Gushiken, Barelli e Luiz Cláudio falam sobre
as lutas dos Bancários: quarta, no Câmera Aberta

Eles vão debater os 30 anos de retomada do Sindicato
dos Bancários e as lutas atuais da categoria

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 18 de março, ao vivo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 19 de março, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 25 de março, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 22 de março, das 20 às 21 horas.
Reprises: terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 25 de março, das 13 às 14 horas

Durante a ditadura militar, os Sindicatos estavam sob intervenção do regime. Vários sindicalistas e líderes dos trabalhadores foram perseguidos, cassados, presos e até mortos.

Na segunda metade dos anos 70, a resistência cresceu. Um exemplo disso foi a vitória dos bancários de São Paulo, que derrotaram o sindicalismo oficial e retomaram a direção da entidade, em 1979.

Para celebrar os 30 anos dessa luta, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou ato na sede, dia 12 de março, que reuniu dezenas de lideranças da época. Mas qual é a importância dessa conquista para o movimento sindical? Como ocorreu o processo de retomada?


Câmera Aberta exibido quarta-feira, dia 11, debateu
as negociações salariais da categoria metalúrgica

Para falar sobre o assunto, o Câmera Aberta Sindical desta quarta (dia 18), convidou o atual presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino; e o então vice-presidente, Luiz Gushiken.

Campanhas salariais - O programa vai contar também com a participação do ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Dieese, Walter Barelli, economista e professor da Unicamp e que também já foi bancário. Ele vai falar sobre a importância das negociações salariais neste momento de crise econômica e a participação dos Sindicatos nesse processo.

Faça sua pergunta - Mande sua pergunta aos convidados do programa pelo e-mail cameraaberta@agenciasindical.com.br ou ao vivo pelo telefone 3877.0078.

Você faz a pauta – Para divulgar sua entidade ou propor um tema para o programa, ligue 3231.3453 e fale com Dhayane/Gisele.

Participe: Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraaberta@agenciasindical.com.br

Fracassa tentativa de fundar Sindicato dos Deficientes

A tentativa de criação de uma entidade sindical de deficientes físicos em Araraquara (SP), cujo edital de convocação de assembleia publicamos no Repórter Sindical, dia 6 de março, não atingiu seus objetivos. Sindicatos ajuizaram ações na Justiça, que resultaram em cerca de 20 liminares barrando a iniciativa.

Na semana passada, nossa redação recebeu um comunicado do Seaac (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento) de Presidente Prudente, entidade que esteve em Araraquara para acompanhar a assembleia, dia 10 de março passado.

No local estavam cerca de 40 pessoas, portadoras de deficiência. “O que nos chamou a atenção, pois a tentativa de fundação (do sindicato) não nos pareceu interesse meramente político, mas sim um despreparo do advogado que os orientava, promovendo publicação de edital que colide com a estrutura sindical vigente”, relata um dirigente do Seaac.

Inclusão - “Um dos principais pleitos dos mesmos eram que a maioria dos Sindicatos não apresentam reivindicações em suas pautas de negociação para melhorar a inserção dos mesmos no mercado de trabalho. Entendemos que podemos contribuir com os mesmos, pois a causa deles deve ser de todos nós”, conta.

Mais informações:
Paulo (Seaac Presidente Prudente)
Telefones (18) 3223.4625 e 9601.0106
seaac@seaac.com.br

Confederação dos metalúrgicos faz parceria
para qualificar trabalhadores

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical) assinou convênio com a Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais (Avape), na sexta-feira (13), para administração do Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST), que presta serviço de intermediação de mão-de-obra em dois postos de atendimento em São Paulo, um na região central e outro em Santo Amaro.

Foto: Iugo Koyama

O presidente da CNTM, Clementino Vieira, elogiou o trabalho realizado há mais de dez anos pelo Centro de Solidariedade. “Temos que lembrar, antes de qualquer coisa, da importância social do serviço prestado a trabalhadores que estão à procura de emprego, ainda mais em tempos de crise”, afirma.

Qualificação - O tesoureiro da entidade, Geraldino dos Santos, ressaltou que a Avape é referência neste tipo de prestação de serviço, que também prevê a qualificação dos trabalhadores. “Agora, além de ajudar o trabalhador a conquistar uma ocupação no mercado de trabalho, poderemos qualificá-lo para aumentar as suas chances de conquistar uma vaga”, completa. No ato, estavam o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, e os procuradores da Avape Afonso Reis e Izabel Romeiro.

Mais informações:
www.cntm.org.br

Contag elege nova diretoria e aprova desfiliação da CUT

O 10º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) foi encerrado sábado (14) com a eleição da nova diretoria da entidade, através de chapa única.
O sindicalista gaúcho Alberto Broch, dirigente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), é o novo presidente da entidade.

Na noite de sexta-feira (13), numa votação secreta cujo placar final marcou 1.440 votos contra 1.109, a maioria dos congressistas decidiu que a entidade deve se desligar da CUT. Segundo o secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), João Batista Lemos, as concepções sindicais e políticas da entidade predominaram no congresso.

Autonomia - “A Contag reiterou a defesa da unicidade sindical, rechaçando o pluralismo e o divisionismo, apontou a luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional, a unidade com os trabalhadores urbanos, a defesa do emprego, a convicção de que a classe trabalhadora não deve pagar pela crise, o desligamento da CUT e sua autonomia, aprovando proposta apresentada pelos sindicalistas da CTB”, comenta.

Mais informações:
Telefone 55 (11) 3106.0700
www.ctb.org.br

Magazine Luiza faturou R$ 411 milhões
com vendas na internet em 2008

O canal de vendas on-line da rede Magazine Luiza fechou 2008 com um total de vendas 56% maior que o registrado em 2007, totalizando um faturamento de R$ 411 milhões. No ano passado, o portal de vendas da varejista superou o crescimento médio do setor de comércio eletrônico no Brasil - de 30% - com uma movimentação de 13,2 milhões de compradores.

 


Gilson Caroni Filhoé professor de Sociologia e colunista da agência Carta Maior


O Armagedon da
grande imprensa

Crise econômica ou Armagedon? Após o IBGE ter divulgado uma queda de 3,6% no crescimento da economia brasileira no último trimestre de 2008, os editores de primeira página de O Globo e da Folha de S.Paulo não hesitaram em recorrer, na quarta-feira, 11/3, às habituais formas de terrorismo editorial. A capa do diário carioca ostentava: “Indústria desaba. Consumo cai e já se teme 2009 com recessão”. O jornal paulista não ficou atrás: “Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo”.

O fato de a desaceleração ter ocorrido no último trimestre pareceu irrelevante para os editores da conhecida publicação da Barão de Limeira. Apoiando-se no que julgava ser potencialmente mais explosivo, omitiu um dado de capital importância para compreensão da realidade econômica do País: o PIB brasileiro, apesar da crise em escala planetária, apresentou o segundo maior crescimento mundial. Ou seja, outras manchetes seriam possíveis. Algo do gênero “Apesar da recessão global, PIB cresce 5,1%” Por que não? Por determinações da pequena política.

Que tipo de jornalismo está sendo feito no Brasil? Para quais interesses é direcionada sua estrutura narrativa? É o caso de reexaminar, como já sugeriu o jornalista Alberto Dines, os procedimentos e padrões para a formulação de títulos? Ou o claro viés ideológico clama por uma inflexão de outra natureza? O que está em xeque é a própria ética do fazer jornalístico.

Como ressalva o editor do Observatório da Imprensa, “de nada adianta registrar todos os dados, reproduzi-los no corpo da matéria se a titulação-espelho fiel da busca da verdade beneficia apenas um ângulo”. Aquele que melhor atende aos objetivos de uma oposição sem projetos, fingindo fazer interpretação equivocada da Teoria da Catástrofe. Sejamos claros nesse ponto: o problema não é desvio conceitual, mas de caráter mesmo.

Mais uma vez, o que temos aqui são manchetes que, ignorando a apuração para obter impacto, não revelam incompetência, mas disposição de submeter o leitor e/ou telespectador à desinformação, ao fatalismo de profecias que se auto-realizam, à erosão da popularidade de quem governa.

Será que ainda não se deram conta que uma nova opinião pública se consolidou, apesar do conteúdo que produzem? Analisando o processo eleitoral de 2006, a jornalista Ana Rita Marini constatou que “distante da influência das manchetes, o eleitor não se deixou levar pelo canto da sereia nos maiores veículos de comunicação”. Não é o caso de se deter diante das conseqüências deste fenômeno, tão imprevisíveis quanto os da crise do capitalismo, antes de seguir na linha de jornalismo de campanha?

Já não passou da hora de a imprensa brasileira botar sua cultura no divã e ver que, se ela tem mudado os seus absolutos, eles continuam com a mesma face odiosa? Vale a pena manter a linha autoritária, acrescentando nuanças aparentemente democráticas? Ou o dilema dos barões da mídia é o mesmo de lideranças oposicionistas que vêem em 2010 não apenas mais uma eleição presidencial, mas a própria sobrevivência política?

Nesse caso há um subtexto, uma manchete oculta na primeira página de O Globo. “A agenda conservadora desabou, seu candidato começa a cair e há sinais de derrota nas eleições de 2010?” Se for isso, o Armagedon está explicado.

PS: Este artigo estava concluído quando o IBGE anunciou crescimento de vendas no varejo em janeiro. E agora, qual será a manchete? “Governo falha. Demanda cresce e há sinais de aumento do consumo em 2009?” Fica como sugestão.