Os dirigentes de seis Centrais Sindicais (Força Sindical, CUT, Nova Central, UGT, CGTB e CTB) entregaram ao presidente da Câmara, Michel Temer, uma pauta de projetos que consideram prioritários na área trabalhista. O encontro, ocorrido na manhã desta quinta-feira (21), teve a presença de lideranças do PDT, PT, PSB, PCdoB, PV e PTB, partidos que apoiam a agilização da análise das matérias na Casa. “Queremos discutir uma agenda voltada para as questões trabalhista. Vamos fazer uma pressão na Câmara para votar esses projetos”, afirma o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva (Paulinho). O primeiro item da pauta das Centrais é a votação da emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%. A matéria aguarda votação em uma comissão especial da Câmara. Agenda - As Centrais pedem ainda a votação do projeto que acaba com o fator previdenciário, aprovação do projeto de lei que estabelece a política de valorização do salário mínimo; da emenda que expropria propriedades rurais onde houver o trabalho escravo; aprovação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre negociação coletiva no serviço público; e aprovação de uma lei que proíba a demissão imotivada, nos termos da Convenção 158 da OIT. Fonte: Agência Câmara
Arrecadação do FAT continua O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, revelou que o fluxo de caixa mensal do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) continua positivo, com arrecadação mensal, oriunda da contribuição ao PIS (cobrada sobre o faturamento das empresas), maior que as crescentes despesas com seguro-desemprego e abono salarial. A alta rotatividade do mercado de trabalho pressiona as despesas do Fundo com o pagamento do seguro-desemprego. No período mais agudo da crise, no segundo semestre de 2008, as demissões foram intensificadas a partir de novembro, depois de muitos meses seguidos de saldos positivos. O Caged mostrou mais dispensas que admissões em novembro, dezembro e janeiro. Mais informações:
Desemprego fica estável em abril e registra 8,9%O nível de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou estável em abril, alcançando taxa de 8,9%. O resultado indica um leve recuo diante dos 9% verificados no mês anterior. Em relação ao mesmo período de 2008 (8,5%), a taxa subiu 0,4 ponto percentual. O total de desempregados foi de 2,046 milhões e também apresentou estabilidade em relação a março (2,082 milhões), como na comparação com abril de 2008 (1,948 milhão). O mesmo ocorreu com a população ocupada, que totalizou 20,913 milhões de trabalhadores. Renda - Os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o rendimento médio do trabalhador subiu 3,2% em relação a abril do ano passado, atingindo R$ 1.318,40, apesar de ter caído 0,7% na comparação com março de 2009.
Brasil manteve tendência na redução do número de pobres
O Brasil continua a reduzir a pobreza, mesmo com o cresciment omenor da economia, devido à crise financeira mundial. Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, políticas públicas têm impedido que os mais pobres sofram primeiro o impacto de um crescimento menor. Segundo estudo do economista, com base nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o mercado de trabalho, a elevação do valor real do salário mínimo e a existência de uma rede de garantia de renda aos pobres contribuem decisivamente para que a base da pirâmide social não seja a mais atingida. Pochmann aponta que, entre março de 2002 e abril de 2004, a população de pobres residentes nas principais regiões metropolitanas cresceu em 2,1 milhões, enquanto no período de abril de 2004 e março de 2009 foi reduzida em quase 4,8 milhões de pessoas. Metrópoles - No último trimestre de 2008, o País foi contaminado pela crise mundial e teve dois trimestres seguidos de queda do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar disso, até março de 2009 não houve interrupção no movimento de queda da pobreza. A proporção de pobres (30,7%), registrada em março de 2009, foi 1,7% menor que em março de 2008. A queda de 4,5% no número de pobres significa que 670 mil pessoas saíram da condição de pobreza. Mais informações:
CTB defende redução de jornada e
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Trabalho, direitos O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes vai realizar, nos dias 17, 18 e 19 de junho próximo, o seu 11º Congresso da categoria. O evento será realizado no Palácio do Trabalhador, sede do Sindicato, no bairro da Liberdade, e terá como tema “Trabalho, Direitos, Cidadania!” A realização deste Congresso acontece num momento de muitas mudanças e desafios para a classe trabalhadora. Digo classe trabalhadora, porque o evento não é fechado em si mesmo, ou seja, não vai discutir teses nem aprovar deliberações de interesse apenas dos metalúrgicos. As resoluções deste evento também serão referência para os demais trabalhadores e pretendemos que ajude nas lutas do movimento sindical brasileiro. Será um Congresso com ampla participação dos trabalhadores metalúrgicos nos debates e na definição de ações sindicais e políticas que o Sindicato irá implementar nos próximos meses e anos. Desde já, temos realizado reuniões preparatórias para o evento. Afinal de contas, participar dos debates do Congresso é uma experiência importante para os delegados sindicais debaterem democraticamente as ideias e sugestões que serão incorporadas às futuras ações do Sindicato em defesa dos direitos da categoria. As decisões tomadas no Congresso vão se transformar em metas a serem alcançadas. Por isso, teremos debates de diversos temas que consideramos cruciais neste momento. Diante dos efeitos negativos da crise financeira global em nosso País, o movimento sindical mobilizou-se para defender os direitos dos trabalhadores e exigir alternativas às demissões. Neste período, o Sindicato fechou acordos para garantir o emprego de mais de 16 mil trabalhadores, atuou junto ao Banco Central para a diminuição das taxas de juros e buscou junto ao Governo Federal a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca, de eletrodomésticos. Nosso objetivo, portanto, é definir no Congresso os próximos passos para enfrentarmos e superamos a crise, continuarmos garantindo os empregos no setor metalúrgico e colaborarmos com o crescimento econômico do País, com geração de novos postos de trabalho, melhores salários, distribuição de renda e justiça social. Entendemos que uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando a maioria da população tiver espaço para se manifestar. Por isso, o 11º Congresso debaterá também o tema Comunicação, visando ampliar e qualificar a comunicação entre o Sindicato e a categoria e, desse modo, transformar de forma positiva a realidade dos trabalhadores tanto nos locais de trabalho quanto perante a sociedade brasileira. Além disso, vamos debater novas ações sindicais pelo pleno emprego, pelo trabalho decente, a questão da cidadania, novas ações políticas pelo desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e menos desigualdades, e, finalmente, nossa estratégia para as próximas campanhas salariais. Miguel Torres é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes |
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