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Votação das 40 horas na Câmara
é tema do Câmera Aberta desta quarta
São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 24 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 25 de junho, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 1º de julho, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 28 de junho, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 1º de julho, das 13 às 14 horas
Dia 30, a Comissão Especial da Câmara vota o relatório que ratifica a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução do salário. Se a votação da maioria for favorável ao relatório, a proposta será encaminhada ao plenário. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que esteve no 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, se comprometeu a colocar a emenda em votação no plenário, assim que ela for aprovada na comissão.

Câmera Aberta exibido dia 27 com participações de Tadeu Moraes, Jefferson Coriteac, Maria Euzilene Nogueira (Leninha) e João Guilherme V. Netto |
O presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), afirmou que as Centrais Sindicais vão mobilizar cerca de 2 mil trabalhadores para acompanhar a votação do texto na comissão e no plenário.
O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 24, convidou representantes das Centrais para falar sobre essa mobilização. Estarão presentes Quintino Severo, secretário-geral da CUT Nacional; Sergio Luiz Leite, presidente eleito da Fequimfar; e Paulo Sabóia, presidente da CGTB São Paulo.
Sintonize - Quartas, das 19 às 20 horas, ao vivo, na TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72); quintas, das 19 às 20 horas, reprise; em Guarulhos, pela TV Guarulhos, canal 20, toda quinta, das 19 às 20 horas; em São José dos Campos, pelo canal 95, na Vivax, toda quarta-feira das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas; em São José do Rio Preto, todo domingo, na TV da Cidade (Canal 16), às 20 horas, com reprise às terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas; e em Presidente Venceslau, toda quarta na TV a Cabo Venceslau, das 13 às 14 horas.
Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Confederação dos metalúrgicos repudia
demissões na Bosch em Curitiba
Foto: Andre Nojima
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Clementino Vieira, distribuiu na segunda-feira (22) nota de repúdio contra a postura da Bosch do Brasil, que anunciou a dispensa de 900 metalúrgicos na semana passada.
“A empresa havia dito que não haveria demissões, mas não cumpriu o que disse e tomou atitudes irresponsáveis e antissociais. Vale lembrar que no começo do mês de junho foi fechado um acordo de PLR com a empresa”, ressalta a nota.
Segundo a entidade, a Bosch deveria ter optado pelo diálogo com o Sindicato da categoria para buscar alternativas, a fim de manter a produção e os empregos dos trabalhadores. “Diante deste momento sério, difícil, presto em nome de toda a diretoria da CNTM solidariedade aos trabalhadores da empresa e apoio ao Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba na luta pela suspensão destas demissões”, afirma Clementino.
Justiça - Na próxima quarta-feira (24), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região (Curitiba) realiza, às 9h30, audiência de conciliação entre o Simec e a Bosch, para avaliar o pedido de liminar do Sindicato solicitando a suspensão das demissões.
O Simec enfatiza que as dispensas foram feitas de forma arbitrária, sem discussão prévia, com a empresa se negando a aplicar outras alternativas como o lay-off, que garantiu o emprego de 800 trabalhadores da Renault.
Mais informações:
www.simec.com.br
www.cntm.org.br

Instituto Vladimir Herzog será lançado
dia 25 de junho, na Cinemateca
Com o intuito de contribuir para a reflexão e produção de informação voltada ao direito à Justiça e à Vida, inúmeras personalidades das mais diferentes áreas lançam oficialmente, na próxima quinta-feira (25), o Instituto Vladimir Herzog. O evento será na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino), às 19h30.
O Instituto nasce com o objetivo de organizar material jornalístico (fotos, matérias) sobre a história de Vlado, a fim de se constituir numa fonte aos trabalhos de pesquisadores, estudantes e profissionais em geral. Além disso, vai promover atividades que estimulem o debate sobre o papel do jornalista e será responsável ainda, junto com o Sindicato dos jornalistas, pelo Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.
Confira os detalhes da programação no site www.vladimirherzog.org

Metalúrgicos do Rio de Janeiro aprovam filiação à CTB
Os delegados ao 8º Congresso dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, realizado entre os dias 19 e 21 de junho, aprovaram a filiação do Sindicato à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Há cerca de dois anos a entidade se mantinha sem filiação a uma Central Sindical.
Com a presença de 200 participantes, o congresso debateu questões relacionadas à conjuntura econômica e política, à organização sindical e definiu um plano de lutas. O tema central foi “União dos trabalhadores contra a crise e em defesa do emprego”.
Mais informações:
www.portalctb.org.br

Delegados metalúrgicos recebem livro
sobre imprensa sindical
Foto: Jaélcio Santana
Os 1.200 delegados do 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, realizado dias 17, 18 e 19 de junho, receberam na pasta do evento o livro “Imprensa Sindical – Comunicação que organiza”, de João Franzin. O jornalista foi um dos palestrantes do evento, no painel “A comunicação do Sindicato com os trabalhadores e a comunicação dos trabalhadores com o Sindicato”.
Para o autor, a circulação do livro entre trabalhadores leva o tema comunicação sindical para a base: “Por ser um roteiro prático, o livro ajuda o trabalhador a avaliar a imprensa de sua entidade e a buscar meios de fortalecer a comunicação sindical”.
Brasília - Dia 2 de junho, João Franzin lançou o “Imprensa Sindical – Comunicação que organiza” na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília. Ele destaca: “O apoio de várias Confederações e Sindicatos viabilizou o lançamento”. Foram vendidos 320 exemplares da obra.
Informações - Mais informações sobre o livro, na Agência Sindical (11) 3231.3453. Site www.agenciasindical.com.br

