Repórter Sindical

 


Habitação e geração de empregos são temas
do Câmera Aberta desta quarta, dia 24

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 24 de fevereiro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 25 de fevereiro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 3 de março, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 28 de fevereiro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 3 de março, das 13 às 14 horas

Entre os fatores que ajudaram o Brasil no enfrentamento da crise estão os planos habitacionais que, além de constituir um instrumento para o desenvolvimento social e distribuição de renda, beneficiou o setor da construção civil e outros ramos de atividade como metalurgia, madeireiro, químico e de cerâmica.

A facilidade do crédito e os programas habitacionais públicos impulsionaram o setor imobiliário gerando emprego. Diante disso, quais são as perspectivas do setor? Quais são os programas estabelecidos em São Paulo? Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 24 de fevereiro, vai contar com a participação do secretário estadual da Habitação, Lair Alberto Krähenbühl; e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Antonio Ramalho.


Dia 17 - Patah, João Franzin e Eduardo Pavão (assessor da UGT)

Cresce Brasil - O programa vai contar também com a participação do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso Campos Pinheiro, que vai falar sobre a segunda edição do manifesto Cresce Brasil, lançado durante o VII Congresso Nacional dos Engenheiros, em setembro de 2009.

Você faz a pauta - O Câmera é apresentado ao vivo pelo jornalista João Franzin, toda quarta-feira, das 19 às 20 horas, na TV Aberta São Paulo (9 NET e 72/99 TVA). Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

UGT contesta Fecomércio-RJ sobre movimento nos feriados

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, contestou os dados divulgados na última sexta-feira (19) pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) sobre supostas perdas sofridas pelo comércio de bens, serviço e turismo em razão dos 12 feriados em dias úteis ocorridos em 2009. Segundo a Federação, o setor deixou de ganhar R$ 55 bilhões no ano passado.

“O comércio ganhou muito e vendeu muito mais”, afirmou Ricardo Patah, assinalando que os dados da Fecomércio-RJ “não refletem a realidade percebida por nós, trabalhadores, porque o comércio no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro e São Paulo, abre em todos os feriados”.

Vendas - O presidente da UGT disse que se o comércio vendeu menos não foi por causa dos feriados. Ele explicou que, além de abrir as portas, o comércio costuma faturar mais nesses dias, “porque os trabalhadores, como metalúrgicos e bancários, que não trabalham nos feriados, vão fazer mais compras”.

“Se a área do comércio não pudesse abrir nos feriados seria até melhor para nós, trabalhadores, porque muitos não querem trabalhar nos feriados. Mas, por conta da flexibilização da jornada de trabalho dos comerciários do Brasil inteiro, isso na realidade trouxe uma potencialização enorme para o comércio nas vendas”, disse.

Fonte: Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Metalúrgicos da CUT vão intensificar pressão pelas 40 horas

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Carlos Grana, afirmou que a entidade vai intensificar a pressão sobre os deputados para que a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seja colocada em votação. “Vamos estimular e organizar todas as nossas Federações e Sindicatos nos estados, com o objetivo de pressionar os parlamentares a aprovarem esta reivindicação histórica dos trabalhadores brasileiros”, ressaltou.

Carlos Grana destacou que esta foi uma das metas estabelecidas pela direção executiva nos dias 9 e 10 de fevereiro, em reunião na sede da entidade em São Bernardo do Campo. Ele informou que, entre as propostas aprovadas, está a realização da 2ª Conferência Nacional da Mulher Metalúrgica, a implantação da TV Web CNM/CUT – que deve estrear em abril, a produção de jornais de abrangência nacional e a aplicação de um Fundo de Solidariedade Internacional, para auxiliar as lutas da categoria.

Piso unificado - A Confederação também dará continuidade a outros projetos, como a criação de comitês de trabalhadores por empresa e os encontros de gênero e de formação de dirigentes sindicais. O presidente da CNM/CUT disse ainda que a luta pela unificação da data-base da categoria em setembro e a criação de um Piso nacional de salários são duas pautas prioritárias para os metalúrgicos da CUT.

Grana lembrou também que 2010 é um ano importante para os trabalhadores, por conta da disputa eleitoral. “È o pleito mais importante dos últimos 20 anos, já que estão em disputa dois projetos antagônicos e irreconciliáveis: um voltado para os trabalhadores, com políticas sociais consolidadas e outro, neoliberal, que favorece a uma minoria endinheirada, com uma política de retrocesso e atraso econômico”, enfatizou.

Mais informações:
www.cnmcut.org.br

Justiça aciona grandes produtoras de suco
por terceirização ilegal

Uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Justiça do Trabalho de Matão exige que as quatro maiores indústrias de sucos de laranja do País – Cutrale, Louis Dreyfus, Citrovita e Fischer – acabem com a terceirização da colheita de laranja, considerada pelo MPT como atividade-fim das empresas.

Assinada por sete procuradores de diferentes regiões do Estado, a ação foi protocolada dia 11 de fevereiro e pede o encerramento da intermediação da colheita, inclusive por condomínio de empregador rural, de qualquer parte do território nacional.
 
Além disso, os procuradores querem a condenação imediata das empresas acionadas ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. O valor total é de R$ 400 milhões, distribuídos entre a Cutrale (R$ 150 milhões), a Louis Dreyfus (R$ 55 milhões), a Citrovita (R$ 60 milhões) e a Fischer (R$ 135 milhões).

A relação das indústrias de suco com a terceirização irregular teve início há mais de uma década, quando se formaram diversas cooperativas de mão-de-obra para realização da colheita da laranja. “As indústrias agem como empregadoras dos trabalhadores da colheita de laranja, mas se eximem de qualquer responsabilidade trabalhista decorrente de suas atividades econômicas”, explicam os procuradores.
 
Empregos - A ação pode ser responsável pela contratação direta de mais de 200 mil trabalhadores pelas indústrias, que respondem atualmente por 98% das exportações brasileiras e por 81% de market share no mercado mundial de sucos processados. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitruBR), o Brasil produz 33% da laranja mundial, sendo que apenas “20% do fornecimento de frutas para os grandes produtores de suco vem de suas próprias plantações”.

Mais informações:
www.prt15.gov.br

Arrecadação da Previdência cresce 12,1% em janeiro

A arrecadação da Previdência Social somou R$ 14,075 bilhões em janeiro de 2010, aumento nominal de 12,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 13,72 bilhões). O resultado foi favorável também pela queda nas despesas. Elas somaram R$ 14,247 bilhões, mas foram 7,1% menores que em janeiro de 2009 (R$ 15,331 bilhões).

 

 

Celso Napolitano é presidente da Federação dos Professores de São Paulo

 

O professor 30 horas

Por Celso Napolitano

O uso de novas tecnologias, combinado à reformulação pedagógica e também ao padrão de competitividade entre as instituições de ensino, tem alterado profundamente o trabalho do professor de todos os níveis de ensino.

A tecnologia não suprimiu postos de trabalho, nem substituiu atividades do professor. Ao contrário: ela agregou novas exigências, intensificando o trabalho docente.

Do ponto de vista pedagógico, a atividade docente tornou-se muito mais complexa. Definiu uma nova relação com o conhecimento, no qual o domínio do conteúdo se associa ao uso de ferramentas cada vez mais diversificadas.

Sob a perspectiva das condições em que o trabalho se realiza, essa mudança requer uma disponibilidade cada vez maior do professor, antes e depois da aula.

As atribuições mais tradicionais continuam existindo, mas sua execução é diferente. As atividades de preparação (e a infinidade de exigências camufladas sob o nome de “pedagógicas”) consomem muito mais tempo.

Mesmo em cursos presenciais, o ambiente virtual rompeu os limites físicos e cronológicos da aula, exigindo que o professor esteja em contato permanente com a escola e os alunos. É o professor 30 horas: 6 na sala de aula, 24 à disposição do processo pedagógico.

As novas atribuições resultam, em grande parte, do desenvolvimento das redes móveis. Elas permitiram alocar para as salas de aulas ferramentas variadas. Ampliaram, também, as formas de interação entre aluno e professor fora do ambiente da classe, fato que se tornou mais evidente quando as aulas foram suspensas, em 2009, por causa da gripe suína.

Novas plataformas (blackboard, moodle etc) permitem a preparação de aulas e a disponibilização de conteúdo e atividades on line, recebimento de trabalhos e um contato permanente e individualizado com cada aluno, interessado em solucionar dúvidas, discutir problemas. Daí as redes sociais, blogs, fóruns de discussão etc.

Essas inovações também demandam recursos materiais (computadores com maior capacidade de memória, acesso por banda larga etc) custeados pelos professores. Parcela crescente do salário é usada para viabilizar o próprio exercício docente.

Compelidos por objetivos pedagógicos ou simplesmente por exigência dos patrões, o fato é que os professores destinam cava vez mais tempo fora da escola para desenvolver atividades letivas, ao custo de uma sobrecarga de trabalho que compromete até mesmo a sua saúde.

A única coisa que ainda não mudou foi o padrão de remuneração docente. Os professores continuam recebendo apenas pelas aulas que lecionam. Além de injusto, o não pagamento das novas atividades estimula as escolas a exigirem cada vez mais, já que o trabalho não representa nenhum custo adicional.

Nós, professores, reconhecemos a importância dos recursos tecnológicos na educação, mas queremos receber pelo trabalho. Uma reivindicação com amplitude para colocar em discussão não apenas o valor do trabalho, mas as condições em que ele é realizado.

Queremos estabelecer um novo paradigma nas relações de trabalho docente. Pode ser um projeto de longo prazo, mas é um caminho sem volta.

Celso Napolitano é presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) e do Diap