São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 21 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA De acordo com o Dieese, entre 1998 e 2008, o número de trabalhadores na construção civil cresceu 26%, com a incorporação de 198 mil novos trabalhadores. Segundo o estudo, com os grandes investimentos e incentivos públicos, o setor deve consolidar sua condição de empregador nos próximos anos, mesmo com a crise econômica.
Convidados - Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical convidou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom/CUT), Waldemar Pires de Oliveira; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho; e o vice-presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo e especialista em contas públicas, Paulo Brasil.
Sindicato amplia protestos: 2 mil metalúrgicos
Pereira adverte que, se a proposta patronal não melhorar nas próximas rodadas de negociação, os metalúrgicos entram em greve a partir de 3 de novembro. Nas três assembleias, a proposta patronal foi recusada e os metalúrgicos aprovaram greve se os patrões não oferecerem reposição da inflação, aumento real e melhoria na Convenção Coletiva. Outras - As assembleias prosseguem na base metalúrgica de Guarulhos. Nesta quarta (21), haverá atos e paralisações em outras fábricas. Mais informações - Assessoria de imprensa: 2463.5343. www.metalurgico.org.br
Justiça do Trabalho fecha cerco contra burla à Lei de Cotas O Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou, na última quinta-feira (15), que o Ministério Público do Trabalho (MPT) pode propor ação civil pública contra empresas que descumprem o artigo 93 da Lei 8213/91, que obriga as empresas a contratarem pessoas com deficiência – a chamada Lei de Cotas. O MPT pediu a condenação da empresa Localiza Rent Car, com multa no valor de R$ 10 mil reais por vaga não preenchida, caso não cumprisse o percentual definido por lei no prazo de um ano desde o início da ação. O juiz da 9ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) não reconheceu a responsabilidade da empresa pelo descumprimento da lei. O Ministério Público recorreu e obteve a reversão da sentença no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que determinou que a empresa admitisse portadores de necessidades especiais em, pelo menos, metade das novas admissões, a partir de então. Decisão final - A empresa apelou ao TST, alegando ilegitimidade do MPT para propor a ação. O ministro Brito Pereira fundamentou seu voto em dispositivos constitucionais, concluindo que “o Ministério Público atuou para assegurar o princípio constitucional de isonomia, promovendo a inserção no mercado de trabalho dos portadores de deficiência”. Mais informações:
Secretário-geral da Fitim vem ao Brasil
Jyrky Raina foi eleito secretário-geral em maio deste ano e, desde então, vem percorrendo vários países para formar um panorama geral do sindicalismo no mundo. “Estamos iniciando um trabalho para modernizar os departamentos da entidade. A reestruturação permitirá maior atuação nos mais de 100 países filiados”. Integração - Para Edison Venâncio, secretário-geral da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e de Relações Internacionais da CNTM, a visita de Raina fortalece os laços do movimento sindical brasileiro com a Fitim. “A visita, sem dúvida, também é muito importante para que se conheça de perto as ações desenvolvidas pelo movimento sindical brasileiro”, destaca. Mais informações:
Fim de ano abre 180 mil vagas Puxado pelos setores de comércio e serviços, o número de trabalhadores contratados neste final de ano deve ser em torno de 10% superior ao do ano passado. A Associação das Empresas Terceirizáveis e de Temporários (Assertem) fala em crescimento de 7%. Já a Abrasce, ligada a shopping centers, estima abertura de 180 mil vagas formais e informais. Há uma expectativa positiva de que boa parte dos temporários acabe efetivada por força do crescimento da economia. |
Conter a selvageria do capitalismo Por Cícero Martinha Estamos todos nós superando uma crise financeira mundial. Uma crise que nos levou empregos, que faliu muitos bancos, que fez muita gente no mundo todo, principalmente nos países muito mais ricos que o nosso, perder posses, casas e investimentos. Ou seja, a crise foi ocasionada pelos gestores do sistema capitalista. Mas também é sabido que o Brasil está se saindo muito melhor que o resto do mundo. Por quê? Porque ao longo dos anos e, principalmente, durante o governo do presidente Lula houve um investimento muito grande no mercado interno. O governo Lula transferiu renda para as classes trabalhadoras incentivando bons acordos e através do reajuste real de 45% no salário mínimo. Repassou, ainda, auxílio para as populações de baixíssima renda através do Bolsa Família. A nossa contrapartida foi gastar tudo o que ganhamos, todos os meses, no mercado interno. A consequência disso é que ajudamos o Brasil a sair rapidamente do sufoco da crise. Pois bem. Agora é hora da retomada. E nós, trabalhadores brasileiros e, particularmente, os metalúrgicos e metalúrgicas de Santo André e Mauá, estamos enfrentando a resistência dos patrões locais. São os velhos praticantes do capitalismo selvagem que ainda resistem mesmo sabendo que a participação consciente dos trabalhadores na produção é essencial para garantir a qualidade final do produto e a produtividade das empresas. É essa produtividade e qualidade que garantem a competitividade das empresas situadas aqui na região. Todos os patrões sabem disso. Até a hora de negociar nossos salários. Aí, começa a ladainha. E o choro de patrões que se comportam como capitalistas selvagens. A eles interessa apenas o arrocho da massa salarial, que estão praticando ano a ano, nos últimos dez anos. Usam agora a desculpa da crise, que já está superada, para resistir a negociações. O aumento real de salários que reivindicamos será gasto aqui mesmo na região, reaquecendo a economia local e ajudando estes mesmos empresários a sobreviver. Mas a cada dia fica mais claro que o patrão selvagem só entende a mobilização direta, a pressão e a obtenção de direitos legais, via Congresso Nacional. Por isso, este ano estamos atuando em várias frentes. Vamos nos mobilizar nas empresas (e se preciso, vamos pará-las), vamos manter a opinião pública sempre informada sobre o tipo de empresários que atuam na região e, mais, vamos continuar a pressionar os deputados federais para aprovarem as 40 horas semanais, sem redução de salários. Só queremos parte da produtividade que agregamos, só queremos repor as perdas salariais com aumento real, só queremos fazer o Brasil avançar com um capitalismo muito menos selvagem que o atual. Cícero Martinha é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá |
||||
![]() |
|||||