Congresso da CNTC deve reunir 700 sindicalistas

O evento começa na segunda (24) e termina na quarta (26), em Brasília

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) realiza, de 24 a 26 de maio, o 3º Congresso Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços. Será em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da CNTC. O evento, que deve reunir mais de 700 trabalhadores de todo o Brasil, tem como tema central “Organizar para enfrentar os novos desafios”.

A CNTC é uma das maiores Confederações do Brasil. Tem 813 Sindicatos e 30 Federações filiadas, que representam em torno de 10 milhões de trabalhadores. Segundo a organização do Congresso, “os delegados vão debater e deliberar sobre as ações nacionais unificadas, com o objetivo de melhorar a atuação dos dirigentes sindicais em defesa da preservação da segurança e saúde do trabalhador e dos direitos e conquistas”.

Senado - Os comerciários do Brasil serão homenageados no primeiro dia do 3º Congresso em sessão solene no Senado, às 11 horas.

Temas - O 3º Congresso vai discutir seis temas: Conjuntura Econômica e os Desafios dos Trabalhadores; O Papel da Mulher Trabalhadora na Sociedade Atual, no Movimento Sindical e a Questão de Gênero; A Regulamentação da Categoria Comerciária; Megafusão no Setor do Comércio e Serviços e Reflexos para os Trabalhadores; Previdência Social, Segurança e Saúde no Trabalho; Redução da Jornada, Banco de Horas e Horas Extras.

Mais informações:
Telefone (61) 3217.7103 (José Augusto – secretário-geral)
www.cntc.org.br   

Senado aprova reajuste de 7,7% para aposentados

Foto: Moreira Mariz/ Agência Senado

O Senado aprovou, na noite de quarta-feira (19), sem alterações, a medida provisória 475, que trata do reajuste dos aposentados. Com isso, as aposentadorias e pensões pagas pelo INSS com valor acima de um salário mínimo terão reajuste de 7,7%.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo e relator da matéria na Casa, manteve o índice aprovado na Câmara dos Deputados, inclusive a emenda que impõe o fim do fator previdenciário, mesmo com a discordância dos ministros da Fazenda e Previdência.

Com a manutenção do texto, a votação da matéria foi concluída. A proposta do governo era um reajuste de 6,14% e, durante negociações na Câmara, aceitou que o índice fosse de 7%. No entanto, um acordo entre líderes partidários das duas Casas, Centrais Sindicais e representantes dos aposentados elevou o reajuste para 7,7%.

Festa - A aprovação do aumento foi comemorada com entusiasmo pelos aposentados que lotaram as galerias do plenário, numa movimentação que vem se repetindo desde o ano passado. A matéria seguirá agora para a sanção do presidente Lula.

Mais informações:
www.senado.gov.br

Emprego na indústria recupera nível pré-crise, diz economista

A geração de emprego na indústria no mês de abril foi mais do que suficiente para que o setor recompusesse o estoque de mão de obra ao nível pré-crise, segundo a LCA Consultores. Em abril, setores como metalúrgica, mecânica, material elétrico e de comunicações e material de transporte se destacaram positivamente.

“Estes subsetores registraram importante revés na crise, com o fechamento de 19,7 mil postos neste mesmo mês de 2009. E, como desdobramento do excelente panorama apresentado pela construção civil nos últimos anos – o setor que menos sentiu os impactos da crise internacional em 2009 –, a indústria de madeira e mobiliário registrou importante geração de postos formais em abril de 2010 (4,9 mil)”, afirma o economista Fabio Romão.

Crise - Após o fechamento líquido de 506,8 mil postos entre novembro de 2008 e março de 2009, a indústria tem registrado significativa recomposição em seus quadros, conforme analisa o economista.

“Daqui para frente, portanto, o que se espera é a ampliação deste estoque de mão de obra industrial que, ao final de 2010, projetamos, terá acumulado em torno de 584 mil novos postos, acima do atual recorde anual, de 519 mil, registrado em 2004”, aposta.

Fonte: Blog do Trabalho
blog.trabalho.gov.br

Servidores cobram e obtêm negociação
com prefeitura em Guarulhos

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos (Stap) começa, nesta quinta-feira (20), uma série de reuniões com a administração municipal na Comissão Permanente de Negociação (CPN), para discutir o atendimento de reivindicações de vários setores do funcionalismo. Até o dia 1º de junho, serão realizadas dez reuniões com representantes da prefeitura.

As principais reivindicações são reenquadramento salarial, volta da progressão horizontal e mais agilidade no processo de revisão e implementação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores.

O secretário-geral do Stap, Denilson Bandeira, afirma que a diretoria do Sindicato está empenhada em obter novas conquistas, após a definição do reajuste salarial da categoria. “O momento exige mobilização e participação, pois iremos defender dez setores da administração”, explica o sindicalista.

Datas - Dia 20 de maio, serão tratados interesses dos guardas municipais (GCMs), técnicos de segurança do trabalho, sociólogos, economistas, engenheiros, arquitetos, geólogos e agentes fiscais; no dia 21, o Sindicato tratará das reivindicações do setor de zoonoses e motoristas da prefeitura; dia 27, dos agentes comunitários de saúde; dia 28, dos funcionários da Secretaria de Transporte e Transito e das cozinheiras; e, dia 1º de junho, será a vez do Atendente Fácil.

Mais informações:
www.stapguarulhos.org.br

Força reúne entidades do funcionalismo público

A Força Sindical está crescendo junto ao funcionalismo e busca consolidar esse crescimento e articular ações. Para tanto, na próxima sexta (21), reúne entidades do setor público para um dia de debates centrados nos seguintes temas: 1) Avanço da terceirização nos serviços públicos; 2) Propostas dos Servidores para a conferência da classe trabalhadora, dia 1º de junho, no Pacaembu.

O evento do dia 21 será das 8 às 17 horas, na sede da entidade (rua Rocha Pombo, 94, 1º andar, Liberdade). A abertura terá a presença do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho); do secretário-geral, João Carlos Gonçalves (Juruna); e do presidente da Força Sindical São Paulo, Danilo Pereira.

Informações - Com Joelma: (19) 3621.6176 ou no endereço eletrônico: joelma.mendes2@hotmail.com

Crescimento - Segundo Aires Ribeiro, da coordenação do setor público da Força Estadual, a Central tem hoje filiadas cerca de 200 entidades do funcionalismo. Há dois anos e meio, diz Aires, esse número era de 81 entidades.

Clique aqui e confira a programação:

UGT lança livro e DVD sobre história do sindicalismo

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) faz o lançamento hoje (20), às 18 horas, livro e DVD do Seminário “100 Anos de Movimento Sindical no Brasil: Balanço Histórico e Desafios Futuros”. O evento será realizado na Faap (rua Alagoas, 903, no bairro de Higienópolis), em São Paulo.

O lançamento do material, produzindo em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), será acompanhado do ciclo de debates “Uma Agenda de Desenvolvimento Para o Brasil”, que ocorre a partir das 14 horas, com a participação de dirigentes nacionais e estaduais da UGT, sindicalistas das entidades filiadas, professores, pesquisadores e estudantes.

Seminário - Os temas que estarão em debate, são: “Democracia, crescimento e distribuição de renda”, “Desenvolvimento sustentável, ambiental e social” e “Modernização econômica, valorização do trabalho e justiça social”.

Mais informações:
www.ugt.org.br

Inclusão social avança no Brasil entre 2001 e 2008

O diretor técnico do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), Roberto Cavalcanti de Albuquerque, revela que houve evolução no processo de inclusão social no Brasil entre 2001 e 2008. “O processo de inclusão social no Brasil avança”, disse, antecipando divulgação de estudo, que ocorre nesta quinta-feira (20).

“Embora tenha havido um avanço, ainda há espaço muito grande para crescer”, avalia Cavalcanti, lembrando, contudo, que houve um salto significativo no período em termos de inclusão digital. “E eu acho que ele vai continuar”.

Progresso - Segundo o economista, houve aproximação entre as diferenças, seja entre urbano e rural ou entre as regiões Norte-Nordeste e Sul-Sudeste. Ele observa que o grande esforço dos governos deve ser elevar os indicadores de educação e ocupação formal, porque a pobreza e os índices de desigualdade tiveram queda significativa.

