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Metalúrgicos de Guarulhos acampam na
Weg para impedir retirada de máquinas
O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região promove, desde o início da manhã desta quinta-feira (19), uma manifestação em frente à fabricante de motores elétricos Weg, que anunciou ontem o fechamento de sua unidade instalada na cidade, no bairro Macedo, demitindo 380 trabalhadores.
_Foto: Claudio Omena 
Vários diretores do Sindicato se dirigiram ao local, após receberem denúncia de que a empresa pretendia retirar equipamentos da fábrica. O objetivo da concentração é impedir a retirada do maquinário, até que a situação dos trabalhadores dispensados seja regularizada.
Garantir verbas - “Na manhã de hoje, ficamos sabendo, por denúncia, que a empresa estaria retirando as máquinas. Estamos de prontidão na porta da fábrica para impedir a saída do maquinário e garantir o pagamento dos trabalhadores”, afirma o secretário-geral da entidade, Heleno B. da Silva.
Após o anúncio feito pela Weg, na quarta-feira, de que estaria se retirando de Guarulhos, o Sindicato repudiou a decisão. Em nota oficial, a entidade denunciou que a empresa fez jogo sujo, na medida em que só informou a entidade do encerramento das atividades no dia anterior (terça). “Em nenhum momento, antes disso, a empresa nos procurou para tratar do destino dos 380 metalúrgicos jogados no olho da rua”, diz a nota.
Mobilização - Nesta sexta (20), às 10 horas, o Sindicato realiza ato público por emprego e direitos em frente à Weg. Além dos trabalhadores e sindicalistas de várias categorias, foram convidados o prefeito Sebastião Almeida, secretários municipais, Câmara de Vereadores, DRT e Ministério Público do Trabalho.
Em comunicado sobre o fechamento da unidade, a Weg diz que o objetivo da empresa é obter maior produtividade e competitividade, embora reconheça que o crescimento das receitas no primeiro trimestre de 2009 está próximo da expectativa inicial.
Mais informações:
www.metalurgico.org.br

TRT condena abuso da Embraer,
mas demissões serão mantidas
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas qualificou, na quarta-feira (18), como “ato abusivo” a demissão de 4,2 mil trabalhadores na Embraer. No julgamento do mérito da liminar, apresentada por Sindicatos dos trabalhadores, Força Sindical e Conlutas, o TRT decidiu que a empresa pagará a cada demitido uma indenização no valor de dois salários, com limite de R$ 7 mil, além de oferecer assistência médica por um ano.
Conforme o parecer do relator, José Antonio Pancotti, faltou “sensibilidade aos diretores da empresa neste momento de crise econômica”. Porém, contraditoriamente, o Tribunal negou o pedido de liminar pela nulidade das demissões, não reintegrando os trabalhadores. A indenização determinada pela sentença também já havia sido proposta pela empresa aos trabalhadores. O Sindicato de São José dos Campos anunciou que vai recorrer.
Liminar - O tribunal decidiu ainda que, no período em que as demissões foram suspensas por liminar, a Embraer deve arcar com salários e todos os direitos trabalhistas (FGTS, INSS, convênios e proporcionalidades do 13º salário e férias). O período da suspensão das demissões vai de 19 de fevereiro até 13 de março e a empresa ameaçava não pagar.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), avalia que não houve a punição merecida para Embraer, mas considera que houve uma vitória política porque os desembargadores consideraram “abusivas” as demissões. “Se não impusermos limites que garantam a negociação, as demissões vão se multiplicar. Por isso a luta por justiça continua, pela reintegração de todos os demitidos”, afirma.
Abuso - “A decisão do tribunal para nós foi muito importante. A empresa foi condenada e foi declarada abusiva a ação que ela praticou contra os trabalhadores, no entanto ainda não contemplou aquilo que nós queríamos: os trabalhadores não foram reintegrados”, reforça José Maria de Almeida, coordenador da Conlutas.
Mais informações:
www.sindmetalsjc.org.br

Lupi, Kassab e Alckmin confirmam presença
na posse da diretoria da Fecomerciários
Será nesta sexta-feira, dia 20, às 19h30
A diretoria da Fecomerciários (Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo) toma posse nesta sexta-feira (20). O evento, que acontece no Espaço Rosa Rosarum (à rua Francisco Leitão, 416, Pinheiros), às 19h30, em São Paulo, tem a confirmação de diversas autoridades, como o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; o secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; além de deputados federais e estaduais, vereadores e lideranças sindicais.
Luiz Carlos Motta, eleito presidente da Fecomerciários, vai assumir o cargo. Desde 22 de abril de 2007, o sindicalista vem exercendo a presidência da entidade em substituição ao falecido Paulo Lucania. A nova diretoria, eleita em dezembro último, com chapa única, é composta por comerciários e práticos de farmácia da Capital, Interior do Estado e Baixada Santista. O mandato vai até março de 2014.
Plano de lutas - Motta afirma: “Nos últimos anos, além das conquistas salariais, garantimos a regulamentação do trabalho aos domingos com direitos e benefícios à categoria. Nosso compromisso agora é avançar nas conquistas salariais, na garantia do emprego e promover a valorização da categoria, por meio da campanha Grito Comerciário”.
Mais informações:
www.fecomerciarios.org.br

