Lula defende presença do trabalhador
nas negociações sobre a crise mundial

Foto Ricardo Stuckert PR

O presidente Lula disse em Genebra, na Suíça, que os “trabalhadores não podem pagar sozinhos pela crise mundial”. Ele participou, segunda-feira (15), da 98ª Conferência Internacional do Trabalho, que reuniu governantes para discutir a crise econômica mundial e suas consequências negativas sobre o emprego.

“O que precisamos debater é não permitir que os trabalhadores sejam vítimas da crise ou que apenas eles paguem pela crise. Temos que estar mais preocupados em garantir emprego para o povo, que é isso que conta no crescimento da economia”, afirmou o presidente.

Em discurso, defendeu a geração e a distribuição de renda como medidas para frear os efeitos da crise e disse que o mundo precisa de novas alternativas para reduzir os reflexos da instabilidade econômica. “No momento em que vivemos a pior retração econômica global em muitas décadas, é fundamental que a comunidade internacional se una na busca de respostas. A OIT é o lugar certo para buscar soluções coordenadas”, argumentou, lembrando que 50 milhões de trabalhadores podem ficar sem emprego.

Lula assinou ainda, ao lado do diretor geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, declaração conjunta em que o Brasil reafirma o compromisso de apoiar a Agenda do Trabalho Decente.

Conferência - A 98ª Conferência Internacional do Trabalho está sendo realizada com a participação de chefes de Estado e governo de todo o mundo. Lula foi acompanhado pelos ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e o da Previdência Social, José Pimentel. Ele também discursou no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e se encontrou com sindicalistas.

Fonte: em questão
www.brasil.gov.br

Câmera Aberta Sindical
Programa com metalúrgicos repercute
e será reapresentado nesta quarta (17)

O programa Câmera Aberta Sindical da última quarta, dia 10, foi um dos recordistas em ligações dos telespectadores. O programa abordou o 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que acontece dias 17, 18 e 19 de junho, debatendo com o vice-presidente do Sindicato, Tadeu Moraes, os diretores Jefferson Coriateac e Maria Euzilene Nogueira (Leninha), além do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto.


Câmera Aberta com Tadeu Moraes, Jefferson Coriteac, Maria Euzilene Nogueira (Leninha) e João Guilherme V. Netto

Reprise – Em razão do grande número de telefonemas, durante a transmissão ao vivo, a TV Aberta São Paulo decidiu reprisar o programa nesta segunda-feira (15), das 16h30 as 17h30, e terça-feira (16) das 14h30 as 15h30 e das 16 às 17 horas. Devido ao grande sucesso, o programa será reapresentado no seu horário habitual, das 19 às 20 horas, na próxima quarta-feira, dia 17.

Segundo a produtora do programa, Dayane Santos, a curiosidade do público não se limitou às ligações para a emissora durante a transmissão. “Muitas pessoas também entraram em contato com a produção, depois que o programa foi apresentado. O interesse foi tanto, que decidimos reapresentar o programa”, comenta Dayane.

Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Metalúrgicos de São Paulo e Mogi iniciam
11º Congresso nesta quarta, dia 17

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes inicia o 11º congresso da categoria, nesta quarta (17), às 8 horas, com a inauguração da mostra fotográfica “Metalúrgicos, avanços e conquistas”. São 77 painéis retratando as lutas do Sindicato, que tem 77 anos de fundação.

O congresso reunirá 1.200 delegados de 459 fábricas que, durante os dias 17, 18 e 19, vão debater temas como defesa do emprego, dos direitos e o avanço nas conquistas cidadãs. O primeiro painel, sobre o tema “Enfrentamento da crise”, será apresentado pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho),
a partir das 11 horas.

No primeiro dia também haverá palestras com mais cinco temas: “Sindicato, Cidadania e Ação Política”; “Campanhas Salariais”; “Ação Sindical – Saúde e Segurança”; “Comunicação Sindical”;
e “Atendimento ao Trabalhador”. O 11º Congresso ocorrerá na sede do Sindicato, à rua Galvão Bueno, 782, Liberdade, região central da capital.

Clique aqui e confira a programação

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Setor de bens de capital pede incentivo
fiscal para evitar demissões

Força Sindical, CUT e representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) se reuniram, na quinta-feira passada (11), para debater alternativas a fim de minimizar os impactos da crise financeira no setor de bens de capital. Segundo a Abimaq, se não houver socorro, o setor pode fechar até 50 mil postos de trabalho.

Na reunião, os representantes dos empresários e dos trabalhadores definiram como estratégia solicitar audiências com os Ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Miguel Jorge e do Trabalho, Carlos Lupi, para propor a desoneração tributária no setor, com a contrapartida da manutenção dos postos de trabalho.

O presidente da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT, Valmir Marques, ressaltou que a crise de fato atingiu o segmento de bens de capital, mas “qualquer medida que venha a ser adotada é fundamental que tenha o compromisso de manter os empregos”.

Fonte: Diário do Grande ABC
www.dgabc.com.br

Projetos de R$ 500 bilhões aquecem construção civil

O setor de construção está animado com a Copa do Mundo, que deve exigir até R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura; o programa “Minha Casa, Minha Vida”, que deve aprovar 600 mil unidades até julho do ano que vem – num total de R$ 45 bilhões; além de grandes investimentos das estatais. Somente Eletrobrás e Petrobrás anunciaram investimentos de R$ 30 bilhões (até 2012) e US$ 174 bilhões (até 2013), respectivamente.

 


Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia



Por que e a quem o blog da Petrobrás incomoda?

Por Emir Sader

A imprensa mercantil – aquela dirigida por oligarquias familiares de empresas fundadas no lucro das grandes publicidades privadas – está profundamente incomodada com o blog da Petrobrás. Diz que se ofende aos órgãos de imprensa, revelando as perguntas enviadas pelas empresas da mídia à Petrobrás, se sente como que violada na sua privacidade (?) quando o blog responde as acusações (que via de regra, como fica claro, são simples insinuações sem nenhum fundamento na realidade).

Por que órgãos de imprensa, que supostamente estariam interessados na melhor e maior difusão informativa, se sentem incomodados com um blog que dá o ponto de vista da maior empresa brasileira e uma das maiores do mundo, empresa estatal, que deve – não apenas agora, mas sistematicamente – regularmente dar conta da sua atuação, pelo próprio caráter público da instituição?

Acontece que essa mídia empresarial quer continuar sendo o único instrumento de intermediação entre os governantes e o povo, entre o Estado e a opinião pública. Quer ser o filtro que decida que projetos do governo devem ser difundidos e com que versão. Que declarações de governantes ou parlamentares devem chegar ao povo e sob que forma. Que temas são essenciais ao País e como devem ser encarados. Querem ocupar um lugar de monopólio na formação da opinião pública, o que lhes permitiu, ao longo do tempo, dar as pautas ideológicas e políticas do País.

Grande parte do que se publica na mídia mercantil são simples insinuações, mas que ganha ares de verdade se não são imediatamente respondidas por argumentos reais. Isto é inassimilável para a imprensa privada, porque ela vive disso – de transformar insinuações em supostas verdades. (Reveja-se a lista de supostos escândalos que alimentou no governo Lula – do aerolula ao apoio de Cuba à campanha eleitoral de Lula, entre tantos outros –, de que nunca se autocriticaram quando se revelaram mentirosas.) Por isso acreditam que criam uma opinião pública que tem sido sistematicamente derrotada pelo governo – como tem acontecido na maioria dos outros países da região – e que as pesquisas revelam como reduzidas a cerca de 5% de rejeição do governo. A isso se reduzem e querem falar “em nome do País”, quando falam em nome da família que os dirige, dos funcionários que de forma absolutamente autoritária e não democráticas contratam para escrever e falar e dos grandes interesses econômicos que os mantêm.

Que se multipliquem os blogs alternativos – estatais e públicos não governamentais –, para quebrar esse monopólio fundado no dinheiro e na mentira, para que fiquem reduzidos ao que são – órgãos da ditadura privada do dinheiro e da opinião mercantil – e que se possa construir no Brasil uma opinião pública democrática e pluralista, sem a qual nunca seremos um País democrático e soberano.

Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia