Sindicalistas falam sobre reivindicações

das trabalhadoras nas Eleições de 2010

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 25 de agosto, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 26 de agosto, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 1º de setembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 29 de agosto, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 29 de agosto, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Dia 18 - William Ferreira, Miguel Torres, Franzin e Clemente Ganz Lúcio

Em evento que reuniu mais de 1.500 mulheres trabalhadoras de todo o País, lideranças sindicais femininas das seis Centrais entregaram à candidata Dilma Rousseff, dia 17, a “Plataforma das Mulheres Trabalhadoras para as Eleições de 2010”.

Qual é o conteúdo deste documento? Quais são as propostas? Como ele foi elaborado? Para responder a essas perguntas o Câmera Aberta Sindicaldesta quarta, dia 25, convidou Maria Auxiliadora dos Santos, da Força Sindical; Luzinety Silva, da CTB; Maria Pimentel, da CGTB; além de uma representante da CUT.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br

E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Força e UGT entregam pautas reivindicando
aumento real e jornada menor

Haverá concentração às 10 horas na Fiesp e às 11 horas na Fecomercio

A Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) se uniram nas campanhas salariais das principais categorias que representam em São Paulo, que têm datas bases nos próximos meses: metalúrgicos e comerciários. Nesta quarta-feira (25), em ato unitário, as duas Centrais, Federações e Sindicatos filiados entregarão as pautas de reivindicações na Fiesp (federação dos industriais) e na Fecomercio (federação do comércio).

Mais de 2 milhões de trabalhadores das áreas de comércio, indústria e serviços serão envolvidos nas campanhas salariais destas categorias, entre eles os empregados nas indústrias da alimentação, metalúrgicas, químicas, gráficas, laticínios e têxteis, além dos empregados no comércio. “Optamos por uma unidade de ação, para ampliar a pressão sobre os patrões”, diz João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força.

“Estamos mobilizando os trabalhadores para negociar nossas reivindicações, entre as quais aumentos reais de salários, redução da jornada e licença maternidade de seis meses”, declara Miguel Torres, presidente interino da Força Sindical.

Os trabalhadores, de várias partes do Estado, vão se concentrar em frente à Fiesp, às 10 horas, na avenida Paulista, para a entrega da pauta e início formal das negociações na área da indústria. De lá, seguirão para a Fecomercio, no bairro da Bela Vista, também na região central da capital, onde os dirigentes sindicais irão protocolar as reivindicações dos comerciários, às 11 horas.

Pautas - As duas categorias reivindicam, em comum, reajuste salarial; aumento real; fim das demissões imotivadas; redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; valorização do Piso; negociação de PLR; qualificação profissional; e ampliação da licença-maternidade para 180 dias.

Mais informações:
www.fsindical.org.br
www.ugt.org.br

Bancários fazem primeira rodada de negociações com bancos

O Comando Nacional dos Bancários iniciam, nesta terça-feira (24), a partir das 15 horas, em São Paulo, a primeira rodada de negociações com a federação dos bancos (Fenaban) referente à campanha salarial deste ano. A database dos bancários é 1º de setembro e a pauta de reivindicações foi entregue no último dia 11 aos banqueiros.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 11% (inflação do período mais 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil para cada funcionário, Piso salarial no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 2.157,88), mais contratações e garantia de emprego. Além disso, pleiteiam o fim de metas abusivas para venda de produtos, combate ao assédio moral, assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos e sequestros.

Pressão - “Os trabalhadores não suportam o ambiente de trabalho estressante e as metas inatingíveis dos modelos de gestão dos bancos, que favorecem o assédio moral”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Parabéns, blogueiros
Por João Franzin

Temos de saudar as iniciativas bem-sucedidas, especialmente aquelas que juntam gente, e gente com objetivos.

Por isso, parabéns ao Altamiro Borges (do Barão de Itararé) e a todos os que fizeram do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, dias 21 e 22, em São Paulo, um acontecimento forte e vitorioso.

O mérito não foi apenas reunir mais de 300 blogueiros e levar para debater, no Sindicato dos Engenheiros, gente da qualidade de Paulo Henrique Amorim, Brizola Neto, Emir Sader e Luis Nassif. Mérito também à condução dos trabalhos do evento, que evitou a contaminação pela pauta eleitoral, principalmente tendo em vista o ataque, desmedido, de Serra aos blogs na semana passada.

A Agência Sindical, desde o primeiro momento, apoiou e divulgou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros por entender que se trata de um importante esforço na direção da democratização da mídia. Nosso repórter Daniel Lucas participou do evento e nos próximos materiais da Agência cuidará de repercutir o Encontro.

O campo popular (de esquerda, digamos) tem feito eventos de inegável sucesso, nas últimas semanas. Vale lembrar: o encontro de mulheres das seis Centrais com Dilma, dia 17; este primeiríssimo Encontro de Blogueiros, dias 21 e 22; e a inauguração da TVT, dia 23.

São acontecimentos que marcam posição e aplainam caminho para novos avanços.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Boas notícias

No auge da crise econômico-financeira de 2009, quando a mídia anunciava, a cada pouco, o fim do mundo, a Agência Sindical passou a publicar, diariamente, neste boletim, a coluna Notícia Boa, para mostrar que no Brasil as coisas andavam melhores e que sairíamos vivos da crise. A fase ótima da economia pede que não publiquemos mais a Notícia Boa: agora são muitas as boas notícias. Saímos do singular e vamos para o plural. Melhor assim!

