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Chapa 1 vence e mostra
força na base da Embraer
__Foto: Tanda Melo 
Na maior vitória de sua história, a Chapa 1, da Conlutas, venceu a disputa para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, sexta-feira, dia 13.
A Chapa 1, que reúne a maioria dos atuais diretores e também novos ativistas, venceu com 69,08% dos votos válidos, o equivalente a 7.126 votos. Chapa 2, CUT, obteve 2.680 votos; e Chapa 3, da Força Sindical, ficou com 510 votos.
Votaram 10.585 associados. Houve 147 votos nulos e 122 brancos.
A Chapa 1 venceu em todas as urnas nas fábricas, sede e subsedes. É também a maior votação desde 1997.
Na GM, maior colégio eleitoral, a Chapa 1 ganhou com 63,25%. A Chapa 2 obteve 31,98% e a Chapa 3 contou com 4,78%. A fábrica da GM foi palco de uma das maiores disputas durante a atual gestão, com a luta contra o Banco de Horas.
Vivaldo Moreira, trabalhador da GM e encabeçador da Chapa 1 como presidente, falou ao final da eleição: "Os metalúrgicos querem o Sindicato no caminho da luta e da defesa dos empregos, salários e direitos. Os trabalhadores querem a continuidade de um Sindicato combativo e classista".
A Chapa 1 vai manter o Sindicato no caminho da luta contra as demissões, em defesa da estabilidade no emprego, pela redução da jornada sem redução salarial, em defesa dos salários e direitos, pela reestatização da Embraer.
Fonte: assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos – www.sindmetalsjc.org.br

UGT discute Fator Previdenciário e reforma
tributária em plenária nacional
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) iniciou nesta segunda-feira (16), em Brasília, a 6ª reunião plenária da executiva nacional da entidade, com a presença de mais de 100 dirigentes sindicais de todo o País. A reunião termina nesta terça (17), com a realização do seminário “Brasil e América Latina: Colaboração e Conflito”.
No primeiro dia da reunião, os sindicalistas debateram os efeitos da crise na vida dos trabalhadores e alternativas para evitar demissões com economistas. A executiva da UGT também recebeu o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Jair Menegueli, para discutir a abertura de representação de trabalhadores no Sest (Serviço Social do Transporte) e Senar (Serviço Social de Aprendizagem Rural).
O período da tarde foi destinado para um debate com o relator do projeto de lei que acaba com o Fator Previdenciário, deputado federal Pepe Vargas, sobre a modificação na forma de cálculo dos benefícios da Previdência Social. Os dirigentes da Central também participaram de uma palestra sobre a reforma tributária.
Seminário - Nesta terça, a partir das 10 horas, ocorre o seminário “Brasil e América Latina: Colaboração e Conflito”, que vai colocar em debate as relações comerciais entre o Brasil e os demais países da América do Sul.
Mais informações:
Telefone (11) 9173.0558 (Mauro Ramos)
www.ugt.org.br

Com a palavra, a Contag
Por João Franzin
Um ponto fraco do sindicalismo brasileiro de hoje é a falta de articulação entre o movimento urbano e o rural. Ainda que as agendas imediatas sejam diferentes, não tem sentido a distância que se estabeleceu nos últimos anos entre sindicalismo urbano e rural.
Esse distanciamento, produto, também, da inoperância de muitas entidades rurais, gerou um segundo problema, que é o crescimento da MST. Não pelo crescimento em si. Mas pela ocupação do espaço tradicional dos Sindicatos, Federações e da própria Contag.
Essa curva descendente da ação sindical no campo pode ser revertida. E o último Congresso da Contag, criando um campo político em torno da CTB (ligada ao PCdoB), talvez seja essa oportunidade.
A agressividade com que o capitalismo avança no campo – com dinheiro, máquinas e produção em escala – precisa ser compreendida e enfrentada.
Com a palavra, a nova direção da Contag.
João Franzin, jornalista, assessor sindical, ex-lavrador

Professores desmotivados e mal pagos
são principal problema da educação
Uma pesquisa realizada pelo Ibope e o Movimento Todos Pela Educação, divulgada nesta segunda-feira (16), aponta que a maioria dos brasileiros (69%) acha que o ensino público no País é bom (34%) ou regular (35%). Outros 13% consideram a educação da rede pública é péssima e 7% a consideram ótima. A maioria dos entrevistados respondeu que o principal problema da educação é a existência de professores desmotivados e mal pagos.
Para a secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Juçara Vieira, a pesquisa confirma que a sociedade já percebeu a importância da implantação da lei que estabeleceu o Piso nacional de R$ 950 para o magistério, aprovada no ano passado, o que trouxe o professor para o foco do processo educacional.
“A sociedade está percebendo que, embora muitos fatores interfiram na educação, a figura do professor continua sendo central porque ele é o organizador das atividades educativas e o catalizador da energia intelectual do aluno para que ele consiga aprender”, avalia, assinalando que o trabalho do professor tem esse alcance social e deveria ter uma remuneração adequada.
Salário - Apesar de ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, a lei que estabelece o Piso nacional para a categoria está sendo questionada por governadores no Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação de Mozart Neves, presidente do Movimento Todos pela Educação, entidade responsável pela pesquisa, R$ 950 não é “nada extraordinário”.
Mais informações:
www.cnte.org.br

Setor têxtil espera crescer 6%
Favorecido pela conjuntura, ou seja, dólar baixo e menos importações, o setor têxtil prevê crescimento de 6% este ano. A avaliação é da Abit – a associação nacional do setor. Navegando na onda a favor, a Alpargatas anuncia que ampliará os investimentos. A empresa vai bem, obrigado: o lucro cresceu 33% no quarto trimestre de 2008 e a receita no Exterior subiu 132%. |
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Antônio Augusto de Queiroz é jornalista e diretor do Diap
Reajuste do servidor:
o dilema do governo
O governo do presidente Lula, diante da crise econômica, está analisando financeira, jurídica e politicamente que decisão tomar acerca do reajuste dos servidores civis e militares previstos em lei para o segundo semestre deste ano. São três cenários: 1) suspender, 2) adiar ou 3) pagar, de acordo com o calendário previsto em lei. Uma eventual decisão pela suspensão ou pelo adiamento terá efeito devastador na relação governo-servidor, superior ao desgaste provocado pela reforma de Previdência.
Financeiramente só teria sentido suspender ou adiar o reajuste, previsto em lei para civis e militares, se o superávit primário fosse zerado ou houvesse déficit entre receita e despesa, o que não se afigura, apesar da crise. Se houver superávit (e haverá), cuja finalidade é pagar juros das dívidas interna e externa, e, mesmo assim, o governo decidir adiar ou suspender o reajuste estará fazendo uma opção política pela banca, que jamais será perdoada pelo funcionalismo.
Juridicamente, as dúvidas são sobre o instrumento a ser empregado, caso decida pelo adiamento ou suspensão, e sobre quem atingir com a decisão. No primeiro caso, alguns advogam que um simples decreto, desde que comprovada a queda da receita, seria suficiente. Outros entendem que somente por lei poderá alterar o calendário previsto nas leis de reajuste e neste caso seria editada uma MP. No segundo, a dúvida é se adia ou suspende, no caso dos civis, apenas das carreiras de Estado ou, ao contrário, se paga apenas a estas em detrimento dos funcionários administrativos. Uma alternativa seria pagar aos militares e rifar os civis ou o inverso.
Ainda no plano jurídico, há dúvidas sobre se o adiamento ou suspensão seria do valor integral previsto para 2009 ou se proporia um parcelamento, pagando parte do percentual e adiando ou suspendendo a quitação do restante. Neste caso necessariamente a decisão teria que ser por lei.
Politicamente, a equação é complexa e terá reflexos sobre a eleição presidencial em 2010. Nenhum servidor, civil ou militar, que aguarda reajuste assegurado em lei irá aceitar, pacificamente, o adiamento ou, pior ainda, a suspensão desse direito. A ‘lua de mel’ existente entre governo e servidor será substituída pela separação irreconciliável.
Greves pipocarão em todas as carreiras (dos administrativos às carreiras de Estado) na área civil, e manifestações indignadas serão conduzidas pelos militares, especialmente os oficiais, cujo reajuste está previsto para o segundo semestre. Os aposentados do serviço público, que até hoje não perdoaram o governo pela instituição da cobrança de contribuição previdenciária, mas mantinham uma boa relação exatamente por força desses reajustes, imediatamente irão para as ruas denunciar o governo e recomendar votos nos adversários, na sucessão presidencial do próximo ano.
O governo, portanto, deve pensar muito bem antes de tomar uma decisão em relação a este tema. Os ganhos do funcionalismo federal são referência para o estadual e municipal e se houver recuo na esfera federal, os efeitos atingirão também os outros níveis de governo. Logo, uma decisão pela suspensão ou adiamento do reajuste terá a oposição do conjunto dos servidores, nas três esferas de governo. O estrago na campanha do candidato oficial será imensurável, caso decida por não cumprir o cronograma de reajuste previsto em lei.
Antônio Augusto de Queiroz é jornalista e diretor de Documentação do Diap |
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