São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 21 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Em agosto, o prefeito de São Paulo anunciou um corte de 20% nas verbas destinadas aos serviços de varrição de ruas e retirada de entulho. Na época, o prefeito afirmou que a medida não prejudicaria a qualidade do serviço prestado, pois as empresas não demitiriam funcionários, apenas reduziriam a jornada.
Não foi o que aconteceu. No primeiro dia de setembro, as empresas que prestam serviços à prefeitura demitiram 1.500 funcionários. Nesta segunda (21), a categoria realizou paralisação de 20% do setor em protesto contra as demissões. O Câmera Aberta Sindical desta quarta (23) vai falar sobre o assunto com Moacyr Pereira, presidente do Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Limpeza Urbana); um trabalhador demitido recentemente por conta do corte da Prefeitura; e com o advogado e professor da PUC-SP, Luiz Tarcísio Ferreira. Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Garis suspendem greve. O Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Limpeza Urbana de São Paulo) suspendeu a greve dos varredores de rua. Segundo Moacyr Pereira, presidente do Sindicato, a greve atingiu de 15 a 20% da categoria ontem (21). “Realizamos uma greve estratégica. Seguimos o princípio da legalidade, que permite nosso setor parar até 20% da categoria. Com isso, provocamos o TRT, por meio de dissídio coletivo. Em caso da greve não ser considerada abusiva, poderemos conseguir estabilidade de 30 ou 45 dias para os trabalhadores”, explica Pereira. Mais informações:
Força Sindical cria fundo de greve
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Contag realiza hoje e amanhã A Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura), em parceria com a Secretaria de Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário, realiza nos dias 22 e 23, na sede da Fetaesp, o 1º Encontro Estadual de Capacitação em Reforma Agrária e Crédito Fundiário. A sede da Fetaesp está localizada na cidade de Agudos, interior paulista. O evento receberá cerca de 50 participantes entre dirigentes, lideranças e técnicos do MSTTR (Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais) e instituições parceiras, além de beneficiários e potenciais beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF).
Comissão aprova terceirização de atividades fim de empresas A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara aprovou o PL 4.059/08, do deputado Eduardo Moura (PPS/MT), que autoriza empresas a terceirizarem atividades-fim. O relator na comissão, deputado Renato Molling (PP/RS), apresentou parecer favorável à proposta. Ele considerou que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim não caracteriza o vínculo empregatício, mas sim requisitos de “pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade”, previstos na CLT. A matéria agora será analisada pela Comissão de Trabalho, e depois pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, antes de ir a plenário.Fonte: Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST)
Mercado já vê PIB estável Os profetas do apocalipse perderam mais uma: pesquisa semanal Focus divulgada ontem (21) pelo Banco Central (BC) indica recuperação do PIB. No levantamento junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto deste ano passou de um recuo de 0,15% para a estabilidade. Para 2010, a previsão para o PIB também melhorou, passando de um crescimento de 4% projetado na pesquisa anterior para uma expansão de 4,2% no relatório. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2009 segue negativa, mas teve discreta melhora, passando de uma queda de 7,28% para uma baixa de 7,25%. Para 2010, a projeção para o desempenho da indústria manteve-se em alta de 6%. Derrotados em suas expectativas catastrofistas, daqui a pouco os institutos vão falar em crescimento do PIB ainda em 2009... |
Nunca foi tão nítida a distinção entre esquerda e direita no Brasil. Forjar falsos consensos no ano que antecede um pleito majoritário, uma disputa em que tudo "é ou bola ou búlica" apenas serve para levar água para os moinhos da direita. A moagem que só interessa à candidatura de José Serra. Ao afirmar, em discurso na sede do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), que os atuais pré-candidatos à presidência da República têm todos origem na esquerda, Lula desenhou um cenário que precisa ser melhor delineado para entendermos seus desdobramentos. Qual seria o alcance dessa observação feita em clima de descontração? Onde estão seus limites teórico-políticos? Por que foi rapidamente endossada pela grande imprensa e por conhecidos acadêmicos que pontificam em suas folhas? Se, por sua trajetória pessoal, o governador de São Paulo, José Serra, em princípio, não chega a ser o “queridinho do mercado", é bom lembrar que circunstâncias históricas particulares não raramente produzem uma alteração diferencial do voto conservador. Sua provável candidatura vem de uma linhagem político-partidária definida desde a eleição de Fernando Henrique em 1994. Um consórcio que, por oito anos, abrigou parte dos grupos oligárquicos mais reacionários da política brasileira. Não faltará quem argumente que os maiores problemas de Serra serão o entorno e a política de alianças que terá que manter. Lorota, falácia pura. Como lembrou o sociólogo Chico de Oliveira em entrevista para a Revista Adusp, dois anos após a vitória de FHC, "a liderança da coalizão que sucateou o país sempre coube ao PSDB". Foram desse partido, e não do PFL, as diretrizes do neoliberalismo, de uma modernização conservadora que, reforçando as estruturas oligárquicas do Estado brasileiro, aprofundou o fisiologismo e o patrimonialismo que impedem a republicanização da prática política e do gerenciamento das demandas populares. Afirmações que dão como esgotadas as contradições entre tucanos e petistas são mais exercícios de transformismo do que análises calcadas em qualquer evidência. Ignoram que a identidade partidária é, sobretudo, um fenômeno vinculado ao que é construído na participação política e no exercício do poder. Fingem não se dar conta de que os avanços obtidos no governo do presidente Lula dramatizam a urgência de profundas reformulações político-institucionais. Com sua política de terra arrasada, o governo FHC açulou várias contradições e antagonismos da sociedade brasileira. Porém, ao mesmo tempo em que as levou ao paroxismo, construiu uma unidade de pensamento que aglutinou parcelas expressivas da população em torno de aspirações de uma mudança substantiva nas estruturas que sustentavam a ordem social vigente. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) relativa ao ano de 2008 atestam a inegável inflexão ocorrida no país. Um quadro totalmente distinto daquele herdado em 2002, quando 46 milhões de habitantes viviam abaixo da linha da pobreza. Sem contar os 20% de desempregados e os que, mantendo os postos, sofriam uma queda de 10% na renda nacional. Se a fluidez do processo político brasileiro com freqüência prepara armadilhas para o analista, a identificação dos núcleos de inconformismo com os avanços obtidos permite uma clivagem segura. O governador Serra conta com o apoio da grande mídia e dos segmentos mais associados a modelos excludentes e a políticas externas marcadas por inserção subalterna no cenário mundial. Votam no governador os que defendem o Estado mínimo, os que advogam que o mercado é um mecanismo capaz de auto-regulação perfeita, os que se opõem a uma mudança de paradigma econômico, em suma, a direita truculenta que nunca teve qualquer projeto de país ou compromisso com a democracia. Dessa vez, ao contrário de outros momentos da história brasileira, há partidos políticos do campo democrático-popular consolidados e lideranças que podem assumir com coerência e nitidez a vocação renovadora exigida pela nova cidadania brasileira. Nunca foi tão nítida a distinção entre esquerda e direita. Forjar falsos consensos no ano que antecede um pleito majoritário, uma disputa em que tudo "é ou bola ou búlica" apenas serve para levar água para os moinhos da direita. A moagem que só interessa à candidatura de José Serra. |
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