Centrais fazem avaliação da 6ª Marcha a Brasília no Câmera Aberta desta quarta

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 18 de novembro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 19 de novembro, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 25 de novembro, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 22 de novembro, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 25 de novembro, das 13 às 14 horas


Programa dia 4 - deputado Vicentinho e Luiz Carlos Motta debatem 40 horas

Mais de 50 mil trabalhadores de todo o País tomaram Brasília na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, dia 11 de novembro. A mobilização convocada pelas Centrais CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, CTB e CGTB teve como reivindicação principal a redução da jornada para 40 horas, valorização do salário mínimo, controle nacional das riquezas do pré-sal, fim das demissões imotivadas e contra a precarização do trabalho.

Após o ato público, os presidentes das seis Centrais foram recebidos pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Michel Temer, e do Senado, José Sarney.

Qual é a importância da Marcha para a classe trabalhadora? Quais impactos ela provoca na luta pela redução da jornada? O Câmera Aberta Sindical desta quarta (18) fará uma avaliação da mobilização com representantes das Centrais e lideranças sindicais.

Você faz a pauta - Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraabertasindical@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

Participe: faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Centrais Sindicais do Cone Sul reúnem-se
em Montevidéu dia 7 de dezembro

A Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) promoverá, dia 7 de dezembro, em Montevidéu, a Cúpula Sindical do Cone Sul, reunindo lideranças de 13 Centrais da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Na mesma data, os presidentes dos países que compõem o Mercosul também estarão reunidos na capital uruguaia.

Segundo o secretário-geral da CCSCS, Adolfo Aguirre, o objetivo do evento é debater o processo de integração e a elevação do protagonismo da classe trabalhadora na região. Membros da Coordenadora estiveram reunidos dias 12 e 13 na capital uruguaia para preparar a cúpula.

Aguirre explica que os sindicalistas farão uma avaliação dos impactos da crise econômica no Cone Sul, defendendo medidas em defesa da geração de emprego, distribuição mais justa da riqueza e ampliação dos direitos sociais.

A cúpula vai debater e aprovar um plano de luta para 2010, no qual devem constar, entre outras reivindicações, a ratificação da Convenção 102 da OIT (que estabelece normas mínimas de seguridade social) na Argentina e Paraguai e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, no Brasil.

Os responsáveis de comunicação de Centrais da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai também se reuniram para debater a conformação de uma rede para divulgação e cobertura do evento.

Mais informações:
www.cut.org.br

Senadores começam a discutir criação do vale-cultura

As comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Sociais (CAS), de Assuntos Econômicos (CAE) e de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado começam a discutir esta semana o projeto de lei (PLC 221/09) que cria o vale-cultura, destinado a fornecer aos trabalhadores meios para o acesso a fontes da cultura.

A proposição está na pauta da CAE e CAS. Na CAE, a relatora da matéria é a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que apresentou parecer pela aprovação. Já na CAS, a relatora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) poderá apresentar seu parecer.

Serviço - A reunião na CAE acontece nesta terça-feira (17) e tem início às 10 horas no plenário 19, ala Alexandre Costa. Na CAS, a sessão será nesta quarta-feira (18), com início às 11 horas, no plenário 9, também na ala Alexandre Costa.

Mais informações:
www.senado.gov.br

Centro de Solidariedade oferece mais
de 2.000 vagas para temporários

O Centro de Solidariedade ao Trabalhador está oferecendo 2.155 vagas de emprego temporário no comércio e outros setores de atuação. Trata-se de uma boa oportunidade para o trabalhador ganhar experiência e ter um bom relacionamento com o empregador.

Entre as vagas disponíveis, destacam-se 90 para ajudante de carga e descarga, que não exigem experiência anterior; 6 para pedreiro; 13 para estoquista; 4 para costureira; 88 para operador de caixa; 18 para pedreiro; e 309 para vendedor.

Os salários variam entre R$ 465,00 para ajudante de serralheiro e promotor de vendas e podem chegar a R$ 2.500,00 para mestre de obras (são duas oportunidades com essa remuneração).

Seleção - Os interessados devem se dirigir aos postos do Centro de Solidariedade ao Trabalhador na rua Galvão Bueno, 782, bairro Liberdade (região central) e rua Barão do Rio Branco, 864, bairro Santo Amaro (Zona Sul). Levar carteira profissional, RG, certificado de escolaridade e currículo.

Mais informações:
Telefone (11) 3347.4048 e 3347.4042
www.cst.org.br

Empregos com Carteira assinada passam de 1 milhão

O saldo de postos de trabalho com Carteira assinada criados em 2009 chegou a 1.163.607 em outubro. Somente no mês passado, foram gerados 230.956 novos empregos, de acordo com o Caged. Os setores que mais de destacaram no mês foram a indústria de transformação, o setor de serviços e o comércio.

 

 

João Donizeti Scaboli é diretor da Secretaria de Saúde e Segurança da Força Sindical São Paulo

 

Considerações
sobre o FAP

Os dados estatísticos mostram que ocorreram mais de 650.000 acidentes de trabalho, em 2007. A nossa realidade precisa, urgentemente, ser modificada, porque o elevado número de trabalhadores adoecidos e mortos em decorrência de trabalho realizado em condições inadequadas é cada vez mais preocupante.

E sabemos que esses acontecimentos não só trazem prejuízos para os vitimados, como são responsáveis pelo déficit social, quando o pagamento é feito pela previdência. Sofremos, todos nós, do ponto de vista moral, psicológico e financeiro com essas ocorrências que, sabemos, são inaceitáveis, já que podem ser evitadas se e a prevenção for um ato aplicado no dia a dia das empresas.

Um fato, também preocupante, é a não emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), por parte de alguns empregadores, o que se reflete na sub-notificação dos acidentes e doenças decorrentes do trabalho.

É neste sentido que o Fator Acidentário Previdenciário (FAP) é bem-vindo e sua aplicação ocorrerá a partir de janeiro de 2010. O FAP determinará quanto deve ser pago por cada empresa, em consequência dos acidentes e doenças do trabalho ocorridos na determinada empresa.

Desta forma, com a adoção do FAP, as empresas que não se preocupam com a segurança e com a saúde dos seus trabalhadores, pagarão uma alíquota maior à Previdência Social. Este critério servirá como incentivo para que as Normas Regulamentadoras sejam devidamente aplicadas e, além das Normas, sejam tomadas outras medidas que garantam um trabalho seguro e saudável. Trabalhar é preciso, adoecer, não!!!

O FAP foi criado e regulamentado pelo decreto federal nº 6957 de 9 de setembro de 2009. Somos totalmente de acordo que as empresas que não têm consciência sobre as consequências maléficas, quando não cumprem os requisitos mínimos necessários capazes de garantir a segurança e a saúde dos seus trabalhadores, paguem mais pela sua omissão.

O FAP é bom para o trabalhador e os Sindicatos devem continuar atentos para verificarem se a empresas estão emitindo as Comunicações de Acidentes e ou Doenças do Trabalho (CATs).

O FAP não dispensa a abertura da CAT mas, em casos onde a doença está enquadrada na relação do Nexo Técnico Epidemiológico (NETEP), a caracterização será feita pelo INSS.

São medidas como essas que gerarão uma consciência de responsabilidade para os empregadores. A nossa meta é a preocupação com a integridade física e mental do trabalhador. Essa é a meta, também, de todos os sindicalistas atuantes. Um abraço amigo.

João Donizeti Scaboli é diretor da Secretaria de Saúde e Segurança da Força Sindical São Paulo