Projeto Repórter do Futuro abre inscrições
para módulo sobre Amazônia
Estudantes de jornalismo já podem se inscrever para o módulo Descobrir a Amazônia – Descobrir-se Repórter, do Projeto Repórter do Futuro, desenvolvido pela Oboré. Os interessados em participar do curso, que acontecerá nas manhãs de sábado, dias 9, 16, 23 e 30 de maio, têm até 27 de março próximo, às 14 horas, para fazer sua pré-inscrição por meio da internet, no site da Oboré (www.obore.com).
São 30 vagas para estudantes de jornalismo e outras 30 para observadores, estudantes de outras áreas que serão selecionados pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA), onde ocorrerá o curso. Para concorrer a uma das vagas destinadas aos estudantes de jornalismo, os candidatos pré-inscritos precisam comparecer ao Encontro de Seleção, dia 28 de março (sábado), das 10 horas ao meio-dia, no Teatro Next – localizado no térreo do prédio da Oboré (rua Rego Freitas, 454, Vila Buarque).
Amazônia - Como nos anos anteriores, o módulo termina com uma Viagem de Estudos à Amazônia, normalmente realizada em julho, sob coordenação do Exército Brasileiro e apoio da Força Aérea Brasileira. Os alunos que participarão da viagem serão selecionados durante o módulo da Amazônia. São 10 vagas para a viagem.
Mais informações:
www.obore.com

Alcoa manterá investimentos e empregos no Brasil
O presidente da Alcoa América Latina, Franklin Feder, informou que a fabricante de alumínio manterá os investimentos de R$ 8 bilhões no País até 2010. Apesar da crise financeira mundial, Feder afirmou que a empresa, uma das líderes mundiais no setor, está em clima de otimismo. Ele garantiu a manutenção dos atuais postos de trabalho. |
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Francisco Sales vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo
As empresas é que
deviam estar preparadas
Por Francisco Sales
Mais uma vez, querem inverter a ordem dos fatores nessa situação de crise em que vamos saindo.
Foi divulgado pela mídia, pela grande mídia, aquela que geralmente defende os interesses do capital e deturpa o que é do mundo do trabalho, que os Sindicatos não estavam preparados para enfrentar a crise.
Não concordo.
Nós, sindicalistas e trabalhadores de maneira geral, sempre estivemos preparados para o enfrentamento de crises, mesmo esta em voga, fabricada no interior das grandes corporações financeiras e inflada por dados das agências de risco.
Estamos preparados, com certeza, porque esta crise é fruto do engodo e da mentira, estas duas palavras que resumem o caráter daqueles que falam mal dos sindicalistas, aliada a uma conjunção de fatores que incidem no mundo real, no dia-a-dia das pessoas.
É este mundo real, dos trabalhadores, onde vivemos e nos reconhecemos, que queremos preservar como garantia para o desenvolvimento das pessoas de bem e honestas. Para estas é que estão centradas nossas atenções.
Por isso, acusar-nos de despreparados nesta conjuntura adversa, neste cenário de incertezas, é fazer a política do golpe baixo.
É válido lembrar que vínhamos de um panorama de crescimento, e fomos pegos de surpresa pela indecência do capital especulativo, que ceifa empregos como artifício para manter seus lucros.
Portanto, somente nos coube uma atitude, defender o que nos é mais precioso: o nosso trabalho.
Entretanto, vale uma ressalva aqui.
O recrudescimento da situação não partiu de nós, mas do patronato. Vide a Embraer, um caso exemplar de aberração contra as leis trabalhistas do nosso País. Diante de casos como este é legítimo partir para o enfrentamento, quando possível. Inclusive com greves ou paralisações.
Porém, nós, trabalhadores sindicalistas, estamos fazendo o inverso. Temos conversado e dialogado, possibilitando alternativas.
Para tanto, verifiquem os acordos e negociações que temos realizado em conjunto com os trabalhadores reunidos em assembléia, e as empresas.
Quantos empregos já foram preservados com a postura democrática dos Sindicatos e das Centrais. Milhares.
Em Mococa e região, onde atuo também como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, são quase 500 empregos mantidos – e tudo com aval dos profissionais da categoria.
Desta forma, demonstramos nosso posicionamento a favor do trabalho, e, por conseqüência, do capital honesto que respeita a legislação.
Assim, podemos assegurar que estamos preparados para combater todo tipo de contexto. Inclusive este que falta com o respeito à humanidade, às famílias e, principalmente, ao trabalhador e à Justiça do Trabalho.
Francisco Sales Gabriel Fernandes (Chiquinho) é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região, vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo e vereador na cidade de Mococa-SP |
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