Médicos residentes e trabalhadores da saúde são convidados do Câmera Aberta

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 22 de setembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 23 de setembro, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 29 de setembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 26 de setembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 26 de setembro, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Rosy Rodrigues, Franzin e Ricardo Patah no programa do dia 8 de setembro

Depois de 29 dias de mobilização, os médicos residentes decidiram no último dia 16 encerrar a greve. A categoria aprovou o acordo firmado em Brasília, dia 14 de setembro, entre o Núcleo de Negociação da Comissão Nacional de Greve e os ministros Fernando Haddad, da Educação, e José Gomes Temporão, da Saúde.

O acordo garante o reajuste de 22% nas bolsas de residência, a partir de janeiro de 2011, a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses e a instituição da licença-paternidade de cinco dias, além de um conjunto de garantias que visam disciplinar como será feita a reposição dos conteúdos programáticos perdidos durante a paralisação. Além disso, fica instaurada uma comissão permanente de negociação que irá discutir os outros itens da pauta, incluindo o resíduo da proposta de reajuste (16,7%).

O Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 22, convidou para falar sobre os assunto o tesoureiro da Associação dos Médicos Residentes de São Paulo, Pedro Tourinho; o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e da Federação Nacional dos Médicos, dr. Cid Carvalhaes; além de um representante do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado de São Paulo.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Metalúrgicos da CUT conquistam reajuste
de 10,81% mais abono nas montadoras

Os metalúrgicos Ford, Scania, Mercedes-Bens e Volkswagen, instaladas no Estado de São Paulo, conquistaram reajuste salarial de 10,81% (9% da data-base mais 1,66% de correção da tabela salarial), mais R$ 2.200,00 de abono. Foi o maior aumento salarial da história da categoria, sendo que o índice total será pago integralmente na data base – 1° de setembro – e o abono quitado de uma só vez em 20 de outubro.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, destacou que o índice de 10,81% representa um aumento de 6,26% acima da inflação acumulada no período desde a última dada base (4,29%). “Um índice extraordinário, à altura da categoria e compatível com o bom momento econômico vivido pelas montadoras e também pelo País.”

O acordo foi anunciado domingo (19), depois que as montadoras aceitaram unificar as datas de pagamento do aumento salarial e da correção da tabela e, também, pagar o abono de forma integral, sem parcelamento. A proposta original era de pagar o 1,66% da correção da tabela somente em agosto de 2011 e o abono parcelado em duas vezes.

“O reajuste de 10,81% representa um índice histórico para os trabalhadores e está de acordo com a produção e as vendas que as montadoras tiveram no último ano, além de repor 6,26% além da inflação acumulada no período”, comemorou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo.

O aumento será válido também para os metalúrgicos da Volks de São Carlos (CGTB) e Ford de Tatuí (Força Sindical), que integraram as negociações na bancada dos trabalhadores representada pela Federação dos Sindicatos Metalúrgicos (FEM-CUT/SP).

Paraná - Os metalúrgicos da Volkswagen de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, decidiram entrar em greve, no sábado (18), em protesto pela falta de resposta da montadora às reivindicações salariais da categoria. Os trabalhadores querem o mesmo índice de reajuste fechado pelo Sindicato na sexta-feira (17) com a Renault. Ou seja, R$ 4,2 mil de abono, 10% de aumento no Piso e no salário ( 5,5% de aumento real).

A greve vai ser deflagrada todos os dias, paralisando um, dois ou todos os três turnos de produção da fábrica. No sábado, a greve parou cerca de 1,1 mil metalúrgicos do 1º turno; no domingo, foram os mil do 3º turno; e, hoje, os mil trabalhadores do segundo turno cruzaram os braços. Nova assembleia ocorre nesta tarde, às 14 horas, com metalúrgicos do 1º e 2º turnos.

Mais informações:
www.fem.org.br
www.simec.com.br

Termina quinta (23) prazo para retirar segunda via do título

Eleitor que não tenha mais seu título – foi roubado, sumiu etc. – deve ir a qualquer cartório eleitoral do Estado, inclusive numa cidade que não seja a sua de residência, e solicitar segunda via. Basta levar um documento de identidade.

Nenhum dado pode ser alterado. E o local de votação continua o mesmo que constava do título de eleitor desaparecido – mesmo que a segunda via tenha sido tirada em outra cidade. Os cartórios não cobram taxa para imprimir a segunda via, e o título de eleitor fica pronto na hora.

Documento - O eleitor será obrigado a apresentar o título e um documento oficial com foto para votar na eleição de 3 de outubro. Como documento oficial será aceito a Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho ou de Habilitação com foto e Reservista. Certidões de nascimento ou casamento não serão admitidas.

Cola - Como o eleitor votará em seis nomes, recomenda-se que leve uma “cola” com os números de seus candidatos.

Mais informações:
www.tse.gov.br

Alô sindicalista: vá ao Sindicato dos Jornalistas

Sou do tempo em que o auditório Vladimir Herzog era palco da resistência democrática e local de reunião de artistas, intelectuais, sindicalistas e de todos que punham suas energias em prol da reconquista da democracia e, depois, de causas coletivas não menos nobres.

Na próxima quinta (23), a partir das 19 horas, o auditório de proporções modestas, mas de grande envergadura histórica, volta a ter peso, porque vai reunir gente – gente com ideias. E a ideia básica que encherá de energia aquele local, na rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Centro de São Paulo, é de discutir que mídia é essa que está aí, mais uma vez, tentando conduzir o processo eleitoral brasileiro, e a serviço de uma candidatura, e candidatura conservadora.

Vão se reunir lá, por força de um gesto iniciado pelo jornalista e escritor Altamiro Borges (do blog do miro do Barão de Itararé), sindicalistas, líderes políticos, lideranças comunitárias e também vários blogueiros, que vêm ajudando a formar uma rede de mídia resistente, de combate e de denúncias do abuso da grande imprensa.

Eu digo que nós, acima dos partidos, das candidaturas e das opções ideológicas, devemos estar lá na quinta à noite, questionando esse poder espúrio que a grande mídia julga ter, para dizer que estamos atentos e não aceitaremos que a história (como fez Lacerda lá em 1954 contra Getúlio) se repita como farsa e tente impor seus interesses sobre o interesse coletivo.

Não custa lembrar que essa mídia aí levou Getúlio ao suicídio em 1954; criou a histeria que levou à ditadura em 1964; inventou Collor em 1989 e depois o derrubou; tentou inviabilizar o governo Lula; e agora tenta atingir a candidatura Dilma.

Sindicalistas e demais seguidores deste nosso site ou boletim eletrônico: todos ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, quinta, 23, a partir das 19 horas.

Denúncia, crítica, debate, tudo bem. Golpismo, nunca mais!

João Franzin
Jornalista, escritor e apresentador de TV

Mais 314 mil vagas na construção

De janeiro a junho, o setor da construção civil contratou 314 mil trabalhadores – crescimento de 12,8% sobre o mesmo período de 2009. No mês de julho, houve mais 45.700 contratações, ou seja, crescimento de 1,68% sobre o mês anterior. Os dados são do sindicato patronal – SindusCon-SP. Por falar em construção civil, o “Estadão” de domingo traz matéria dando conta do número de apartamentos erguidos em São Paulo entre 2004 e 2009: 185 mil unidades.

 


Ricardo Kotscho é jornalista. Retirado do Balaio do Kotscho


O que diferencia o Jornal Nacional do horário político?

Por Ricardo Kotscho

Pelos comentários que leio diariamente aqui, os leitores estão cada vez mais indignados com o comportamento da grande imprensa brasileira na cobertura da campanha eleitoral de 2010.

Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:

“Prezado Ricardo Kotscho

Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (‘JN no Ar’) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado “JN no Ar”, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher... Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.

Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do País, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”.

Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.

O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do País em seguida. Vale tudo.

Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.

À medida que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo.

Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet – este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.

Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite (17) pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25).

O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?

Ricardo Kotscho é jornalista. Retirado do Balaio do Kotscho