Comércio venderá mais 12%

“O melhor Natal de todos os tempos”. Foi a manchete do Diário de S.Paulo domingo, dia 22, cuja linha fina (sob a manchete) dizia que lojistas prevêem vender 12% a mais e criar empregos. O texto do jornalista Juca Guimarães deu dados concretos sobre a situação econômica brasileira, fazendo justiça ao fato de que os aumentos reais no salário mínimo (34,2% de valorização desde 2007), junto com os aumentos reais de salários das categorias e dos aposentados e pensionistas, dinamizam a economia e elevam o consumo, gerando empregos.

Há vagas. E muitas!

O mesmo jornal, no caderno Empregos, dava a manchete: “Indústria abre vagas”, relacionando 1.740 ofertas na Grande São Paulo. Só em Guarulhos as fábricas oferecem 854 empregos, com salários entre R$ 560,00 e R$ 4.500,00.

E, atenção: O Estado de S.Paulo, página 2 do caderno de Empregos, registrava recorde de vagas oferecidas pelo Sine (Sistema Nacional de Emprego). Com a ressalva de que, para vagas mais qualificadas, é maior a oferta do que a procura.

PIB nacional supera espanhol

Por todas essas razões, e ainda outras, o mesmo Estadão, de domingo, trazia matéria na página de economia mostrando o Brasil como oitava economia do mundo. Nosso PIB, de US$ 1,8 tri, supera o espanhol, de US$ 1,5 tri. E por que a Espanha caiu? Porque, segundo o jornal, não tem um “mercado interno dinâmico”.

Como ensinava Barbosa Lima Sobrinho, “capital se faz em casa”.

 


Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso



Um Zé fora
de hora

Por Gilson Caroni

José Serra deixou cair a máscara barata. As críticas ao que chamou de “conferencismo”, no 8º Congresso Nacional de Jornalismo, vão além do agrado circunstancial ao baronato midiático que lhe apaia na campanha. A direita sabe que o maior legado da Era Lula não se resume ao crescimento econômico com distribuição de renda. O grande feito do governo petista foi mobilizar a sociedade para passar em revista problemas históricos de origem.

Após várias conferências, a história brasileira deixou de ser o recalcamento das grandes contradições, para se afigurar como debate aberto sobre suas questões centrais. Numa formação política marcada pela escravidão, pela cidadania retardatária, com classes sociais demarcadas por distâncias socioeconômicas e por privilégios quase estamentais, o que vivemos no governo Lula foi uma verdadeira revolução cultural.

Além de discutir a mídia e a questão ambiental, foi criada uma nova agenda capaz de combater preconceitos e discriminações, ligados à classe, à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura. Conhecendo os distintos mecanismos de dominação, encurtou-se o caminho da conquista e ampliação de direitos, da afirmação profissional e pessoal. E é exatamente contra tudo isso que se volta a peroração serrista. A sociedade organizada é o pavor dos oligarcas.

O candidato tucano não escolhe caminhos, métodos, processos e meios para permanecer como possibilidade de retrocesso político. A cada dia, ensaia nova manobra de politiqueiro provinciano, muito mais marcado por uma suposta esperteza do que pela inteligência que lhe atribuem articulistas militantes. Continuar chumbado ao sonho presidencial é sua obsessão. De tal intensidade, que já deveria ter provocado o interesse de psiquiatras em vez da curiosidade positivista de nossos “cientistas políticos” de encomenda.

O “Zé que quero lá” não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável. Desprovido de recursos que conquistem a simpatia da plateia, se evidencia como burla ética, como o cristal partido que não se recompõe. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo. Vocaliza como ninguém o protofascismo de sua base de sustentação.

Por não distinguir cenários, confunde falas. Quando tenta uma encenação leve, resvala para o grotesco. Quando apela para o discurso da competência, sua fisionomia é sempre dura, ostentando ressentimento e soberba. Os Césares romanos davam pão e circo à plebe. Aqui, sendo o pão tão prosaico, o “Zé” não pode revelar os segredos da lona sob a qual se abriga. Seu problema, coitado, não é de marketing – é de tempo.

No governo em que ocupou duas pastas ministeriais, o cenário era sombrio. Parecia, ao primeiro olhar, que, no Brasil, tudo estava à deriva: desvios colossais na Sudene, na Sudam, no DNER; violação do painel eletrônico do Senado; entrega de ativos a preço vil; racionamento de energia e descrença generalizada na ação política. Os valores subjacentes aos pólos coronel/cliente, pai/filho, senhor/servo, pareciam persistir na cabeça de muitos de nossos melhores cidadãos e cidadãs, bloqueando a consolidação democrática. Era o tempo de Serra.

Tentar voltar ao proscênio oito anos depois é um erro primário. A política econômica é outra. Mais de 32 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado consumidor brasileiro. Segundo o chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, os cenários projetados até 2014 mostram que é possível duplicar esse número. A mobilidade social gerou um cidadão mais exigente. Uma consciência política mais atenta ao que acontece em todos os escalões do poder, um contingente maior de sujeitos de direito que exige mais transparência e seriedade na administração pública. Esse é o problema do “Zé”. Aquele que, depois de tantas Conferências, poucos o querem lá.

Gilson Caroni é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro