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Lideranças partidárias decidem na próxima semana data de votação das 40 horas
A pressão exercida pelas Centrais Sindicais no Congresso Nacional para agilizar a votação da redução da jornada está surtindo efeito. Em reunião ontem (15) à noite, com representantes das Centrais e lideranças partidárias, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), garantiu que o Colégio de Líderes vai debater e definir, na semana que vem, qual será a data da votação da emenda que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas. Os deputados federais Paulinho (PDT-SP) e Vicentinho (PT-SP) também participaram do encontro.

Centrais Sindicais com o presidente da Câmara Michel Temer
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Josinaldo José de Barros, o Cabeça, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, participou da reunião em Brasília e comenta o comprometimento de Temer: “Ele disse que as lideranças partidárias vão se reunir na semana que vem e decidir a data da votação. O objetivo das Centrais é, em primeiro lugar, definir a data o mais rapidamente possível. Após a definição, organizar uma grande mobilização em Brasília no dia da votação”.
Cabeça acrescenta que hoje (16) pela manhã, as Centrais conversaram com o deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), representante do setor empresarial na Câmara. Mabel propôs a redução da jornada em quatro anos. “Ele sugeriu a redução de uma hora a cada ano, reduzindo para 40 horas em quatro anos. Não aceitamos a proposta. Vamos continuar batalhando para que a redução seja votada ainda este ano e diretamente para 40 horas”.
As Centrais realizarão uma nova reunião ainda esta semana para definir os próximos passos da campanha pela redução da jornada, sem redução salarial, acrescentou Cabeça.
Mais informações:
www.diap.org.br

Metalúrgicos da Renault de Curitiba conquistam
8,62% de reajuste e voltam ao trabalho
Na Volvo, reajuste foi 7,57%. Volks continua parada
Foto: Guilherme Ochika
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Os cinco mil metalúrgicos da Renault de São José dos Pinhais, Grande Curitiba, arrancaram dos patrões um reajuste de 8,62% (perdas inflacionárias mais 4% de aumento real), além de abono de R$ 2.000, em setembro. Depois de 12 dias de paralisação e duas audiências de conciliação no TRT, a montadora acabou cedendo o reajuste. Hoje (16), às 6 horas, os dois mil funcionários do primeiro turno da empresa voltaram a trabalhar.
Já os 2.600 trabalhadores da Volvo aceitaram, hoje pela manhã, a proposta de reajuste de 7,57% (3% de aumento real), abono de R$ 2.000, elevação do piso para R$ 1.381,66 e garantia de emprego até o início de dezembro.
Volks – Os 3.500 trabalhadores da Volks de São José dos Pinhais querem 8,62% de reajuste e R$ 2.000 de abono a serem pagos em setembro e estão em greve. Segundo Osvaldo da Silva Silveira, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (filiado à Força Sindical), a empresa está oferecendo 6,53% de aumento, o que não satisfaz os trabalhadores. “Teremos uma nova audiência com a montadora às 16 horas no TRT. Esperamos uma nova proposta”, diz o sindicalista.
Mais informações:
www.simec.com.br
www.cntm.org.br
Telefone (41) 8866.8798 – Guilherme; Sérgio Butka (41) 8409.6353.

Metalúrgicos de autopeças param
turno da manhã, hoje (16)
Cerca de 3 mil metalúrgicos de autopeças de São Bernardo do Campo, Diadema e Ribeirão Pires pararam o turno da manhã, hoje, para reivindicar aumento real de salário. Os trabalhadores da Toledo, Kostal, Serra Bucher e Selco (São Bernardo), Delta, Brasmeck e Legas Metal (Diadema) e Faparmas (Ribeirão Pires) não aceitam apenas o reajuste de 5,3% (4,44% referente às perdas salariais mais 0,8% de aumento real).

Trabalhadores da Toledo - Foto: Roberto Parizotti
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Os metalúrgicos têm data-base em 1º de setembro e estão em campanha salarial há mais de um mês. Eles terão uma nova assembleia amanhã, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Caso até lá o Sindipeças (entidade patronal que representa as indústrias de autopeças) não melhorar sua proposta, poderá ser decretada greve no setor.
Mais informações:
www.smabc.org.br

