Câmera Aberta fala sobre as conquistas
da campanha salarial dos bancários

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 20 de outubro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 21 de outubro, das 19 às 20 horas.
 São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 27 de outubro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 24 de outubro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 27 de outubro, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


Dia 13: Jorge Nazareno, Franzin e Sérgio Nobre

O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 20 de outubro, convidou lideranças bancárias para falar sobre as mobilizações que resultaram na conquista do reajuste salarial da categoria e outros benefícios.

Foram 15 dias de paralisação da categoria em todo o País, que teve inicío quando a federação patronal ofereceu como contraproposta um reajuste de 4,29% (equivalente à inflação acumulada). A greve ganhou força e os bancos cederam. O reajuste aprovado pelos bancários foi de 7,5% para quem ganha até R$ 5.250,00 nos bancos privados. As instituições públicas – Banco do Brasil e Caixa – vão conceder o reajuste de 7,5% independente do salário.

Convidados -
Já confirmaram presença o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Aberto Cordeiro; e a secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Raquel Kacelnikas.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Movimento sindical de Guarulhos vai unido em apoio a Dilma

Fotos: J. Gomes


O movimento sindical de Guarulhos participa do segundo turno alinhado à candidatura de Dilma Rousseff. Foi o que ficou definido em reunião segunda (18), na sede dos metalúrgicos, com a presença de 50 dirigentes de 13 categorias profissionais. São entidades filiadas à Força Sindical, CUT e UGT.

Os sindicalistas iniciam, já nesta semana, uma série de atos em portas de fábricas, lojas, repartições públicas e em outros locais de trabalho, com o objetivo de mostrar que o projeto de Dilma é o melhor para o povo brasileiro. Também será produzido boletim comparando os governos Lula e FHC, indicando que no atual governo houve mais conquistas para os trabalhadores, a começar pelo aumento do emprego. Outra definição do encontro desta segunda é a presença sindical em todos os atos pró-Dilma em Guarulhos e também na Capital.

Os sindicalistas definiram um grupo de trabalho com oito representantes de categorias diversas, para coordenar as ações nos locais de trabalho e os atos públicos em prol de Dilma. A primeira reunião do grupo será quarta (20) na sede dos bancários.

Melhor - José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, afirma: “Para o movimento sindical, não há dúvida de que Dilma representa avanços. Nós não queremos a volta ao passado, quando o Brasil sofria um imenso desemprego e o governo atacava os direitos trabalhistas”.


Mais informações:

Pereira (9652.1813),
Eduardo (9565.9664) e
Renata Grota (7723.7153)

Ganhos da greve dos bancários injetam
mais de R$ 6 bilhões na economia

O acordo salarial dos bancários, assinado após 15 dias de greve, injetará na economia cerca de R$ 6,15 bilhões no próximo ano, entre salários e Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). Os bancários conquistaram 7,5% de reajuste, com ganho de 3,08% acima da inflação. É o movimento sindical promovendo distribuição de renda, ajudando a impulsionar o crescimento econômico e a gerar empregos.

Segundo cálculos do Dieese, esse acréscimo aplicado sobre o salário médio da categoria e multiplicado pelos 470 mil bancários de todo o País significará um incremento anual na economia brasileira de R$ 2,569 bilhões. Além disso, outros R$ 3,578 bilhões entrarão em circulação por conta da PLR dos bancários. Destes, R$ 1,329 bilhão já estarão em circulação entre o final deste mês e início de novembro.

Benefícios - “Isso traz ganhos não só para os bancários, mas também para o conjunto da economia brasileira, fortalecendo a tendência de crescimento do PIB com distribuição de renda”, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Alvos certos na reta final
Por João Franzin

Para o movimento sindical, a reta final da disputa eleitoral exige dois movimentos. No que concerne à defesa, dar coesão ao nosso campo. No que diz respeito ao ataque, ser preciso nas ações.

Na questão da defesa, ou seja, de assegurar o território que já é nosso, vale mobilizar as bases, levar a informação que orienta e articular ações que tenham relação com as demandas reais (campanha salarial, por exemplo). Ou seja, nos atos da campanha salarial e outros levar também o debate eleitoral.

Na questão da ofensiva, valem ações focadas. Exemplos: 1) Algumas categorias (frentistas, vigilantes etc.) perderam a aposentadoria especial no governo Fernando Henrique. A proposta é fazer boletins específicos, contando aos trabalhadores essa história. No caso dos comerciários, que são milhões em todo o Brasil, a categoria perdeu a folga aos domingos, por um ato, malicioso, de Fernando Henrique. Vale a mesma receita: fazer materiais focados contando essa história.

No caso dos comerciários, cabe até um boletim específico para ser entregue num domingo, nos shoppings de todo o Brasil, contando a história da perda da folga aos domingos.

Além dos boletins impressos, específicos, a recomendação é também utilizar os meios eletrônicos: site, blog, boletim eletrônico, twitter, torpedo para celulares etc.

Numa eleição, em que a mentira é forte, o movimento pode fazer ao contrário, dizendo a verdade para quem tem direito de saber a verdade.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Vanucci ganha indenização em ação
trabalhista contra Rede Globo

O jornalista esportivo Fernando Vanucci acaba de receber parte de uma indenização na casa de R$ 2 milhões, oriunda de um processo movido por ele na Justiça contra a Globo na época em que saiu da emissora, em 1999. Segundo contou à Folha de S.Paulo, após ter aparecido comendo uma bolacha, Vanucci foi retirado da programação.

“Foram meses de punição. Quando me chamaram para fazer o Carnaval, achei que já estava tudo bem”, lembra o jornalista, atualmente na Rede TV!. No entanto, um dia após a transmissão ele teria recebido uma notificação de que deveria pagar uma multa contratual por conta da infração. “Não aguentei e saí da Globo”, explica.

PJ - “Fiquei chateado e movi um processo trabalhista pedindo vículo empregatício, pois estava lá como pessoa jurídica (PJ), e danos morais. Demorou, mas venci”, comemora.

Fonte: Folha ilustrada
www.folha.uol.com.br

Trabalhadores abraçam a Petrobras e rechaçam privatização

O movimento sindical põe em ação seus vários destacamentos. Um deles, e com força considerável, é o dos petroleiros. E são eles que, na próxima quinta-feira (21), mostram seu poder de mobilização. O alvo é a Petrobras.

Caravanas de vários Estados estarão no Rio de Janeiro, onde a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as Centrais Sindicais e movimentos sociais farão ato público em frente à sede da petrolífera em defesa do patrimônio do povo brasileiro. A concentração será às 15 horas.

Soberania - “Temos consciência do mal que fez ao Brasil o programa de privatizações promovido pelo governo FHC”, ressalta o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes. “O ato é para reforçar a nossa luta em defesa da soberania nacional sobre os nossos recursos naturais e em prol do povo brasileiro”, declara.

Mais informações:
www.fup.org.br

Metalúrgicos de São Paulo mobilizam fábricas da Zona Sul

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes realiza, na próxima quinta-feira (21), às 8 horas, na Zona Sul da Capital, um grande ato de mobilização da Campanha Salarial Unificada. A mobilização dá sequência a uma série de atos em portas de fábrica, visando pressionar o patronato a atender a pauta de reivindicações da categoria na campanha salarial.

A manifestação vai acontecer no canteiro central da Avenida das Nações Unidas, altura do número 22.000, reunindo trabalhadores de várias empresas metalúrgicas das regiões sul e oeste, além de dirigentes sindicais dos 53 Sindicatos do Estado, filiados à Federação dos Metalúrgicos e à Força Sindical.

Dilma - Não está fora de cogitação a presença da candidata Dilma Rousseff.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Emprego em alta na construção civil

O setor de construção civil empregou em agosto mais 48.576 trabalhadores, alta de 1,75% no nível de contratações na comparação com junho, levando ao recorde de 2,82 milhões de postos com Carteira assinada. O Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP) prevê que o PIB do setor chegue a 12% este ano, superando a previsão anterior de crescimento de 9%.

 


Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

 

Inflexão brasileira e desilusão dos EUA

Por Marcio Pochmann

Nesta primeira década do século 21, os dois maiores países do continente americano convivem simultaneamente com modelos bem distintos de promoção do desenvolvimento. Enquanto os Estados Unidos registram sinais crescentes de relativa decadência mundial, o Brasil apresenta desempenho econômico e social favorável e promissor para os próximos anos.

Da posição de 14ª economia global em 2000, o Brasil ocupa, atualmente, a 8ª colocação, podendo, daqui a seis anos, situar-se entre os cinco maiores Produtos Internos Brutos do mundo.

Essa constatação, contudo, diverge profundamente da diversa realidade vivida pelas duas grandes economias no final do século passado. Nas décadas de 1980 e 1990, por exemplo, os Estados Unidos surfaram satisfatoriamente na onda neoliberal de abertura econômica e financeira global. De grande centro produtivo mundial dos últimos 150 anos, os Estados Unidos foram passivamente aceitando, desde o governo Reagan, o deslocamento de suas principais atividades econômicas por meio das redes de produção global e da terceirização das fontes produtivas de suas grandes corporações transnacionais para diferentes regiões geográficas mundiais, sobretudo asiáticas.

Com isso, a marcha estadunidense permitiu que o custo de vida de sua população permanecesse baixo por constante importação de produtos estrangeiros a substituir a produção nacional. Ademais da sofisticação dos novos e criativos mecanismos de financeirização de sua economia, houve a difusão do endividamento das famílias, permitindo a formação de grandes bolhas insustentáveis de expansão da riqueza fictícia sem correlação com a produção interna. A opção pela riqueza sem produção gerou uma zona de conforto socioeconômico sustentada por gradual ampliação da desigualdade de renda. Entre 1980 e 2001, por exemplo, o grau de desigualdade na repartição da renda estadunidense cresceu 24,2% (índice de Gini).

Durante esse mesmo período de tempo, o Brasil manteve-se prisioneiro das opções que fez para enfrentar a crise da dívida externa do início da década de 1980. Com o abandono do projeto nacional-desenvolvimentista iniciado ainda na década de 1930, o país assistiu ao avanço da regressão econômica e social. Entre 1980 e 2000, o Brasil decresceu da 8ª para a 14ª colocação na economia mundial, subindo da 13ª para a 3ª posição no ranking mundial do desemprego.

A grande crise global de 2008 permitiu observar o quanto as trajetórias de desenvolvimento dos EUA e do Brasil divergem

O baixo dinamismo econômico, permeado por altas taxas de inflação, desorganização das finanças públicas e desmantelamento do setor público gerado pelas medidas neoliberais de privatização e focalização do gasto social, colocou o país em posição destoante da dos Estados Unidos. Mesmo assim, a tardia submissão do Brasil ao neoliberalismo fez avançar também a macroeconomia da financeirização da riqueza, sugadora de recursos orçamentários para o reduzido contingente de proprietários de títulos públicos.

A grande crise global de 2008 permitiu observar o quanto as trajetórias de desenvolvimento dos Estados Unidos e do Brasil divergem. Diferentemente do verificado durante as duas últimas décadas do século XX, o Brasil encontra-se em posição superior à dos estadunidenses. Um bom indicador disso pode ser percebido pelo comportamento recente da taxa de pobreza, uma vez que nos dois últimos anos os Estados Unidos a viram crescer 14,4%, enquanto no Brasil a proporção de pobreza no total da população caiu 17,3%. Até 2003, entretanto, a trajetória da pobreza não parecia se distinguir muito entre os dois grandes países do continente americano. Somente a partir de 2004 o sentido da evolução das taxas de pobreza se diferenciou positivamente para o Brasil, sobretudo na crise global de 2008.

Em grande medida, a inflexão brasileira assenta-se na convergência política recente em prol da prosperidade social-desenvolvimentista. A defesa do avanço da produção nacional, compartilhada por políticas distributivas e de sustentação do Estado de bem-estar, permite combinar satisfatoriamente a redução da pobreza e da desigualdade da renda do trabalho. Nos Estados Unidos, contudo, a emergência de uma nova retomada da macroeconomia da financeirização da riqueza tende a desiludir os anseios por mais produção e menos pobreza e desigualdade de renda.

Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

 

s