“Queremos aumento digno para os trabalhadores. O PIB deve ficar acima de 7%, o que mostra que temos onde buscar o aumento de salário e, se não tivermos uma proposta satisfatória, condizente com o crescimento da economia, iremos à greve”, afirma o presidente do Sindicato, Miguel Torres. O comando de negociação vem se reunindo com os vários grupos patronais desde meados de setembro, mas ainda não recebeu proposta de nenhum deles sobre o índice de reajuste salarial. Além aumento real, a pauta de reivindicações inclui redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial; combate à demissão imotivada; programas de qualificação profissional; e licença-maternidade de 180 dias. “Vamos lutar para chegar a 10% de aumento e para que todos os trabalhadores tenham aumento real de salário. Estamos discutindo com as Centrais Sindicais o aumento do salário mínimo para 2011, e vamos defender uma política de aumento real para as aposentadorias como a do salário mínimo”, ressalta o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho). Mobilização - A campanha salarial dos metalúrgicos representados pelas entidades filiadas à Força Sindical reúne cerca de 800 mil trabalhadores no Estado, com data-base em 1º de novembro. Nesta sexta-feira (15), o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região realizou assembleia de mobilização na Cummins, no bairro de Cumbica. “Assembleia na fábrica mobiliza os trabalhadores e dá suporte às reivindicações do Sindicato na negociação. Os metalúrgicos cobram e merecem aumento justo. Em todas as assembleias, os companheiros mostram forte disposição de luta”, afirma o secretário-geral do Sindicato, Heleno B. da Silva. Mais informações:
Quatro rotas de ação A campanha Dilma, e muito em razão da pressão do setor sindical, ganhou uma nova dinâmica nas últimas horas. É a operação “quebrar o salto alto”. Como se sabe, de salto alto não dá pra fazer campanha em portas de fábrica, em favelas, em locais de aglomeração, em feiras, ou seja, em locais onde o povo está. Essa operação, urgente e necessária, tem quatro rotas: 1) Colocar Lula no centro da campanha da Dilma – porque é legítimo e também pelo fato de que Lula é o real fiador da candidatura; 2) Valorizar o espaço da coligação na campanha. Na prática, colocar a experiência política no front e deixar a marquetagem no seu devido lugar: a lata do lixo; 3) Encaminhar uma solução prática para a questão, que Serra tem sabido explorar, ou seja, aumento real para o salário mínimo e aumento efetivo nas aposentadorias; 4) Intensificar os roteiros traçados de ação e abordagem do eleitorado, sempre com o devido suporte de materiais adequados da campanha. Paralelamente a essas quatro rotas, pensadas, florescem inúmeras iniciativas em prol de Dilma, como o movimento da periferia (liderado pelo poeta e ativista Sérgio Vaz), o jornal produzido pelo PDT paulista, a reunião sindical unitária em Guarulhos na próxima segunda e tantas outras. Blog do Miro - Em homenagem ao Dia do Professor (15), vale acessar o Blog do Miro (altamiroborges@blogspot.com) para assistir à forma com que o governador Serra prestou sua sentida homenagem aos educadores paulistas. João Franzin
Construção civil tem aumento de postos de trabalho e renda
A ocupação no setor cresceu 1,3%, o que resultou na incorporação de 13 mil pessoas ao total de ocupados, em relação ao segundo semestre de 2009. Com isso, nas sete regiões, a construção civil passou a contabilizar 1.229 mil trabalhadores, entre empregados com e sem registro na Carteira de trabalho, autônomos ou conta própria, empregadores e profissionais liberais. Na comparação com o primeiro semestre de 2009, a alta foi de 12,2%, como um acréscimo de 134 mil ocupados no setor. Renda - Somente a Região Metropolitana de São Paulo assinalou decréscimo do rendimento médio real dos trabalhadores do setor (-3,0%). Nas demais, embora com intensidade diferenciada, a remuneração dos ocupados da construção civil aumentou: 10,7% em Recife, 10,6% no Distrito Federal, 9,1% em Belo Horizonte, 8,8% em Salvador, 6,9% em Fortaleza e 1,5% em Porto Alegre. Mais informações:
País pode economizar R$ 80 milhões com horário de verão O horário de verão, que começa à meia-noite do próximo sábado (16), deve gerar economia de pelo menos R$ 80 milhões para o País. A redução da demanda no período também reduzirá a utilização de geração térmica, evitando outro gasto em termos de capacidade de cerca de R$ 2 bilhões. O horário de verão vai até o dia 20 de fevereiro. |
Maria Rita Por Flávio AguiarConheci Maria Rita Kehl em 1975, no jornal Movimento. Desde então fomos companheiros fiéis de várias aventuras jornalísticas. Com seu estilo firme e claro de escrever. Com sua coragem de destoar. E de toar também. Com sua maneira autêntica de ser, de escrever, e de ler. Afinal, Maria Rita afrontou um dos dogmas da direita brasileira, o de que o voto dos pobres deve, sim, valer menos do que o dos ricos e remediados. Uma pregação que a UDN, a velha ou a neo, faz desde que em 1950 o povo reconduziu Getúlio Vargas ao poder. E logo onde Maria Rita afrontou esse dogma! No bunker da Família Mesquita! Imagino a cena: na diretoria (ou direitaria?) alguém se deu conta do que saiu nas páginas sacrossantas. Talvez tenha sido um telefonema de fora. Talvez alguém que tomou conhecimento pela repercussão na internet. Não importa. Sem perda de tempo, as divisões Panzer foram acionadas contra a jornalista, com ajuda da Luftwaffe. Rajadas de metralhadora caíram sobre ela, e depois vieram as explicações mal enjambradas, querendo banalizar o mal feito. “Troca de colunistas”, “coisa normal”, “acontece”... etc. Mas a peneira não tapa o holofote: esse é o conceito de liberdade de imprensa e de expressão que a direita tem, e que reserva para o País. Que vergonha! Logo que eu soube do acontecido, escrevi para ela dando-lhe os parabéns, e sugerindo que ela pusesse em seu currículo algo como “colunista do Estadão de xx/xx/xxxx até 03/10/2010, demitida por delito de opinião”. Para ela, ficou tudo muito bem. Foi um tropeço. Para o jornal, a empresa, no fim de contas, um papelão. A questão pior, agora, fica para os demais colaboradores e colunistas do jornal – pelo menos para aqueles que não pretendam se pautar pela ordem unida da direita brasileira: o que fazer? Claro que há questões de contrato, etc. Mas nessa vida tudo é passageiro, exceto o cobrador e o motorneiro. Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim |
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