São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 17 de novembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA Às vésperas do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, dados mostram que o País ainda precisa avançar muito para promover a igualdade de direitos à população negra brasileira. Segundo pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), baseado em dados do IBGE, em seis principais regiões metropolitanas do Brasil, entre agosto de 2004 e agosto deste ano a taxa de desemprego dos 20% mais pobres (com renda per capita domiciliar inferior a R$ 203,3 por mês) subiu de 20,7% para 26,27%. Os dados levantados pelo IPEA indicam que quase 80% dos desempregados são negros.
Como o movimento sindical tem atuado para mudar esse cenário? É o que o Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 17, vai debater. Convidamos a presidente do Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial e diretora da UGT, Cleonice Caetano Souza (Cléo); a secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Julia Nogueira; e o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Guarulhos, Denilson Bandeira. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Negociação entre governo e Centrais Sindicais
As Centrais Sindicais reivindicam R$ 580,00. A imprensa chegou a publicar na terça-feira (16) que o governo aceitaria chegar ao valor de R$ 550,00, mas, em audiência na CMO, o ministro Paulo Bernardo não confirmou o número. Critério - O ministro voltou a defender a manutenção dos critérios de reajuste do salário mínimo, mas disse que o governo está aberto a negociações com os representantes dos trabalhadores. Segundo ele, adotar a possibilidade de adiantar um pedaço do reajuste esperado para o salário mínimo de 2012 para, a partir do próximo ano, se for tomada, será uma “decisão política” e precisa ser analisada. “Tenho discutido com as Centrais [sindicais] e todas acham que é preciso manter o critério. Se for para mudar, vamos discutir e chegar a um acordo”, disse o ministro. Mais informações:
Lula e seus irmãos Jaime tem 73 anos, mora na periferia de São Bernardo e trabalha numa metalúrgica em São Paulo. Pra pegar no batente, madruga todo dia às 4h30. Marinete, que tem 72 anos, boa parte deles como empregada doméstica, também mora na periferia de São Bernardo. Vavá, aos 71, mora na periferia de São Bernardo, há 36 anos no mesmo velho sobrado. É aposentado. José, que tem 68 anos e foi quem levou Lula para o sindicalismo, recebe aposentadoria de preso político da ditadura e também presta serviços de assessoria sindical. Maria, de 67, e enfrentando um câncer, vive também na periferia, no mesmo bairro do irmão Vavá. E a caçula Tiana, de nome Ruth, aos 60 anos, é merendeira numa escola pública da Zona Leste Paulistana. Essas pessoas, de carne e osso, mostradas numa bela reportagem da Folha de S.Paulo, página A10, segunda-feira, dia 15, são irmãos e irmãs do presidente da República da oitava economia do mundo. Lula, como se sabe, teve dez irmãos. Os que aí restam, vivendo modestíssima vida de trabalhadores, são o atestado vivo da honradez, num País onde o Estado é assaltado por gatunos de todos os quilates e os mandatários, muitas vezes, são apenas vendedores daquilo que não lhes pertencem. Diz José (o conhecido Frei Chico), considerando a saída do irmão da Presidência: “Vamos ficar mais tranquilos em relação à paparicagem. É muita gente enchendo o saco”. João Franzin
Metalúrgicos da Bosch e CNH aprovam reajuste salarial O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) realizou, na terça-feira (16), assembleias com os cerca de 4.800 metalúrgicos da Bosch e CNH (Case New Holland), que aprovaram os reajustes salariais referentes à data-base de 2010 nas duas empresas, situadas na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Na CNH, os trabalhadores concordaram com a nova proposta apresentada pela empresa, que consiste em um reajuste salarial de 10,08%, a partir de dezembro, abono de R$ 3.250,00 (pago em dezembro), reajuste de 20% no vale-mercado – que passa de R$ 125,00 para R$ 150,00 – e Piso salarial de R$ 1.424,00. O abono apresentou um reajuste de 63% em relação a 2009.
Mais informações:
Seminário da UGT em Salvador vai debater igualdade racial A União Geral dos Trabalhadores (UGT) realizará, nos dias 19 e 20 de novembro, em Salvador (BA), o 2º Seminário Nacional da Diversidade Humana, que tem como objetivo debater as implicações que terá no mundo do trabalho o novo Estatuto da Igualdade Racial, em vigor desde o dia 20 de outubro. “O mundo do trabalho tem que se debruçar sobre esse novo instrumento, para utilizá-lo como ferramenta em benefício dos trabalhadores”, destaca o secretário para Assuntos da Diversidade Humana da UGT, Magno Lavigne. O Estatuto da Igualdade Racial tem por objetivo promover políticas públicas de igualdade de oportunidades e combate à discriminação. Na aprovação do projeto no Senado, foi retirada a previsão de cotas para negros em universidades, empresas e candidaturas políticas. Para a UGT, o Estatuto representa um avanço, o princípio de um processo político, mas que ainda precisa ser aprofundado. Presenças - São esperados para o evento o ex-ministro da Igualdade Racial, deputado federal Edson Santos, o representante do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, Wilson Prudente, João Jorge, do Olodum, entre outros. Mais informações:
Otimismo do consumidor bate recorde histórico O otimismo do consumidor brasileiro bateu recorde em outubro, impulsionado por expectativas também recordes sobre a queda no desemprego e da inflação. O otimismo cresceu 2% sobre setembro, atingindo 120,7 pontos, informa a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado foi o melhor da série histórica, iniciada em 2001. |
Como ficam as oposições depois da eleição Os resultados das eleições foram ruins para as oposições. E a catástrofe só não foi maior porque uma de suas principais lideranças ficou preservada. Se não fosse a vitória de Aécio em Minas, o panorama seria pior. As eleições para os governos estaduais não são um consolo. O fato de o PSDB ter mantido o controle do executivo em São Paulo, Minas, Alagoas e Roraima, tê-lo conseguido no Paraná e o recuperado em Goiás, no Pará e em Tocantins, é relevante, mas não muda o quadro. Assim como não o alteram as vitórias do DEM em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. Nenhum desses resultados tem projeção significativa fora das fronteiras de cada estado, a não ser, talvez, a mudança de status de Beto Richa, que passou de ator municipal a estadual. Em São Paulo e Minas, a troca de guarda nas administrações tucanas se deu com a substituição de personagens nacionais (Serra e Aécio) por figuras de expressão menos abrangente ou em inicio de carreira (Alckmin e Anastasia). Nos demais estados, o fato de um partido estar ou não no governo quer dizer pouco para a vida política brasileira (por mais relevante que seja no plano local). As oposições se estadualizaram e perderam importância nacional. No Senado, diminuíram de tamanho e de capacidade de expressão, com a derrota de alguns de seus representantes mais emblemáticos. Na Câmara, seu recuo foi ainda mais dolorido, pois não era esperado. Na nova legislatura, as oposições não conseguirão impedir mudanças constitucionais, e nem instaurar ou bloquear CPIs, duas das prerrogativas que possuem. A menos que consigam se aproveitar das fissuras que existem no condomínio governista, pouco lhes resta, a não ser um papel simbólico. Não é sempre ruim, para uma oposição, ser pequena. No autoritarismo, pode até ser motivo de orgulho, sinal de como é difícil resistir e da coragem de seus integrantes, como nos mostrou, em passado recente, Ulysses Guimarães. Na democracia, contudo, o caso é outro. Oposição pequena é apenas consequencia da indiferença da maioria para com suas propostas e candidatos, e da preferência dos eleitores pelo governo. O resultado da eleição presidencial é o pior. Perder pela terceira vez consecutiva é preocupante, pois mostra que faz muito tempo que ela não consegue responder ao sentimento majoritário das pessoas. Ficar 12 anos longe do poder quer dizer, entre outras coisas, ir sumindo da referência do cidadão comum, deixar de ser uma alternativa concreta e real. Começa a ser um jogo em que você só tem chance se o adversário errar. Ter perdido como perderam é ainda mais negativo. Sozinhas, as oposições fizeram menos de 30% do voto total no primeiro turno e só foram ao segundo por obra de Marina Silva. Voltando às metáforas futebolísticas, foi como um gol em que a bola é mal chutada, mas entra, depois de esbarrar no juiz, desviar no defensor e tocar na trave. O gol vale, ainda que o atacante comemore cheio de vergonha. Do final do primeiro turno ao segundo, a campanha Serra fez um desserviço ao País e prejudicou as oposições no longo prazo. Procurando navegar nos sentimentos mais retrógrados de nossa sociedade, apostou no atraso e se esqueceu de sua biografia. Acabou protagonista de cenas lamentáveis. Foi uma candidatura errada do começo ao fim. E que quer, agora, uma sobrevida errada. Com ela, as oposições perderam a possibilidade de se renovar e se apresentar ao eleitorado com conteúdo e imagem nova. Antes de partir em viagem de descanso, Serra disse que não considerava cumprida sua missão e que se despedia com apenas um “até breve”. Para ele, ao que parece, seria natural assumir a liderança das oposições ao governo Dilma e voltar a ser candidato a presidente em 2014. Talvez para ele. Mas não para toda a oposição e, muito menos, para a importante parcela da opinião pública que se identifica com ela. Só os mal informados achavam que Serra era a solução para as oposições nas eleições deste ano. Agora, qualquer um vê que ele é o problema. Não é o único, mas um dos maiores. Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi |
|||
![]() |
||||