São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 24 de fevereiro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Entre os fatores que ajudaram o Brasil no enfrentamento da crise estão os planos habitacionais que, além de constituir um instrumento para o desenvolvimento social e distribuição de renda, beneficiou o setor da construção civil e outros ramos de atividade como metalurgia, madeireiro, químico e de cerâmica.
Cresce Brasil - O programa vai contar também com a participação do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso Campos Pinheiro, que vai falar sobre a segunda edição do manifesto Cresce Brasil, lançado durante o VII Congresso Nacional dos Engenheiros, em setembro de 2009. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
UGT contesta Fecomércio-RJ sobre movimento nos feriados O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, contestou os dados divulgados na última sexta-feira (19) pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) sobre supostas perdas sofridas pelo comércio de bens, serviço e turismo em razão dos 12 feriados em dias úteis ocorridos em 2009. Segundo a Federação, o setor deixou de ganhar R$ 55 bilhões no ano passado. “O comércio ganhou muito e vendeu muito mais”, afirmou Ricardo Patah, assinalando que os dados da Fecomércio-RJ “não refletem a realidade percebida por nós, trabalhadores, porque o comércio no Brasil e, em especial, no Rio de Janeiro e São Paulo, abre em todos os feriados”. Vendas - O presidente da UGT disse que se o comércio vendeu menos não foi por causa dos feriados. Ele explicou que, além de abrir as portas, o comércio costuma faturar mais nesses dias, “porque os trabalhadores, como metalúrgicos e bancários, que não trabalham nos feriados, vão fazer mais compras”. “Se a área do comércio não pudesse abrir nos feriados seria até melhor para nós, trabalhadores, porque muitos não querem trabalhar nos feriados. Mas, por conta da flexibilização da jornada de trabalho dos comerciários do Brasil inteiro, isso na realidade trouxe uma potencialização enorme para o comércio nas vendas”, disse. Fonte: Agência Brasil
Metalúrgicos da CUT vão intensificar pressão pelas 40 horas
Carlos Grana destacou que esta foi uma das metas estabelecidas pela direção executiva nos dias 9 e 10 de fevereiro, em reunião na sede da entidade em São Bernardo do Campo. Ele informou que, entre as propostas aprovadas, está a realização da 2ª Conferência Nacional da Mulher Metalúrgica, a implantação da TV Web CNM/CUT – que deve estrear em abril, a produção de jornais de abrangência nacional e a aplicação de um Fundo de Solidariedade Internacional, para auxiliar as lutas da categoria. Piso unificado - A Confederação também dará continuidade a outros projetos, como a criação de comitês de trabalhadores por empresa e os encontros de gênero e de formação de dirigentes sindicais. O presidente da CNM/CUT disse ainda que a luta pela unificação da data-base da categoria em setembro e a criação de um Piso nacional de salários são duas pautas prioritárias para os metalúrgicos da CUT. Grana lembrou também que 2010 é um ano importante para os trabalhadores, por conta da disputa eleitoral. “È o pleito mais importante dos últimos 20 anos, já que estão em disputa dois projetos antagônicos e irreconciliáveis: um voltado para os trabalhadores, com políticas sociais consolidadas e outro, neoliberal, que favorece a uma minoria endinheirada, com uma política de retrocesso e atraso econômico”, enfatizou. Mais informações:
Justiça aciona grandes produtoras de suco Uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Justiça do Trabalho de Matão exige que as quatro maiores indústrias de sucos de laranja do País – Cutrale, Louis Dreyfus, Citrovita e Fischer – acabem com a terceirização da colheita de laranja, considerada pelo MPT como atividade-fim das empresas. Assinada por sete procuradores de diferentes regiões do Estado, a ação foi protocolada dia 11 de fevereiro e pede o encerramento da intermediação da colheita, inclusive por condomínio de empregador rural, de qualquer parte do território nacional. A relação das indústrias de suco com a terceirização irregular teve início há mais de uma década, quando se formaram diversas cooperativas de mão-de-obra para realização da colheita da laranja. “As indústrias agem como empregadoras dos trabalhadores da colheita de laranja, mas se eximem de qualquer responsabilidade trabalhista decorrente de suas atividades econômicas”, explicam os procuradores. Mais informações:
Arrecadação da Previdência cresce 12,1% em janeiro A arrecadação da Previdência Social somou R$ 14,075 bilhões em janeiro de 2010, aumento nominal de 12,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 13,72 bilhões). O resultado foi favorável também pela queda nas despesas. Elas somaram R$ 14,247 bilhões, mas foram 7,1% menores que em janeiro de 2009 (R$ 15,331 bilhões). |
O professor 30 horas Por Celso Napolitano O uso de novas tecnologias, combinado à reformulação pedagógica e também ao padrão de competitividade entre as instituições de ensino, tem alterado profundamente o trabalho do professor de todos os níveis de ensino. A tecnologia não suprimiu postos de trabalho, nem substituiu atividades do professor. Ao contrário: ela agregou novas exigências, intensificando o trabalho docente. Do ponto de vista pedagógico, a atividade docente tornou-se muito mais complexa. Definiu uma nova relação com o conhecimento, no qual o domínio do conteúdo se associa ao uso de ferramentas cada vez mais diversificadas. Sob a perspectiva das condições em que o trabalho se realiza, essa mudança requer uma disponibilidade cada vez maior do professor, antes e depois da aula. As atribuições mais tradicionais continuam existindo, mas sua execução é diferente. As atividades de preparação (e a infinidade de exigências camufladas sob o nome de “pedagógicas”) consomem muito mais tempo. Mesmo em cursos presenciais, o ambiente virtual rompeu os limites físicos e cronológicos da aula, exigindo que o professor esteja em contato permanente com a escola e os alunos. É o professor 30 horas: 6 na sala de aula, 24 à disposição do processo pedagógico. As novas atribuições resultam, em grande parte, do desenvolvimento das redes móveis. Elas permitiram alocar para as salas de aulas ferramentas variadas. Ampliaram, também, as formas de interação entre aluno e professor fora do ambiente da classe, fato que se tornou mais evidente quando as aulas foram suspensas, em 2009, por causa da gripe suína. Novas plataformas (blackboard, moodle etc) permitem a preparação de aulas e a disponibilização de conteúdo e atividades on line, recebimento de trabalhos e um contato permanente e individualizado com cada aluno, interessado em solucionar dúvidas, discutir problemas. Daí as redes sociais, blogs, fóruns de discussão etc. Essas inovações também demandam recursos materiais (computadores com maior capacidade de memória, acesso por banda larga etc) custeados pelos professores. Parcela crescente do salário é usada para viabilizar o próprio exercício docente. Compelidos por objetivos pedagógicos ou simplesmente por exigência dos patrões, o fato é que os professores destinam cava vez mais tempo fora da escola para desenvolver atividades letivas, ao custo de uma sobrecarga de trabalho que compromete até mesmo a sua saúde. A única coisa que ainda não mudou foi o padrão de remuneração docente. Os professores continuam recebendo apenas pelas aulas que lecionam. Além de injusto, o não pagamento das novas atividades estimula as escolas a exigirem cada vez mais, já que o trabalho não representa nenhum custo adicional. Nós, professores, reconhecemos a importância dos recursos tecnológicos na educação, mas queremos receber pelo trabalho. Uma reivindicação com amplitude para colocar em discussão não apenas o valor do trabalho, mas as condições em que ele é realizado. Queremos estabelecer um novo paradigma nas relações de trabalho docente. Pode ser um projeto de longo prazo, mas é um caminho sem volta. Celso Napolitano é presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) e do Diap |
|||
![]() |
||||