Eleições na Federação dos trabalhadores
na alimentação de São Paulo
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp) realiza, nesta terça-feira (23), eleição para renovar a diretoria da entidade. Somente uma chapa, encabeçada pelo atual presidente, Melquíades Araújo, foi inscrita no pleito. “Quero agradecer a confiança dos companheiros, que mais uma vez aprovaram o trabalho realizado ao longo dos últimos anos”, afirma Araújo.
A Fetiasp tem desenvolvido muitos projetos, como os Encontros da Juventude e da Saúde no setor da Alimentação. Dias 25 e 26 de maio, a entidade realizou o I Encontro da Saúde da Alimentação, com a participação maciça de representantes dos Sindicatos associados, que debateram como enfrentar o alto índice de acidentes de trabalho no setor.
Mais informações:
www.fetiasp.com.br

Luz para Todos beneficia 10 milhões no campo
Uma verdadeira revolução no campo, que já beneficiou cerca de dez milhões de trabalhadores rurais, está em curso graças ao Programa Luz para Todos. Desde 2004, o programa já realizou dois milhões de ligações elétricas, permitindo a pessoas de todo o País realizar atividades simples, mas muitas vezes inacessíveis, como assistir à tevê, refrigerar alimentos, usar o ferro elétrico. A marca histórica foi comemorada nesta segunda-feira.
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Mauro Santayana é jornalista
A oposição e o direito
de espernear
Diante dos êxitos inegáveis do Governo, a oposição se perde entre a perplexidade e a inveja. Conforme costuma dizer Delfim Netto, com autoridade, os economistas que dominaram o governo anterior não podem aceitar que o bom senso de um metalúrgico revele-se muito mais eficiente do que as teorias acadêmicas.
A diferença está no trabalho desenvolvido pelo governo, sobretudo pelo seu titular. Lula atua em duas frentes. Na frente interna, tenta reparar injustiças seculares para com os trabalhadores.
Na externa, insere o Brasil entre os atores internacionais, abre mercados, influi no processo político global. Não é um extremista, mas tampouco um conformista.
Talvez funcione, em sua forma de ver o mundo, a constatação dos velhos comunistas de que os trabalhadores lutam para construir a própria família com dignidade e fazer com que seus filhos vivam um pouco melhor do que eles mesmos.
O país caminha sem grandes saltos, mas com firmeza. O governo conseguiu zerar a dívida externa e reduziu consideravelmente a dívida pública interna. Graças a isso, consegue impedir que a crise internacional assuma, entre nós, o caráter gravíssimo que ocorre em outros países.
Uma das causas desse desempenho é, sem dúvida, a distribuição - precária ainda - compulsória de renda. O aumento de consumo de bens industriais duráveis, favorecido pela atenção oficial aos pobres, permitiu que a indústria mantivesse o nível de emprego nos anos anteriores, e, assim, que a economia permanecesse mais ou menos estável.
É certo que os níveis de desemprego cresceram, mas não com os índices dramáticos que muitos calculavam.
Seria de esperar que todas as forças políticas brasileiras atuassem em busca do entendimento, a fim de que pudéssemos vencer todas as dificuldades econômicas sem crises políticas internas. Mas não é o que ocorre.
A oposição, salvo a exceção de alguns mais lúcidos, aposta no "quanto pior, melhor". Não há prova maior disso do que a CPI do Senado para investigar a Petrobras.
Em primeiro lugar, não obstante homens honrados que o compõem, o Senado não tem, neste momento, autoridade moral e política alguma para investigar o que quer que seja.
Os escândalos surgidos ali recentemente põem a instituição sob suspeita diante da opinião pública. E o propósito da oposição não é averiguar possíveis erros da grande empresa.
Querem é tentar a desestabilização do governo e - ainda pior - enfraquecer a grande empresa, no momento em que busca os capitais necessários para a exploração imediata dos depósitos petrolíferos sob a camada de pré-sal.
A oposição que está aí é herdeira e sucessora da UDN, que, sob o comando de Carlos Lacerda, e a serviço das grandes empresas petrolíferas norte-americanas, procurou impedir a criação da Petrobras durante o Governo de Vargas e, em seguida, no período de sua consolidação pelo presidente Juscelino Kubitschek, continuou na tentativa de desestabilização do governo.
Não é relevante para esse grupo de senadores e deputados o interesse nacional - e o interesse nacional exige a preservação da Petrobras, que vem investindo pesadamente na exploração do petróleo do profundo subsolo marinho, o que nos tornará um dos maiores produtores do mundo.
O que lhes interessa é apenas tumultuar o processo sucessório, com a esperança de que venham a ocupar o Planalto e, no Planalto, impedir a realização plena do povo brasileiro e a conquista definitiva da soberania nacional.
É o direito que têm de espernear.
Durante quase toda a História - com exceção de dois ou três períodos da República, em que houve resistência contra a injustiça, as oligarquias têm explorado impunemente o povo brasileiro e usado dos recursos do Tesouro para o enriquecimento de famílias de nome sonoro e caráter discutível.
Como, desta vez, os trabalhadores conhecem melhor os seus direitos e a população rural já não obedece ao cabresto dos senhores de engenho e dos latifundiários, os oposicionistas se desesperam.
Mauro Santayana é jornalista. Publicado originalmente na Revista do Brasil |