Miguel Torres fala no Câmera Aberta
Sindical
desta quarta, dia 16

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 16 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Guarulhos:
TV Guarulhos, BIG TV, Canal 20 – dia 17 de junho, das 19 às 20 horas.
São José dos Campos
: Canal 95, Vivax – 23 de junho, das 19 às 20 horas e reprise às 23 horas.
São José do Rio Preto
: TV da Cidade, Canal 16 – 20 de junho, das 20 às 21 horas.
Reprises:
terças-feiras, às 11 horas, e quintas-feiras, às 15 horas.
Presidente Venceslau:
TVC - TV a Cabo Venceslau, Canal 4 – 23 de junho, das 13 às 14 horas
Rede Brasil de TV – quartas-feiras, às 11h30, para todo o Brasil. Via Satélite - Canais UHF:
14, 45 e 59 (São Paulo); 59 e 42 (Minas Gerais); 57 (Rio de Janeiro); 59 (Distrito Federal);
50 (Espírito Santo); 26 (Goiás); 27 (Mato Grosso); 23 (Mato Grosso do Sul); 4, 22 e 30 (Paraná);
13 (Santa Catarina); 55 e 58 (Rio Grande do Sul); 15 (Bahia); 20 (Pernambuco);
55 (Maranhão); 38 (Rondônia); 20 (Amazonas); 17 (Pará); 13 (Acre); e 5 (Tocantins).


José Calixto com Franzin, no programa exibido dia 2/6/2010

O Câmera Aberta Sindical desta quarta, dia 16, entrevista o dirigente metalúrgico Miguel Torres. Ele preside o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e, atualmente, ocupa a presidência da Força Sindical, em virtude do afastamento do presidente nacional, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), que concorre à reeleição de deputado federal pelo PDT-SP.

O objetivo do programa é conhecer os planos de Miguel Torres à frente da Central, especialmente agora durante o período eleitoral, num momento em que o sindicalismo costuma tomar partido e definir lado. O programa também quer saber do dirigente metalúrgico como está sendo preparada a campanha salarial da categoria, levando em conta o crescimento de 9% do PIB no primeiro trimestre.

Outros temas que serão abordados: jornada de 40 horas semanais; Participação nos Lucros e/ou Resultados das empresas (PLR); aumento dos aposentados; fortalecimento do mercado interno; e condições de trabalho, como a questão da saúde e segurança.

O Câmera Aberta Sindical, há mais de seis anos no ar e sempre aberto a todas as correntes do sindicalismo, é apresentado pelo jornalista e escritor João Franzin, coordenador da Agência Sindical.

Site -
O programa é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9/ TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186). Assista na internet pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br).

Rede Brasil - O Câmera Aberta também é transmitido para todo o País através da Rede Brasil de TV, toda quarta, às 11h30. Esta semana será exibido programa sobre as lutas por Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) no setor metalúrgico.

Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Sindicalistas ampliam pressão pelo
reajuste de 7,71% aos aposentados

O movimento sindical reforça a pressão pelo reajuste de 7,71% para os benefícios acima do salário mínimo, já que o prazo final para o presidente Lula definir se sanciona ou veta o projeto aprovado no Congresso Nacional termina nesta terça-feira (15). No mesmo texto, será definido se acaba a vigência do fator previdenciário.

A Força Sindical e o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Central divulgaram nota, na sexta-feira (11), reafirmando que o reajuste é indispensável para avançar na luta “pela recomposição do poder de compra dos aposentados e pensionistas”. “Vale destacar que reajuste irá injetar cerca de 1,7 bilhão de reais na economia, gerando consumo e, consequentemente, mais produção e mais empregos. E isto só trará benefícios para o País”, diz o texto.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores, Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT) também está mobilizando sua base pela sanção presidencial ao projeto de lei. O presidente do Sintapi, Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), diz “confiar na sensibilidade do presidente Lula para garantir o reajuste e enterrar de uma vez por todas com o fator de arrocho previdenciário”.

Fator - “Defendemos o fim do fator previdenciário porque ele demonstrou ser um mecanismo nocivo, que impõe perdas de até 45% nos benefícios. Por isso esta bandeira é uma questão de honra, tanto para os trabalhadores em vias de conseguir a sonhada aposentadoria, quanto para os aposentados que têm que conviver com pesadas perdas em seus benefícios”, destaca Luizão.

“O apoio ao reajuste de 7,71% não é uma posição só nossa. É uma bandeira de todas as Centrais Sindicais, das lideranças partidárias, da Câmara e do Senado”, afirma o vice-presidente nacional no Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, ligado à CGTB (Sindapb), Oswaldo Lourenço. “O presidente Lula respeita muito os aposentados. Ele nos apoia e acreditamos que ele não vá vetar o projeto”, avalia.

Apoio - A sanção ao projeto foi uma das bandeiras que mobilizou 30 mil trabalhadores ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, dia 1º de junho, na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora.

Mais informações:
www.fsindical.org.br
www.cut.org.br
www.cgtb.org.br

Veneno do dr. Almir

Fora do jogo político e evadido do território sindical, o ex-deputado estadual, ex-delegado regional do Trabalho, ex-ministro do Trabalho e ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto Pinto, ocupou nesta segunda-feira (14) a página 2 do Estadão para, de novo, sacar contra o movimento sindical.

Desta vez, e com o objetivo de chamar atenção para eventuais desvios de dirigentes atuais e, quem sabe, propor uma nova CPI, ele toma como referência uma Comissão Parlamentar de Inquérito iniciada em 1967 e concluída em 1970 (ápice da ditadura, da repressão e das perseguições).

Ele recomenda: “Sugiro aos historiadores do movimento sindical que examinem o relatório daquela CPI. A conclusão será melancólica”. E conclui, criticando a Constituição cidadã de 1988: “A estrutura sindical ficou fora de controle, em nome de hipotética liberdade sindical, convertida em libertinagem”.

Vale registrar que o artigo do dr. Almir faz companhia a texto do professor Carlos Alberto Di Franco, expoente da Opus Dei, na mesma página, na mesa edição, batendo na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora.

Jornal - Já que o dr. Almir citou a CPI "moralizadora" da ditadura, que tal o Estadão fazer matéria mostrando o que foi aquela CPI, quais seus reais objetivos e quem foram seus personagens? Um deles era o então delegado regional do Trabalho no Estado de São Paulo, general Moacir Gaya.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Metalúrgicos do ABC querem alíquota
maior para importação de autopeças

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, retomou a pressão para que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio restabeleça a alíquota de importação de 15% para autopeças. “Quanto mais compras de peças feitas no exterior é menor sua produção no Brasil, fazendo cair os empregos no setor”, alerta.

“Por isto defendemos que o setor seja rediscutido, com uma redefinição dos índices de nacionalização. Afinal, falamos do risco que correm 28 mil empregos nas autopeças, apenas em um primeiro momento. Se não houver um equilíbrio, muito mais vagas serão fechadas”, assinala o presidente do Sindicato.

Sérgio Nobre destaca que, com a atual alíquota de 9%, o aumento da produção de carros e o real valorizado, o crescimento das importações de autopeças tornou-se preocupante. Ele também chama a atenção para a necessidade do setor automotivo discutir um plano de nacionalização de peças, que inclua tecnologia, desenvolvimento, formação e qualificação de trabalhadores.

Distorção - Hoje, um carro tem 20% de peças estrangeiras, em média, enquanto há 12 anos eram 5%. Ano passado, o País gastou R$ 16,3 bilhões em peças importadas, enquanto o segmento vendeu para o exterior R$ 11,8 bilhões.

Fonte: CUT
www.cut.org.br

Metalúrgicos conquistam jornada menor na Engemet

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes conseguiu novos avanços na luta pela redução de jornada de trabalho nas fábricas da base. Em assembleia realizada na terça-feira passada (8), os 180 empregados da Engemet, autopeças localizada na Vila Livieiro (Zona Sul), aprovaram a proposta de redução gradual da jornada na empresa.

“A partir de julho deste ano a jornada será reduzida 30 minutos a cada seis meses. Em julho de 2013, portanto, a jornada será de 40 horas semanais”, explica o diretor do Sindicato Antônio Raimundo Pereira de Souza (Mala), que coordenou a assembleia.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Brasil terá mais 39 shopping centers

Em 2010, o Brasil passará a contar com mais 39 shopping centers. Onze desses novos empreendimentos serão no Estado de São Paulo; depois vem o Estado do Rio: cinco.
O Brasil já tem hoje 725 shoppings. Os números do desempenho do setor são excelentes. As vendas subiram 14,5% no primeiro trimestre e a geração de empregos chegou à casa dos 18,1 mil postos de trabalho. Segundo dados da Associação do setor, os shopping centers já empregam 961 mil funcionários.

 


Laurindo Lalo
Leal Filho
é sociólogo
e professor de jornalismo da USP


A face ocultada
do futebol

Por Laurindo Lalo Leal Filho

Está no ar o maior espetáculo de televisão. Em audiência nada bate
a Copa do Mundo. Na Alemanha, em 2006, os 64 jogos foram vistos por 26 bilhões de telespectadores, número que neste ano pode alcançar os 30 bilhões.

São 60 bilhões de olhos vendidos pela FIFA para
as emissoras de TV comercializarem com os seus anunciantes. As cifras envolvidas em dinheiro são estratosféricas. Ganham
a Federação internacional, as empresas de televisão
e os anunciantes reforçando marcas e alavancando a venda de produtos e serviços.

Um ciclo perfeito, onde nada pode ser criticado. Normalmente, a TV no Brasil não critica os jogos transmitidos já que, dentro da lógica empresarial, seria um contrasenso mostrar defeitos do próprio produto. E o futebol, para a TV, nada mais é do que um dos seus produtos, assim como as novelas e os programas de auditório.

Dessa forma se todos ganham e não há criticas, o grande espetáculo do futebol, em sua dimensão máxima que é a Copa do Mundo, chegaria às raias da perfeição. Pelo menos
é que mostra a TV.

Mas, e ainda bem que há um mas nessa história, a TV Brasil e a TV Câmara mostraram no programa VerTV alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.

Para começar não é verdade que todos ganham. Há quem perda, e são muitos. Por exemplo, os jovens que por força da TV associam desde cedo o sucesso esportivo com o consumo de cerveja. Ou desprezam o estudo, uma vez que seus ídolos não precisaram dele para alcançar a glória e a fama.

No programa, Sócrates foi enfático: “A TV vende o sonho do consumo. Vende atitude, aparência, comportamento, moda. Mas, é incapaz de vender educação. E vender esporte sem educação é um crime. Mostram ídolos do futebol que não estudam e são um péssimo exemplo para a sociedade. E não por culpa deles apenas. O sistema estimula que saiam da escola”.

Afirmação que desperta uma curiosidade. A mídia revela diariamente minúcias da vida dos jogadores. Onde vivem, que carros possuem, como são suas casas e suas famílias. Só não dizem até que ano estudaram, em quais escolas, como eram enquanto alunos. Por que será? Sócrates responde: “A ignorância dos jogadores é estimulada pelo sistema. A ele não interessam profissionais com possibilidade de critica”.

O jornalista José Cruz mostra outras perdas. De toda a sociedade. Por exemplo, com a irresponsabilidade dos dirigentes esportivos nos clubes, federações e confederações. Embora privadas, essas entidades recebem dinheiro público e, por isso, deveriam prestar contas publicamente.
“As loterias esportivas repassam dinheiro para o futebol. A Timemania está hoje tapando o buraco das dívidas fiscais dos clubes produzidas por dirigentes irresponsáveis”.

E mostra outras perdas sociais. A do dinheiro público desperdiçado,
por exemplo, nos Jogos Panamericanos do Rio,
em 2007. Dá dois exemplos retirados do relatório do Tribunal de Contas da União: “A compra de 5 mil tochas para serem acesas no evento, das quais só chegaram 500 e, ainda assim apenas 380 foram aproveitadas e a descoberta, depois dos Jogos, pelos auditores do TCU, de 880 caixas contendo aparelhos de ar condicionado que sequer foram abertas. E tudo isso segue impune”.

Tanto Sócrates, como José Cruz, alertam para o fato da seleção nacional e dos seus jogos serem eventos públicos que, no entanto, estão totalmente privatizados. “A seleção brasileira – que usa as cores, o hino e a bandeira do nosso País – deveria ter parte de suas receitas revertidas para o futebol brasileiro, muito pobre em várias regiões do Brasil”, diz o jornalista.

Sócrates lamenta o volume de recursos jogados fora pela falta de uma política esportiva de Estado. Para ele, “o esporte deveria ser um braço da saúde e da educação. Se não ele fica solto” e aponta a deficiência dos cursos de Educação Física: “Não há um que trate o esporte
com viés comunitário. É tudo individualista”.

E há mais. Quem quiser saber basta entrar no site da TV Câmara, clicar em “conhecer os programas” e depois no VerTV. Lá revela-se um pouco do que a TV comercial teima em ocultar.

Laurindo Lalo Leal Filho é sociólogo e professor de jornalismo da ECA-USP