Câmera Aberta da próxima quarta (21)
entrevista o senador Paulo Paim

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 21 de abril, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 22 de abril, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 28 de abril, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 25 de abril, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 28 de abril, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).

O programa do feriado da próxima quarta (21) trará entrevista com o senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS), gravada na Fecomerciários (Federação dos Comerciários) dia 6 de março. Também exibirá reportagem sobre o lançamento de livro da Agência Sindical no Sindicato dos Hoteleiros, dia 22 de março. Serão dois blocos de 30 minutos.

Paim - Na entrevista, o senador relata suas atividades parlamentares e presta contas do mandato. A matéria também registra o apoio do movimento sindical paulista e do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) à reeleição do senador gaúcho.


Programa anterior - Carlos Grana, Franzin e Natal Léo

Livro - A publicação contém entrevistas concedidas por Almino Affonso e João Guilherme Vargas Netto ao Câmera Aberta Sindical, no ano passado. A reportagem traz entrevistas com Almino, Vargas, o ex-ministro Magri e Francisco Calasans Lacerda, presidente do Sinthoresp.

Na quarta seguinte, dia 28 de abril, o Câmera tratará, ao vivo, da atuação dos convênios médicos junto aos trabalhadores.


Rede Brasil -
Dia 21, às 11h30, a Rede Brasil apresenta o Câmera Aberta sobre participação política das mulheres, com a presença de dirigentes sindicais femininas da CUT, Força e UGT.

Assista -
Apresentado pelo jornalista João Franzin, o Câmera Aberta Sindical é ao vivo, a partir das 19 horas, pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186).

Para todo o Brasil –
O Câmera Aberta também é transmitido para todo o País através da Rede Brasil de TV, toda quarta, às 11h30.

Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Números de março superaram expectativa de economista

Os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados, na quinta-feira (15), pelo ministro do Trabalho Carlos Lupi, mostraram que a geração de empregos formais em março superou a expectativa de consultores que analisam o mercado de trabalho.

O economista Fabio Romão, da LCA Consultores, por exemplo, projetara 206,2 mil novos postos no mês passado. Foram gerados, entretanto, 266.415. Para 2010, a expectativa dele passou de 1,8 milhão para 2 milhões de postos formais.

“Especificamente sobre a indústria, o resultado de março nos fez revisar a projeção para o retorno do estoque de mão-de-obra formal industrial ao nível pré-crise, que estabelecemos como sendo o mês de outubro de 2008. Ou seja, nossa projeção da geração em torno de 90 mil postos pela indústria em abril, se confirmada, será mais do que suficiente para elevar o estoque de trabalhadores do setor ao nível registrado antes da crise”, analisa Romão.

Recuperação - O economista destaca o volume contratado em março pelos ramos de metalurgia, mecânica, material elétrico e de comunicações e material de transporte, que em conjunto geraram 26,3 mil novos postos.

“Estes subsetores registraram importante revés na crise, com o fechamento de 28,3 mil postos neste mesmo mês de 2009. Ainda sobre março de 2010, também merecem menção os 11,5 mil e 9,3 mil postos gerados por, respectivamente, indústria têxtil e indústria calçadista”, observa.

Fonte: Blog do Trabalho
http://blog.trabalho.gov.br

UGT debate comunicação

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) promove, nos dias 22 e 23 de abril, um Seminário Nacional de Formação de Quadros em Comunicação. O evento, que tem apoio do Conselho de Trabalhadores do Cone Sul, Instituto de Capacitação Social do Cone Sul, Instituto de Promoção Social e Confederação de Sindicatos Cristãos (Bélgica), será realizado no auditório da Federação Nacional dos Técnicos Industriais, na rua 24 de Maio, 104, 14° andar, na região central de São Paulo.

Segundo o presidente Ricardo Patah, o objetivo da UGT, que já realizou outros eventos ligados ao tema, é formar quadros com uma visão global e estratégica das atividades informativas e de comunicação, analisando processos e ferramentas mais adequadas. Um dos painéis será “Realidade nacional dos meios de comunicação e seus impactos sobre os trabalhadores e suas organizações”.

Palestrantes - No dia 22, um dos palestrantes será Sérgio Gomes, jornalista e fundador da Oboré – entidade responsável pela organização da moderna imprensa sindical brasileira. Ex-professor da USP, ele também tem um destacado trabalho voltado para as rádios comunitárias. Dia 23, fala João Franzin, no painel “A importância da imprensa sindical”. Franzin é jornalista, escritor e apresentador do programa Câmera Aberta Sindical, na TV Aberta São Paulo e Rede Brasil de Televisão.

Mais informações:
UGT – Telefone (11) 2111.1702, com Marina.
www.ugt.org.br

Começa encontro de trabalhadores rurais em Capivari

Começou na manhã desta sexta-feira (16), em Capivari, o II Encontro dos Trabalhadores Rurais de São Paulo. Com o tema “Mecanização sem desemprego e campanha salarial 2010”, o evento debaterá os impactos sobre o trabalho de questões como a desnacionalização do setor sucroalcooleiro e a mecanização da agricultura. Promovido pela Federação dos Trabalhadores e Empregados Rurais e na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetragro), o encontro vai até sábado (17).

Segundo o presidente da Fetragro, Paulo Oyamada, o objetivo da entidade é definir linhas de atuação “para enfrentar os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e o desemprego” na categoria. O evento terá a presença do presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto; do presidente da CGTB-SP, Paulo Sabóia; e da secretária nacional da Mulher da CGTB, Cida Malavazi, além de outros sindicalistas.

Palestrantes - Entre os convidados, estão o engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho e técnico da Fundacentro, Clóvis Eduardo; o coordenador de Fomento à Capitalização de Cooperativas do Ministério da Agricultura, Sérgio Luiz Beraldo; a técnica da Embrapa, Júnia de Alencar Alencastro; e o professor de economia na Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva (SP), Flauzino Antunes Neto.

Mais informações:
Telefone (11) 3663.0473
www.cgtb.org.br

Silêncio nos sites das Centrais
Por João Franzin

O movimento sindical precisa se ligar mais aos fatos sindicais ou relacionados ao mundo do trabalho. Por exemplo, repercutindo, em seus próprios veículos, as conquistas que têm participação direta ou indireta do movimento.

Já se falou que o aumento do salário mínimo, decisivo para o Brasil bater a crise e a geração de muitos empregos, não teve o necessário aproveitamento e repercussão no sindicalismo. E o mesmo ocorre, agora, com o impressionante aumento no emprego.

O Ministério do Trabalho divulgou os dados do Caged na manhã da quinta-feira (15). A grande mídia repercutiu de pronto o fato e os jornais do dia seguinte (sexta) também deram destaque aos números e índices.

E o movimento sindical? Ah, sim, foi bater bumbo na praça, faturando mais essa conquista! Mera ilusão!!!

Quem acessou os sites das seis Centrais e mais o da Conlutas viu, quando muito, pequenas notas copiadas dos jornais acerca do aumento do emprego.

Informação devidamente trabalhada, dando o peso real para o fato, nenhuma. Opinião e análise, necas.

E depois reclamam da grande imprensa!

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Escolas da rede pública começam
a receber laptops educacionais

Alunos de 85 escolas da rede pública, em 10 estados, já receberam laptops educacionais do programa Um Computador por Aluno (UCA). Na primeira etapa do programa serão distribuídas 33.765 máquinas. Mas, até o final deste ano, o Ministério da Educação deve entregar 150 mil computadores portáteis para 300 estabelecimentos de ensino.

 




Gilson Caroni Filho é colunista da Carta Maior

 


Obama, o xadrez
da nova doutrina

Por Gilson Caroni Filho

A assinatura do novo tratado de redução de armas nucleares entre Rússia e Estados Unidos é extremamente relevante para não ser saudada pelo campo progressista como um benefício para a humanidade. Afinal, como escreveu Karl Marx, o consumo militar “no sentido propriamente econômico é o mesmo que se uma nação deitasse à água uma parte do seu capital”. Durante anos, os partidários da corrida armamentista afirmaram que o aumento de despesas militares significava incremento da produção bélica e, por conseguinte, ampliação do mercado de trabalho.

À primeira vista, a tese que embalou o Keynesianismo de guerra, era de uma lógica implacável, pois se amparava em evidências históricas como a militarização da Alemanha Nazista que acabou com o desemprego no país. Nos anos 1960, no entanto, V. Leontiev, um economista americano, mostrou a falácia do arrazoado imperialista. Calculando que uma redução dos investimentos militares em 8 bilhões de dólares liquidaria 254 mil postos de trabalho, o autor constatou que uma reorientação desse montante no setor civil criaria 542 mil novos empregos, ou seja, uma redução de 288 mil de desempregados nos EUA. Como se vê, o desemprego é constitutivo de um modo de produção específico e não da ausência de guerras. Estas são consequências de um jogo permanente de reforço de hegemonia.

Se o novo tratado de desarmamento nuclear que sucederá ao Start 1 tem valor inestimável, a divulgação da nova doutrina de defesa contém ambiguidades preocupantes. Apresentado como estratégia que serviria como divisor de águas entre a administração de Barack Obama e a de George W. Bush, o documento, ao mesmo tempo em que reduz os cenários em que os EUA utilizariam seu arsenal atômico, aponta para um multilateralismo enviesado.

Ao afirmar que não fará ataques nucleares a países que respeitem o Tratado de Não Proliferação (TNP) e outros acordos internacionais, Obama admite a possibilidade de um golpe atômico contra o Irã e a Coréia do Norte. O emprego da força unilateralmente, sempre que julgar necessário, não reorganiza a política externa deixada pelos republicanos. Pelo contrário, reitera o legado com um discurso supostamente moderado e conciliador.

Que Resolução anterior do Conselho de Segurança da ONU daria aos Estados Unidos o direito de empreender ações militares contra as duas nações para puni-las por sua resistência a inspeções externas? Que base legal lhes confere autoridade permanente para exigir de Estados soberanos adesão incondicional aos termos de qualquer acordo? Com efeito, há outros países que possuem armas de destruição massiva, como por exemplo, Israel e Índia, mas isso não parece preocupar o presidente norte-americano.

Israel, é bom lembrar, não só se recusou a assinar o TNP como, com apoio incondicional dos Estados Unidos, ignorou as decisões que invalidaram as anexações de Jerusalém Oriental e Gola, e que exigiam a retirada completa do território do Líbano. E o Conselho de Segurança nunca invocou o capítulo 6 da Carta das Nações Unidas que prevê o uso de força em casos de ameaça à paz e à segurança.

No tabuleiro geopolítico, tal como no jogo de xadrez, os jogadores movimentam alternadamente suas peças, cabendo a primazia das iniciativas a quem joga com as brancas. A política externa brasileira, para desespero de uma oposição voltada para a subalternidade, tem demonstrado extrema habilidade no uso de Peões, Damas, Torres, Bispos e Cavalos. Antes de definir o equilíbrio necessário, urge precisar o real significado do que vem a ser terrorismo e como ele se movimenta entre as casas. Celso Amorim sabe que, quanto menos visíveis as intervenções, mais demoradas e profundas elas costumam ser.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha) e colunista da Carta Maior