Segundo o dirigente metalúrgico, é proporcionar à categoria um amplo debate sobre o tema, visando definir estratégias e políticas para qualificar, cada vez mais, a comunicação entre o Sindicato e os trabalhadores na base, de forma que os trabalhadores possam interferir e transformar de forma positiva a realidade em que vivemos. Um dos principais veículos de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo é o jornal O Metalúrgico, importante ferramenta na organização, mobilização e conscientização da categoria. O Sindicato também disponibiliza aos trabalhadores boletins, carro de som, faixas, camisetas, cartazes, folhetos, cartilhas, revistas e vários outros materiais impressos, além do site (www.metalurgicos.org.br) e uma Lan House na sede. Defesa do emprego - O secretário-geral do Sindicato, Jorge Carlos de Moraes (Arakém), avalia que o 11º Congresso também definirá os próximos passos no enfrentamento da crise, que ainda ameaça os empregos. “Continuarmos defendendo os empregos no setor metalúrgico e cobrando crescimento econômico, com geração de novos postos de trabalho, melhores salários, distribuição de renda e justiça social”, afirma Arakém. Na próxima sexta-feira (22) ocorrerá, no auditório do Sindicato, a terceira reunião preparatória, que contará com a participação de delegados sindicais das empresas das regiões Oeste e Norte da Capital. As reuniões anteriores, dias 8 e 15 de maio, tiveram a participação dos delegados sindicais de empresas das regiões Leste, Centro e Sul. Dia 29 será a vez dos delegados de Mogi das Cruzes. Mais informações:
Movimentos sociais realizam ato público
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A notícia que Disponível em boas locadoras, O homem que não estava lá é uma lição de cinema. O excelente filme dos irmãos Coen, rodado em preto e branco, é programa obrigatório para cinéfilos exigentes. Mescla melancolia, absurdo e tragicidade em estilo refinado e contundente. Vale a pena conferir. Sem qualquer pretensão ficcional, os grandes jornais do eixo Rio- São Paulo não deram, sequer nas dobras inferiores da capa, chamada para uma notícia que, pela relevância, deveria ser objeto de destaque, com direito à análise de colunistas e menção em editoriais: a concessão, pela Unesco, do Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, ao presidente Lula. Novamente a constatação se impõe: quando a informação deixa de se submeter a outro imperativo que não seja o do aprofundamento democrático, a liberdade desejada se apresenta como sua própria contrafação. O noticiário sobre o fato se resumiu a pequenas colunas nas páginas internas, praticamente reproduzindo o comunicado do organismo da ONU. A TV Globo ignorou totalmente o fato, evidenciando, mais uma vez, a clara partidarização que define os critérios de noticiabilidade da emissora, e seu caráter de prestadora de serviços a uma oposição que tem no denuncismo vazio sua única forma de ação. Ora, se levarmos em conta que a narrativa midiática, desde 2003, segue o mesmo diapasão, apresentando o governo como algo pontuado por descompassos entre discursos e práticas, entre retórica e realidade, sem projetos nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura, a premiação do presidente deve mesmo ser ocultada de todas as formas possíveis. Afinal, mais que uma distinção honorífica a um chefe de Estado, que é definido nas páginas como alguém que “se limita a requentar e rebatizar programas da administração anterior”, os motivos apresentados pelo júri expressam a deslegitimação de um jornalismo que já não convence mais ninguém quanto a sua alegada seriedade e isenção. Quando o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, diz que Lula foi escolhido “por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria”, os nossos escribas sentem que sua produção diária, mais uma vez, foi estilhaçada. Sempre que lhes tiram o chão, rasgando os pés de quem anda na contramão da história, os profissionais da imprensa de pequenos favores sabem que não lhes restam saídas: ou baixam o teor de predisposição ideológica com que tratam a figura do presidente ou continuam enquadrando a cobertura com o viés partidarizado, classista, que tem transformado redações nos maiores celeiros de ghost-writes da história republicana. Produzir textos para terceiros – políticos conservadores, empresários e velhos oligarcas – pode ser rentável, mas traz contratempos. O Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny revela o que acontece quando o baronato midiático joga suas fichas em um projeto que “vai muito além do papel de um jornal”. A conhecida promiscuidade da grande imprensa com o antigo bloco de poder determina os enquadramentos noticiosos. Foi esse o critério editorial que decidiu que a iniciativa da Unesco deveria ser a “notícia que não estava lá”. A mais nova produção das famílias Marinho, Mesquita e Frias deveria ser rodada em moderníssima tecnologia de impressão, mesclando esquecimento, desinformação e uma aposta clara na cumplicidade do leitor. E assim foi feito. Sem roteiro razoável, diálogos sutis ou reviravoltas surpreendentes, o jornalismo nativo deu mais um passo para se afirmar como “comédia de erros”, gênero no qual parece operar com mais desenvoltura. Há enormes chances de êxito. A corte costuma pagar bem a seus bobos mais notáveis. Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia e colunista da agência Carta Maior |
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