“A pauta foi entregue há mais de uma semana e os banqueiros já sabem o que os trabalhadores querem: aumento real, PLR maior com uma regra mais simples, fim do assédio moral, plano de carreira, valorização dos Pisos”, lembra o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. Assédio - O sindicalista destaca que cinco negociações prévias sobre PLR foram realizadas, com o objetivo de ganhar tempo e levar um debate mais avançado à mesa de negociação nacional. “A discussão sobre o fim do assédio moral também teve importantes avanços no ano passado e agora esperamos que se encaminhe, efetivamente, os mecanismos de denúncia e punição aos assediadores”, completa. Mais informações:
Empresários abandonam Conferência Nacional de Comunicação Apenas a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações) e a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusão) deverão permanecer na Conferência Nacional de Comunicação. A continuação dessas duas entidades, que representam as teles, a Band e a Rede TV! ainda depende de reunião com as entidades sociais, que acontecerá na próxima terça-feira (25) para definição do percentual de participação dos representantes de cada setor. As outras entidades representantes dos empresários na Confecom – Abert (de radiodifusores, capitaneados pela Globo), Abranet (dos provedores), ABTA (das TVs por assinatura), Aner, Adjori e ANJ (da mídia impressa) decidiram sair. Na reunião, os representantes das entidades sociais também deverão apresentar o posicionamento delas em relação à proposta apresentada pelo governo. A demora na aprovação do regimento interno tem prejudicado a realização das etapas preparatórias da conferência, que acontecerá na primeira semana de dezembro, em Brasília. Mais informações:
Dieese e Centrais Sindicais realizam A III Jornada Nacional de Debates, evento que vai percorrer todas as capitais brasileiras, começou nesta terça-feira (18) com um debate sobre o tema “Negociações coletivas em um contexto de crise - 2º semestre de 2009”. Os encontros serão coordenados pelo Dieese e a promoção está a cargo das Centrais Sindicais (CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) mais a Conlutas. O debate propriamente dito será restrito às entidades sindicais, associadas ou não ao Departamento. O início da Jornada ocorreu a partir das 10 horas, no auditório do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, no bairro da Liberdade. Mais informações:
Metalúrgicos de Guarulhos fazem
José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato, avalia que o Brasil está vencendo a crise. E recomenda: “O remédio contra essa ou outra crise é mercado interno forte, com emprego e distribuição de renda”. Os metalúrgicos de Guarulhos e Região farão campanha unificada com a Federação da categoria e outros 53 Sindicatos do Estado. A data-base é 1º de novembro. A pauta unificada já está sendo submetida aos trabalhadores em assembleias nas bases. Mais informações:
Trabalhadores na alimentação iniciam negociações salariais A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo (Fetiasp) inicia negociações salariais das categorias com data-base no segundo semestre, que definirá os itens da Convenção Coletiva de 170 mil trabalhadores do Interior. “Reivindicamos a inflação do período mais 5% de aumento real”, informa o diretor da Fetiasp Wilson Vidoto. O sindicalista destaca que serão negociadas as convenções dos trabalhadores do Plurimo (segmentos de massas, macarrão, biscoitos e balas), da indústria de café torrado e laticínios. Já estão marcadas reuniões do Plurimo (data-base é 1º de setembro), no dia 26 de agosto; café torrado, dia 27 de agosto e, laticínios, 1º de setembro.
Economia brasileira está mais robusta
A revista IstoÉ Dinheiro, de 19 de agosto, mostra, cabalmente, as mudanças. Veja: o faturamento das 500 maiores empresas nacionais cresceu 30% em 2008; hoje, 408 companhias têm receitas superiores a R$ 1 bilhão (eram 337, em 2007); já temos 46 faturando mais de R$ 10 bi/ano (contra 34, em 2007). Interessante notar que as gigantes se espalham por todos os setores: bancos, agronegócios, petróleo; farmacêutico; entre outros. Mais informações:
Caixa bate recorde histórico em contratação habitacional
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As sementes A intolerância é filha da ignorância. No passado, quando famílias inteiras, desbravadores obstinados, mulheres subjugadas e filhos obedientes se dedicavam aos serviços mais rudes e difíceis, não havia espaço para o perdão e a lei do mais forte era a única justiça conhecida. As coisas se resolviam no braço ou na bala. A violência hoje é outra, fruto da deterioração dos costumes, frente à acelerada urbanização da sociedade brasileira que ainda não se esgotou. Algumas cidades vivem em verdadeiras guerras civis. O Rio de Janeiro talvez seja o mais dramático dos casos, mas há outros, todos acontecendo em meio ao descaso das autoridades. O Brasil tem receita suficiente para cuidar de seus filhos, dar-lhes escola e segurança, mas, de cada três orçamentos um é perdido em meio à burocracia e a corrupção. As famílias seguem ignorantes e mal formadas. As sociedades continuam sendo separadas: poucos com oportunidades e muitos relegados à própria sorte. A organização do Estado brasileiro, sua apropriação pelas elites, sócias de seus recursos, eternizam as diferenças e sobrepõem outras dificuldades no que, normalmente, já é muito difícil: vencer numa sociedade competitiva e individualista. A cada geração, dependendo das circunstâncias, formamos ilhas de ódio. Todas as gerações formadas a partir da década de 70 têm motivos para não gostar dos políticos. Nossos presidentes não deram atenção alguma para a reforma do Estado, para o aperfeiçoamento dos costumes políticos, para a seriedade dos negócios públicos e para a formação das novas gerações de brasileiros. São Paulo é a cidade exemplo de obras para o automóvel, que despreza o transporte coletivo num local de milhões de pessoas, apertadas e acotoveladas em ônibus decadentes e metrôs insuficientes e moram à beira de rios fedorentos, sem poder educar adequadamente seus filhos. Os grandes meios de comunicação, especialmente televisivos, dependentes das publicidades oficiais, não ajudam a educar e são um fator a mais de emburrecimento da maioria, que se porta como aliada da mesmice e da ignorância estabelecida. A Justiça não existe para os pobres e o Estado é um meio para o enriquecimento de poucos. No momento em que escrevo estas linhas, a grande imprensa brasileira se ocupa dos escândalos do Senado Federal, uma instituição com menos de cem membros e mais de dez mil servidores. Os legislativos brasileiros, via de regra, são depósitos de maus servidores, parentes e apadrinhados dos políticos que por ali passam. Apesar da permanente ignorância promovida pelo Estado, as novas formas de comunicação começam a fornecer outros meios de autoaprendizagem e as populações estão aprendendo a ser conscientes. Conscientes e revoltadas. A revolta latente, acumulada em anos de desmando e negligência, faz nascer o ódio e a descrença nas instituições. Isso poderá fazer com que as populações pensem que não vale a pena ter parlamentos e começarão a sentir saudade das ditaduras. Terreno fértil para o aparecimento de um novo messias. Laerte Teixeira da Costa é um dos vice-presidentes da UGT |
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