Coordenada pelas igrejas Católica, Presbiteriana Unida, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e Sirian Ortodoxa de Antioquia, a Campanha da Fraternidade deste ano tem como lema a pregação do Evangelho de São Mateus, que proclama: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. Vida digna - “Precisamos educar o nosso povo para a cidadania em que se respeite os direitos das pessoas e lhe dê condições de viver dignamente. Muitas vezes os direitos são lesados, como é o caso da escravidão, como é o caso das pessoas que não têm vez: não têm trabalho, não têm casa, não têm terra para plantar e não têm o olhar da sociedade”, ressalta dom José Alberto Moura, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mais informações:
Sindicato defende filiação de jornalistas sem diploma O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo anunciou, em nota oficial, que pretende filiar jornalistas sem diploma, mas que exerçam a profissão. A entidade avalia que, após o fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, os Sindicatos devem assumir uma posição unitária sobre o assunto. “É preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas”, diz o texto. Orientação - O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo, ressalta que a proposta deverá ser discutida com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). “Essa é uma posição da diretoria, não está em vigor. Ainda vamos discutir com a Fenaj, que orientou os Sindicatos a debaterem propostas”, explica. Fonte: Comunique-se
Metalúrgicos de São Paulo debatem O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo está realizando um seminário de planejamento, a fim de debater o plano de ação sindical e política da entidade para 2010. O evento, que reúne a diretoria e assessorias, ocorre desde quarta-feira (17) no Clube de Campo dos metalúrgicos, em Mogi das Cruzes, e vai até sexta (19).
Agenda - Outros assuntos que serão debatidos referem-se à estabilidade para delegados sindicais; trabalho decente; saúde e segurança nas fábricas; combate às contratações irregulares; luta por aumento real de salário; e participação política da categoria metalúrgica, inclusive no processo das eleições gerais deste ano. Mais informações:
Movimentos pela reforma agrária acampam Os movimento de trabalhadores sem terra montaram acampamentos em 70 fazendas na região do Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do Estado de São Paulo, nas ações denominadas de Carnaval Vermelho. “Estamos apenas acampando pacificamente em frente às fazendas, sem ocupá-las”, diz uma nota distribuída pelos sem terra. Segundo os manifestantes, foram mobilizadas mais de 5 mil famílias para denunciar à sociedade que as propriedades são improdutivas ou devolutas e as entidades esperam ações concretas do governo e do Estado, que permitam a desapropriação das terras para que sejam destinadas ao assentamento de trabalhadores sem terra. Em nota à imprensa, assinada por entidades que lutam pela reforma agrária – MST, MAST, MTST, UNITERRA, MLST, UTST, CGTB, CUT, SINTRAF, SER, STRs – os trabalhadores condenam a política repressiva do governo José Serra contra o MST.
Brasil registra recorde de emprego em janeiro O País registrou recorde na criação de empregos em janeiro de 2010, com a geração de 181.419 vagas, um crescimento de 0,55% sobre o mês anterior. É o melhor resultado desde janeiro de 2008 (142.921), influenciado pelo desempenho da indústria. Nos últimos 12 meses, foram 1.278.277 postos de trabalho, segundo dados do Caged. |
Luiz Carlos Azenha é jornalista e editor do blog Vi o Mundo
FHC explora preconceito contra mulheres para atacar Dilma Por Luiz Carlos Azenha O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não é apenas preconceituoso contra as mulheres, conforme sugerido pela afirmação dele de que a ministra Dilma Rousseff seria “reflexo” de Lula, ou seja, não tem personalidade própria. FHC é de um tempo em que as mulheres aceitavam como “natural” subordinar seus interesses aos interesses dos homens. Afinal, qual é a lição do episódio em que uma repórter aceitou o exílio para esconder o filho que teve com o senador, quando isso foi “necessário” para proteger a carreira política de FHC? Ele se elegeu presidente da República. Ela e o filho ficaram “escondidos” no exílio, à espera da hora “certa”, determinada única e exclusivamente pelo interesse pessoal do ex-presidente. Mas FHC vai além, ao sugerir que Dilma não é democrata. Em entrevista a um colunista do Miami Herald, é isso o que afirmou, por linhas tortas, quando o gringo quis saber se ele achava a ministra mais próxima do presidente venezuelano Hugo Chávez: Colunista: A Dilma seria mais próxima do esquerdista radical da Venezuela, presidente Hugo Chávez? FHC: Provavelmente. De qualquer forma, você precisa considerar que as instituições do país são fortes e que as pessoas no poder não podem fazer tudo o que querem. Ela pode querer, mas a liderança de outros grupos políticos, a existência da imprensa livre, de companhias fortes, universidades, etc. tudo isso trabalha como contrapeso. Mas, tendo dito isso, o coração de Dilma é mais próximo da esquerda. Ou seja, FHC sugere que Dilma não faria loucura, se eleita, não por ser democrata, mas porque a sociedade brasileira não deixaria. Repito que, consciente ou inconscientemente, FHC revela todo o seu preconceito contra as mulheres. Numa ocasião, sugerindo que Dilma é uma “zé ninguém”, sem vontade própria. Em outra, que representa algum tipo de perigo, que só será contido pela reação da sociedade brasileira. Notem que FHC não critica esta ou aquela ação da ministra, esta ou aquela ideia, este ou aquele programa que ela implantou. Faz uma crítica pessoal, cujo objetivo é explorar eventuais preconceitos de eleitores contra as mulheres em geral e Dilma em particular, ora dizendo que ela não sabe o que faz, que é manipulável, marionete na mão dos outros, ora que representa algum perigo descontrolado, uma mulher com TPM revolucionária. Seria cômico, não fosse um discurso machista, reacionário e ofensivo. Luiz Carlos Azenha é jornalista e editor do blog Vi o Mundo |
||
![]() |
|||