Miguel Torres fala no Câmera Aberta São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 16 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 16, entrevista o dirigente metalúrgico Miguel Torres. Ele preside o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e, atualmente, ocupa a presidência da Força Sindical, em virtude do afastamento do presidente nacional, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), que concorre à reeleição de deputado federal pelo PDT-SP. Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
Sindicalistas ampliam pressão pelo O movimento sindical reforça a pressão pelo reajuste de 7,71% para os benefícios acima do salário mínimo, já que o prazo final para o presidente Lula definir se sanciona ou veta o projeto aprovado no Congresso Nacional termina nesta terça-feira (15). No mesmo texto, será definido se acaba a vigência do fator previdenciário. A Força Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Central divulgaram nota, na sexta-feira (11), reafirmando que o reajuste é indispensável para avançar na luta “pela recomposição do poder de compra dos aposentados e pensionistas”. “Vale destacar que reajuste irá injetar cerca de 1,7 bilhão de reais na economia, gerando consumo e, consequentemente, mais produção e mais empregos. E isto só trará benefícios para o País”, diz o texto. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores, Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT) também está mobilizando sua base pela sanção presidencial ao projeto de lei. O presidente do Sintapi, Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), diz “confiar na sensibilidade do presidente Lula para garantir o reajuste e enterrar de uma vez por todas com o fator de arrocho previdenciário”. Fator - “Defendemos o fim do fator previdenciário porque ele demonstrou ser um mecanismo nocivo, que impõe perdas de até 45% nos benefícios. Por isso esta bandeira é uma questão de honra, tanto para os trabalhadores em vias de conseguir a sonhada aposentadoria, quanto para os aposentados que têm que conviver com pesadas perdas em seus benefícios”, destaca Luizão. “O apoio ao reajuste de 7,71% não é uma posição só nossa. É uma bandeira de todas as Centrais Sindicais, das lideranças partidárias, da Câmara e do Senado”, afirma o vice-presidente nacional no Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, ligado à CGTB (Sindapb), Oswaldo Lourenço. “O presidente Lula respeita muito os aposentados. Ele nos apoia e acreditamos que ele não vá vetar o projeto”, avalia. Apoio - A sanção ao projeto foi uma das bandeiras que mobilizou 30 mil trabalhadores ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, dia 1º de junho, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Mais informações:
Veneno do dr. Almir Fora do jogo político e evadido do território sindical, o ex-deputado estadual, ex-delegado regional do Trabalho, ex-ministro do Trabalho e ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto Pinto, ocupou nesta segunda-feira (14) a página 2 do Estadão para, de novo, sacar contra o movimento sindical. Desta vez, e com o objetivo de chamar atenção para eventuais desvios de dirigentes atuais e, quem sabe, propor uma nova CPI, ele toma como referência uma Comissão Parlamentar de Inquérito iniciada em 1967 e concluída em 1970 (ápice da ditadura, da repressão e das perseguições). Ele recomenda: “Sugiro aos historiadores do movimento sindical que examinem o relatório daquela CPI. A conclusão será melancólica”. E conclui, criticando a Constituição cidadã de 1988: “A estrutura sindical ficou fora de controle, em nome de hipotética liberdade sindical, convertida em libertinagem”. Vale registrar que o artigo do dr. Almir faz companhia a texto do professor Carlos Alberto Di Franco, expoente da Opus Dei, na mesma página, na mesa edição, batendo na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Jornal - Já que o dr. Almir citou a CPI "moralizadora" da ditadura, que tal o Estadão fazer matéria mostrando o que foi aquela CPI, quais seus reais objetivos e quem foram seus personagens? Um deles era o então delegado regional do Trabalho no Estado de São Paulo, general Moacir Gaya. João Franzin
Metalúrgicos do ABC querem alíquota
