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Emprego formal volta a crescer com
9,1 mil vagas geradas em fevereiro
Após três meses seguidos de queda no emprego formal, os dado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Trabalho, revelam que houve saldo positivo de 9,1 mil postos de emprego com Carteira assinada no mês de fevereiro.
Foto: Renato Alves

Ministro Carlos Lupi durante divulgação
do caged de fevereiro de 2009 |
“É pequeno, é. Mas é positivo. Nos Estados Unidos, tivemos 450 mil demissões em fevereiro. Ouso afirmar que o Brasil começou a sair da crise em fevereiro. Março vai ser o mês da grande virada, com mais de 100 mil empregos criados. O que poderia haver de pior, já aconteceu”, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) também está otimista. Segundo ele, o Brasil deverá ter um saldo positivo na geração de empregos em 2009, apesar do cenário desfavorável desenhado pela crise internacional. “Estamos em condições de tomar medidas anticíclicas: baixar juros, aumentar crédito, baixar tributos e subir investimentos públicos. Ainda não esgotamos as políticas”, disse na segunda-feira, em Nova Iorque.
Curva - O último resultado positivo do Caged tinha sido registrado em outubro do ano passado. Em novembro de 2008, foram fechadas 40,8 mil vagas. Em dezembro, o emprego formal teve o pior resultado da história, quando as demissões superaram as contratações em 654 mil postos de trabalho. Em janeiro deste ano, as demissões ainda superaram as contratações, mas em ritmo menor, com o fechamento de 101,7 mil vagas.
Mais informações:
www.mte.gov.br

Mudanças na poupança preocupam Força Sindical
Com a notícia que o governo pretende mudar o cálculo de rendimento das cadernetas de poupança, a Força Sindical pediu bom senso das autoridades econômicas “antes de modificar os mecanismos de cálculo da poupança”. A Central pediu em nota oficial a abertura de um amplo debate na sociedade sobre o assunto.
“A caderneta de poupança é um dos poucos mecanismos utilizados pela população mais pobre para proteger suas reservas monetárias”, ressalta a entidade, assinalando que o governo precisa “garantir os direitos dos pequenos poupadores e incentivar a poupança de massas” para financiar programas habitacionais, dentre outros.
Garantir rendimentos - A Força ressalta que a eventual mudança da poupança causou preocupação nos trabalhadores, posicionando-se “contrariamente a qualquer política que vise reduzir os rendimentos da caderneta de poupança”.
Mais informações:
www.fsindical.org.br

Obras do PAC ampliam abertura de vagas no Nordeste
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está mudando o mercado de trabalho no Nordeste. Nos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, as obras do PAC vinculadas ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), entre elas adutoras e barragens, beneficiarão quase 2 milhões de habitantes.
Os investimentos somam R$ 850 milhões e já foram responsáveis pela geração de 3.280 empregos nos dois primeiros meses do ano. Destes, 1.925 são empregos diretos e 1.355 são empregos indiretos.
Vagas - Engenheiros, administradores de obra, pedreiros, carpinteiros e serventes são alguns dos profissionais contratados diretamente por empresas responsáveis pelas obras. Caçambeiros (profissionais que trabalham em caminhão caçamba), serviços de segurança, de logística, de limpeza e coleta seletiva e de alimentação são alguns exemplos de empregos indiretos.
A expectativa é que no próximo mês o número de postos de trabalho aumente e cresça ao longo dos meses seguintes, pois o Dnocs solicitou aos empreiteiros para adotar o segundo turno em suas respectivas obras, antecipando assim o prazo de entrega e aumentando o faturamento, gerando um maior número de postos de trabalho nesse período.
Fonte: em questão
www.brasil.gov.br

Lucro do Carrefour cresce 31% na América Latina
O desempenho do Carrefour na América Latina, particularmente no Brasil, foi bem maior que no resto do mundo em 2008. O lucro operacional aumentou 31% na região, chegando a 395 milhões de euros, enquanto decresceu 3% na França e 5,1% no restante da Europa. As vendas do grupo cresceram 27,9% na América Latina, totalizando 10,5 bilhões de euros.
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João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
As três cabeças
do cão
Por João Guilherme V. Netto
Uma das lendas antigas mais aterrorizantes era a do “pestífero cão Cérbero que com suas três cabeças guardava o Inferno”.
A crise internacional do capitalismo é um inferno; em sua porta está uma fera de três cabeças: a bancolândia, o manchetismo e o protecionismo.
A cabeça da bancolândia só pensa naquilo em que sempre pensou: lucro, desregulamentação, privatização, quebra de direitos e individualismo. Essa cabeça não tem juízo, vejam o exemplo dos administradores da seguradora quebrada AIG, beneficiada pelo maior socorro público nos Estados Unidos de 170 bilhões de dólares (dos quais, 93 bilhões foram imediatamente repassados aos bancos), que acham natural embolsarem bônus de 165 milhões de dólares. Essa cabeça morde.
A segunda cabeça é a do manchetismo, praga que tem assolado os meios de comunicação no mundo todo e que aqui no Brasil faz furor. Contra o manchetismo brasileiro, recomendo a leitura do artigo do professor Gilson Caroni Filho, colaborador da Carta Maior e do Observatório da Imprensa, reproduzido no endereço eletrônico da Agência Sindical (www.agenciasindical.com.br). Essa cabeça late.
A última cabeça é a do protecionismo. Ela é, por enquanto, a menor das três, mas cresce a cada dia alimentada pelo interesse egoísta e pela gritaria frenética das outras duas. O protecionismo quer enfrentar a crise (que é também uma crise do comércio mundial) com barreiras e impedimentos de toda ordem, com restrições e discriminações contra os imigrantes e com a desunião entre os trabalhadores. Se continuar crescendo chegará à guerra. Essa cabeça baba sangue.
João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo |
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