Paulinho recomenda pressão
para votar 40 horas até abril

Em razão da Copa do Mundo e das eleições, 2010 vai ser curto para as ações sindicais e políticas. Por isso, nas questões políticas, os trabalhadores devem fazer um esforço concentrado no primeiro semestre. Isso vale, principalmente, para a emenda Constitucional (PEC) que propõe a jornada de 40 horas.

A avaliação é do presidente da Força Sindical e deputado pedetista, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), perante representantes da Federação dos comerciários e dirigentes de 65 Sindicatos da categoria no Estado de São Paulo, durante café da manhã na Colônia de Férias da entidade, na quarta-feira (20), em Praia Grande. “Se a PEC das 40 horas não for votada até abril, teremos grandes dificuldades pela frente”, alerta.

Paulinho propõe pressão máxima e uma das suas sugestões é começar o ano ocupando o Congresso Nacional, antes ainda do carnaval. O presidente da Força também recomendou o fortalecimento das mobilizações nos locais de trabalho. “Temos de criar um movimento de baixo pra cima, até chegar ao Congresso Nacional”, afirmou.

Obstrução - De acordo com informação do deputado ao presidente da Federação, Luiz Carlos Motta, uma das táticas dentro do Congresso será trancar a pauta de votações. Segundo Motta, o PDT já teria fechado questão e nada será votado sem definir, com segurança, que a PEC das 40 horas vai à votação no plenário da Câmara.

Representação - Outro tema presente no café da manhã entre Paulinho e líderes comerciários é a baixa representação trabalhista na Câmara, onde apenas 53 parlamentares são identificados como originários do campo sindical. Paulinho estimulou o lançamento de candidatos com origem na categoria comerciária.

Mais informações:
Fecomerciários – 3208.6833 ou 7205.022 (Robson)
www.fecomerciarios.org.br

Sindicatos protestam contra pedágios
na Rodovia Castello Branco

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e o Sindicato dos Transportadores de Carga de Osasco e Região lideraram protesto, na segunda-feira (18), contra o novo sistema de pedagiamento implantado pelo governo do Estado e a concessionária Viaoeste na Rodovia Castello Branco, na Região Oeste de São Paulo. A manifestação ocorreu nas praças de cobrança dos Km 18, sentido capital, e km 20, sentido interior.

Os manifestantes denunciaram os prejuízos que a medida trará à população da região. Além de fechar o acesso livre ao Rodoanel, a pista expressa das marginais que era livre agora é pedagiada.

Os acessos livres da Castello Branco e Rodoanel foram fechados e novos foram abertos depois das praças de pedágio. O aumento total da tarifa passa de 200%, segundo os sindicalistas, pois o motorista que antes pagava R$ 1,30 para sair do Rodoanel agora paga mais R$ 2,50.

Cobrança - Os novos pedágios da rodovia começaram a funcionar domingo. De acordo com a concessionária Viaoeste, quem vier de Osasco e não quiser pagar pedágio terá que passar pelo bairro Jardim Mutinga, o que aumentará significativamente o tempo percorrido pelos motoristas para bairros como Tamboré e Alphaville.

Fonte: PortalBarueri
www.portalbarueri.com

Jornada de trabalho na indústria alimentícia pode diminuir

A jornada de trabalho dos funcionários de indústrias alimentícias automatizadas, que ofereçam riscos de doenças ocupacionais, pode ser fixada em 6 horas diária (36 na semana) caso seja aprovada no Congresso Nacional proposta nesse sentido (PL 6232/09), apresentada pelo deputado Marco Maia (PT-RS). O projeto também limita as horas extras em duas horas por dia.

Segundo o autor, trabalhadores do setor avícola, por exemplo, são expostos a riscos de desenvolver problemas ergonômicos ao cumprirem jornadas superiores a seis horas. A proposta determina ainda que trabalhadores dessas indústrias tenham “micropausas” a cada hora trabalhada e rodízio de tarefas sempre que possível.

Tramitação - O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Mais informações:
www.camara.gov.br

Salário médio de admissão do trabalhador
brasileiro cresce em 2009

O salário médio de admissão do trabalhador brasileiro teve aumento real de 5,24% no ano passado, saindo de R$ 741,68 em 2008 para R$ 780,56 em 2009. “O ganho real, acima da inflação, foi a alavanca da economia brasileira para vencer a crise”, ressalta o ministro Carlos Lupi (Trabalho). “Isso levou o País a sair da crise”, enfatiza.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ministério, o Estado de São Paulo segue líder no ranking dos maiores salários médios, com R$ 913,48. Na sequência, vem Rio de Janeiro, Distrito Federal, Sergipe e Amazonas. Os menores salários estão no Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

Gênero - O aumento do salário médio de admissão entre as mulheres superou o dos homens: 5,64% e 4,49%, respectivamente. Os maiores ganhos reais do salário de admissão feminino ocorreram nos estados de Sergipe (32,29%), Tocantins (13,83%), Amazonas (13,74%), Alagoas (10,38%) e Rio Grande do Norte (10,29%).

Mais informações:
www.mte.gov.br

Imóvel financiado com poupança bate recorde em 2009

O financiamento imobiliário com recursos da poupança foi recorde em 2009, em valor e em número de unidades, informa entidade do setor (Abecip). O valor financiado chegou a R$ 34,017 bilhões, o que representa crescimento de 13,3% em relação aos R$ 30,032 bilhões de 2008. Foram financiadas 302,680 mil unidades, superando as 299,746 mil do ano anterior, que também tinha sido recorde.

 

Adilson Araújo é presidente da CTB Bahia

 

Diálogos e Diversidade

O Fórum Social Mundial Temático Bahia acontece entre os dias 29 e 31 de janeiro de 2010. O evento é uma realização do Comitê Organizador Baiano do FSM Temático que prepara a edição que acontece em Salvador.

O evento contará com inúmeras atividades centralizadas e autogestionadas, reunirá também o grupo Crises e Oportunidades (C&O), que realiza atividades com uma série de convidados nacionais e internacionais, parte desses contribuirão com o balanço de 10 anos do FSM, em Porto Alegre, e são presença garantida na etapa baiana.

O acontecimento vai se concentrar nos desdobramentos das discussões, diálogos e controvérsias, tais como as respostas à crise em suas várias dimensões, governança e o aparelhamento social e político, relações sul-sul, diversidade, antirracismo, igualdade de oportunidades, democracia, educação e cultura.

A proposição dos eixos temáticos vai acrescentar ingredientes apimentados à pluralidade das idéias. A diversidade e a democracia nortearão os debates sobre um temário diversificado: tolerância e combate ao racismo; racismo institucional e idade; fobias, intolerância e lógica igualitária; idosos, juventude e portadores de deficiência.

O FSM Temático Bahia percorrerá a análise e contextualização da democracia substantiva, afirmação e empoderamento da sociedade civil; militarização das periferias urbanas e ameaça à democracia; mídia e democracia; desaparecidos políticos; gênero: alternativas à mercantilização e homogeneização; mulher, crise econômica e emancipação.

A subjetividade e o encontro de um mundo possível pós-crise que possibilite efetivas respostas, também se somam e dão sentido ao Fórum Temático Bahia. Na sequência as discussões sobre a convergência das crises e sua relação com o mundo do trabalho; reforma agrária, agricultura familiar e soberania alimentar; soberania energética e mudanças nas políticas acerca do meio ambiente pós-Copenhagen.

Um universo de assuntos da ordem do dia embasa o calor dos temas propostos para troca de idéias e experiências. A marca do evento permitirá um mergulho no oceano da descolonização do pensamento; etnocentrismo e eurocentrismo; descolonização do pensamento e movimentos sociais na América Latina e África; educação e desenvolvimento. Um entendimento sobre a esquerda na atualidade e as contribuições dos pensadores da América Latina e África.

O FSM Temático Bahia terá seu brilho, sobretudo, no calor do verão baiano, e na intensidade do diálogo e controvérsias sobre a América Latina e África e os movimentos sociais; extratos do significado e importância dos 50 anos da Revolução Cubana; e a importante contribuição do grupo Crise e Oportunidades. Por fim, um encontro sobre o ofício de viver samba (política, suor, samba no pé) e diversidade cultural: Brasil, América Latina e África.

Adilson Araújo é presidente da CTB Bahia