“Por isto defendemos que o setor seja rediscutido, com uma redefinição dos índices de nacionalização. Afinal, falamos do risco que correm 28 mil empregos nas autopeças, apenas em um primeiro momento. Se não houver um equilíbrio, muito mais vagas serão fechadas”, assinala o presidente do Sindicato. Sérgio Nobre destaca que, com a atual alíquota de 9%, o aumento da produção de carros e o real valorizado, o crescimento das importações de autopeças tornou-se preocupante. Ele também chama a atenção para a necessidade do setor automotivo discutir um plano de nacionalização de peças, que inclua tecnologia, desenvolvimento, formação e qualificação de trabalhadores. Distorção - Hoje, um carro tem 20% de peças estrangeiras, em média, enquanto há 12 anos eram 5%. Ano passado, o País gastou R$ 16,3 bilhões em peças importadas, enquanto o segmento vendeu para o exterior R$ 11,8 bilhões. Fonte: CUT
Metalúrgicos conquistam jornada menor na Engemet
“A partir de julho deste ano a jornada será reduzida 30 minutos a cada seis meses. Em julho de 2013, portanto, a jornada será de 40 horas semanais”, explica o diretor do Sindicato Antônio Raimundo Pereira de Souza (Mala), que coordenou a assembleia. Mais informações:
Brasil terá mais 39 shopping centers
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Por Laurindo Lalo Leal Filho Está no ar o maior espetáculo de televisão. Em audiência nada bate São 60 bilhões de olhos vendidos pela FIFA para Um ciclo perfeito, onde nada pode ser criticado. Normalmente, a TV no Brasil não critica os jogos transmitidos já que, dentro da lógica empresarial, seria um contrasenso mostrar defeitos do próprio produto. E o futebol, para a TV, nada mais é do que um dos seus produtos, assim como as novelas e os programas de auditório. Dessa forma se todos ganham e não há criticas, o grande espetáculo do futebol, em sua dimensão máxima que é a Copa do Mundo, chegaria às raias da perfeição. Pelo menos Mas, e ainda bem que há um mas nessa história, a TV Brasil e a TV Câmara mostraram no programa VerTV alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil. Para começar não é verdade que todos ganham. Há quem perda, e são muitos. Por exemplo, os jovens que por força da TV associam desde cedo o sucesso esportivo com o consumo de cerveja. Ou desprezam o estudo, uma vez que seus ídolos não precisaram dele para alcançar a glória e a fama. No programa, Sócrates foi enfático: “A TV vende o sonho do consumo. Vende atitude, aparência, comportamento, moda. Mas, é incapaz de vender educação. E vender esporte sem educação é um crime. Mostram ídolos do futebol que não estudam e são um péssimo exemplo para a sociedade. E não por culpa deles apenas. O sistema estimula que saiam da escola”. Afirmação que desperta uma curiosidade. A mídia revela diariamente minúcias da vida dos jogadores. Onde vivem, que carros possuem, como são suas casas e suas famílias. Só não dizem até que ano estudaram, em quais escolas, como eram enquanto alunos. Por que será? Sócrates responde: “A ignorância dos jogadores é estimulada pelo sistema. A ele não interessam profissionais com possibilidade de critica”. O jornalista José Cruz mostra outras perdas. De toda a sociedade. Por exemplo, com a irresponsabilidade dos dirigentes esportivos nos clubes, federações e confederações. Embora privadas, essas entidades recebem dinheiro público
e, por isso, deveriam prestar contas publicamente. E mostra outras perdas sociais. A do dinheiro público desperdiçado, Tanto Sócrates, como José Cruz, alertam para o fato da seleção nacional e dos seus jogos serem eventos públicos que, no entanto, estão totalmente privatizados. “A seleção brasileira – que usa as cores, o hino e a bandeira do nosso País – deveria ter parte de suas receitas revertidas para o futebol brasileiro, muito pobre em várias regiões do Brasil”, diz o jornalista. Sócrates lamenta o volume de recursos jogados fora pela falta de uma política esportiva de Estado. Para ele, “o esporte deveria ser um braço da saúde e da educação. Se não ele fica solto” e aponta a deficiência dos cursos de Educação Física: “Não há um que trate o esporte E há mais. Quem quiser saber basta entrar no site da TV Câmara, clicar em “conhecer os programas” e depois no VerTV. Lá revela-se um pouco do que a TV comercial teima em ocultar. Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e professor de jornalismo da ECA-USP |
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