Na reunião, o superintendente disse aos trabalhadores que vai solicitar às gerências regionais do Ministério em Campinas e São José dos Campos que acompanhem o nível de emprego nas unidades da Amsted-Maxion situadas nos municípios paulistas de Cruzeiro e Hortolândia, para averiguar se a empresa está fazendo contratações. O objetivo é assegurar que a empresa absorva nesses locais os demitidos da unidade de Osasco. O Sindicato apresentou um documento solicitando outras providências, como o rastreamento de créditos obtidos junto aos órgãos públicos de financiamento, como o BNDES, para informar a instituição que, enquanto pleiteia dinheiro público, a empresa demite trabalhadores. Desde dezembro de 2008, foram 1.400 demissões. Melo ouviu o depoimento de trabalhadores que relataram os problemas de saúde que sofrem e o descaso da empresa, que não respeitou o direito a estabilidade no emprego das vítimas de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e doenças comuns. Ao todo, 60 trabalhadores estiveram na reunião. Mais informações:
Centrais definem pauta do semestre
|
||||
![]() |
O que não está nos autos não está no mundo, prega um ditado jurídico. Daqui a pouco será: o que não está no youtube não está no mundo. Na prática, o youtube vai se formando como um mundo próprio, múltiplo, cativante e pletórico.
Tem muito lixo no youtube. Mas também tem grandes jóias. Uma delas são os dois vídeos de nove minutos cada com Darcy Ribeiro, na série “Intérpretes do Brasil”.
Poucos brasileiros foram tão verdadeiros e geniais quanto o professor, o antropólogo, o político, o pensador, o escritor, o trabalhista Darcy Ribeiro.
É só digitar no darcy ribeiro que o youtube indica os vídeos, abrindo frondosos 18 minutos de sabedoria, irreverência, fé e exemplo. Viva Darcy!
![]()
Altamiro Borges é jornalista e escritor
E a ‘liberdade
de imprensa’ em Honduras?
Por Altamiro Borges
O golpe militar em Honduras comprova, até para os mais tapados, que a tal “liberdade de imprensa” pregada pelos barões da mídia representa, na verdade, a “liberdade dos monopólios”. O discurso das corporações midiáticas é pura hipocrisia.
Um jornalista hondurenho já foi assassinado em condições misteriosas; toda a equipe da Telesur, que dava um show na cobertura do trágico episódio, foi presa e expulsa do país pelos gangsteres golpistas; inúmeras rádios comunitárias foram atacadas; a “Rede Globo” de Tegucigalpa, que nada tem a ver com a Vênus enlameada brasileira, também foi fechada; até a CNN em espanhol foi proibida de exibir as cenas de violência nas ruas, que já causaram dezenas de mortes.
Apesar de toda esta brutalidade fascista, nenhum dos colunistas bem pagos da mídia hegemônica fez declarações inflamadas em defesa da “liberdade de imprensa”; nenhum meio privado criticou a brutal censura e as agressões aos jornalistas; nenhum editorial da “grande imprensa” questionou o fato de que a mídia hondurenha está nas mãos de meia dúzia de oligarcas reacionários, que clamaram pelo golpe e dão total respaldo à ditadura sanguinária.
A máfia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que recentemente criticou o presidente Lula por suas “criticas descabidas ao enfoque do noticiário”, não se pronunciou contra os atentados à liberdade de expressão. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), bancada pelo CIA na sua campanha permanente contra a revolução cubana, também está quieta.
Defesa das atrocidades dos golpistas
Segundo relatos da própria Cruz Vermelha, os “gorilas” hondurenhos promovem as piores atrocidades, como invasões de casas, torturas, estupros e assassinatos, e a mídia hegemônica ainda tenta relativizar o papel dos ditadores. A Folha de S.Paulo agora passou a qualificar o governo golpista de “interino”. A TV Globo critica o presidente deposto, Manuel Zelaya, por ele rejeitar um acordo de “conciliação nacional” com os bandidos.
O Correio Braziliense chegou a justificar o golpe num texto repugnante. Alguns doentes mentais da revista Veja, travestidos de blogueiros, argumentam que a violenta deposição de Zelaya foi para “salvar a democracia”. São todos falsários quando pregam a “liberdade de imprensa”.
Para acompanhar o que de fato ocorre em Honduras é preciso furar o bloqueio dos barões da mídia. A Telesur, retransmitida pela TV Educativa do Paraná e por algumas emissoras comunitárias, continua exibindo cenas da violência dos golpistas e da crescente resistência dos hondurenhos. Pela internet, os sítios da Agência Boliviana de Notícias e o Aporrea, entre outros, trazem informações exclusivas dos movimentos sociais deste país.
Na prática, estes veículos alternativos realizam a autêntica defesa da “liberdade de expressão”, enquanto a mídia hegemônica comprova que serve apenas aos interesses dos poderosos e às ambições do império. Seu discurso da “liberdade de imprensa” é puro cinismo!
Altamiro Borges é jornalista, secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB
e editor da revista Debate Sindical
