Centrais Sindicais doam R$ 200 mil
às vítimas do Haiti

As seis Centrais Sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB e UGT) decidiram em reunião realizada em São Paulo, na sesta-feira (15), fzer uma doação de R$ 200 mil às vítimas do terremoto no Haiti. A quantia será enviada por meio da Cruz Vermelha e deve chegar o mais rápido possível ao país caribenho.

Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, a solidariedade internacional é o mais urgente neste momento. “Não podemos nos abster frente a tanto sofrimento e destruição. Lamentamos muito o fato ocorrido e somos solidários a este povo tão sofrido”, afirma.

O forte terremoto que sacudiu o país na última terça-feira (12) abalou o mundo. Além dos recursos que serão enviados pelas Centrais, Sindicatos, Federações e Confederações também estão mobilizando a solidariedade concreta dos trabalhadores brasileiros ao povo e aos trabalhadores do Haiti.

Doações - Em contato com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha no Brasil, a Força Sindical foi instruída a orientar os Sindicatos filiados a efetuarem doações em dinheiro, que serão utilizadas para a compra de medicamentos, materiais de primeiros socorros, alimentos e água para distribuição aos desabrigados (doações na Conta Corrente nº 14526-84, Agência nº 1276 do HSBC).

Fonte:
www.portalctb.org.br
www.fsindical.org.br

Metalúrgicos de São Paulo começam mobilização pelas 40 horas

Foto: Yugo Koyama

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi realizou, na sexta-feira (15), o Encontro de Delegados Sindicais, que aprovou as bandeiras de luta da categoria para este ano. Os cerca de mil trabalhadores presentes definiram que a prioridade de 2010 é a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.

“Não vamos esperar pela aprovação da proposta no Congresso Nacional. Vamos mobilizar os trabalhadores e pressionar para que as empresas negociem. Vamos buscar o diálogo, mas iremos à greve, fábrica por fábrica, se for preciso”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres.

Luta - A mobilização da categoria será iniciada ainda nesta semana, com a realização de assembleias nas fábricas e convocação de manifestações nas ruas. A pauta inclui também a estabilidade para o delegado sindical, trabalho decente, mais segurança nas fábricas, fim das contratações irregulares e aumento real de salário.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

HSBC inicia 2010 com demissões e fechamento de agências

O banco inglês confirmou a demissão de cerca de 40 bancários, resultado da política de fechamento de agências do HSBC que já atinge os estados de Minas Gerais (4 agências), Rio de Janeiro (4) e Bahia (3). A direção do banco alega que as agências encerraram as atividades porque estavam apresentando resultados negativos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que, juntamente com as Federações e Sindicatos dos bancários, vêm mantendo contato permanente com a diretoria do banco para discutir a situação dos funcionários demitidos que, segundo o banco, representam 30% do contingente dessas agências.

Capital - A Contraf denuncia que, simultaneamente às demissões, o HSBC Brasil aumentou seu capital em R$ 1 bilhão com envio feito pela matriz inglesa, contabilizando um ativo total de R$ 15,5 bilhões.

“Já o tratamento dado aos funcionários e clientes são um dos piores, como vêm comprovando através da liderança por dois anos seguidos de reclamações no Banco Central. Além disso, ainda atua com um dos salários mais baixos em relação ao mercado”, afirma Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

OIT quer emprego como indicador de êxito de políticas públicas 

O documento final da reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada quarta-feira (13), no Chile, com a presença dos ministros de Trabalho do Brasil, Argentina, Chile e México, destaca a importância de tornar o emprego um indicador de êxito das políticas públicas voltadas para o crescimento econômico.


Somavia e Lupi durante reunião da OIT no Chile, dia 13

A necessidade de se fomentar políticas públicas e outras medidas que propiciem a recuperação econômica com criação de emprego e trabalho decente também constam no documento final. A criação de um piso básico de proteção social como garantia para uma melhor participação no mercado de trabalho e como elemento para alavancar o consumo interno também foram mencionados.

Retomada - “O documento é a síntese do que os ministros trataram sobre o tema crescimento do emprego considerando que, no geral, durante a crise o emprego cai e, depois na recuperação econômica, o emprego muitas vezes não consegue alcançar o equivalente ao que era antes”, comenta o assessor especial para Assuntos Internacionais do Ministério do Trabalho, Mario Barbosa. 

Mais informações:
www.mte.gov.br

Receita abre consulta a lote residual do Imposto de Renda 2006

A Receita Federal abriu consulta ao lote residual do IR Pessoa Física 2006, ano-calendário 2005. Haverá restituição a 2.511 contribuintes, que receberão um total de R$ 5.612.892,50. O valor estará disponível na rede bancária a partir de 25 de janeiro e terá correção de 42,62 %, correspondente à variação da taxa básica de juros (Selic). Confira se teve a declaração liberada no site da Receita (www.receita.fazenda.gov.br).

 



João Franzin é jornalista da Agência Sindical

 

Nova Conclat
no horizonte


Por João Franzin
 
O momento de forte unidade sindical está ensejando uma série de iniciativas e propostas. Uma ideia que ganha peso é a realização de uma grande conferência, nos moldes da Conclat. O assunto, aliás, foi tema do 2º Congresso da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em setembro de 2009, cujo item 4 das resoluções diz: “Para coroar o processo de unidade que já está em curso, a CTB propõe a realização de uma nova Conclat - Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, reunindo sindicalistas de todas as Centrais e entidades sindicais, independentemente das posições políticas e ideológicas. A Conclat vai elevar a um novo patamar o nível de intervenção e influência do sindicalismo e da classe trabalhadora na vida nacional”.
 
Há paralelos entre a época da Conclat, de 21 a 23 de agosto de 1981, e a conjuntura atual. Em 1981, havia um crescente movimento sindical, que se aliava ao conjunto do movimento social na ofensiva contra a ditadura e pela reconquista da democracia. Hoje, existe uma efetiva unidade sindical, em franca ofensiva pela ampliação das conquistas sindicais e visando impedir a volta ao poder do projeto neoliberal e antissindical. Naquela época, Lula despontava como forte liderança do movimento, integrando a Comissão Executiva Nacional da Conclat pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.
 
De lá para cá, foram muitos os avanços. E aquele representante dos metalúrgicos de São Bernardo é hoje Presidente da República do País. A questão democrática, que era um grande anseio da classe trabalhadora, está agora consolidada. A inflação (ou carestia, como se dizia na época), está domada. Mas questões como redução da jornada e estabilidade, por exemplo, continuam na ponta da lista da agenda sindical.
 
Interessante observar os três primeiros itens daquele regimento de 29 anos atrás:
 
Artigo 1º - Discutir amplamente as condições de vida e salários dos trabalhadores da cidade e do campo; Artigo 2º - Fixar posições e as formas de luta dos trabalhadores na defesa de seus interesses; Artigo 3º - Avançar nas formas de organização dos trabalhadores, visando adequar o movimento sindical unitário à nova realidade política, social e econômica.
 
Um dos objetivos da Conclat era a formação de uma Central Única dos Trabalhadores, reunindo o conjunto do movimento sindical, que, por várias razões, não se concretizou.

João Franzin é jornalista da Agência Sindical.

Publicado no blog do Zé Dirceu em 15 de janeiro de 2010