As convenções da OIT são tratados internacionais aprovados pela Conferência Internacional do Trabalho, que podem ser ratificados ou não pelos países membros. A Convenção 151 foi ratificada pelo Congresso Nacional brasileiro, após um processo de pressão sindical exercido pelas entidades do setor e coordenado pelas Centrais Sindicais. Após a ratificação pelo país, a convenção entra em vigor depois de um ano de aprovação da ratificação, tendo que aplicá-la em sua legislação e em suas práticas nacionais. A 99ª Conferência da OIT ocorre entre os dias 2 e 18 de junho, abordando temas como formas de garantir a recuperação de postos de trabalho e promover um crescimento mais sustentável e equilibrado. Ao falar ontem (14) no evento, o ministro destacou que o avanço da renda dos trabalhadores foi fundamental para que o Brasil vencesse a crise financeira e gerasse um milhão de empregos formais no primeiro quadrimestre de 2010. Mais empregos - Lupi ressaltou também que o sistema de proteção social brasileiro foi crucial para manter a economia aquecida e defendeu a geração de empregos como a melhor política de desenvolvimento sustentável. Mais informações:
Acordo na Usiminas acaba com turno fixo em Ipatinga
O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) e a Usiminas fecharam, na última sexta feira (11), o acordo salarial referente ao ano de 2009. Como parte do processo que levou o Sindipa a instaurar dissídio coletivo no início deste ano, um dos mais importantes pontos acertados entre empresa e Sindicato foi o fim do turno fixo, que vinha sendo praticado há quase dois anos na empresa. A jornada de seis dias consecutivos em um único horário será extinta no próximo dia 1º de setembro. O Sindicato sempre buscou reverter este horário, considerado sacrificante para os trabalhadores e suas famílias. Várias pesquisas apontaram a insatisfação dos metalúrgicos com o turno fixo e várias propostas com alternativas de jornada foram apresentadas à Usiminas, que insistia em ignorar os apelos da categoria. Conquistas - Além do fim do turno fixo, o acordo fechado no último final de semana, que também é válido para a Unigal e Usiroll, garante correção de 4,18%, com aumento real de 1%; compensação salarial de R$ 1.100; fim do cartão de ponto no horário de almoço; férias em dois períodos e retorno dos exames complementares. Mais informações:
Eleição sindical nos metalúrgicos de Taubaté reelege diretoria O atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, foi reeleito para mais uma gestão na entidade, que vai de 2010 a 2013. O segundo turno da eleição terminou na sexta-feira (11) e a apuração dos votos foi realizada na manhã do sábado, com a vitória da Chapa 1 – apoiada pela CUT – com 97% dos votos apurados. A chapa obteve 11.789 votos, do total de 12.108 trabalhadores que votaram. Foram registrados 175 votos em branco e 144 votos nulos. Base - Também foi eleita a diretoria executiva, o conselho da executiva e o conselho fiscal. O Sindicato representa mais de 20 mil trabalhadores em sua base territorial, que abriga 204 empresas em 11 municípios do Vale do Paraíba. Mais informações:
Microcrédito bate recorde Aumenta a oferta de microcrédito, para pagamento de contas ou abertura de pequenos negócios. O valor médio de cada crédito é de R$ 1,3 mil. Em abril, a instituições financeiras ofereceram 62% do volume destinado a esse serviço. É um recorde. Um ano antes, elas haviam oferecido 56%. Queda na desigualdade acompanha crescimento O Brasil está vivendo um momento raro em sua história. O crescimento econômico vem sendo acompanhado de perto pela queda da desigualdade social. Entre 2003 e 2009, a pobreza caiu 43% e 31,9 milhões de pessoas ascenderam às classes ABC. Entre 2010 e 2014 mais 36 milhões poderão subir. “Nos últimos 12 meses, considerando abril ante abril, a pobreza está caindo a ritmo de 10%”, destaca o economista Marcelo Neri, da FGV-Rio. Ele lembra que, durante o milagre econômico dos anos 1970, o País cresceu a taxas equivalentes, mas a desigualdade aumentou muito.
Caminhões e ônibus: setor cresce 14,9% A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus alcançou 309,6 mil unidades em maio, superando em 14,9% o volume do mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Anfavea, dia 8 de junho. Na comparação com abril as linhas de montagem aceleraram 6,6%. O acumulado do ano, recorde, passa de 1,4 milhão de unidades, crescimento de 20,7% com relação ao período janeiro-maio do ano passado. Foram 13,9 mil veículos produzidos, em média, por dia. Saíram das linhas de montagem nos últimos doze meses mais de 3,4 milhões de veículos, 13,6% acima dos doze meses anteriores. O volume supera a projeção da Anfavea para o ano, de 3 milhões 390 mil unidades. Nível de emprego - A indústria contratou 968 funcionários em maio, 657 nas fabricantes de veículos e 310 nas de máquinas agrícolas. No total o setor emprega 129,8 mil pessoas, retomando o nível de julho de 2009, mas ainda abaixo do patamar maior, pré-crise, de 131,7 mil trabalhadores. Segundo o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, a tendência é seguir o mesmo nível de emprego até o fim do ano para atingir a projeção de produção da entidade, talvez um pouco mais caso o mercado de tratores acelere. Fonte: CNM-CUT
Material de construção vende mais 22,5%
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Iniciamos em maio deste ano os primeiros passos para a concretização de nossos projetos de recuperação do arquivo do Centro de Memória Sindical e criação de um espaço de pesquisa, produção e experimentação cultural. Valorizamos o acolhimento que os Têxteis deram aos documentos. Sem este espaço talvez tudo já tivesse se perdido. Chegou a hora, entretanto, de liberarmos o salão que nos foi dado no 4ª andar daquele prédio para nos estabelecer no 3º andar da sede do Sindicato Nacional dos Aposentados, área gentilmente fornecida pela sua diretoria, e sobretudo pelo presidente João Inocentini. Hoje grande parte da documentação não está devidamente armazenada impedindo sua utilização. Retomando o contato com aquele arquivo notamos que se trata de um patrimônio de grande valor histórico. Há pastas com material do Sindicato dos Engenheiros, outras com material do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, há muito material referente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, enfim há muitas instituições representadas. Além disso, há cartazes de campanhas sindicais e diversas fotos de importantes momentos da nossa história. Há também uma rica coleção de depoimentos, gravados e transcritos no início da década de 1980, concedidos pelos militantes sindicais antes da fundação da Força Sindical. A equipe designada para conceber o projeto e executar o resgate do arquivo chegou a encontrar periódicos da década de 1940 e um exemplar único do cartaz feito pelo Centro de Memória, em 1981, que trás os dizeres: “ajude a recolher do silencio a história do sindicalismo brasileiro”. Segundo a Fátima, pessoa que tem zelado pelo Centro em todos estes anos, isso é só o começo, pois vamos nos surpreender com as preciosidades que aquele arquivo guarda. Qualquer pesquisador que explorar o arquivo do CMS achará peças de uma historia que ainda não foi plenamente contada. A ideia agora é retomar aqueles dizeres de 1981 e dar forma e voz à nossa história e eternizar nossas lutas pelos trabalhadores! Em nossos debates sobre este projeto ultrapassamos a fronteira do resgate e preservação históricos. Chegamos à conclusão que o debate acerca do Centro de Memória está dentro de um esforço de construção cultural. Nesta transição propomos um enriquecimento das atividades vinculadas ao Centro de Memória Sindical, estendendo nossas ações a tudo o que tange o universo de interesse dos trabalhadores: a história, as artes, a comunicação. Não pretendemos ser um centro de recreação e lazer, mas sim um lugar de difusão cultural, de estudos, de debates, um centro de referência intelectual e cultural para os trabalhadores e para a Força Sindical. Se não nos preocuparmos agora em resguardar nossa história, ela ficará à mercê de interpretações secundárias e, muitas vezes, tendenciosas. O espaço, nós já temos, as ideias também, urge “reformar a casa e fazer a mudança”! Milton Baptista de Souza (Cavalo) é secretário de Cultura e Memória Sindical da Força Sindical, presidente do CMS e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco |
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