Evento será nesta terça, em Brasília Mais de mil dirigentes sindicais de todo o País, de todas as Centrais Sindicais, se reúnem nesta terça em Brasília no 2º Encontro Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST). O objetivo é definir uma pauta trabalhista para os próximos dois anos, tendo como centro estratégico a defesa da unicidade sindical. Além dos sindicalistas, das mais variadas categorias profissionais, o 2º Encontro do FST vai contar com a participação de deputados e senadores de diversos partidos. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, também é esperado no evento, que já tem confirmada a participação de 15 Confederações de trabalhadores. A adoção de práticas antissindicais por patrões e governantes será um dos temas do encontro, que tem confirmada a presença de Ricardo José Macedo de Brito Pereira, titular da Coordenadoria Nacional de Liberdade Sindical (Conalis) do Ministério Público do Trabalho (MPT). Esse painel também terá participação de Lourenço Prado, presidente da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito) e vice-presidente da UGT. Local - Na CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), à avenida W5 - SGAS, 902, Bloco C - Brasília, com duração das 8 às 17 horas. Informações - No site www.fstsindical.com.br ou pelo telefone (61) 3217.7100. E-mail: encontro@fstsindical.com.br Programação do 2º Encontro Nacional do FST 8 às 9 horas - Credenciamento 9 às 10h20 - Solenidade de abertura 10h20 às 11h20 - Palestra de abertura 12h20 às 14 horas - Intervalo: Brunch e apresentação cultural 14 às 17 horas - Palestra 17 horas - Encerramento
Carlos Grana, Tadeu Morais e Davi Zaia estarão São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 19 de maio, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Lideranças sindicais apontam que uma das dificuldades de se aprovar leis que beneficiem o trabalhador é o desequilíbrio de força nos parlamentos brasileiros. Para aumentar a influência dos trabalhadores, lideranças sindicais de todo o País devem lançar candidaturas nas eleições deste ano. Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes repudia a postura do sr. Guilherme Afif Domingos, do DEM, que atacou gratuitamente o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), ao ser questionado por uma repórter sobre sua nota zero nas matérias de interesse dos trabalhadores, quando era deputado federal na época da Constituinte, em 1988. Pego de surpresa, o sr. Afif, ex-secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho na gestão Serra, e pré-candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin, classificou o órgão de “fascista.” Pela avaliação do Diap, o ex-deputado foi um dos mais ausentes nos trabalhos constituintes. Recebeu nota zero por ter votado contra os direitos dos trabalhadores, a proteção da empresa nacional e do subsolo brasileiro, segundo o Diários da Assembleia Nacional Constituinte e página 579 do livro “Quem foi quem na Constituinte”. Afif absteve-se quanto à licença-paternidade, apoiou a UDR, votando contra a reforma agrária, e também contra o tabelamento de juros. O Diap é um órgão conceituado, que desenvolve uma série de trabalhos de análise e informações sobre os principais temas de interesse dos trabalhadores, servidores, aposentados e cidadãos de um modo geral. São informações a respeito da vida política, econômica e social dos brasileiros, além de recomendações que possibilitem a instrução de ações de cidadania. Dentro de sua postura ética e democrática, o Diap avalia a atuação de todos os parlamentares do Congresso Nacional, independentemente de partido político. Desenvolve um trabalho de vital importância, que é o de informação à sociedade sobre o que fazem os nossos parlamentares, que muitas vezes esquecem quem os elege. Nosso apoio e consideração ao Diap e a todo o seu quadro diretivo. Miguel Torres
Jornalistas e lideranças sociais lançam
O idealizador do Centro de Estudos, Altamiro Borges (Miro), destacou que a entidade nasce com quatro funções: lutar de forma mais sistematizada e eficiente pela democratização dos meios de comunicação; fortalecer as mídias alternativas atuais; investir em pesquisas; e formar comunicadores sob os princípios da emancipação humana. “A entidade surge a partir de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação no Brasil. Tem a ver com este momento em que a grande mídia vai assumindo um papel cada vez mais partidarizado, mais ideologizado, golpista. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirmou Miro, primeiro presidente do Centro. Barão - O debate que abriu o seminário teve a participação dos jornalistas Altamiro Borges, do portal Vermelho; Leandro Fortes, da revista CartaCapital; Maria Inês Nassif, do Valor Econômico; e Paulo Henrique Amorim, da TV Record e blog Conserva Afiada. A homenagem ao Barão de Itararé, pseudônimo do jornalista gaúcho Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, resgata as origens da imprensa alternativa brasileira. Fonte: Vermelho
Franzin integra Conselho do Centro de Estudos O jornalista João Franzin, da Agência Sindical, é um dos integrantes do Conselho do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”, lançado sexta (14), às 17 horas, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. Após o lançamento, foi aberto do seminário “A mídia e as eleições de 2010”. A nova entidade, que atuará em parceria com várias outras que lutam pela democratização da comunicação, reúne em seu conselho os jornalistas Luis Nassif, Leandro Fortes, Luiz Carlos Azenha, Maria Inês Nassif, Rodrigo Vianna, Beto Almeida, Gilberto Maringoni; os professores Venício A. de Lima, Marcos Dantas, Dênis de Moraes, Laurindo Lalo Leal Filho, Gilson Caroni, Igor Fuser e Sérgio Amadeu. “Nossa entidade surge de uma demanda real, que é a luta pela democratização dos meios de comunicação. Tem a ver com este momento em que a grande mídia assume um papel cada vez mais partidarizado. Como contraponto, cresce o movimento para estimular a diversidade e a pluralidade informativa no Brasil”, afirma Altamiro Borges (Miro), idealizador do Centro de Estudos. Tarefas - Para Franzin, o Centro “Barão de Itararé” deve definir uma pauta enxuta de tarefas e tratar de executá-las. “Nosso desafio é cuidar de coisas práticas, que se somem a outras iniciativas do campo democrático e ajudem a orientar na formação de opinião e tomada de posições”, diz Franzin. Ele defende que o Centro crie um site de onde irradie informações e opiniões e também abrigue opiniões de pessoas e entidades ligadas à democratização da comunicação.
Exposição “Obra Pública” retrata luta sindical
A mostra reúne fotos do 1º de maio de 1980, do movimento pela democratização e direitos dos trabalhadores, de Ricardo Alves; ilustrações do cartunista Laerte, feitas para o movimento sindical; reproduções de cartazes históricos do movimento operário de vários países; e também o documentário recém lançado “Utopia e Barbárie“, de Silvio Tendler, que traz um panorama dos conflitos políticos mundiais desde 1968. Laerte - A exposição marca também o relançamento digital do livro Ilustração Sindical (Ed. Oboré – 1986) de Laerte. Em 1986, Laerte lançou uma publicação reunindo as mil ilustrações mais significativas feitas por ele para a imprensa sindical desde a década de 70, que foram colocadas sob domínio público pelo quadrinista. O livro será disponibilizado na internet. No encerramento da mostra (dia 29), será realizada ainda uma conversa com Silvio Tendler, diretor de Utopia e Barbárie. Mais informações:
Espaço Matilha Cultural (rua Rego Freitas, 542, São Paulo)
Mais espaços culturais em cidades com até 500 mil habitantes Cidades com até 500 mil habitantes, com pouco equipamento cultural, receberão R$ 9 milhões para a construção de 20 espaços culturais multiuso. Os projetos selecionados pelo Ministério da Cultura terão R$ 450 mil cada. Os espaços terão biblioteca, cineteatro e salas para exposições e oficinas. |
Numa das definições mais precisas para o “zero” que logo vamos abordar, seja de Afif, Alckmin ou Serra, o “Aurélio” fala de “pessoa ou coisa sem valor ou préstimo”, cuja nulidade pode ainda ser descrita como “zero à esquerda”. Passados cem anos do nascimento de Aurélio Buarque de Holanda, autor do excelente dicionário, ainda está para ser escrito termo mais exato para o comportamento de parlamentares ou governantes que traem o acordo firmado com seus eleitores. Ainda mais, quando envolvem aspectos essenciais para o desenvolvimento e a soberania nacional, como o petróleo e a energia, ou a defesa dos direitos da classe trabalhadora, expressos na Constituição Cidadã de 1988. Infelizmente, tal “traição” está longe de ser um paradoxo como foi a descoberta do zero, que quantificava a representação do nada, do inexistente. Ela somente revela, conforme o nosso dicionário de referência, “crime de quem, perfidamente entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo”. Ao ser questionado recentemente por um programa de TV sobre a nota “zero” que recebeu do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), quando era deputado-constituinte, no final dos anos 80, Guilherme Afif Domingos, atualmente candidato a vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin, foi taxativo: “O Diap é um órgão fascista”. A histeria contra quem congrega e presta serviços para mais de 900 entidades sindicais de trabalhadores, como Centrais, Confederações, Sindicatos e associações, faz sentido. Em vez de se calar diante do poder financeiro, como a imprensa venal, o Diap informou que na Constituinte, Afif “certamente contrariou seu eleitorado. Votou contra a proteção da empresa nacional e disse não à nacionalização das reservas minerais. Absteve-se quanto à licença-paternidade, mas não teve dúvidas em apoiar a UDR, votando contra a reforma agrária. Disse não ao direito de voto aos 16 anos e votou contra o tabelamento de juros”. Para completar, “foi a favor da comercialização de sangue humano ao votar contra a emenda que vedava a mercantilização de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplantes, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados”. A “resposta” de Afif foi, portanto, digna de um sem argumentos, como recorda o site da Agência Sindical, pois “quem fez a fama – no caso, má fama – de Afif foi um livro de quase 700 páginas, onde, na de número 579, fica-se conhecendo o comportamento do então liberal na votação de matérias de interesse dos trabalhadores, como direito de greve, Piso salarial, jornada de 40 horas, entre outros. Foi assim: zero no primeiro turno da Constituinte; zero no segundo turno; e zero na média final”. Na página 621 do mesmo livro, os votos de José Serra, “média 3,75”, atual candidato de demos e tucanos à Presidência: 1) contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo; 2) contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego; 3) contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas; 4) contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias; 5) negou seu voto pelo direito de greve; 6) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário; 7) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional; 8) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical; 9) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio; 10) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real. Nem é preciso falar sobre a prática de Serra como governador de São Paulo, pois aí seria covardia. O arrocho salarial e a repressão e perseguição ao funcionalismo, a desvalorização e desmantelamento da escola pública, o alastramento dos pedágios o furor privatizante falam por si. Embora tenha conseguido passar raspando em 1988, nota 7 do Diap, Geraldo Alckmin logo resolveu se desculpar com a direita, passando a abraçar as teses mais reacionárias e entreguistas, das quais tornou-se um ardoroso e fiel defensor. O macacão com o logo das estatais, que vestiu no embate contra Lula em 2002, só estampou o que todos já sabiam. Como ex-presidente do Programa Estadual de Desestatização do governo estadual e posteriormente desgovernador de São Paulo, é um dos grandes responsáveis, junto com Fernando Henrique Cardoso, pela desnacionalização do setor energético paulista, entregue a multinacionais norte-americanas, como a AES-Eletropaulo, ou aos colombianos da ISA, que abocanharam a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP). O resultado a população paulista está sentindo na pele: apagões, aumento de tarifas, precarização e multiplicação dos acidentes. Moral da história: zero elevado a qualquer número é sempre zero! Carlos Ramiro de Castro é vice-presidente da CUT-SP |
|||
![]() |
||||