O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) fez o quinto corte consecutivo na Selic, na quarta-feira (22), mas de apenas 0,5 ponto. O corte reduziu a taxa de 9,25% para 8,75% ao ano, causando decepção tanto a representantes dos trabalhadores como do capital produtivo, que defendem juros básicos na faixa de 7% anuais.
A Força Sindical considerou a decisão “muito tímida”, assinalando que “a medida frustra os trabalhadores que ansiavam por uma queda maior”. “Falta de ousadia na queda da taxa Selic tem se tornado uma trava para o crescimento e um desestímulo para a economia, para o aumento da produção e para a geração de novos postos de trabalho e renda”, ressalta em nota o presidente da entidade, deputado Paulo Pereira da Silva (Paulinho). O presidente da CUT, Artur Henrique, considera que o corte foi “irrisório” e “atende os interesses do capital especulativo”. “Como sempre, o Banco Central e o Copom estão aquém dos esforços dos setores produtivos da sociedade no enfrentamento da crise”, diz. Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, a decisão do Copom “revela que os seus nobres integrantes estão realmente obcecados em derrubar o PIB brasileiro para números abaixo de zero”. Ele lembra que o Copom subiu os juros antes da crise “e está demorando demasiadamente para reduzi-los”. “O corte reflete a forte pressão da sociedade civil e de setores relevantes do governo, o que isolou os monetaristas, mas ainda é tímido e traduz o espírito conservador que continua orientando a política monetária”, frisa Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Fonte: sites das Centrais
Metalúrgicos da CUT entregam pauta
Pela manhã, receberam a pauta o Grupo 2 (máquinas e eletroeletrônicos) e a Grupo 8 (trefilação, artefatos de ferro, materiais ferroviários). À tarde, o documento será encaminhado ao Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos) e às montadoras. Mais informações:
IBGE aponta queda no desemprego a 8,1% em junho
Renda - A população ocupada cresceu 0,8% frente a maio e recuou 0,1% em relação ao ano passado, para 21,1 milhões de pessoas. O rendimento médio real recebido pelos trabalhadores teve discreta baixa de 0,3% sobre maio, mas alta de 3,0% em relação a junho do ano passado, para R$ 1.312,30. Mais informações:
Caixa faz novo corte de juros A Caixa Econômica Federal reduz, pela sétima vez em 2009, as taxas de juros das suas principais linhas de crédito, beneficiando pessoas físicas e empresas de todos os portes. A redução, que vale a partir da segunda (27), mantém o banco no topo da lista das instituições com os menores juros entre os grandes bancos, segundo pesquisa mensal do Procon. Mais informações:
Linha de crédito para bens de capital
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A falácia do déficit Por Maurício Oliveira Mais uma vez a questão do déficit da Previdência Social volta à imprensa, desta vez o jornal Agora de São Paulo publicou uma matéria intitulada “Déficit da Previdência aumenta mesmo com arrecadação maior”. É preciso esclarecer à população brasileira, e isso é uma tarefa que a própria imprensa poderia realizar, que a Previdência Social não é deficitária, pois é parte integrante do Sistema de Seguridade Social criado pela Constituição de 1988 e está disposto em seus artigos 194 e 195 como um conjunto de ações destinadas a assegurar o direito relativo à saúde, previdência e assistência social, sendo financiado por toda a sociedade de forma direta e indireta por meio de recursos provenientes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Nesse bojo, foi criado também o Orçamento da Seguridade Social com fontes plurais de custeio e programas sociais fins. Dentre esses programas, é importante dar especial ênfase à Lei de Custeio e Benefícios da Previdência Social (RGPS), à incorporação do setor rural aos benefícios previdenciários, à Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), que garante renda mínima para idosos e deficientes, e ao Sistema Único de Saúde (SUS), regionalizado e descentralizado. Portanto, existem recursos constitucionais que garantem a cobertura dos benefícios sociais independentemente de contribuição. Apenas em 2008, o superávit da Seguridade Social foi de R$ 52,3 bilhões, dinheiro desviado para o superávit primário da União e arcar com o pagamento dos juros da dívida pública. O total dos desvios de recursos da Seguridade Social no período de 2000 a 2008 foi de R$ 383,2 bilhões. Esse montante seria suficiente para revolucionar a saúde pública do País e recuperar o valor de todas as aposentadorias e pensões da Previdência em quantidade de salários mínimos na época da concessão. Porém, esse dinheiro foi para o sistema financeiro nacional e internacional. O déficit, portanto, é uma falácia, defendida por aqueles que querem acabar com a previdência social pública que é a maior política de distribuição de renda do País. O cálculo do déficit que o governo divulga é uma fórmula simplista e conceitualmente errada, pois faz somente a subtração da arrecadação líquida com o total de todos os benefícios previdenciários, não levando em conta os repasses do orçamento da seguridade Social. O que o governo chama de déficit é, na verdade, uma política social, principalmente na área rural, que o próprio presidente Lula já declarou ser prioridade de governo e que não pode ser entendida apenas como despesas. Maurício Oliveira é assessor econômico da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) |
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