Em reunião com os representantes dos bancários, a Caixa apresentou uma proposta que traz modificações em relação à Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), mas não avança em relação à igualdade de direitos, ao Plano de Cargos Comissionados (PCC) e aumento do número de novas contratações. “A proposta é insuficiente, porque não houve avanços em relação à isonomia de direitos, à valorização salarial no PCC e não há melhoria nas condições de trabalho. Por isso, o Comando Nacional dos Bancários orienta nas assembleias a continuidade da greve”, informa o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. Os bancários buscam agora avanços em questões especificas, além do que foi acordado com os bancos na semana passada e propiciou o fim da greve na rede privada, ou seja, reajuste salarial de 6%, o que representa aumento real de 1,5%. Reivindicações - Os servidores da Caixa reivindicam igualdade de direitos entre funcionários, já que os trabalhadores que ingressaram depois de 1998 têm menos direitos; ampliação das contratações de mais bancários; política de valorização salarial e profissional no PCC; reconhecimento pelo cumprimento das metas sociais; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior, aditiva à regra geral da categoria. Mais informações:
Temer cria comissão para negociar votação das 40 horas Em reunião com líderes partidários na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (13), o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), decidiu criar uma comissão que vai conduzir as negociações sobre a votação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A comissão, que será presidida pelo próprio Temer e é formada por parlamentares de diversos partidos, irá convidar as Centrais Sindicais e as confederações patronais para iniciar as negociações sobre a redução da jornada. Avanço - “A comissão é um importante passo e um instrumento democrático para negociarmos a redução da jornada de trabalho e a votação da PEC que trata da matéria”, afirma o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT/SP). O dirigente sindical lembra que a redução irá gerar empregos e contribuir para que o trabalhador tenha mais tempo para a família, o lazer e a qualificação profissional. Mais informações:
Metalúrgicos de São Paulo lançam revista
O presidente do Sindicato, Miguel Torres, ressalta no editorial que o Congresso foi concebido como um evento que, “além de preparar as ações futuras da categoria, como a luta pela jornada de 40 horas, refletisse o passado, resgatando a história do Sindicato”. Força - A publicação traz, de forma dinâmica e bem articulada, um completo panorama de tudo que ocorreu nos três dias do Congresso, que reuniu mais de mil delegados metalúrgicos eleitos nas fábricas de São Paulo e Mogi. “Poucos países fazem congressos desse porte”, destaca o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. A revista, com produção da Agência Sindical, tem tiragem de 150 mil exemplares. Para obter um exemplar, entre em contato com o Sindicato. Telefone (11) 4791.1666. Mais informações:
SUS reforça atendimento a crianças na rede pública A partir da publicação esta semana da portaria nº 2.281 do Ministério da Saúde, os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) deverão ter a presença de pediatras. Um pacote de R$ 110 milhões, anunciado este ano, está estruturando a rede de atendimento da população infantil, com atenção especial ao Nordeste e a Amazônia Legal. |
Eletricitários preservam poder de compra no acordo coletivo Por Carlos Reis A instabilidade econômica mundial, forte argumento utilizado por numerosos empregadores para comprimir salários e aumentos, não teve impacto negativo nos rendimentos dos eletricitários paulistas. Graças à mobilização organizada da categoria, à persistência e grande empenho nas negociações, os resultados foram bons no Acordo Coletivo de Trabalho este ano. Conseguimos manter o ritmo de recuperação de poder de compra dos salários e benefícios. De acordo com dados do SAS (Sistema de Acompanhamento de Salários), mantido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), as negociações salariais de 245 setores com data-base no primeiro semestre de 2009 registraram aumentos mais elevados do que no ano anterior. Assim, como sempre fazem no período de campanha salarial, as empresas tentaram nos convencer de que os reajustes reivindicados seriam inviáveis em decorrência da crise econômica. Entretanto, sabemos que um dos setores menos atingidos foi o elétrico. Desse modo, não havia motivos lógicos para evitar um reajuste digno e adequado. A atualização salarial dos eletricitários inclui-se no rol dos 77% de aumentos de trabalhadores em geral que ficaram acima do índice INPC-IBGE, cuja variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5,48%. Este dado nos mostra que, mesmo que ainda não seja na sua totalidade, muitos trabalhadores tiveram reajuste de acordo com a inflação. Essa recuperação é imprescindível para a manutenção do poder de compra, que não pode ser prejudicado por puro egoísmo e capricho dos dirigentes das empresas. Os trabalhadores devem ter condições de manter o padrão de vida. Vale ressaltar que a manutenção de seu poder de compra assegura o equilíbrio da economia do País, fator essencial nesse momento de instabilidade e para o contínuo crescimento do Brasil. Carlos Reis é presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo |
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