Ministro Carlos Lupi empossa novo superintendente do Trabalho em São Paulo

Foto: Jaelcio Santana

O novo superintendente regional do Trabalho no Estado de São Paulo, José Roberto de Melo, foi empossado no cargo na tarde de quinta (16) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A cerimônia reuniu centenas de lideranças sindicais e representantes patronais na sede da superintendência, na região central da Capital. As Centrais Sindicais UGT, Força Sindical, Nova Central, CGTB e CTB estavam presentes.

José Roberto de Melo é educador, administrador e especialista em recursos humanos. Possui 40 anos de trabalho na área de recursos humanos e tem larga experiência em negociações com entidades sindicais. Ele substitui a auditora fiscal do Trabalho Lucíola Rodrigues Jaime, que ocupou o cargo pelo período de um ano e oito meses.

Após ouvir elogios dos sindicalistas à gestão da ex-superintendente, Melo disse que seus objetivos à frente do órgão serão norteados pelo propósito de dar continuidade ao trabalho desenvolvido, “mas sem a pretensão de superá-lo, pois sabemos que será difícil”. Ele assinalou que o trabalho da superintendência será desenvolvido em sintonia com as orientações do Ministério do Trabalho.

O ministro Carlos Lupi reiterou sua confiança de que a retomada do emprego – verificada nos dois últimos meses – é uma tendência que se fortalecerá cada vez mais daqui pra frente. O ministro também mandou um recado aos setores do empresariado, que vêm crescentemente buscando o apoio financeiro do governo para sair da crise. “Temos que ter coragem para dizer a todos que o dinheiro público, por ser bem da coletividade, deve ajudar o empresário que está em dificuldade. Mas deve, acima de tudo, ser usado para assegurar o emprego do trabalhador”, disse Lupi.

Crédito - Ainda em São Paulo, o ministro assinou resolução que autoriza a liberação de créditos do FGTS para investimentos em saneamento e infraestrutura urbana, no valor de R$ 4 bilhões. Com o projeto, apresentado a empresários durante encontro na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), devem ser gerados 260 mil novos empregos.

“Esta resolução é importante para o País porque vai injetar mais dinheiro na economia e permitir que investimentos sejam feitos para melhorar a vida dos brasileiros. O fundo beneficia seus proprietários, que são os trabalhadores, levando mais saneamento básico, saúde, transporte, qualidade de vida e oportunidades de emprego”, afirmou Lupi.

A resolução tem como principais focos ampliar os serviços de saneamento básico, sua eficiência e qualidade; e ampliar a malha de transporte urbano no País, gerando mais empregos no setor e proporcionando mais qualidade no serviço.

Mais informações:
Telefone (61) 3317.6537
www.mte.gov.br

Sintetel oferece curso em telesserviços a jovens de baixa renda

O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel) oferecerá aulas de capacitação em telesserviços para jovens de baixa, em conjunto com o Instituto Apse, organização sem fins lucrativos especializada na formação de jovens para o mercado de trabalho.  
 
As aulas são para jovens entre 17 e 24 anos, que concluíram ou estão terminando o ensino médio e moram na Capital ou Grande São Paulo. O curso terá duração de dois meses, com aulas diárias das 8 às 12 horas ou das 13 às 17 horas. As inscrições podem ser feitas por telefone ou pessoalmente, no Centro de Formação Profissionalizante Sintetel (Rua Santa Isabel, 36, Vila Buarque - próximo ao metrô República), das 8 às 18 horas.  
   
Além da qualificação para o telesserviço, o curso dará ênfase à recuperação de conteúdos de português e matemática e preparo do jovem para atuar no mercado de contact center. A iniciativa se insere no projeto Prejal (Promoção do Emprego de Jovens na América Latina), introduzido no País pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio da Fundação Telefônica.  
 
Mais informações:
Telefone: (11) 3331.3110
www.sintetel.org.br

Câmara amplia concessão do adicional de periculosidade

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (16) a introdução de novos critérios na CLT para caracterização de uma atividade como perigosa, condição que garante ao trabalhador um adicional de 30% sobre o salário.

“As propostas pretendem justamente estabelecer condições de trabalho consideradas perigosas e impor o adicional consequente como forma de onerar o trabalho realizado nas condições que especifica, estimulando investimentos para eliminar ou, pelo menos, minimizar tais condições”, afirmou o relator da matéria, deputado Geraldo Pudim (PMDB/RJ).

Risco - Conforme o texto aprovado, são consideradas perigosas as atividades que envolvam risco acentuado devido a contato permanente com inflamáveis, explosivos ou energia elétrica; roubos ou outras espécies de violência física; acidentes de trânsito; e acidentes de trabalho. De caráter conclusivo, o projeto agora segue para o Senado.

Mais informações:
www.camara.gov.br

 


João Franzin é jornalista
e assessor sindical

 



Moradia popular é tarefa
para o sindicalismo

Ao anunciar o programa Minha Casa, Minha Vida, o governo federal abriu oportunidade de participação ao movimento sindical, que respondeu com propostas de melhorias técnicas e garantias trabalhistas.
Fazendo esse gesto, Lula restabeleceu a linha da história, interrompida pela ditadura de 1964. Antes do golpe, o sindicalismo tinha presença em planos governamentais, inclusive com cotas de casas para trabalhadores sindicalizados.
Portanto, cabe ao movimento sindical, a partir de agora, colocar-se ativamente no plano, como, aliás, deve fazer em relação ao PAC.
Já se registram algumas iniciativas. Por exemplo, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo editou cartilha explicativa sobre o programa. Em Guarulhos, o Sindicato dos Metalúrgicos cobra do prefeito Almeida que se abra aos Sindicatos a possibilidade de participação ativa no programa.
Certamente, há muitas outras iniciativas, variando conforme as possibilidades e interesses locais. O que não se recomenda é a passividade.
O programa, pela sua dimensão, mobiliza altos interesses, com as empreiteiras disputando cada palmo do terreno. Mas construção de casas populares é assunto complicado demais para ser resolvido por empreiteiras e agentes financiadores.
O movimento sindical tem de ir pra dentro do Minha Casa, Minha Vida, para que o programa saia do papel e atenda aos interesses do povo, e não das construtoras.

João Franzin, jornalista da Agência Sindical