Essa é a síntese da manifestação de Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo (Sintracon), feita na noite de segunda-feira (dia 22) durante lançamento de livro – contendo entrevistas de Almino Affonso e João Guilherme Vargas Netto – no Sindicato dos Hoteleiros de São Paulo. Para Ramalho, um ato em São Paulo, “parando a cidade”, conforme suas palavras, é a arma mais eficaz que o movimento sindical pode, precisa e deve usar, e já. Lançamento - A fala do dirigente da construção foi muito aplaudida pelos sindicalistas. Cerca de 20 categorias profissionais – e dezenas de entidades de classe – estavam representadas no lançamento do livro. Mais informações:
Metalúrgicas do ABC ganham 53% mais O salário das metalúrgicas que atuam na Região do ABC paulista é, em média, 53% maior que os ganhos das trabalhadoras da mesma categoria no Brasil. Na comparação com o salário pago no Estado de São Paulo, a remuneração é 30% superior – segundo estudo da subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
O levantamento, divulgado na terça-feira (23) pelo presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, mostra que a remuneração das trabalhadoras no setor metalúrgico do ABC é, em média, de R$ 2.326,44. No Brasil, o salário fica em torno de R$ 1.516,32; já no Estado de São Paulo, é de R$ 1.796,31. De acordo com o Dieese, o salário das metalúrgicas do ABC também é superior ao dos trabalhadores do sexo masculino na categoria (R$ 2.207,21) no País. Congresso - Sérgio Nobre destaca que estudo do Dieese foi elaborado especialmente para o 2° Congresso das Mulheres Metalúrgicas do ABC, que começa na próxima quinta-feira (25). O objetivo foi traçar o perfil das trabalhadoras da categoria, que ajudará na definição de ações sindicais especificamente voltadas à mulher metalúrgica. Mais informações:
Empregador poderá ficar obrigado a pagar vale-transporte integral A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei (PL 6851/10), do senador Paulo Paim (PT-RS), que torna obrigatório o pagamento integral do vale-transporte pelo empregador. Pela legislação atual (Lei 7418/85), o empregador pode descontar até 6% do salário básico de seus empregados como participação nos gastos com transporte.
O projeto modifica a lei para atribuir os custos exclusivamente ao contratante. Paim destaca que a proposta confere tratamento isonômico ao benefício. Tramitação - O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Mais informações:
Ministério lança Blog do Trabalho e amplia conteúdo sobre o tema
Conteúdo - No Blog do Trabalho os internautas poderão se informar sobre serviços, números e estatísticas, projetos e programas especiais e legislação, entre outros temas ligados ao trabalho e emprego. Acesse no endereço blog.trabalho.gov.br Mais informações: Venda de máquinas cresce 127,7% no bimestre As vendas de máquinas de construção cresceram 127,7% no primeiro bimestre de 2010, na comparação com igual período do ano passado. Foram comercializados 2,9 mil equipamentos. Na produção, o salto foi maior (243%) e 3,7 mil unidades fabricadas. São equimaentos como tratores de esteira, retroescavadeiras, caminhões fora de estrada e rolos compactadores. |
Segundo pesquisadores britânicos do News Economics Foundation, a salvação da economia mundial está na redução da jornada para 21 horas por semana – nós nem reivindicamos tanto. De acordo com o estudo – matéria do Estadão online de 17/01/10 –, essa medida aliviaria as pressões sobre o meio ambiente, ao cortar o consumo de energia e de outros recursos naturais; diminuiria o estresse tanto de empregados quanto de patrões, dando-lhes mais oportunidades de lazer; e mais mulheres poderiam entrar no mercado de trabalho, já que teriam mais tempo para cuidar dos filhos. Uma das autoras do estudo, Anna Coote, acredita que com uma jornada de 21 horas teríamos mais tempo para sermos pais melhores, cidadãos melhores, vizinhos melhores, empregados melhores, menos estressados e mais produtivos. “É hora de romper o poder do velho relógio industrial, resgatar nossas vidas e trabalhar para um futuro sustentável”, diz ela. Mas os empresários não pensam assim, e estão fazendo um grande movimento para adiar a votação do projeto da redução da jornada na Câmara dos Deputados. Eles dizem que a redução tem que se dar por meio da negociação entre os Sindicatos e as empresas. Isso é discurso. Na prática, os patrões só negociam sob pressão ou com a fábrica parada (greve). De nossa parte, estamos abertos à negociação. Só neste ano de 2010, fechamos mais de 20 acordos de redução, beneficiando mais de dez mil trabalhadores. Alguns acordos fixam a jornada de 40 horas já a partir deste ano, enquanto outros estabelecem uma redução gradativa. E temos várias negociações agendadas. Temos na base muitas metalúrgicas que trabalham 40 horas há anos, e não quebraram, não perderam a competitividade nem tiveram queda de produção. Muito pelo contrário. De acordo com o IBGE, a produtividade do trabalho aumentou 84% de 1988 a 2008, enquanto o salário médio retraiu 27%. Isto mostra que a redução da jornada é possível. Por isso, vamos persistir na luta até a conquista desta importante reivindicação, econômica e social, geradora de emprego e renda. Nós vamos pressionar e os empresários vão decidir se querem negociação ou greve: redução da jornada, já! Miguel Torres é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e vice-presidente da Força Sindical |
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