Carteiros entram em greve em todo o País
Os funcionários dos Correios estão em greve por tempo indeterminado desde a 0 hora de hoje (16). Segundo o Comando Nacional de Negociação da categoria, 33 dos 35 Sindicatos do País aderiram à paralisação, o que significa que 80% dos 116 mil trabalhadores estão parados.
Ronaldo Ferreira Martins, o Ronaldão, membro do Comando, afirma que os carteiros não aceitaram a proposta da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) de reajuste de 4,5%. “A empresa ofereceu apenas a reposição das perdas inflacionárias. Queremos 41,03% de reajuste e aumento real de R$ 300 para todos os trabalhadores. Precisamos valorizar nosso Piso, que é de apenas R$ 648”, declara Ronaldão. O índice de 41,03% corresponde às perdas salariais ocorridas desde 1994.
Ronaldão informa que o Comando está buscando abrir um canal de negociação com a empresa. Novas assembléias serão realizadas hoje à tarde em todo o País para avaliar o movimento grevista. Segundo o sindicalista, a empresa vai suspender serviços de entrega com hora marcada, como o Sedex 10, em virtude de a greve ser nacional. Todas as demais entregas não devem ser feitas.
Mais informações:
www.sintect-sp.org.br

Pré-sal: Petrobrás encontra mais óleo e gás
A Petrobras confirmou na segunda-feira (14) que foi descoberta uma nova jazida de óleo e gás na camada de pré-sal da Bacia de Santos. Segundo o comunicado, o poço Abaré Oeste comprovou, por meio de testes, a existência de óleo no bloco BM-S-9, onde a companhia já tem três descobertas. O reservatório fica a 290 quilômetros da costa de São Paulo. A empresa ainda não divulgou estimativa de reservas para o novo poço. |
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João Guilherme Vargas Netto é membro do Diap e consultor sindical
O milagre e o santo
Nos materiais editados durante o último fim de semana, houve uma quase unanimidade na constatação, com números, de que a economia brasileira havia superado a crise. O crescimento do PIB de 1,9% no 2º trimestre, com ênfase no consumo das famílias e na recuperação industrial, confirmou o que já vinha sendo sentido nas ruas, nas fábricas, no comércio: aqui no Brasil, devido à ação inteligente do governo e à capacidade unitária do movimento sindical, a crise externa não passou de marola, não foi nem de longe um tsunami.
O clima eufórico que tomou conta dos meios de comunicação contrastava de modo eloquente com os anúncios de fim do mundo que os mesmos veículos noticiavam e repercutiam nos primeiros meses deste ano.
Mas, nas noticias de hoje, como nas de ontem, foi esquecido um dos grandes protagonistas desta vitória: o movimento sindical unido (porque até mesmo as ações do governo foram consideradas). Falou-se do milagre, mas esqueceu-se de um santo.
E, dentre todas as ações do movimento, preservando empregos, ajudando a diminuir os juros e os spreads bancários, colaborando nas reduções tarifárias, conquistando aumentos reais (que fizeram a massa de salários crescer 4,8% de janeiro a julho) uma iniciativa se apresenta como a jóia da nossa coroa. Refiro-me ao reajuste do salário-mínimo, em fevereiro, de R$415 para R$465. Esse aumento um pouco superior a 12% (metade dos quais como aumento real) foi decisivo na recuperação da economia, mantendo-se a estratégia de distribuição de rendas. Não devemos nos cansar de afirmar isso, como o fez, corretamente, a Nota da Força Sindical sobre o aumento do PIB.
Às vezes, até mesmo comentaristas avançados e solidários cometem esse deslize do esquecimento. E, dirigentes sindicais responsáveis, vitoriosos nas campanhas salariais de suas categorias, que foram também indiretamente beneficiadas pelo reajuste do salário-mínimo, esquecem-se de que, no Brasil e para milhões de trabalhadores e aposentados, o reajuste do mínimo foi –felizmente- o maior reajuste de 2009.


João Franzin é jornalista e assessor sindical
A notícia enquanto resistência
Quando estourou a crise e ante o exagerado alarmismo da imprensa, a Agência Sindical criou no site e no boletim eletrônico a seção “Notícia boa!”. A intenção, guardadas as nossas limitadíssimas possibilidades, era passar para o movimento sindical a ideia, correta, de que a crise era parcial, atingindo a economia de modo diferente.
Levamos essa resistência também ao programa Câmera Aberta Sindical, que apresento em São Paulo, com reprise em Guarulhos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Presidente Venceslau. Procuramos levar ao programa analistas mais isentos e pé-no-chão e sindicalistas que mostrassem avanços em suas áreas de atuação, como a construção civil, por exemplo.
Essa tomada de posição ajudou a organizar a cabeça de dirigentes sindicais e assessores, muitos deles alarmados com o manchetismo agressivo, cuja leitura, no campo sindical, significava: não reivindique, não mobilize, fique na defensiva e aceite imposições patronais.
A crise veio, a crise passou e o Brasil voltou a crescer. A Agência vai manter a seção “Notícia boa!”, porque, ao contrário do que proclamou certo prócer da mídia, no recente Encontro de Comunicação da UGT, os jornalistas da Agência não gostam de notícia ruim. Temos prazer, sim, em dar boas notícias, principalmente as que organizam, constroem e indicam que o nosso País avança.
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