São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 25 de março, ao vivo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Os trabalhadores em carro-forte e escolta armada preparam paralisação nacional da categoria para o dia 13 de abril. Segundo a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), será um dia sem transporte de valores pela garantia de emprego, contra a imposição de malote de tinta, por melhores condições de trabalho e segurança.
Para falar sobre o assunto, o programa vai contar com a participação de Heralde Silva Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Rio de Janeiro; João Passos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores de São Paulo; e João Soares, secretário-geral da CNTV e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Valores do Paraná. Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Petroleiros entram em greve por cinco diasOs petroleiros paralisaram as atividades a partir da zero hora desta segunda-feira em todo o País, segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores na última quarta-feira (dia 18) e será por cinco dias, com parada de produção e reavaliação do movimento no quinto dia. Além dos trabalhadores dos 11 Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve conta com a adesão dos petroleiros dos Sindicatos do Rio Grande do Sul, Litoral Paulista, São José dos Campos, Rio de Janeiro e Sergipe/Alagoas. Segundo a FUP, além de não responder às reivindicações referentes à segurança, garantia dos postos de trabalho nas empresas contratadas e ao extra-turno, a proposta apresentada pela Petrobrás cria um programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) “inaceitável”. A entidade reclama que tanto a Petrobrás, quanto as suas prestadoras de serviço têm cortado e flexibilizado direitos dos trabalhadores. São Paulo - As refinarias de Campinas estão com cerca de 1.200 trabalhadores de braços cruzados. Em Mauá, são 500 funcionários parados. Em algumas refinarias a produção é controlada com a paralisação do bombeio, como em Guarulhos, produzindo o mínimo para não afetar a população. Mais informações: |
O Câmera Aberta e o movimento sindical Por João Franzin Há cerca de seis anos, apresento na TV Comunitária de São Paulo (TV Aberta, NET e TVA) o Câmera Aberta Sindical, ao vivo, toda quarta, das 19 às 20 horas. Em outros dias, o programa é reprisado em São José dos Campos, Guarulhos, São José do Rio Preto e Presidente Venceslau. Cada edição do Câmera é um programa diferente, às vezes surpreendente, pois a apresentação ao vivo, com participação do telespectador, altera a pauta do programa, reorienta ou mesmo muda a pauta na hora. Há programas, portanto, diferentes, como há programas especiais. Creio que a edição do dia 18, referente aos 30 anos de retomada do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Osasco, foi um desses programas especiais. A presença de Luiz Gushiken, protagonista da ação sindical, e de Walter Barelli, protagonista da luta econômica, deu um caráter histórico ao programa, com depoimentos importantes e mesmo comoventes sobre aquele processo de retomada das lutas sindicais (anterior ainda a 1979) vinculadas ao avanço da luta social brasileira pela redemocratização do País. Por meio de Barelli, por exemplo, ficamos sabendo que ele chegou a ser convidado a integrar a futura diretoria do Sindicato dos Bancários. Ele também lembrou que o Dieese, em época de vacas magras, recebeu sustentação dos Bancários e dos Metalúrgicos da Capital, sem o que dificilmente teria sobrevivido. Um Gushiken entusiasmado lembrou das rifas para arrecadação de recursos à oposição sindical e lembrou da dureza de fazer sindicalismo com a entidade sob intervenção, desprovida de seu comando político e o dinheiro na mão dos interventores. Luiz Gushiken também contou como era difícil fazer greve com um único megafone e registrou a evolução, quando o Sindicato construiu seu primeiro carro de som e pôs em circulação uma Folha Bancária aguerrida, informativa, orientadora da categoria e até hoje aí, presente, coordenada agora pelo jovem dirigente Ernesto Izumi. No programa, passamos trechos do vídeo que contou em 1989 os 10 anos de retomada do Sindicato, fazendo um registro importante da história sindical recente do País. O Câmera Aberta vai se constituindo numa tribuna do sindicalismo, sem vinculação a uma Central, sem cor partidária e sem condições a priori. Eu apenas apresento o programa e, quando posso, ajudo na produção. Trabalhamos com a idéia de que o programa, cada vez mais, seja um espaço de convivência do movimento sindical, que, por uma deliberação, lá atrás do dirigente comerciário Paulo Lucania, tem o único programa de televisão do Brasil voltado para o movimento sindical. João Franzin |
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