Saque do abono salarial PIS/Pasep
bate novo recorde

Até 30 de novembro último, 14,8 milhões de trabalhadores já haviam sacado o abono salarial PIS/Pasep no valor de um salário mínimo, 89,42% de alcance. O percentual é recorde para o período, ultrapassando o resultado do calendário 2008/2009, que alcançou o índice de 87,3% de saques. No exercício 2009/2010, que teve início em 1º de julho e termina em 30 de junho de 2010, foram identificados 16,6 milhões de pessoas, maior número já registrado na história do abono.

“O abono salarial é uma espécie de 14º salário para uma faixa específica de trabalhadores, e o governo está fazendo a sua parte para que ele não fique sem sacá-lo. Esse salário a mais tem grande impacto para os trabalhadores de baixa renda”, afirma o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Abono - É o pagamento de um salário mínimo anual ao trabalhador ou servidor que recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais no ano base, que tenham trabalhado no mínimo 30 dias com Carteira assinada no ano base (2008) e são cadastrados no PIS/Pasep Há cinco anos.

Para efetuar o saque, os trabalhadores e servidores devem apresentar o número dos PIS ou do Pasep e a carteira de identidade em qualquer agência da Caixa Econômica Federal (trabalhadores celetistas) e do Banco do Brasil (servidores).

Mais informações:
www.mte.gov.br

Frentistas querem Piso de R$ 720,00 mais 30% de periculosidade

Os frentistas de São Paulo aprovaram a pauta de reivindicações para a campanha salarial de 2010 dos 20 mil trabalhadores da Capital, com data-base em 1º de março. Segundo o presidente do Sindicato da categoria, Antônio Porcino Sobrinho, as principais reivindicações são Piso de R$ 720,00 (reposição da inflação mais aumento real), 30% de adicional de periculosidade, 50% de adicional noturno, manutenção do tíquete refeição e cesta básica e PLR.

“É importante a categoria mostrar aos patrões que está unida, mobilizada e disposta a brigar para fechar um bom acordo coletivo”, frisa Porcino. O sindicalista avalia que há grandes chances de obter um bom acordo salarial, já que as previsões recentes sobre o crescimento da economia apontam para um aumento do PIB em torno de 6% em 2010.

“Vamos brigar se os patrões não quiserem atender nossas reivindicações”, afirma o secretário geral do Sindicato, Vanderlei Roberto dos Santos. A mesma pauta é adotada pelos 16 sindicatos de frentistas do Estado de São Paulo.

Fonte: Força Sindical
www.fsindical.org.br

CUT critica restrição aos movimentos sociais na COP 15

A secretária do meio-ambiente da CUT, Carmen Foro, afirma que a 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15) em Copenhague, Dinamarca, encontro que reuniu governos de 192 países para discutir a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, pecou ao tirar a sociedade civil do espaço de negociação.

Um grande número de entidades sindicais e ONGs brasileiras marcaram presença nos debates paralelos da COP 15, para pressionar as lideranças mundiais a incluírem a transição justa e empregos decentes no documento final da conferência.

Carmen Foro condenou também a postura da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que vinha fazendo propaganda do agronegócio brasileiro em Copenhagen, além de denunciar a campanha da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da qual a parlamentar é presidente, contra a PEC do trabalho escravo e atualização dos índices de produtividade da agricultura brasileira.

Fonte: CUT
www.cut.org.br

Resultados da Confecom serão transformados em lei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (21) em seu programa semanal Café com o Presidente que “algumas das diretrizes” aprovadas pela 1° Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) serão transformadas em projetos de lei. Lula afirmou que os resultados da conferência, que terminou na última quinta-feira (17), devem contribuir para a atualização da legislação do setor.

 

 

Paulo Pereira da Silva (Paulinho) é presidente da Força Sindical e Deputado Federal


Vamos fazer greve para reduzir a jornada semanal

Por Paulo Pereira da Silva

A unidade e a determinação das Centrais Sindicais (Força Sindical, CTB, CUT, NCST, UGT, CGTB) vão puxar novamente a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem redução salarial.

Acreditamos que algumas categorias de trabalhadores, as mais organizadas e com mais tradição de lutas, vão comandar o processo, como historicamente ocorre na luta sindical e que culminou com a diminuição gradativa do tempo de trabalho de 48 horas para 44 horas semanais.

Mas precisamos aumentar muito a pressão para que a Câmara dos Deputados coloque a PEC 231/95, que trata do tempo de trabalho, em votação. Devemos pegar fábrica por fábrica, empresa por empresa, e fazer uma onda de greves para depois negociar a redução da jornada.

Além disso, os trabalhadores têm que promover passeatas, manifestações e atos públicos para ganhar a população para a sua proposta e deixar os políticos preocupados com a mobilização sindical. É que, como todos sabemos, os parlamentares se declaram a favor do benefício, mas alguns trabalham nos bastidores para impedir que o projeto vá a votação em plenário.

É importante destacar ainda que um terço do Senado e quase a metade dos deputados federais são empresários, enquanto os trabalhadores têm 53 parlamentares na Câmara e quase ninguém no Senado.

Portanto, companheiras e companheiros, se quisermos alcançar os objetivos propostos, teremos de entrar 2010 nas ruas fazendo pressão, parando empresas e fábricas e deflagrando manifestações de protesto.

Paulo Pereira da Silva (Paulinho) é presidente da Força Sindical e Deputado Federal - PDT/SP