Chuva de empregos:
mais 305 mil vagas em abril

Péssima notícia para a oposição: o Brasil criou 305.068 postos de trabalho com Carteira assinada em abril. O número é recorde para o mês, informa o Ministério do Trabalho e Emprego. No ano, o número de vagas criadas é de 962.327.

O desempenho é o segundo maior resultado desde o início da série, em 1992. O maior número foi registrado em junho de 2008, quando foram gerados 309 mil empregos.

Foto: Renato Alves

No final de abril, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou para 2,5 milhões a previsão de novos empregos formais a serem gerados neste ano. A projeção oficial anterior era de 2 milhões, mas Lupi já vinha afirmando que esse número seria revisado para cima diante do resultado dos primeiros meses deste ano. Se a previsão se concretizar, 2010 entrará para a história com número recorde de geração de empregos. O ano de 2007 ainda guarda a maior marca: 1,617 milhão de vagas com Carteira assinada. Carlos Lupi acredita que o Brasil vá crescer de 7% a 7,5% neste ano.

Setores - O emprego formal apresentou crescimento em 13 dos 25 subsetores da economia. A construção civil teve o quarto recorde seguido de geração, com saldo de 38.951 vagas.

A indústria de transformação gerou 83.059 vagas formais em abril. Este é o segundo maior número para o mês e resultado de expansão em sete dos 12 ramos. O setor têxtil apresentou a maior contribuição para os empregos na indústria, com 10.092 vagas.

O setor de serviços gerou o maior número de vagas do mês. Os 96.583 postos incluem as instituições financeiras, áreas médicas e odontológicas, educação, transporte e comunicações, setores hoteleiro e alimentício, além de serviços de comércio e administração de imóveis.

Mais informações:
www.mte.gov.br

Metalúrgicos da Bosch e Renault no Paraná em greve por PLR

Os metalúrgicos do 1º turno da Bosch, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), estão em greve desde segunda-feira (17) e prometem ficar parados até a empresa atender a reivindicação de Participação de Lucros e Resultados (PLR).

A decisão foi tomada logo após os trabalhadores rejeitarem a proposta da Bosch, que oferecia um valor mínimo garantido de R$ 4 mil de PLR e R$ 5 mil caso 100% das metas fossem atingidas. Pela proposta, a primeira parcela seria de R$ 2.700,00, a ser paga no próximo dia 29.

Reivindicação - Os trabalhadores querem um valor mínimo garantido de R$ 5.000,00. Ontem à tarde, a decisão foi referendada pelos trabalhadores do 2º turno. A Bosch tem 3.500 empregados na unidade de Curitiba.

Renault - Os 5.200 empregados da Renault, em São José dos Pinhais, decidiram também ontem continuar a greve iniciada na sexta feira passada (14). Dessa forma, são cerca de nove mil trabalhadores parados entre funcionários da Renault e tercerizados, que estão reivindicando um valor de PLR de no mínimo R$ 9 mil.
       
Mais informações:
www.simec.com.br

Confederação dos profissionais liberais
debate desenvolvimento e eleições

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realiza em Belém, na próxima sexta-feira (21), das 9 horas ao meio-dia, no auditório do Hotel Regente, o painel “Desenvolvimento Tecnológico e Geração de Emprego”. Ao final da atividade, será aprovado um manifesto para ser entregue aos candidatos a presidente nas eleições deste ano.

Painel - O evento reunirá especialistas, estudantes e a sociedade, com o objetivo de debater questões ligadas ao potencial de crescimento da economia brasileira e as eleições presidenciais de 2010. O painel em Belém é preparatório de um encontro marcado para o mês de agosto, em São Paulo, que vai discorrer sobre o papel dos profissionais liberais no desenvolvimento do País.

Mais informações:
Telefone (61) 3322.6753 ramal 202

CUT realiza atos em todo o Pais em defesa das 40 horas

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Sindicatos filiados estão realizando, desde o início da manhã desta terça-feira (18), mobilizações e paralisações – em 20 estados brasileiros – na luta pela aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário. O objetivo é mandar um recado ao Congresso Nacional, de que os trabalhadores permanecem mobilizados pela redução da jornada.

A CUT aumenta a pressão sobre os parlamentares em razão de que, após o início do processo eleitoral, em julho, será mais difícil votar a proposta de emenda à Constituição (PEC 231/95) que, além de reduzir a jornada de trabalho, aumenta o adicional de hora extra de 50% do valor normal para 75%. A proposta tramita no Congresso há 15 anos.

ABC - O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, participou, a partir das 5 da manhã, de ato em frente à portaria central da Mercedes-Benz, em São Bernardo (SP). Logo depois, seguiu para a mobilização organizada pelos trabalhadores de diversas fábricas e empresas de Diadema. Os manifestantes se concentraram a partir das 7h30 em frente à TRW, no bairro de Piraporinha, antes de saírem em passeata.

Mais informações:
www.cut.org.br

Comércio contrata 11% mais em 2010 para o Dia das Mães

A contratação de temporários no comércio por causa do Dia das Mães teve aumento de 11% este ano, na comparação com 2009. Segundo entidade do setor, foram abertas 26 mil vagas a mais que o registrado no ano passado. Somado à Páscoa, o número sobe para 65 mil temporários. O índice de efetivação foi 10%, ou seja, emprego novo para 6,5 mil trabalhadores.

 

João Franzin
Jornalista e assessor sindical






Um livro útil aos candidatos

Por João Franzin

O movimento sindical está lançando um grande número de candidatos, a diversos cargos, por diferentes partidos. Trata-se de um esforço, justo e merecido, de ocupar mais espaço político, levando a voz da classe trabalhadora para os Parlamentos ou para as chefias do Executivo.

Mas tem um problema. E o problema é que boa parte desses candidatos sai a campo com a cara e a coragem, sem uma articulação política mais consistente, sem o planejamento exigido, sem um discurso definido e, pior, sem recursos. Saem, portanto, para ser escada de candidatos mais fortes ou, quando muito, para acumular capital político para futuras negociações.

Infelizmente, nosso movimento, ocupado com sua própria rotina, que é massacrante, acaba deixando de lado a tarefa de preparar candidatos e de politizar, no bom sentido, as bases das categorias. Portanto, nessas horas é bom beber em fonte segura, ouvir quem tem experiência.

E quem tem muita experiência é o jornalista e publicitário Chico Santa Rita. Foi ele, por exemplo, que coordenou o marketing da campanha de Collor de Mello, em 1989, e, anos mais tarde, dirigiu a campanha vitoriosa do presidencialismo sobre o parlamentarismo. E Chico Santa Rita conta essas experiências no livro “Batalhas eleitorais”, da Geração Editorial.

Na página 230, o autor desenha o que considera um candidato com chances: 1) boa imagem política, capacidade de articulação; 2) seriedade, honestidade e autoridade; 3) boa presença física; 4) experiência, discurso consistente; 4) bom programa de governo, respondendo aos anseios da população. E recomenda: lugar de candidato é na rua – no caso sindical, nas portas de fábrica, nas lojas, nos bancos, enfim, nos lugares onde estão os trabalhadores.

Mas, atenção: a certa altura do livro, o marqueteiro adverte que segmento social não ganha eleição. Portanto, o candidato deve ser amplo. Pode até partir da base sindical, mas se ficar só nisso terá poucas chances.

Outras recomendações fortes do livro: fazer pesquisa quantitativa e qualitativa; ligar-se a questões concretas de sua base, de sua cidade, de sua região. Na página 233, Chico Santa Rita recomenda: “É imprescindível conhecer profundamente as personagens, as armas e o terreno em que se desenvolverão as batalhas de cada guerra”.

Candidato ou assessor de candidato: eu digo que vale a pena ler o livro do Chico Santa Rita.

João Franzin
Jornalista e assessor sindical