Sindicatos arrecadam donativos para
vítimas das enchentes no Rio

A tragédia provocada pelas enchentes
e desabamentos no Estado do Rio de Janeiro tem estimulado a solidariedade de toda a sociedade brasileira e entidades de classe, que vêm arrecadando produtos de primeira necessidade para as vítimas.

Dois exemplos de ações concretas partiram dos metalúrgicos de Guarulhos
e Taubaté, em São Paulo. O Sindicato
dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, como fez em ocasiões anteriores, iniciou nesta semana uma campanha para arrecadar donativos.

O presidente da entidade, José Pereira dos Santos, afirma: “É hora de ajudar. A solidariedade é o melhor remédio para quem está sofrendo a perda de ente queridos e dos seus bens”. As doações podem ser enviadas para a sede e subsedes do Sindicato.

Taubaté - O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região também iniciou a arrecadação de donativos dos trabalhadores e da população. Os metalúrgicos podem fazer as doações nas empresas que possuem CSEs (Comitês Sindicais de Empresa) e a população deve entregar os produtos na sede do Sindicato, até sexta-feira (21).

As entidades solicitam a doação de gêneros como água mineral, alimentos não-perecíveis
(leite em pó, arroz, feijão e óleo, por exemplo), fósforos, velas, isqueiros, e produtos de higiene pessoal (creme dental, sabonete, absorventes íntimos e fraldas).

Mais informações:
www.metalurgico.org.br
www.sindmetau.org.br

Reprise especial
Câmera Aberta desta quarta (19) enfoca
campanha salarial dos comerciários
 

O Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira (19) vai reapresentar o programa que foi ao ar na noite de 8 de dezembro, enfocando os resultados da campanha salarial dos comerciários – maior categoria profissional do setor privado no Estado de São Paulo. O programa também abordou as contratações de final de ano, eventuais efetivações e direitos dos trabalhadores.

Assista - O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br). O programa vai ao ar das 19 às 20 horas.

Mais de 2,5 milhões de pessoas
conseguiram emprego formal em 2010

A economia brasileira criou mais de 2,5 milhões de empregos com Carteira assinada em 2010, apesar de ter registrado queda de 407.510 empregos formais em dezembro. O número é inédito na história do País. O resultado foi apurado após o fechamento dos números referentes a dezembro, com a verificação dos dados declarados fora do prazo. Em 2009 foram gerados 995 mil empregos.

Os dados foram anunciados, na terça-feira (18), pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho). “Os setores que mais crescem e vão continuar crescendo são os de serviços, comércio e construção civil. Vamos continuar investindo porque o investimento gera empregos. A renda vai continuar crescendo acima da inflação”, afirmou.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em dezembro foram admitidos 1.230.563 e demitidos 1.638.073, totalizando 407.510 vagas fechadas. Os setores que apresentaram elevação no nível de emprego foram comércio e serviços industriais de utilidade pública. A indústria de transformação apresentou a maior perda de postos de trabalho.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Paulinho vai propor emenda que eleva mínimo para R$ 580,00

O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), espera o governo formalizar sua proposta de salário mínimo (entre R$ 540,00 e R$ 545,00) para apresentar emenda propondo valor de R$ 580,00. Na emenda, o deputado trabalhista também deve propor a aplicação de 80% do índice, a ser aplicado no mínimo de R$ 580,00, para aposentados e pensionistas.

As informações foram dadas à Agência Sindical na manhã desta terça, dia 18, durante ato das Centrais, na avenida Paulista, em São Paulo, reivindicando a continuidade da política de aumentos reais para o salário mínimo e correção das faixas nas tabelas do Imposto de Renda sobre os salários.

Dilma - Quanto à pretendida audiência das Centrais Sindicais com a presidente Dilma Rousseff, solicitada na semana passada, Paulinho informou que até ontem (terça) não havia resposta da parte do governo.

Projeto fixa em 6 horas jornada de operador de telemarketing

A Câmara dos Deputados pode aprovar um projeto de lei (PL 6979/10) que fixa em 36 horas semanais, divididas em 6 horas diárias, a carga horária de trabalho dos operadores de teleatendimento ou telemarketing. A proposta, da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), equipara a jornada desses profissionais com a de áreas semelhantes como telefonia, telegrafia submarina e subfluvial, radiotelegrafia e radiotelefonia.

A deputada argumenta que as atuais condições de trabalho na área de telemarketing e teleatendimento tem sérios impactos negativos na saúde física e psíquica dos operadores. Ela lembra que, além das condições inadequadas de trabalho, eles ainda são submetidos a “assédio moral e absurdas exigências de produtividade”.

Tramitação - O projeto será arquivado pela Mesa Diretora, por causa do fim da legislatura. Porém, como a autora foi reeleita, ela poderá desarquivá-lo. Nesse caso, a proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Segurança Pública e Combate Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Mais informações:
www.camara.gov.br

Aeroviários e aeronautas avançam
nas negociações com empresas aéreas

As negociações do reajuste salarial dos aeronautas e aeroviários avançaram mais, na segunda-feira (17), quando o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) aceitou ampliar a proposta de reajuste de 8,2% para 8,75%. A entidade patronal também cedeu quanto ao reajuste de 10% nos Pisos.

Outra vitória dos Sindicatos e Federações de trabalhadores que coordenam a campanha salarial foi a conquista da criação do Piso de operador de equipamentos, uma reivindicação antiga da categoria.

Os Sindicatos realizam assembleias com as categorias, nesta quinta-feira (20), para deliberar sobre a proposta do sindicato patronal, que significa um aumento real de 2,67% sobre os salários e de 3,92% sobre os Pisos. Se aprovada pelos trabalhadores nas assembleias, os Sindicatos devem assinar as Convenções Coletivas na sexta-feira (21).

Luta - A campanha das duas categorias teve início no final de setembro, com a entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores, e se prolongou por cerca de quatro meses. Inicialmente, o Snea pretendia impor um reajuste em todos os itens econômicos equivalente à inflação medida pelo INPC (6,08% na data-base). O reajuste é retroativo a 1º de dezembro de 2010.

Fonte:
www.cut.org.br

Ministério projeta 3 milhões de empregos em 2011

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prevê a criação de 3 milhões de empregos formais em 2011. Mais um recorde. Projetos do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) e Minha Casa Minha Vida, além das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada em 2016 vão impulsionar as contratações.


Altamiro Borges é jornalista e editor da
revista Debate Sindical


A maldição dos juros atormenta Dilma

Por Altamiro Borges

Começa hoje (ontem), dia 18, a primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do governo de Dilma Rousseff. Os chamados “agentes do mercado”, nome fantasia que a mídia dá aos agiotas financeiros, já dão como certo um novo aumento
da taxa básica de juros.
A aposta dos especuladores é de que
a Selic subirá 0,5% – elevando a taxa
dos atuais 10,75% para 11,25%, uma das mais altas do planeta. A presidenta, que prometeu lutar pela redução dos juros, talvez sofra a sua primeira derrota já nesta semana.

A pressão do “deus-mercado”, que tem a mídia como o seu principal porta-voz, é violenta e barulhenta. Miriam Leitão, a colunista das Organizações Globo que mantém estranha relação com o capital financeiro, defende todo santo dia a urgência da elevação da Selic para combater a inevitável volta da inflação – o fantasma usado para assustar os incautos. “Todo mundo está achando que é necessário subir a taxa de juros”, afirmou a jornalista em seu comentário de ontem na rádio CBN, também da família Marinho.

Os banqueiros, rentistas e especuladores, meia dúzia de agiotas, acham que falam em nome de “todo mundo” e ainda tentam botar pressão sobre o governo. A elevação dos juros, afirmam, é inapelável – dane-se a dívida pública, o crédito, a produção e a geração de emprego e renda. Dane-se o Brasil! O Copom só não aumentará a Selic, diz a colunista da TV Globo, se o Banco Central perder a sua autonomia, como se este organismo se sobrepusesse ao governo eleito democraticamente pelos brasileiros.

A oligarquia financeira não vacila em defender os seus interesses. Ela quer sangue. Aurélio Bicalho, economista do Itaú-Unibanco, propõe três aumentos seguidos de 0,5% da Selic para “desacelerar a economia”. Além do aumento dos juros, os banqueiros e sua mídia exigem forte aperto fiscal. Pregam um corte de R$ 40 a R$ 60 bilhões no orçamento. Miriam Leitão critica os “aumentos estapafúrdios de gastos no governo Lula”. Eles nada falam sobre os efeitos maléficos desta receita amarga, neoliberal.

Como observa a organização Auditoria Cidadã da Dívida, enquanto o “deus-mercado” exige aumento dos juros e cortes de gastos públicos, a população mais pobre sofre com as moradias precárias e a ausência de infraestrutura básica. As tragédias das chuvas no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais confirmam a ganância dos rentistas, que aumentam suas riquezas com a especulação financeira. “Cortam-se os gastos sociais para que se continue gastando sem limite com o setor financeiro”.

“Enquanto o governo insiste na infindável tentativa de obter a credibilidade do mercado – que é insaciável – o povo sofre as consequências
da falta de gastos sociais”. A entidade lembra que o déficit habitacional brasileiro é
de cerca de 8 milhões de casas, sem contar os
11 milhões de domicílios inadequados. O programa “Minha Casa Minha Vida” entregou, até o fim de 2010, um número de casas equivalente a apenas 3% do déficit. “Enquanto pessoas morrem nas áreas de risco, não há limite
algum para os gastos
com a dívida pública,
que paga os maiores
juros do mundo”.

Altamiro Borges é jornalista e editor da
revista Debate Sindical