Congresso dos metalúrgicos de São Paulo
debaterá comunicação sindical

O 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo, que será realizado nos dias 17, 18 e 19 de junho no Palácio do Trabalhador, sede do Sindicato e da Força Sindical, terá entre seus temas a discussão do acesso dos trabalhadores à comunicação. “Entendemos que uma sociedade só pode ser chamada de democrática quando a maioria da população tiver espaço para se manifestar”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres.

Segundo o dirigente metalúrgico, é proporcionar à categoria um amplo debate sobre o tema, visando definir estratégias e políticas para qualificar, cada vez mais, a comunicação entre o Sindicato e os trabalhadores na base, de forma que os trabalhadores possam interferir e transformar de forma positiva a realidade em que vivemos.

Um dos principais veículos de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo é o jornal O Metalúrgico, importante ferramenta na organização, mobilização e conscientização da categoria. O Sindicato também disponibiliza aos trabalhadores boletins, carro de som, faixas, camisetas, cartazes, folhetos, cartilhas, revistas e vários outros materiais impressos, além do site (www.metalurgicos.org.br) e uma Lan House na sede.

Defesa do emprego - O secretário-geral do Sindicato, Jorge Carlos de Moraes (Arakém), avalia que o 11º Congresso também definirá os próximos passos no enfrentamento da crise, que ainda ameaça os empregos. “Continuarmos defendendo os empregos no setor metalúrgico e cobrando crescimento econômico, com geração de novos postos de trabalho, melhores salários, distribuição de renda e justiça social”, afirma Arakém.

Na próxima sexta-feira (22) ocorrerá, no auditório do Sindicato, a terceira reunião preparatória, que contará com a participação de delegados sindicais das empresas das regiões Oeste e Norte da Capital. As reuniões anteriores, dias 8 e 15 de maio, tiveram a participação dos delegados sindicais de empresas das regiões Leste, Centro e Sul. Dia 29 será a vez dos delegados de Mogi das Cruzes.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Movimentos sociais realizam ato público
no Rio por nova lei do petróleo

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindicatos de petroleiros, além de várias entidades como CUT, UNE, MST, OAB/RJ, entre outras, realizam ato público, na próxima quinta-feira (21), por uma nova legislação para o setor petróleo e em defesa da Petrobrás. A manifestação será no Centro do Rio de Janeiro, com passeata que sairá da Praça da Candelária em direção ao edifício sede da Petrobrás.

A concentração está prevista para ter início às 9 horas, na Candelária. O ato público reforçará a urgência de uma nova legislação para garantir o controle estatal e social sobre as reservas brasileiras de petróleo e gás, além de defender a Petrobrás dos ataques tucanos contra a soberania nacional.

Golpe - Enquanto o PSDB arma uma CPI para desestabilizar a empresa, que representa a maior fonte de investimentos do País, as multinacionais avançam sobre o pré-sal, intensificando os projetos exploratórios sobre a maior reserva petrolífera descoberta no mundo nos últimos anos. Não por acaso, essa CPI surge no momento em que o governo e a sociedade discutem mudanças na Lei do Petróleo.

Os movimentos sociais estão se mobilizando para impedir que a oposição demotucana atrase o desenvolvimento do País, tentando paralisar a Petrobrás ou impedindo mudanças na legislação do setor. Os brasileiros reagirão contra essa manobra antinacional.
 
Fonte: CUT
www.cut.org.br

Economia se recupera e empregos
formais voltam a crescer em abril

___Foto: Renato Alves
O mês de abril apresentou saldo de 106.205 postos de trabalho com Carteira assinada, 0,33% a mais do que o estoque apurado em março pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Esse é o melhor resultado desde setembro de 2008, quando a crise financeira internacional se agravou.

O número de admissões em abril foi de 1.350.446, o segundo maior da série do Caged, com destaque para a indústria de transformação, que apresentou saldo positivo de admissões pela primeira vez no ano.

No acumulado de 2009, o saldo é positivo também pela primeira vez: 48.454 postos no primeiro quadrimestre do ano, o equivalente a um crescimento de 0,15%, tomando como referência dezembro de 2008. Nos últimos 12 meses, o emprego formal apresentou crescimento de 2,08%, resultante da criação de 651.696 postos de trabalho.

Reação - Os dados do Caged indicam um quadro de recuperação do emprego, pois este é o terceiro mês consecutivo de expansão. “Na minha avaliação, vamos viver em 2009 o inverso de 2008. No ano passado, tivemos um início mais forte e, depois, a queda por conta da crise. Neste ano, tivemos um começo ainda impactado pela turbulência financeira internacional, mas já verificamos a recuperação”, afirma o ministro Carlos Lupi.

Mais informações:
www.mte.gov.br

20º Congresso da Fasubra aprova desfiliação da CUT

A maioria dos delegados presentes ao 20º Congresso da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra Sindical), realizado em Poços de Caldas (MG), aprovou, na última quinta-feira (14), a desfiliação da entidade da Central Única dos Trabalhadores. Foram 510 votos contra 454, dois nulos e quatro em branco.

Segundo o representante da Conlutas no congresso, Paulo Barela, o resultado é um grande passo no processo de reorganização da entidade e fortalece a construção da Conlutas como alternativa de representação da classe trabalhadora no País.

“A partir de agora, abre-se um período de debates, seminários, encontros e assembleias para discutir uma alternativa de organização para a Fasubra”, afirma Barela.

Fonte: Andes-SN
www.andes.org.br

6º Congresso dos metalúrgicos do ABC define plano de ação

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC encerrou o 6º Congresso da categoria, domingo (17), com a definição de prioridades que a diretoria da entidade assumirá até o final do seu mandato, em 2011. Sob o lema "50 anos de luta: Construindo um Brasil justo e democrático", o congresso reuniu 543 delegados.

“Trata-se do maior momento da categoria por que é a oportunidade que todos têm de planejar o que faremos daqui por diante”, avalia o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre.

As várias emendas e assuntos discutidos e aprovados nos 17 temas tiveram dois focos. O primeiro é a ampliação da organização no local de trabalho. O segundo é Sindicato e Sociedade, que determina o papel e a atuação da entidade além dos muros das fábricas.

Mais informações:
www.smabc.org.br

Fábrica de automóveis chinesa vai instalar unidade no Brasil

A fábrica de automóveis chinesa Chery, uma empresa estatal da província de Xangai, vai se instalar no Brasil para produzir 150 mil carros por ano. Os chineses estão estudando locais para abrir a unidade no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e no Ceará. A notícia foi confirmada durante a visita do presidente Lula à China.

 

 


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia e colunista da agência Carta Maior

 

A notícia que
não estava lá

Disponível em boas locadoras, O homem que não estava lá é uma lição de cinema. O excelente filme dos irmãos Coen, rodado em preto e branco, é programa obrigatório para cinéfilos exigentes. Mescla melancolia, absurdo e tragicidade em estilo refinado e contundente. Vale a pena conferir.

Sem qualquer pretensão ficcional, os grandes jornais do eixo Rio- São Paulo não deram, sequer nas dobras inferiores da capa, chamada para uma notícia que, pela relevância, deveria ser objeto de destaque, com direito à análise de colunistas e menção em editoriais: a concessão, pela Unesco, do Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, ao presidente Lula. Novamente a constatação se impõe: quando a informação deixa de se submeter a outro imperativo que não seja o do aprofundamento democrático, a liberdade desejada se apresenta como sua própria contrafação.

O noticiário sobre o fato se resumiu a pequenas colunas nas páginas internas, praticamente reproduzindo o comunicado do organismo da ONU. A TV Globo ignorou totalmente o fato, evidenciando, mais uma vez, a clara partidarização que define os critérios de noticiabilidade da emissora, e seu caráter de prestadora de serviços a uma oposição que tem no denuncismo vazio sua única forma de ação.

Ora, se levarmos em conta que a narrativa midiática, desde 2003, segue o mesmo diapasão, apresentando o governo como algo pontuado por descompassos entre discursos e práticas, entre retórica e realidade, sem projetos nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura, a premiação do presidente deve mesmo ser ocultada de todas as formas possíveis. Afinal, mais que uma distinção honorífica a um chefe de Estado, que é definido nas páginas como alguém que “se limita a requentar e rebatizar programas da administração anterior”, os motivos apresentados pelo júri expressam a deslegitimação de um jornalismo que já não convence mais ninguém quanto a sua alegada seriedade e isenção.

Quando o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, diz que Lula foi escolhido “por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria”, os nossos escribas sentem que sua produção diária, mais uma vez, foi estilhaçada.

Sempre que lhes tiram o chão, rasgando os pés de quem anda na contramão da história, os profissionais da imprensa de pequenos favores sabem que não lhes restam saídas: ou baixam o teor de predisposição ideológica com que tratam a figura do presidente ou continuam enquadrando a cobertura com o viés partidarizado, classista, que tem transformado redações nos maiores celeiros de ghost-writes da história republicana.

Produzir textos para terceiros – políticos conservadores, empresários e velhos oligarcas – pode ser rentável, mas traz contratempos. O Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny revela o que acontece quando o baronato midiático joga suas fichas em um projeto que “vai muito além do papel de um jornal”.

A conhecida promiscuidade da grande imprensa com o antigo bloco de poder determina os enquadramentos noticiosos. Foi esse o critério editorial que decidiu que a iniciativa da Unesco deveria ser a “notícia que não estava lá”.

A mais nova produção das famílias Marinho, Mesquita e Frias deveria ser rodada em moderníssima tecnologia de impressão, mesclando esquecimento, desinformação e uma aposta clara na cumplicidade do leitor.

E assim foi feito. Sem roteiro razoável, diálogos sutis ou reviravoltas surpreendentes, o jornalismo nativo deu mais um passo para se afirmar como “comédia de erros”, gênero no qual parece operar com mais desenvoltura. Há enormes chances de êxito. A corte costuma pagar bem a seus bobos mais notáveis.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia e colunista da agência Carta Maior