Fonte: Agência Brasil
www.agenciabrasil.ebc.com.br

PIB do 1º trimestre deve ter crescido acima de 10%

Com base nos indicadores de atividade econômica divulgados até o momento, o País pode ter registrado um crescimento de 10,4% no primeiro trimestre deste ano. A Tendência Consultoria, estima uma alta de 10,8% para o PIB industrial e, no caso do PIB de serviços, a expectativa é de uma expansão de 5,9%.

 


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeirol

Apeoesp:
a razão cínica
de uma sentença?

Por Gilson Caroni Filho

Ao considerar “manifestações de cunho eleitoral e depreciativo” os atos organizados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Nancy Andrighi, ministra do TSE, não reforçou apenas a suspeita de um Poder Judiciário partidarizado, atuando como sujeito ativo em favor dos interesses da candidatura de José Serra (PSDB).

Sua decisão contribuiu também para criar uma situação insustentável em um país que se pretende habilitado à modernidade, com solidez institucional e sistema político dotado de competitividade.

Ignorando que regimes democráticos não qualificam manifestações e greves, possivelmente a partir da percepção que toda ação sindical é ato político e corresponde a direito inquestionável dos trabalhadores, a ministra, fazendo uma análise enviesada da questão, julgou procedente a representação movida pelos partidos DEM e PSDB, aplicando multa de R$ 7 mil contra o Sindicato e sua presidente.

Um ganho para o reacionarismo que vende democracia como mercadoria para entrega futura.

Preocupada com a interferência negativa na imagem de homem público, Andrighi se esqueceu de examinar a realidade da educação paulista, o modelo de gestão que o tucanato pretende imprimir no Brasil, caso vença as eleições presidenciais.

O descaso dos sucessivos governos do PSDB com os profissionais da educação dão uma pista de como os neoliberais planejam reduzir gastos públicos, “abrindo espaços para investimentos”.

Claro que não é competência do TSE emitir sentenças sobre dados de conjuntura, mas considerá-los na apreciação da motivação de atos e fatos daria à análise uma aura de honestidade política. Apenas isso.

Os manifestantes que gritaram palavras de ordem contra o governo José Serra fazem parte de uma categoria que, desde 1998, sobrevive sem qualquer reajuste salarial, sem nenhum plano de carreira. Apesar da alta arrecadação, São Paulo paga um dos menores salários do País, ficando atrás do Acre, Roraima, Tocantins, Alagoas e Espírito Santo, entre outros.

O valor da hora-aula pago aos professores do ensino básico 2 é de R$ 7,58. Bem menos do que o jeton (benefício pago por presença em sessão) no valor de R$ 771, 75 destinado aos integrantes do TSE. Muito menos que os R$ 26.723,13 recebidos por um ministro do STF, desde fevereiro de 2010.

A sensibilidade jurídica da relatora deveria levar esses números em conta antes de ver orientação meramente eleitoreira nas palavras de uma dirigente sindical.

Em um estranho arrazoado, Nacy Andrighi ressaltou que a ação dos grevistas feriu o próprio estatuto do Sindicato que define a entidade “como sem fins lucrativos, sem discriminação de raça, credo religioso, gênero ou convicção política ou ideológica”. Talvez falte à ministra noções rudimentares de sociologia política para compreender a dinâmica da Apeoesp.

Representando todo o magistério paulista, o Sindicato liderado por Maria Izabel Azevedo Noronha luta pela elevação do nível econômico, social e político da categoria.

E procura estender estes benefícios à educação através do empenho pela melhoria da qualidade de ensino e por uma política educacional feita com a participação dos professores e da comunidade, direcionada para os interesses da população.

Argumentos que tutelam os direitos políticos de uma coletividade não podem suprimir dos cidadãos o direito da livre expressão. Disso deveria saber uma ministra do TSE.

Mais interessante seria saber como se posicionaria frente a editoriais e noticiários que buscam, a todo custo, desqualificar a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Privilegiaria a liberdade de expressão dos barões midiáticos ou seria sensível a interferência negativa na imagem de uma personalidade pública? Qual seria o valor da multa? Até quando será impossível entender o País sem a devida dose de cinismo? Os nossos magistrados talvez devessem meditar a respeito do assunto.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro