Centrais mobilizam aposentados por mínimo de R$ 580 e ganho real para benefícios

As comemorações do Dia Nacional do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro, serão marcadas este ano por manifestações em defesa do salário mínimo de
R$ 580,00 e aumento real para todos os benefícios. Entidades representativas de aposentados e pensionistas preparam atos, em todo o País, com apoio das Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT e CGTB.


Além do aumento do mínimo, as manifestações também terão como foco o reajuste dos benefícios dos oito milhões de aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo. A reivindicação das Centrais é que eles tenham aumento na base de 80% dos ganhos reais repassados ao salário mínimo.

“É uma questão de justiça com quem construiu este País, de compromisso com a distribuição de renda, com as gerações passadas, o presente e o futuro. No próximo dia 24, a palavra de ordem é R$ 580,00 já”, afirma Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas (Sintapi/CUT).

Imposto - O presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi/Força Sindical), João Batista Inocentini, lembra que o reajuste pleiteado para o mínimo é fundamental para que o País avance no fortalecimento do mercado interno. Ele acrescenta que os aposentados que ganham acima do Piso também precisam de ganho real e que o governo deve isentar os idosos do Imposto de Renda.

“O que o governo vai arrecadar de impostos com o salário mínimo a R$ 580,00, compensa o investimento social e, além disso, é preciso isentar do IR os aposentados que ganham até o teto previdenciário, isso porque aposentadoria não é renda”, diz. Os Sindicatos de aposentados e as Centrais Sindicais realizarão um novo ato conjunto no dia 30 de janeiro, em Aparecida do Norte, Interior de São Paulo.

Sintetel repudia reajuste proposto por
empresas de teleatendimento

O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel) rejeitou, na última terça-feira (18), a proposta de reajuste salarial oferecida pelo setor de teleatendimento - que reúne empresas como Contax, Atento e Tivit. A data-base da categoria foi fixada em 1º de janeiro de 2011.

Em mais uma rodada de negociações, as empresas apresentaram uma proposta de reajuste de 4%, menor que a inflação de 6,4% no período, limitado aos salários com valor até R$ 2.500,00; Piso salarial de R$ 540,00; vale-refeição sem reajuste; e auxílio creche de R$ 132,60.

Pressão - Além de rejeitar a proposta, a comissão de negociação do Sindicato deixou claro aos representantes patronais que as cláusulas precisam ser melhoradas, pois os trabalhadores não aceitarão esmolas. O Sintetel quer uma Convenção Coletiva digna para os milhares de trabalhadores da categoria.

Mais informações;
www.sintetel.org

Metalúrgicos promovem ato em memória
de colegas mortos na Cromo Speedy

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
e Mogi das Cruzes promoveu, na quinta-feira (20), um ato ecumênico em memória dos quatro trabalhadores mortos em acidente ocorrido na empresa Cromo Speedy Niquelação e Cromeação
no dia 15 passado. Os outros quatro metalúrgicos feridos estão se recuperando.

Segundo o presidente do Sindicato, Miguel Torres,
a entidade vai prestar assistência às famílias, cuidando para que recebam os direitos e benefícios legais. “Sabemos que nada vai devolver a vida desses companheiros, mas é preciso apurar as causas e os responsáveis e reforçar a campanha de prevenção para evitar que mais acidentes aconteçam”, disse.

Prevenção - O Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador (DSST) do Sindicato solicitou à empresa uma vistoria no local do acidente. “Vamos acompanhar a apuração dos fatos, cobrar respostas da empresa e divulgar para a categoria, como alerta para evitar que acidentes como este se repitam”, disse José Silva, diretor do Sindicato.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Indústria volta a contratar
nos Estados Unidos

Após anos e anos de crise, com queda no nível de ocupação, a indústria norte-americana voltou a contratar. Em 2010, o nível de emprego no setor subiu 1,2%, a primeira alta desde 1997. Para 2011,
a previsão é de que o setor empregue mais 330 mil pessoas. Só a Ford deve contratar, este ano e em 2012, cerca de sete mil trabalhadores.


João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

 


Três tarefas

Por João Franzin

Agora, que o ano sindical verdadeiramente começou, vale apontar três tarefas importantes, que reforçam o sindicalismo, unificam e ensejam possibilidade de avanços.

1 - Massificar a Agenda da Classe Trabalhadora, aprovada na nova Conclat, dia 1º de junho de 2010. Massificar, aqui, significa, principalmente, difundir junto aos trabalhadores da base, utilizando, para isso, o próprio documento da Conferência e a mídia sindical (boletins, jornais, revistas, sites etc.). Vale também escrever artigos em jornais, cavar entrevistas etc. Massificar quer dizer, ainda, pressionar o governo pelo atendimento do que o documento reivindica e propõe;

2 - Aproximar-se dos partidos políticos. O sindicalismo, quando ligado a determinado partido, se limita a uma relação, digamos, doméstica. Quando desligado de partidos, tem relações esporádicas com a política. A relação sindicalismo-política precisa, portanto, ser fortalecida. Um caminho é começar pelas Câmaras de Vereadores, onde se decidem os assuntos de interesse imediato da população. Com as instâncias sindicais devidas,
caminhar em direção às Assembleias Legislativas
e ao Congresso Nacional, identificando interlocutores. Certos partidos possuem secretaria sindical, por exemplo. Saber quem faz parte e como articular-se com esses grupamentos também é tarefa necessária;

3 - Fortalecer o Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, que, como ninguém, conhece o funcionamento do Congresso Nacional, sabe quem é quem em cada Casa e tem o perfil dos partidos e parlamentares. Fortalecer, aqui, significa filiar-se ao Diap, replicar suas informações e análises na mídia sindical
e contar com seus quadros para encontros, debates, seminários e/ou ações pontuais dentro do próprio Congresso.

Tarefas necessárias e urgentes, para ocupar nosso espaço e defender nossos interesses. Assim como fazem a Febraban,
a CNBB, os ruralistas, o senador MacCain...

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical