Metalúrgicos ampliam intercâmbio
com sindicalistas de Israel

Uma delegação de 11 dirigentes sindicais de Israel estão em visita pelo Brasil, como parte de um projeto de intercâmbio desenvolvido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical) para ampliar as fronteiras e as experiências na luta pelos direitos dos trabalhadores no mundo.

Na segunda-feira (17), a delegação participou de reunião com representantes da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Os dirigentes sindicais brasileiros apresentaram o projeto de assistência social “Meu Guri” e forneceram mais informações sobre as ações da Força Sindical no Brasil.

Também se encontraram com dirigentes da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e puderam conhecer como a entidade prepara a mobilização da Campanha Salarial 2009. Os sindicalistas israelenses visitaram ainda a sede do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força.

Intercâmbio - Segundo o presidente da Federação, Claudio Magrão, “por meio desses intercâmbios conhecemos a realidade operária de outros países e reavaliamos o sindicalismo no Brasil”. Para Edison Venâncio, secretário de Relações Internacionais da CNTM, é uma oportunidade para “troca de informações e conhecimentos”.

Fonte: Federação dos Metalúrgicos de São Paulo
www.fedmetalsp.org.br

Interior gera mais empregos que
áreas metropolitanas em julho

A geração de empregos no Interior do Brasil em julho superou as regiões metropolitanas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na terça-feira (18) pelo ministério do Trabalho. Áreas rurais somam 58.815 postos de trabalho criados, frente a 44.319 nos aglomerados urbanos.

No ano, as regiões metropolitanas apresentaram saldo de 95.408 empregos formais, enquanto que nos últimos doze meses foram 262.090. No interior foram 276.971 no acumulado do ano.

Interior - No interior de São Paulo foram geradas 32.717 novas vagas, à frente de Pernambuco (5.424), Bahia (4.898) e Paraná (4.792).

Mais informações:
www.mte.gov.br

Apeoesp convoca reação ao projeto
de Serra sobre reforma do magistério

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) definiu um calendário de lutas, visando a derrubada do projeto de lei (PLC 29/09) apresentado pelo governo estadual propondo alterações na evolução do quadro de carreira do magistério. Dia 26 de agosto, a entidade promove reuniões cujo debate principal será o projeto. E, no dia 28, haverá assembleia estadual na Praça da Sé.

Segundo a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, mais uma vez, a ação do governo “não atende às necessidades do magistério e aprofunda ainda mais as distorções existentes na carreira”. Ela ressalta que poucos professores poderão evoluir na carreira com as regras definidas no projeto.

Luta - Com o objetivo de fortalecer ainda mais a mobilização, a entidade também colocou uma enquete no site (www.apeoesp.org.br), a fim de ouvir a opinião dos associados sobre o PLC 29/09. Detalhes do projeto também estão disponíveis na página da Apeoesp na internet.

Mais informações:
www.apeoesp.org.br

Ipea aponta avanços da produtividade no setor público

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (19), estudo mostrando que ocorreram avanços importantes na produtividade do setor público nos anos recentes. As informações foram sistematizadas pelo órgão a partir de fontes primárias do IBGE e Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda

Segundo o estudo, observa-se uma compatibilidade entre a recuperação do nível de emprego da força de trabalho na administração pública e a elevação dos ganhos de produtividade. O trabalho busca aprofundar o conhecimento a respeito da produtividade no contexto da estabilidade monetária alcançado no País desde o plano real.

Conceito - A produtividade constitui um dos indicadores sínteses do desempenho do desenvolvimento das atividades econômicas. Quanto mais rápido o avanço da produtividade, mais intenso tende a ser o nível de crescimento econômico sustentado.

Fonte: Ipea
www.ipea.gov.br

Lideranças falam sobre as deliberações do
10º CONCUT no Câmera Aberta
desta quarta


Câmera (dia 12) com Luiz Arraes, Aparecido Inácio e Gilvan Albino

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 19 de agosto, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA

Quais foram as principais deliberações do Congresso? Como a CUT pretende se posicionar com relação às eleições de 2010? Para falar sobre o assunto o Câmera Aberta Sindical convidou três lideranças da CUT: o secretário de Finanças, Vagner Freitas; a secretária de Relações do Trabalho, Denise Motta Dau; e a secretária de Comunicação, Rosane Bertotti.

 

SindForte publica Manual dos Direitos

Começou a ser distribuído pelo Sindicato dos trabalhadores em carros-fortes e escolta armada, em todo o Estado, o livreto com as Convenções Coletivas das duas categorias profissionais representadas pela entidade. Em formato de bolso, com 64 páginas, o “Manual” traz a íntegra das duas convenções, além de textos sobre sindicalização e chamando para a participação política dos trabalhadores.

João Passos, presidente do SindForte, conta: “A publicação do Manual é uma tradição de nossa entidade e representa um esforço da diretoria em popularizar os direitos e garantias dos trabalhadores”. Para João, “o conhecimento é a verdadeira arma da nossa e das demais categorias profissionais”.

Salários - O Manual também traz as tabelas de Pisos e os valores do adicional de risco de vida. No transporte de valores, o adicional é de 30% sobre o Piso. Na escolta, que até poucos anos não tinha essa garantia, o adicional já está em 22%.

Mais informações:
Telefone (11) 3105.2486
www.sindforte.org.br

Emprego industrial mostra recuperação em julho

Com a geração de 17.354 novas vagas em julho, o emprego na indústria de transformação apresentou o melhor resultado mensal em 2009 e o sexto melhor saldo da série do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para o mês. Foram 6.133 vagas na indústria têxtil, 4.914 na indústria química e 4.522 na indústria de calçados.

 



Por Roberto Felício e Carlos Ramiro de Castro

 

Servidores e o Orçamento

Notícias veiculadas na imprensa informam que o governo do Estado de São Paulo não prevê, na proposta de Orçamento para 2010, nenhum reajuste de salários aos servidores públicos estaduais. Na matéria o governador tenta transformar em virtude a decisão de não reajustar os salários e, pela negativa, faz uma relação entre a melhoria salarial do funcionalismo e o processo eleitoral.

Nós, que na qualidade de professores da rede pública estadual, também somos funcionários públicos, repudiamos esta interpretação. Os servidores do Estado necessitam e merecem uma política salarial adequada, que reponha anualmente o poder de compra de seus salários e lhes assegure aumento real, porque isto corresponde à valorização profissional daqueles que são os agentes do poder público que mais diretamente lidam com a população que utiliza os serviços públicos. Valorizados e bem remunerados, estes servidores terão melhores condições de executar suas funções com qualidade e eficiência.

Ocorre que, no estado de São Paulo, o mais rico da federação, o funcionalismo público não tem recebido dos últimos governos estaduais a atenção e o reconhecimento a que faz jus. Os funcionários públicos estaduais são, na realidade, considerados um incômodo pelos governantes, que se recusam a estabelecer com eles - através de suas entidades representativas - um relação respeitosa. São, em geral, tratados como um problema administrativo e financeiro e não como profissionais capacitados e comprometidos com o atendimento às necessidades básicas da população.

É esta a razão pela qual o governo estadual não prevê reajuste salarial para o funcionalismo público, apesar de o Estado dispor de recursos para tanto. O governador e seus secretários alegam dificuldades orçamentárias em função da crise econômica, mas é importante registrar que o governo arrecadou em 2008 cerca de R$ 20 bilhões além do que foi previsto no Orçamento daquele ano. Em 2009, apesar da crise, as políticas desenvolvidas pelo governo federal mantêm aquecido o consumo interno e mantêm as vendas - e, portanto a arrecadação - em altos patamares.

Além disso, os gastos do governo com pessoal vêm se mantendo em torno de 41% da Receita Corrente Líquida (RCL), abaixo do chamado “limite prudencial” previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 46,55% da RCL e bem abaixo do limite máximo de 49,54%. Um exemplo: o gasto com pessoal da Secretaria Estadual da Educação caiu de cerca de 80% de suas receitas para 67% em dez anos, como resultado do arrocho salarial que vem sendo implementado. Ou seja, a arrecadação cresceu, mas os salários ficaram estagnados ou sofreram redução relativa.

Não temos dúvidas em afirmar que o governo estadual tem dinheiro para oferecer reajuste salarial a seus servidores. Não prever tal reajuste, cumprir a lei da data-base (reajuste salarial em março de cada ano) e não implementar uma política salarial para o funcionalismo estadual são opções políticas deliberadas em função da prioridade a outros gastos em detrimento da valorização salarial e profissional dos servidores e da melhoria da qualidade dos serviços públicos no estado de São Paulo.

Carlos Ramiro de Castro é vice-presidente da CUT-SP e Roberto Felício é deputado estadual (PT)