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Câmera Aberta desta quarta (18) debate
efeito do “spread” na economia e no emprego
São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 18 de fevereiro, ao vivo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos: TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 19 de fevereiro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 25 de fevereiro ¸das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 22 de fevereiro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 25 de fevereiro, das 13 às 14 horas
O “spread” praticado pelas instituições financeiras brasileiras é o mais alto do mundo. O “spread” é a diferença entre os juros que os bancos pagam para obter dinheiro no mercado e a taxa que cobram quando oferecem crédito. Taxas muito elevadas fazem com que o custo do dinheiro encareça, sufocando o setor produtivo e o consumo das pessoas, o que trava a atividade econômica e em consequência provoca desemprego.
Para enfrentar essa situação, a redução dos “spreads” bancários passou a ser uma das principais bandeiras do movimento sindical. Qual seria a taxa de “spread” ideal para estabilizar o crédito às empresas? Como a redução das taxas atuais contribuirá no combate ao desemprego que ameaça o País? Essas e outras perguntas serão respondidas no Câmera Aberta Sindical desta quarta (dia 18), que convidou o presidente da Federação dos Bancários da CUT, Sebastião Geraldo Cardozo; o economista e professor da USP, Roberto Luis Troster; e o economista e técnico do Dieese, Saulo Aristides.
Sintonize - Quartas, das 19 às 20 horas, ao vivo, na TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72); quintas, das 19 às 20 horas, reprise; em Guarulhos, pela TV Guarulhos, canal 20, toda quinta, das 19 às 20 horas; em São José dos Campos, pelo canal 95, na Vivax, toda quarta-feira das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas; e em São José do Rio Preto, todo domingo, na TV da Cidade (Canal 16), às 20 horas, com reprise às terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Você faz a pauta – Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele/Tatiani.
Assista pela internet: www.tvaberta.com
Participe - Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Metalúrgicos que tiveram contratos suspensos
na Renault são reconvocados
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba informou que os trabalhadores que tiveram contrato suspenso na montadora francesa Renault, em São José dos Pinhais (PR), devem voltar ao trabalho em março. Segundo o Sindicato, a decisão da empresa decorre da recuperação na venda de automóveis no início do ano.
O vice-presidente do Sindicato, Cláudio Gramm, afirma que a recuperação nas vendas foi “decisiva” para garantir o emprego dos trabalhadores. “Pelo menos na Renault, a crise vai se dissipando. A suspensão dos contratos foi uma boa alternativa para preservar empregos”, ressalta Gramm.
A direção do Sindicato revela que recebeu ontem (16) comunicado da Renault, informando que deve convocar de volta ao trabalho pelo menos metade dos metalúrgicos que tiveram os contratos suspensos por cinco meses a partir do mês passado.
Antes do prazo - A direção do Sindicato avalia que as vendas da Renault reagiram bem à queda do IPI dos modelos com motores mais potentes e da isenção do tributo nos veículos 1.0. Segundo a entidade, pelo menos 420 metalúrgicos devem retornar ao trabalho entre os dias 5 e 23 de março para o segundo turno, que vai das 14h40 às 22h40, e a convocação dos demais deverá ser feita antes do prazo final, em junho.
Desde 5 de janeiro, quando a montadora suspendeu cerca de 30% de sua força de trabalho da área de produção, o número médio de veículos produzidos ao dia chegou a 300. Com o novo efetivo, a média de produção deverá subir para 450.
Fonte: Folha de S.Paulo
Mais informações: www.simec.com.br

Emilia Fernandes volta ao Congresso Nacional
A ex-senadora Emília Fernandes (PT-RS) assume hoje (17) o mandato de deputada federal, ocupando a vaga deixada pelo deputado Adão Pretto, que faleceu dia 5 último, em Porto Alegre. Professora e sindicalista, começou na política elegendo-se vereadora e, em seguida, senadora. É filiada ao PT desde 1999. Como integrante do Conselho Estadual dos Professores do Rio Grande do Sul, liderou greves e movimentos em prol da categoria.
Emília Fernandes informa que na Câmara pretende atuar em áreas como educação, questões de gênero e agricultura familiar, além de dar prioridade às áreas de relações exteriores e orçamento, setores em que atuou durante o mandato como senadora. “Tenho também um trabalho muito próximo dos movimentos sociais”, acrescenta.
“Vou olhar com muito cuidado e atenção para as bandeiras históricas de Adão Pretto. A morte dele gerou uma situação irreparável. Ele era a própria essência do movimento pela terra, da defesa dos pequenos agricultores e da luta das mulheres trabalhadoras”, lembra.
Senado – No seu mandato tornou-se a primeira mulher a presidir uma comissão permanente na Casa, a de Infra-Estrutura, entre 1999 e 2000. Foi vice-líder do PT e uma das coordenadoras da bancada feminina do Congresso. Ocupou a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres no primeiro mandato do governo Lula.
Mais informações:
Telefone (61) 9972.8680
www.camara.gov.br

Central 135 recebe mais de 58 milhões
de chamadas em 2008
A Central 135 da Previdência Social recebeu, no ano passado, mais de 58 milhões de ligações, com média diária de quase 200 mil. A grande maioria (32,5%) foi para agendar perícia, necessária para concessão, prorrogação ou reexame de auxílio-doença para benefícios com prazo de dois anos. Outras 30% eram para orientação e informação, enquanto 12,5% para agendar atendimento nas agências da Previdência.
Tempo – Em 2008, o tempo médio de espera para ser atendido na Central 135 foi de 41 segundos e o tempo médio de atendimento, que vai do momento que o usuário é atendido pelo operador até a finalização da chamada, foi de três minutos e doze segundos.
O 135 funciona de segunda-feira a domingo, das 8 às 23 horas (hora de Brasília). Na central de atendimento é possível agendar dia e hora para fazer perícias médicas, requerer benefícios, atualizar seu endereço e pedir orientação ou informações.
Mais informações:
Telefone (61) 2021.5113
www.previdencia.gov.br

Vendas do comércio varejista crescem 9,1% em 2008
O comércio varejista fechou 2008 com crescimento de 9,1% nas vendas sobre o ano anterior, enquanto a receita nominal cresceu 15,1%. Em 2007, o varejo havia registrado um crescimento de 9,7% na comparação com 2006. Só em dezembro do ano passado, as vendas do comércio cresceram 3,9% na comparação com o mesmo mês de 2007, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). |
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João Franzin
Jornalista e assessor sindical
Mídia muda curva
da crise
Até duas semanas, a curva da crise, pelo noticiário da mídia, subia aceleradamente, na vertical. Subia depressa e, de quebra, anunciava o fim do mundo.
Como o mundo não acabou, o noticiário negativista perdeu fôlego e, agora, os jornalões já ousam publicar notícia boa, dando destaque ao que até então era publicado em pequeníssimas notas.
Domingo (15), o Globo trouxe a notícia do maior empreendimento privado do País, a nova Siderúrgica do Atlântico, na periferia do Rio (equivale a Ipanema e Leblon juntos), que deve entrar em operação dia 15 de dezembro, depois de investir 5 bilhões de euros, gerando, direta e indiretamente, trabalho para 130 mil pessoas.
Mostrando, mais uma vez, que nossos japoneses são mais eficientes que os deles (sorry, nossos alemães), o manager da ThyssenKrupp, Erick Heine, afirma: “Na média da siderurgia mundial, produz-se mil toneladas de aço por 1,1 empregado. Na Alemanha, o índice é de 1,4; aqui será de 0,7%!”
Segunda-feira (17), o Valor Econômico noticiou que a Amanco (“segunda maior fabricante de tubos e conexões no Brasil”), prevendo aumento de 22% nas vendas, ampliará em 20% sua produção. O mesmo jornal anuncia expansão dos negócios da Wal-Mart, em Santa Catarina, e registra a entrada em operação, para março, da biofábrica da CTC, em Piracicaba, que produzirá 1 milhão de mudas de cana por mês.
Os jornais, ainda que discretamente, começam a mostrar que o desempenho das plantas brasileiras das montadoras supera todas as demais unidades mundiais, com fabulosa remessa de lucros, a fim de manter gordos os americanos e recheados os bolsos dos acionistas alemães.
Mais aí talvez saísse melhor nas páginas policiais.

As armas da política
Por João Franzin
A disputa política, evidentemente, deve ser feita com as armas da política. Por essas e por outras, enquanto a oposição venezuelana continuar usando emprestadas as armas da mídia continuará perdendo para Chávez.
O uso da imprensa para fins oposicionistas ou golpistas já foi mais eficaz. Exemplo é o golpe de 1964: a mídia, contaminada pelo lacerdismo, fez o discurso, a Igreja Católica mobilizou a massa e as Forças Armadas consumaram a derrubada de Jango.
Mas esse esquema já era, seja aqui, seja na Venezuela. Oposição que queira o poder trate de organizar partidos, fortalecer instituições e mobilizar a sociedade com os pleitos legítimos da própria sociedade.
Também não funciona mais chamar socorro ianque. Depois de Bush e da derrocada econômica, os Estados Unidos perderam o moral e se resolverem a própria crise já terão feito muito.
Sorry, Diogo Mainard. Mas tudo indica que será longa a vida do comandante Chávez.
João Franzin
Jornalista e assessor sindical
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