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Ameaça de demissões com a fusão Pão de Açúcar Casas Bahia é tema do Câmera Aberta
São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 16 de dezembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos: TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 17 de dezembro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos: Canal 95, Vivax – 23 de dezembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto: TV da Cidade, Canal 16 – 20 de dezembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau: TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 23 de dezembro, das 13 às 14 horas
O risco de desemprego e de formação de cartel por força da fusão do Pão de Açúcar-Casas Bahia será debatido nesta quarta-feira, dia 16, no último Câmera Aberta Sindical ao vivo de 2009.

Fábio Santos de Moraes, Silvia Barbara, e Cristiane Barbeiro no Câmera, dia 2 |
Convidados – O diretor de relações sindicais do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Marcos Afonso de Oliveira; o vice-presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Paulo Brasil; e o consultor empresarial e ex-diretor de Recursos Humanos das Lojas Pernambucanas, Roosevelt Begido Herrera, são os convidados.
Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.
Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraabertasindical@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.
Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Articulação e negociação prevalecem
na
conferência de comunicação
As Centrais Sindicais e movimentos sociais deram mais uma demonstração de articulação e unidade, durante plenária da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) realizada na terça-feira (15), em Brasília.
A escolha da fórmula de aprovação das propostas apresentadas nos grupos de trabalho, batizada de 4-4-2, estabelece que os movimentos sociais e a sociedade civil poderão aprovar quatro propostas prioritárias em cada grupo; os empresários, outras quatro; e o governo, duas. Os 15 grupos de trabalho vão apresentar, portanto, 10 propostas cada à plenária final. Além destas, todas as que obtiverem pelo menos 80% de apoio nos grupos serão consideradas aprovadas.
“Essa fórmula vai garantir que nenhum segmento tenha predominância sobre o outro. O que prevaleceu foi o debate democrático, o diálogo franco e o respeito às diferenças, que estão no cerne do conceito da conferência”, afirma Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT.
As discussões do segundo dia da 1ª Confecom começaram com um painel internacional, reunindo representantes de trabalhadores, da sociedade civil e de governos.
Ausência - Apenas duas entidades empresariais participam da conferência – a Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), que representa a Rede TV! e a Rede Bandeirantes; e a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), formada por empresas geradoras e empresas usuárias de serviços ou de produtos do setor.
Mais informações:
www.cut.org.br

Metalúrgicos de Guarulhos fazem balanço em coletiva
O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região (53 mil na base) promove, pelo terceiro ano consecutivo, coletiva de imprensa para divulgar o balanço das atividades do ano. Será nesta quinta (17), às 11 horas, no recinto da Churrascaria do Bosque, na avenida Paulo Faccini, Bosque Maia.
Na coletiva, o Sindicato começa a distribuir livreto de 20 páginas contendo dados econômicos referentes à campanha salarial 2009, negociações de PLR e acordos por empresa. Conquistas por empresa, como redução da jornada; trabalho social da entidade; e ampliação do patrimônio também fazem parte da publicação.
Ampliar relação - José Pereira dos Santos, presidente da entidade, explica: “O metalúrgico tem peso na economia de Guarulhos e região. É correto, portanto, divulgarmos as ações sindicais, ampliando nossa relação com a sociedade”.
Um dos objetivos da entrevista coletiva, ao divulgar dados econômicos, é mostrar que a boa ação sindical distribui renda na base.
Mais informações:
www.metalurgico.org.br

Cobertura previdenciária chega a 27 milhões
A Previdência Social alcança, em dezembro, a marca de 27 milhões de beneficiários em todo o Brasil. O segurado Damião Armando de Souza, 53 anos – que acaba de se aposentar como contribuinte individual – recebeu um certificado do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Valdir Simão.
Simão afirma: “Temos cumprido nossa função de pagar às pessoas certas, nos valores corretos e em dia, em todos os municípios mais distantes do País”.
Mais informações:
www.mpas.org.br

Patrão deve informar entidades sobre
contribuição
sindical descontada em folha
A edição de terça-feira (15) do Diário Oficial da União trouxe a Nota Técnica nº 202 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), assinada dia 10 de dezembro pelo secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, que dispõe sobre a obrigatoriedade aos empregadores de repassar informações às entidades sindicais sobre o recolhimento de contribuições dos trabalhadores efetuadas na folha de pagamento.
O próprio Medeiros deu a notícia da publicação da norma a vários sindicalistas, durante reunião com entidades sindicais e técnicos da superintendência regional do Trabalho (SRT) de São Paulo, na terça-feira (15), no SESC Vila Mariana.
Segundo a nota, apesar de já ocorrer troca de informações entre a Caixa Econômica Federal e as entidades quanto ao recolhimento das contribuições, “os dados compilados não identificam os empregados, tampouco os valores descontados”, nem sequer a entidade sindical beneficiária.
“Os empregadores devem encaminhar, às entidades sindicais de trabalhadores, relação nominal dos empregados contribuintes, da qual conste, além do nome completo, o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS, função exercida, a remuneração percebida no mês do desconto e o valor recolhido”, determina a norma.
A nota técnica do MTE estabelece ainda que as informações podem ser enviadas por meio eletrônico, internet, ou qualquer outra forma que seja de comum acordo entre o empregador e a entidade sindical. O prazo para o envio das informações e de até 15 dias após o recolhimento.

Caged registra recorde de empregos criados em novembro
O número de postos de trabalho criados em novembro (246.695) representa um recorde para o mês. No ano, o País acumula a criação de 1.410.302 vagas. O comércio (1,61%), os serviços (0,66%), a indústria de transformação (0,53%) e a construção civil (0,83%) foram os setores que mais geraram emprego no período. |
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Luiz Gonzaga Belluzzo é economista
Etnografia e Política de Wall Street
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Antropóloga formada em Princeton, Karen Ho publicou um livro digno de figurar nas estantes dos leitores mais exigentes: "Liquidated, An Ethnography of Wall Street" (Duke University Press, 2009). Ela apresenta, em linguagem clara e acessível, os resultados de uma pesquisa realizada na tribo dos senhores da finança global.
Nos bastidores dos "abstratos" e fracassados modelos de risco e de precificação de ativos movimentava-se a soberba de indivíduos de carne e osso, convencidos de sua supremacia social, intelectual e moral. O protagonista central da epopeia malograda é o "investment banker".
Não se trata do banqueiro tradicional, mas do executivo ou alto funcionário do banco de investimento, recrutado nas universidades da Yvy League, sobretudo em Princeton e em Harvard. Essa é figura nuclear do surto de criatividade agressiva que levou o planeta à catástrofe financeira.
Movidos a bônus de grosso calibre, submetidos a um ritmo de trabalho alucinante e a uma concorrência darwinista (ameaçados de perder o emprego), esses personagens construíram um consenso cego e desprovido de autocrítica a respeito de suas virtudes e qualidades.
Os sabichões formados em Princeton e em Harvard usaram e abusaram do que Karen Ho chama os modelos sofisticados de "inovações de curto prazo, sem nenhuma estratégia". Um modo gentil de designar a ganância engalanada de letras gregas.
Essas "manobras de alto nível" não desprezavam escaramuças mais grosseiras, como recomendar aos clientes a aquisição de ações que formavam suas próprias carteiras ou "pegar a laço" devedores sem condições de servir as dívidas contraídas.
Mas nada teria funcionado sem a colaboração dos republicanos Reagan e Bushs 1 e 2, mais o democrata Clinton. Com o auxílio deles, o lobby de Wall Street voltou a dominar os plenários do Congresso e os escritórios do Executivo.
O Legislativo dos EUA colaborou decisivamente para desmontar os controles e enfraquecer a capacidade de supervisão e de controle das agências reguladoras.
A lei Sarbannes-Oxley foi aprovada a contragosto, depois da sucessão de escândalos corporativos, as peripécias da Enron, Worldcom e outras menos votadas.
Considerada excessivamente rigorosa por Henry Paulson, o secretário do Tesouro dos EUA, a lei ficou na marca do pênalti até 2007.
Dura ou não, ela foi impotente para conter a explosão do crédito que levou à exasperação as práticas "criativas" e frequentemente fraudulentas dos mercados. Os criativos inventaram "novidades", manipularam preços de ativos, engambelaram clientes e devedores "sem lenço nem documento".
Terminava o artigo quando soube que a Câmara aprovou o projeto de regulamentação financeira. Há sinais de que os legisladores levaram em conta as provas contundentes da promiscuidade entre desregulamentação e as tropelias audaciosas e arriscadas.
Ainda assim, barbas de molho: mesmo depois da salvadora intervenção do governo, a cultura de Wall Street não perdeu a pose. Voltou à soberba de sempre, disposta a usar quaisquer argumentos para desqualificar as críticas aos métodos usados no ciclo financeiro recente.
Luiz Gonzaga Belluzzo é economista. Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo |