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi da Cruzes, Jefferson Coriteac; e o técnico da subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Airton Santos. Assista pela internet: www.tvaberta.com
Movimento sindical unifica proposta para Previdência
Na reunião, na sede da CTB, dirigentes sindicais deixaram clara a preocupação em dar continuidade às jornadas unitárias, a exemplo das Marchas a Brasília, quando o sindicalismo expõe à Nação os itens principais da agenda sindical. A proposta consensual consiste em defender a imediata aprovação da política permanente de recuperação do salário mínimo, até 2023, com base no INPC do ano anterior, mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores; defender uma política permanente de recuperação dos benefícios das aposentadorias e pensões com valores superiores ao salário mínimo, com base na variação do INPC do ano anterior, acrescido de 80% do PIB de dois anos anteriores; e reunificar a posição das Centrais pelo fim do fator previdenciário, contra a exigência de idade mínima para aposentadorias e contra a adoção da chamada média curta para cálculo das aposentadorias. Antonio Neto, presidente da CGTB, afirma: “As Centrais defendem a aprovação do projeto de lei que garante a recuperação do salário mínimo até 2023. Esta política foi responsável pelo aumento real de quase 50% no salário durante o governo Lula, mas corre o risco de acabar caso não seja transformada em lei, em política de Estado”. Acordo - A previsão dos dirigentes é que se chegue a um acordo com o governo ainda esse ano, para que o índice acordado seja aplicado no começo de 2010, quando acontece também o reajuste do salário mínimo. Os presidentes das Centrais acertaram a realização de uma marcha unitária antes do Dia 1º de Maio, para reforçar a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. A atividade integrará o calendário da Jornada Nacional de Lutas. A proposta será fechada dia 20 de janeiro, quando será definida a data da passeata. Clique aqui e leia a íntegra do documento: Mais informações:
Metalúrgicos dobram intransigência
Os trabalhadores conquistaram aumento real de 3,7% a partir de janeiro de 2010, além de abono de R$ 2 mil dividido em duas parcelas, a primeira em 1º de dezembro de 2009 e a segunda, em 1º de fevereiro do ano que vem, ambas no valor de R$ 1 mil. A greve demorou quatro dias. A primeira proposta oferecida pela Bosch previa reposição da inflação na data-base, em 1º dezembro, com aumento real de 3,5% apenas em dezembro de 2010. O abono, de R$ 2 mil, seria pago em duas parcelas, em dezembro de 2009 e fevereiro do ano que vem. Plano de cargos - Ficou definido que os dias parados serão compensados. “Mesmo com o acordo aprovado, não podemos esquecer a promessa da empresa de implantar o novo plano de cargos e salários até fevereiro. Essa bandeira, e também o vale-mercado, são prioridades dos trabalhadores boscheanos para 2010”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Sérgio Butka. Mais informações:
Confecom paulista aglutina forças e fortalece consenso
Apesar do prévio desinteresse dos grandes grupos de mídia, o segmento empresarial acabou tendo um papel importante para que os objetivos da conferência fossem atingidos, devido ao empenho dos pequenos veículos de comunicação, das teles e da ABRA (Associação Brasileira de Radiodifusores), que se mobilizaram para ocupar as 84 vagas de delegados destinadas à representação empresarial na etapa nacional. O diretor da Revista Fórum, Renato Rovai, eleito com um dos 20 delegados do setor empresarial, destacou que o resultado obtido foi além do esperado. “A Confecom teve como principal destaque a forma como ela conseguiu ser gerenciada e apresentada em todos os segmentos. Foi uma engenharia bastante complexa, porque o governador José Serra não quis convocar a conferência”, avaliou. Vitória - “A comunicação no Brasil nunca mais será a mesma depois da conferência. Mesmo se a nacional não tiver sucesso, nós estabelecemos um marco histórico porque poucos empresários derrotaram o grande poderio de algumas empresas”, contou o diretor da Carta Maior, Joaquim Palhares. “Os 20 micro e pequenos empresários eleitos por São Paulo poderão ter um papel decisivo (na Confecom). Certamente, muitos deles vão votar ao lado dos movimentos sociais (sociedade civil), o que pode determinar um resultado mais avançado para a Conferência”, diz o jornalista Rodrigo Viana, um dos delegados que representará a sociedade empresarial em Brasília. Clique aqui e confira a lista dos delegados eleitos pelos movimentos sociais Fonte: Repórter Diário
Setor produtivo prevê crescimento Uma previsão comum, hoje, entre empresários e economistas dá como certo que a indústria brasileira terá um crescimento de dois dígitos no primeiro trimestre de 2010. Segundo matéria publicada no caderno de economia do jornal Estado de S.Paulo (22 de novembro), a consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1%, enquanto a LCA Consultores aposta mais alto, na marca de 16,5%. Já entre os empresários, o clima é de otimismo diante da rápida diminuição dos estoques na ponta do consumo. A expectativa de um bom Natal está animando a indústria a intensificar a produção, para que não ocorra falta de produtos no início do ano. Muitas empresas já cancelaram férias coletivas, que tradicionalmente ocorriam entre o Natal e o ano novo, diz o jornal, citando que fabricantes de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus trabalham em três turnos para dar conta das encomendas. “A economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro”, comenta o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Juros - “Isso sem falar dos efeitos de política monetária e fiscal acumulados ao longo do ano”, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. “No caso da política monetária, pelas defasagens naturais de política, devemos ter um pico de impacto da redução dos juros no primeiro semestre de 2010”, diz. Apesar da base de comparação ser com um período de profunda queda, a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano, a expectativa de que o Natal deste ano seja um dos melhores dos últimos 5 anos não deixa dúvidas quanto a solidez do processo de retomada da atividade produtiva. Fonte: O Estado de S.Paulo
Previdência inaugura primeira de 720 novas agências A primeira das 720 agências do Plano de Expansão da Rede de Atendimento da Previdência Social foi inaugurada sexta-feira (20) no município de Tauá (CE). No Ceará serão inauguradas outras 56 unidades, que irão se somar às 43 já existentes. A próxima agência a ser inaugurada deverá ser a do município de Caarapó (MS), no início do próximo ano. Ao todo estão previstos investimento de R$ 593,7 milhões. |
Na reta final da preparação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 14, 15 e 16 de dezembro, os milhares de participantes das suas etapas municipais e estaduais avançam na construção de propostas concretas para democratizar este setor estratégico. Além do diagnóstico dos danos causados pela ditadura midiática, os envolvidos neste processo pedagógico de discussão formulam idéias de políticas públicas e de regulamentação dos meios de comunicação. Nos próximos dias, apresentarei sete modestas contribuições a este debate. Elas partem de duas premissas básicas. A primeira é de que a comunicação deve ser encarada como um direito humano essencial na atualidade. Deixada à selvageria do “deus-mercado”, a mídia privada manipula informações e deforma comportamentos, causando inevitáveis males à sociedade. A segunda é de que a comunicação é um requisito da democracia. Não há como avançar na democracia no País sem democratizar os meios de comunicação. Neste sentido, as propostas procuram unificar o campo popular e democrático em torno de sete exigências: 1- Fortalecer a rede pública de comunicação; 2- Regulamentar as concessões públicas ao setor privado; 3- Adotar políticas públicas de incentivo à radiodifusão comunitária; 4- Instituir um programa nacional de inclusão digital - banda larga para todos; 5- Revisar os critérios da publicidade oficial; 6- Instituir mecanismos de participação democrática da sociedade; 7- Elaborar um novo marco regulatório para o setor. Batalha estratégica A luta por estas e outras demandas é decisiva na atualidade. A batalha pela democratização dos meios de comunicação não comporta ilusões e, muito menos, omissões. Diante do enorme poder da mídia hegemônica, a luta por mudanças profundas neste setor adquire um caráter estratégico. Não haverá avanços na democracia, na mobilização dos trabalhadores por seus direitos e na própria luta pela superação da barbárie capitalista, sem enfrentar e derrotar a ditadura midiática. Hoje, esta batalha comporta três desafios, que se inter-relacionam e se complementam. O primeiro é o da denúncia da “imprensa burguesa”. Não há como democratizar os veículos sob o comando ditatorial dos Marinhos, Civitas, Frias e demais barões da mídia. Eles serão sempre aparelhos privados de hegemonia do capital. Qualquer ilusão neste campo seria desastrosa para as forças políticas e sociais de esquerda. O segundo desafio é o da construção e fortalecimento de veículos próprios das forças engajadas na luta pela superação de todas as formas de exploração e opressão. Sem construir instrumentos contra-hegemônicos de qualidade não será possível vencer a disputa de idéias, de projetos e de valores numa sociedade tão complexa como a brasileira. Contracorrente Estes dois desafios não negam, porém, a urgência de um terceiro: o da luta pela democratização dos meios de comunicação. Na contracorrente da lógica capitalista, é possível erguer barreiras ao poder da mídia burguesa e construir políticas públicas que incentivem a diversidade e pluralidade informativas e culturais, conforme apontam recentes avanços na América Latina. Neste rumo, a 1ª Confecom, antiga demanda dos movimentos sociais, pode ser uma importante alavanca. Além de envolver amplos setores da sociedade neste debate, num processo pedagógico sem precedente na história, ela pode propor medidas concretas que coíbam a ditadura midiática. Várias entidades progressistas estão inseridas nesta luta. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), criado em 1991, nasceu das mobilizações por avanços na Constituição de 1988 e reúne várias entidades. O Coletivo Intervozes, fundado em 2003, conta militantes com reconhecida capacidade de elaboração. Já o Fórum de Mídia Livre, lançado em março de 2008, articula jornalistas, acadêmicos e veículos progressistas. A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e a Federação de Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão (Fitert) não limitam sua atuação à defesa dos interesses corporativos. Destacam-se, ainda, a Associação Brasileira das Rádios Comunitárias (Abraço) e a Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom). Campo progressista Os partidos de esquerda também estão se dando conta da importância desta frente de atuação. O PT, que sempre contou com renomados intelectuais da área, realizou em 2008 sua 1ª Conferência Nacional de Comunicação e apontou os caminhos para uma mídia mais democrática. Já o PCdoB aprovou, em novembro de 2007, resolução específica com propostas concretas para o setor. No caso do PSB, vale registrar a corajosa ação da deputada Luiza Erundina; já no PSOL, o deputado Ivan Valente se destaca por suas denúncias das manipulações midiáticas. Há consenso entre estas forças políticas e sociais que não basta somente o diagnóstico sobre os efeitos nocivos da mídia hegemônica. Que ela não serve aos anseios dos trabalhadores, a história comprova de maneira cabal. Que ela é altamente concentrada e manipuladora, os fatos também evidenciam. Mais do que diagnosticar, é urgente avançar na formulação de propostas concretas que visem superar esta deformação na sociedade. Neste esforço, algumas proposições adquirem força catalisadora, capaz de unir amplos setores. Nos próximos artigos, apresento sete propostas concretas, não como pacote fechado, mas como uma modesta contribuição ao debate em curso. |
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