Força Sindical comemora A Força Sindical realizará eventos no 1º de Maio em diversos Estados. Neste ano, o tema escolhido pela Central é a luta pelo Trabalho Decente, contra os juros altos e o desemprego. “O tema ganha importância justamente neste momento de incertezas econômicas, e onde percebemos tentativas de se retirar direitos dos trabalhadores”, destaca o presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva (Paulinho).
Nos Estados - Shows gratuitos com artistas consagrados, sorteio de carros, motos, refrigeradores, televisores e computadores também serão realizados pela nos Estados. Em Rio Branco (AC), haverá sorteio de DVD e TV e os trabalhadores ainda poderão curtir o som da banda Furação Calyspo e artistas regionais. A festa em Macapá (AP) será realizada do dia 1º ao dia 3 de maio. Serão distribuídos vários brindes, entre os quais uma motocicleta. Os baianos vão concorrer a um carro e outros prêmios, na Praça Castro Alves; os goianos curtirão o som de bandas regionais e vão participar do sorteio de três motos e computadores. MT e MS - Em Mato Grosso do Sul, o ato será realizado em conjunto com todas as Centrais, na Praça do Rádio Clube. Já em Mato Grosso, haverá shows com Exalta Samba e Guilherme & Santiago, além da distribuição de prêmios. Os mineiros também poderão concorrerão a uma moto e um carro zero e assistirão shows de Zezé Di Camargo e Luciano e KLB. A festa dos cearenses será no Distrito Industrial de Maracanaú. E, na Paraíba, no Estádio O Zezão, em Itaporanga. A festa no Piauí será na cidade do Bom Princípio. Região Sul - No Rio Grande do Sul todos vão para o anfiteatro Pôr-do-sol assistir diferentes bandas e o padre Marcelo Rossi. No Paraná, serão sorteados cinco carros, dez motos entre outros prêmios. Os catarinenses vão festejar em Itajaí, onde haverá shows e inúmeros prêmios, entre os quais duas motos. No Rio de Janeiro, a festa será no Parque da Quinta da Boa Vista. Fonte: Força Sindical 1º de Maio Unificado UGT, CTB e NCST As Centrais Sindicais UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) abrem suas comemorações do 1º de Maio, nesta quarta-feira (22), com a inauguração de uma exposição em homenagem a Ayrton Senna. O evento tem a parceria do Instituto Ayrton Senna, que desenvolve projetos educacionais para crianças e jovens.
O evento “Vitória: Exposição Ayrton Senna, Homenagem aos trabalhadores” será aberto às 19h30, na Galeria Prestes Maia, no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo. A exposição, que retratará a carreira histórica do piloto da Fórmula 1, se estenderá até o dia 15 de maio, com entrada gratuita e visitação das 9h30 às 19 horas. Acervo - A exposição tem diversas atrações, como troféus, capacetes, kart, fotos e macacões do tricampeão, além da Lótus amarela pilotada por Senna. Também dará acesso à sala Instituto Ayrton Senna e a sala do personagem Senninha onde a criançada vai assistir ao filme “Para ser um campeão”. O evento faz parte do 1º de Maio Unificado das três Centrais. Mais informações:
O SindSaúde-SP (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo) está mobilizando os trabalhadores da saúde no Estado, a fim de reverter o corte no adicional de insalubridade dos funcionários administrativos promovido pelo governo José Serra. Dia 29 de abril, a entidade promove ato público na Capital contra a medida. Além do valor pago, o adicional é a comprovação de que se trabalha em local insalubre e tem reflexos na aposentadoria e nas licenças por adoecimento. Enquanto a Comissão de Negociação do SindSaúde-SP discute na Secretaria da Saúde um plano de carreira para a categoria e o aumento salarial, o governo atropela a mesa de negociações cortando o adicional dos administrativos. 29 de abril - A concentração será na Secretaria da Saúde (Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 188, Metrô Clínicas) às 10 horas, com passeata até a Secretaria de Gestão Pública (Rua Bela Cintra, 847, Metrô Consolação). Mais informações:
Greve pelo Piso nacional mobiliza
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![]() Câmera Aberta exibido quarta 15/04, debateu PAC, programa Minha Casa, Minha Vida e construção civil |
Sintonize - Quartas, das 19 às 20 horas, ao vivo, na TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72);quintas, das 19 às 20 horas, reprise; em Guarulhos, pela TV Guarulhos, canal 20, toda quinta, das 19 às 20 horas; em São José dos Campos, pelo canal 95, na Vivax, toda quarta-feira das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas; em São José do Rio Preto, todo domingo, na TV da Cidade (Canal 16), às 20 horas, com reprise às terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas; e em Presidente Venceslau, toda quarta na TV a Cabo Venceslau, das 13 às 14 horas.
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Abílio Diniz está feliz da vida. Sua empresa registrou 4,6% de aumento nas vendas brutas e 7,9% nas vendas líquidas, comparativamente ao primeiro trimestre de 2008. “As vendas de eletroeletrônicos apresentaram crescimento próximo de dois dígitos”, informa a Ativa Corretora, em seu relatório.
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Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia
Brasil, de Getúlio
a Lula
Por Emir Sader
O Brasil vive um momento diferenciado da sua história política. Uma história que completará em 2010 suas oito décadas mais importantes. Desde então, há elementos de continuidade e de ruptura, pelas imensas transformações que o Brasil viveu desde então. Oito décadas em que o País mudou sua fisionomia econômica, social, política e cultural, de forma profunda e irreversível. De país rural se tornou pais urbano, de pais agrícola a país industrializado, de um Estado restrito às elites a um Estado nacional.
Desde a maior das rupturas – 1930 – algumas inflexões redirecionaram a história brasileira de maneira significativa, até o presente, dentre as quais a ditadura militar representou o marco divisório desde então. A Revolução de 30 introduziu o novo período, fazendo com que a presidência passasse das mãos de um mandatário – Washington Luis, o último presidente paulista antes de FHC, ambos nascidos no Rio, mas adotados pela elite paulista – que havia afirmado que “A questão social é uma questão de polícia”, para um – Getúlio – que fará com que o Estado assuma responsabilidades sobre os direitos sociais e passe a interpelar aos brasileiros, nos seus discursos, como “Trabalhadores do Brasil”. O fundamental foi a criação de um Estado nacional, sucedendo a um que era um consórcio das elites econômicas e políticas regionais. Essa foi a maior ruptura progressista da história brasileira.
O Brasil começou a ter um Estado em que passaram a se reconhecer proporções crescentes de brasileiros, mediante políticas sociais, reconhecimento da sindicalização dos trabalhadores, um projeto nacional e um discurso popular. Iniciava-se o período mais prolongado e mais profundo de expansão da economia e de extensão dos direitos sociais que o País conheceu. As 8 décadas estiveram marcadas por algumas inflexões importantes, desde a que, em 1955, redefine o desenvolvimento, que deixa de ter um caráter expressamente nacional – em que as empresas estatais tinham um papel chave – para o ingresso maciço do capital estrangeiro, com a indústria automobilística passando a ser o carro-chefe do desenvolvimento industrial, chegando a responder, de forma direta ou indireta, por um quarto do PIB brasileiro.
Uma segunda inflexão se dará com o golpe militar de 1964, esta substantiva não apenas no plano econômico, mas também social, com a abertura econômica para os capitais estrangeiros e o arrocho salarial, que são o santo “milagre econômico”, e político, com a ruptura da continuidade democrática e a imposição de uma ditadura militar.
A redemocratização representou uma ruptura política institucional, sem no entanto romper com as bases economias e sociais do poder monopólico no Brasil. O poder dos bancos, da terra, da grande mídia privada, se fortaleceram, ao invés de democratizar-se. Passamos a ter uma democracia política sem alma social, sem alterar nosso recorde negativo de pais mais desigual do continente mais desigual do mundo. Tanto assim que essa democracia foi funcional ao modelo neoliberal – hoje tão execrado nacional e internacionalmente, mas que com FHC ganhou total apoio das elites dominantes brasileiras –, que acentuou a desigualdade social, concentrou ainda mais o poder econômico e fragilizou a democracia reconquistada. FHC sentenciou a inflexão do seu governo: “Viraremos a página do getulismo.”
Tinha consciência ele de que sem destruir as sobrevivências do Estado nacional, regulador, indutor do desenvolvimento, distribuidor de renda, o neoliberalismo, o reino do mercado, o Estado mínimo, não conseguiriam se impor. Foi sua obra. Fracassou e abriu caminho para o governo Lula, uma era híbrida, composta por continuidades e rupturas, possível até que existisse base material para um amplo arco de alianças que vai do capital financeiro aos pobres da cidade e do campo, que a crise atual coloca em questão.
Decifrar o enigma Lula é condição de não ser devorado por ele – como tem acontecido com a oposição e com a ultra-esquerda – de que também pode ser vítima a própria esquerda. Para o que é essencial identificar os elementos de continuidade e de ruptura na historia brasileira destas décadas, rearticulada pela globalização neoliberal e pelas emergentes forças pósneoliberais, no marcado da crise hegemônica global que marca o mundo, a América Latina e o Brasil contemporâneos.
Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia
