Os trabalhadores da Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório farmacêutico oficial do Estado de São Paulo, entraram em greve
por tempo indeterminado na manhã desta quinta-feira (17), reivindicando o cumprimento do acordo coletivo da categoria, que vem sendo desrespeitado pelo governo estadual desde o ano passado. O movimento atinge a fábrica
de medicamentos, em Guarulhos, além das
farmácias e postos de distribuição de medicamentos do programa Dose Certa O sindicalista explica que, do reajuste de 6,8% definido na negociação coletiva, a fundação paulista está aplicando somente 4,9%, além de pagar apenas R$ 72,00 do vale-alimentação, que teve o valor fixado em R$ 90,00 pela Convenção. A Furp também deve parte do reajuste salarial de 2009, o equivalente a R$ 500,00 para cada trabalhador. Audiência - Silvan Oliveira conta que a própria direção da Furp reconhece que não há dificuldades financeiras para cumprir o acordo, mas precisa de autorização do governo estadual. “O mínimo que a empresa pode fazer é cumprir a Convenção Coletiva. Se não fizer isso, vai continuar parada”, avisa. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo marcou audiência de conciliação, nesta tarde, para tentar um acordo. Mais informações:
Conferência de economia solidária é aberta em Brasília A II Conferência Nacional de Economia Solidária (II Conaes), que começou na quarta-feira (16) e vai até amanhã (18), tem como objetivo debater as formas de organização econômica baseadas no trabalho associado, na propriedade coletiva, cooperativas e a importância destes setores no desenvolvimento econômico do País. O evento traz este ano palestras e exposição de produtos das entidades de economia solidária. A II Conaes vai buscar ainda realizar um balanço do que foi feito até agora e elaborar um diagnóstico do setor para os próximos anos. Estão previstos cerca de 1.600 delegados representantes do poder público, de organizações sociais e de empreendimentos econômicos solidários de todo o Brasil, além de outras autoridades. Local - A conferência está ocorrendo no Espaço de Lona instalado no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Estandes foram montados para cada região geográfica do País, onde estão à venda produtos de economia solidária. Mais informações:
Senado aprova Estatuto da Igualdade Racial sem cotas
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da matéria, substituiu a palavra “raça” por “etnia” e suprimiu as expressões “cotas raciais”, por entender que devem existir cotas sociais, questão que está sendo tratada em outro projeto. Cotas - Apesar das mudanças, o relator disse acreditar que o Estatuto da Igualdade Racial contenta os movimentos sociais e mantém as possibilidades de adoção de ações afirmativas em favor da população negra, que devem ser tomadas de forma pontual “e não de maneira genérica, como estava no projeto”. O senador Paulo Paim disse que o estatuto representa um avanço, embora não contemple a política de cotas raciais. Mais informações:
Nível de emprego na indústria paulista cresce 0,67% em maio O nível de emprego na indústria paulista cresceu 0,67% no mês de maio em relação a abril, com a criação de 16.500 postos de trabalho. De dezembro a maio, foram criadas 139 mil vagas, um aumento de 5,95%. Na comparação com maio de 2009, o crescimento foi de 2,73%, com 66 mil novos postos de trabalho. |
Por João Guilherme Vargas Netto Todos estamos assistindo ao espetáculo do crescimento ainda que alguns renitentes insistam em subestimá-lo, criar limites artificiais para ele ou torcerem contra. Torcem contra o Brasil. O movimento sindical faz parte do espetáculo do crescimento. Todas as reivindicações e todas as vitórias dos trabalhadores reforçam – sem exceção – o desenvolvimento econômico. Os trabalhadores são o maior fator pró-cíclico da economia. Ou, como recentemente falou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na OIT em Genebra: “Os trabalhadores não são apenas promotores de justiça social mas também instrumentos de correção dos desequilíbrios da globalização”. Na terça-feira, 15 de junho, o jornal Brasil Econômico confirmando isto, estampou em sua capa: “Dissídios vão injetar cerca de R$ 10 bilhões no consumo”, dando conta que as negociações de reajustes das principais categorias de trabalhadores vão engordar em 30% a massa salarial no segundo semestre deste ano. A renda extra, completa o jornal, vai para o consumo de bens e serviços e não pressiona a inflação porque a produtividade tem se mantido alta, como informam outras matérias analíticas. Quando lemos o texto geral os números engordam ainda mais (mesmo com o erro de soma da reportagem, que eu corrigi): “Considerando os reajustes já efetuados e os que poderão vir, a estimativa é que a partir de dezembro de 2010 sejam injetados cerca de R$ 21,6 bilhões extras – isto sem considerar novas contratações. Se a geração de novos postos de trabalho seguir no mesmo ritmo da média dos últimos 12 meses, devem ser injetados pelo menos mais R$ 12 bilhões na economia ao longo do ano que vem. Seriam R$ 33, 6 bilhões a mais para estimular o consumo e o crescimento”. Os números gordos traduzem a conjuntura e atestam o protagonismo do movimento sindical que conquista aumentos reais para os trabalhadores. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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