Deu no Valor Econômico:
O economista Rogério Cesar de Souza, do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), afirma: “Todos viram que foram fatores sazonais que pressionaram os preços no começo do ano, tanto que agora já estão caindo forte”. A reportagem, assinada por João Villaverde, informa que setores da economia registram, nos primeiros quatro meses deste ano, ganhos de produtividade de 27%. No mesmo período, os salários, nesses setores, perderam 2,4%, principalmente por conta do corte de trabalhadores antes e depois da crise. Resultados - Na página A-3, o jornal traz um quadro comparando, por setor, crescimento salarial com produtividade. Exemplos: indústria geral teve ganho salarial de 2,5% e aumento de 9,2% na produtividade; metalurgia básica teve queda de 2,1% na massa salarial, contra um crescimento de 25,3% na produtividade. Outro exemplo, considerando-se o primeiro quadrimestre de 2010, é o segmento de aparelhos elétricos e eletrônicos. Aqui, a elevação salarial foi de 7,2%, enquanto a produtividade subiu o dobro. A matéria entrevista o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que aponta o início de uma ampla articulação entre as Centrais para unificar itens da pauta de reivindicações e, com isso, aumentar o poder de pressão das categorias com data-base no segundo semestre. Mais informações:
CGTB na 99ª Conferência da OIT: A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) apresentou documento na 99ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que ocorreu de 2 e 18 de junho, em Genebra, Suíça, que bate de frente com o receituário liberal, incapaz de conter a crise no mundo desenvolvido. A síntese do documento é mais salários e direitos, Estado forte a apoio ao setor produtivo. “O único caminho para o desenvolvimento é um modelo independente que priorize o mercado interno, a criação de empregos, melhores salários e mais direitos, melhorando assim as condições de vida dos trabalhadores e do povo”, afirma o texto, apresentado pela secretária de Relações Internacionais da Central, Maria Pimentel. O documento da Central ressalta que a China conseguiu preservar o bom desempenho de sua economia, se defendendo com eficiência de uma guerra cambial desencadeada pelo governo norte-americano. Segundo a CGTB, essa postura soberana impediu que o país fosse inundado de dólares sem lastro e sofresse uma agressão do capital especulativo. Aumento PIB - “Para não cair na crise, ao contrário dos EUA, (a China) investiu na produção e em infraestrutura. Com isso, a economia chinesa continuou crescendo no meio da crise em que estão submersos os países do G-7. O PIB da China cresceu 11,9% no primeiro trimestre de 2010 em comparação com o mesmo período de 2009 e aumentou 8,7% no ano passado”, enfatiza. Mais informações:
Pereira dos Metalúrgicos põe blog no ar
Metalúrgicos na Autoliv de Taubaté
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, os trabalhadores da Autoliv demonstraram unidade e mobilização para a conquista da PLR de 2010. “O Sindicato continua avançando na política de valorização das PLRs, como instrumento de geração de renda para os trabalhadores”, afirma. Mais informações:
Portal de empregos verdes potencializa oportunidades no setor O primeiro portal de empregos verdes desenvolvido no País, que recebeu o nome de Green Jobs Brasil, nasceu com a finalidade de aproximar empresas que necessitam de recursos humanos para projetos sustentáveis e profissionais que procuram oportunidades de emprego desse gênero. O portal, criado pela Rudra Tecnologias Sustentáveis, pode ser usado sem cadastro ou cobrança. As empresas que precisam recrutar candidatos para projetos podem divulgar suas vagas e os profissionais interessados podem procurá-las e candidatar-se às que lhes interessarem. As ofertas de emprego podem ser localizadas por um sistema de buscas e estão divididas nas seguintes áreas: Técnicos, Educadores, Gestores e Comercial. Como usar - Pelo portal também é possível seguir o @greenjobsbrasil no twitter e ficar sempre atualizado sobre as últimas vagas publicadas. O twitter do Green Jobs também disponibiliza uma série de notícias sobre empregos verdes.
Curso para monitores de telecentros tem 18 mil bolsas Um total de 18 mil bolsas serão concedidas para capacitação de monitores de centros públicos de acesso à internet. Cerca de 10 mil telecentros, selecionados pelo Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.BR), vão abrigar os bolsistas. Eles vão cumprir 30 horas semanais no curso, com duração de um ano. As bolsas serão de R$ 483,01 e de R$ 241,50. |
Por João Guilherme Vargas Netto Com o crescimento acelerado da economia aparecem, aqui e ali, obstáculos e entraves. A própria dinâmica virtuosa ao explicitar as falhas, aponta a direção para seu enfrentamento com êxito. Durante os anos de pasmaceira econômica – em que o rentismo dava as cartas e deformava todo o processo de crescimento (basta citar o famigerado “PIB potencial”, cujo aumento não podia ultrapassar 3,5% ou o cruel “desemprego que não causa inflação”, que não podia ser menor que 10%) – as falhas estruturais na formação, qualificação, aproveitamento e remuneração dos engenheiros eram disfarçadas: aposentadorias precoces e injustas, “financeirização” de currículos e carreiras, desmanche das equipes técnicas, desrespeito ao Piso profissional legal etc. Agora, chegou a hora da verdade, em que o engenheiro passa a ser a chave do crescimento e qualificação da mão de obra. A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que é a direção sindical da categoria, vem desenvolvendo o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, com grande repercussão entre os profissionais e na sociedade. No documento, aprovado em setembro de 2006, está escrito com todas as letras: “suprir essa escassez e ganhar qualidade na formação dos engenheiros são grandes desafios. Estima-se que se precise formar, na graduação, o dobro de engenheiros no Brasil e que sejam eles profissionais aptos a operar o sistema empresarial e de inovação”. Três etapas podem ser empreendidas. A curto prazo, trata-se de “desempoçar” o contingente de engenheiros, trazendo de volta à ativa grande número de aposentados, recompondo equipes técnicas e “retomando” das funções financeiras e burocráticas milhares de profissionais. A médio prazo, trata-se de melhorar os currículos das escolas (públicas, em primeiro lugar, mas também as particulares) e garantir base teórica nos cursos médios. E, a longo prazo, reforçar a base da pirâmide educacional, injetando com força o saber técnico, o saber da matemática. Em todas as etapas, como exigência fundamental, deve-se aumentar a remuneração dos profissionais, que são estratégicos para o desenvolvimento. Se agora faltam engenheiros, o trabalho deles tem que valer mais. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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