Fusão Pão de Açúcar-Casas Bahia pode
provocar demissão em massa

(Cortes podem ultrapassar a casa dos 20 mil)

Pão de Açúcar e Casas Bahia possuem, juntos, 137 mil empregados. E parte desses empregos corre risco, agora, por força da fusão. Um dos setores que, fatalmente, será atingido é o administrativo, pois a fusão não permitirá um duplo comando nos assuntos de administração. Setores de logística e transporte também devem ser fundidos, provocando cortes.


Câmera Aberta debate consequências da fusão Pão de Açúcar-Casas Bahia

Esse risco foi o centro dos debates no programa Câmera Aberta Sindical (na TV Aberta – NET 9 e TVA 72) desta quarta-feira (16), que teve participação do diretor de comunicação do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Marcos Afonso; do economista e vice-presidente do Sindicato da categoria, Paulo Brasil; e do profissional de RH e consultor de empresas do setor varejista, Roosevelt Herrera.

Segundo entendimento dos debatedores, e considerando fusões anteriores e o modelo de gestão que se desenha para o novo mega grupo, os cortes podem chegar a 20% do total de empregados.

Reação - O sindicalista Marcos Afonso, diretor de relações sindicais do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, propõe uma reação articulada, que envolva Sindicatos, Federações, a Confederação de empregados e as Centrais Sindicais. Ele também considera importante envolver o governo federal na discussão.

Senado aprova projeto que regulamenta
contribuição assistencial

O plenário do Senado aprovou, quarta-feira (16), o projeto de lei (PLS 248/06) de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que regulamenta a taxa assistencial em favor dos Sindicatos, por ocasião da assinatura dos acordos e Convenções Coletivas de Trabalho. O projeto será analisado agora pela Câmara dos Deputados.

Mobilizados pelo Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), cerca de 70 líderes sindicais estiveram no Senado, entre terça (15) e quarta-feira, para um corpo a corpo junto aos líderes partidários e senadores, que foram procurados para tratar da votação da matéria. “Fizemos o dever de casa”, observa o coordenador nacional do FST, José Augusto.

Para o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), a aprovação da matéria “foi uma importante vitória do movimento sindical”. Ele lembra que “os recursos serão revertidos em benefício dos trabalhadores”.

Gratidão - Paulinho elogiou a dedicação do senador Paulo Paim (PT-RS), por seu empenho para que o projeto fosse aprovado, além da sensibilidade social da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que foi a relatora. “Todo o Senado está de parabéns”, diz.

Segundo o presidente da Federação dos Empregados no Comércio dos Estados da Bahia e Sergipe (Fecombase), Marcio Fatel, a aprovação do projeto “faz justiça aos Sindicatos verdadeiramente representativos e atuantes”.

Fonte: Diap e FST
www.diap.org.br
www.fstsindical.com.br

Aprovado no Senado, vale-cultura volta à Câmara

O projeto de lei (PLC 221/09) que cria o vale-cultura válido em todo o País foi aprovado, quarta-feira (16), em votação simbólica no Senado. O vale dará acesso a produtos e serviços culturais e deverá ser oferecido aos trabalhadores com Carteira assinada que recebem até cinco salários mínimos por mês. Como houve mudanças no texto, o projeto volta para a Câmara dos Deputados.

O vale-cultura será de R$ 50 por mês e tem como objetivo incentivar o trabalhador a frequentar cinemas, teatros, museus, shows e exposições, e também adquirir livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. Uma das mudanças aprovadas no Senado foi a inclusão de periódicos entre os produtos que podem ser adquiridos com o vale-cultura.

Incentivo - A relatora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), presidente da comissão, destacou que o projeto poderá incentivar a produção artístico-cultural, bem como contribuir com a geração de emprego e renda.

Mais informações:
www.senado.gov.br

Empresas vão comprar mais máquinas
e equipamentos em 2010

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou pesquisa revelando que 61,8% das empresas pretendem aumentar a compra de máquinas e equipamentos no ano que vem. Segundo o estudo, O valor médio dos investimentos deverá aumentar dos R$ 3,5 milhões, em 2009, para R$ 4,3 milhões, em 2010. O dado confirma a tendência de retomada do crescimento.

 

Carlos Alberto de Freitas é presidente da Fetercesp

 


Um pacto pela
educação

Por Carlos Alberto de Freitas

As previsões de diversos economistas dizem que o Brasil deve se tornar a sexta maior economia do mundo em poucos anos – hoje somos a nona. Mas, se olharmos alguns indicadores, como índice de analfabetismo, veremos que o Brasil está entre os piores países do mundo.

Por isso, neste momento em que a economia brasileira retoma sua trajetória de crescimento, seria necessário que os poderes públicos – prefeituras, Estados e União – estabelecessem um pacto nacional pela qualidade do ensino no País.

E esta seria uma bandeira que o movimento sindical deveria abraçar por um motivo básico: os professores da rede pública brasileira estão entre os mais mal pagos do mundo. Um professor em início de carreira no Estado de São Paulo recebe cerca de R$ 1.500 por 40 horas/aula semanais.

Com esse tipo de remuneração dificilmente o poder público conseguirá atrair bons profissionais para suas salas de aula. E é na nas salas de aula da rede pública que estudam os filhos dos trabalhadores e das camadas mais pobres da população.

E enquanto a rede pública não oferecer ensino de qualidade, os filhos dos trabalhadores continuarão competindo em condições de inferioridade com aqueles que podem pagar uma escola privada.

Além disso, os prédios da rede pública precisam ter os mesmos equipamentos, as mesmas condições de ensino, a mesma carga horária e os melhores conteúdos das melhores escolas particulares.

Para que o Brasil se orgulhe de ser uma das maiores economias do mundo, é preciso que o seu povo também seja um dos mais educados do mundo. Afinal, riqueza não combina com ignorância.

Boas Festas em um ótimo 2010!

Carlos Alberto de Freitas é presidente da Fetercesp (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas)