Primeiro - É um governo legítimo: foi eleito com grande e indiscutível votação; Segundo - É um governo aprovado: legitimado pelas urnas, duas vezes, e aprovado por cerca de 80% dos brasileiros; Terceiro - Respeita as leis: mesmo com totais condições de obter um terceiro mandato, Lula respeitou a Constituição. Ao contrário de Fernando Henrique, que rasgou a Constituição que jurara defender e comprou os votos de Ronivon Santiago e de outros deputados; Quarto - É um governo tolerante: o governo Lula dialogou com todas as forças políticas representadas no Congresso e atuou obedecendo essa correlação de forças. O governo Lula ampliou os espaços das minorais e fortaleceu as lutas por igualdade (Lei Maria da Penha, Estatuto da Igualdade Racial, Lei das Cotas etc.); Quinto - É um governo progressista: avançou na democratização do Estado, que está deixando de ser um escritório de negócios de interesses privados para se colocar a serviço de todos os brasileiros (crédito consignado, Bolsa Família, Luz Para Todos, ProUni, aumento real para aposentados e pensionistas, aumento real da o salário mínimo, Minha Casa, Minha Vida, multiplicação dos recursos do BNDES etc.); Sexto - É um governo legalista: não há um único ato concreto do governo Lula contra os Poderes Legislativo e Judiciário, e todas as prerrogativas individuais próprias de um Estado de Direito estão preservadas. Portanto, Evaristo Arns (essa vaca sagrada), Hélio Bicudo (esse papa-hóstia), Miguel Reale Júnior (de DNA integralista e ex-ministro de FHC), entre outros, atacam o governo errado e se põem a serviço do conservadorismo e do elitismo da nossa imprensa. O manifesto deles, em vez da fazer história – como fez a Carta aos Brasileiros lida das Arcadas pelo professor Gofredo, se repete, e nem poderia ser diferente, tão somente como farsa. O tom farsesco fica ainda mais flagrante com o ato hoje (23) – e mesmo objetivo – no Clube Militar do Rio: aquele antro de reacionarismo! João Franzin é jornalista
Aumento salarial nas montadoras
injetam
“Não fosse nossa conquista, esse dinheiro estaria parado, rendendo para os bancos e agora vai para o bolso dos metalúrgicos, que vão consumir mais e movimentar a economia brasileira, gerando, com isso, mais empregos e desenvolvimento”, afirma o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre. O acordo salarial, envolvendo as montadoras Ford, Scania, Mercedes-Benz e Volkswagen, beneficiará também os metalúrgicos de Taubaté, São Carlos e Tatuí (CGTB e Força Sindical, respectivamente) que foram representados pela FEM-CUT/SP na mesa de negociação. A base da Federação nas montadoras é de 45 mil trabalhadores. Desse total, mais de 32 mil no ABC. Paraná - O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e o Dieese anunciaram, na quarta-feira (22), que o aumento real de 5,5% nos salários, mais os acordos de Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2010 com as montadoras Renault, Volvo e Voslkwagen injetarão cerca de R$ 193 milhões na economia da região, nos próximos 12 meses. “Esses acordos estarão beneficiando não somente os 10.600 trabalhadores das montadoras, mas também impactarão em toda a economia paranaense, pois quanto mais dinheiro na mão do trabalhador maior será o consumo, o que faz com que o giro da economia fique em alta”, destaca o presidente do SMC, Sérgio Butka. Mais informações:
Bancos oferecem 4,29%. Bancários convocam greve por 11%
“O que os bancos estão fazendo é uma provocação aos bancários. A economia está crescendo como nunca, o lucro dos bancos aumentou em média 32% no primeiro semestre e eles oferecem apenas a reposição da inflação”, denuncia o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. Os bancários reivindicam reajuste de 11%, PLR de três salários mais R$ 4 mil, elevação do Piso de R$ 1.074 para R$ 2.157, aumento do vale-refeição e da cesta-alimentação, auxílio-educação e previdência complementar para todos os bancários. Assembleias - Na próxima terça (28), os Sindicatos da categoria em todo o País colocam em votação o indicativo de greve nacional por tempo indeterminado. O Comando já encaminhou documento à Fenaban, dando prazo até segunda-feira (27) para apresentação de nova proposta, que possa ser apreciada nas assembleias do dia 28. Mais informações:
Mulheres ganham até 51% menos que homens Os salários entre homens e mulheres têm diferenças de até 51% e as remunerações, mesmo quando as trabalhadores têm pós-graduação, continuam diferentes. Apesar de ainda ganharem menos, as mulheres possuem indicativos de escolaridade maiores que os homens: 63,7% delas têm ensino superior – 44,2% são graduadas e 19,5% pós-graduadas. No caso dos homens o percentual é de 55,3% – 38% com graduação e 17,3% com pós. Segundo a Catho Online, na comparação entre sexos ocupando o mesmo cargo, a pesquisa aponta que os homens ganham mais que as mulheres em todos os níveis, com destaque para a gerência, onde eles ganham, em média, 51,6% a mais que as mulheres, seguido do operacional (50,7% mais) e técnico (37,5% mais). Discriminação - No cargo de direção, a diferença chega a 35,5% a favor do homem e, no cargo de supervisão, de 32,2%. O levantamento envolveu 164 mil entrevistados de 20 mil empresas. Mais informações:
Três vitórias oposicionistas Nas últimas semanas, três eleições importantes foram vencidas por chapas de oposição. No Sindicato da Alimentação de Chapecó (SC), chapa da CUT derrotou a situação ligada à Força. Na semana passada, a oposição, ligada à CSP/Conlutas, venceu a CTB nos Metroviários de São Paulo. A mais recente conquista por uma oposição se deu no Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Ibaté, com vitória da Chapa 2 cutista sobre a situação, filiada à CGTB. Em Chapecó, houve interferência do Ministério Público, que praticamente conduziu o processo eleitoral.
Agosto registra menor taxa de desemprego desde 2002 A taxa de desemprego no País foi de 6,7% em agosto deste ano, a menor da série histórica iniciada em 2002. O índice é menor que os 6,9% do mês anterior e do que os 8,1% de agosto de 2009. A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE também informa que o número de trabalhadores com Carteira assinada no setor privado foi de 10,2 milhões, com crescimento de 7,2% no ano. |
Por Altamiro Borges O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e Centrais Sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “Centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco! Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas Centrais Sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista. As mentiras As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e Centrais. Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”. Liberdade de imprensa O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelos piores episódios da história do País – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais. Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas. Altamiro Borges é jornalista e editor da |
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