A pesquisa mapeou quatro diferentes estruturas familiares: multifamiliar (composto por mais de um núcleo familiar), ninho cheio (casais com filhos solteiros morando juntos), ninho vazio (casais maduros sem filhos) e solitários (idosos morando sozinhos). O estudo identificou que algumas despesas de consumo aumentam significativamente nos domicílios classificados como solitários ou ninhos vazios. Os gastos com lazer fora de casa, por exemplo, ficam, em média, em R$ 157 por mês nos domicílios solitários e em R$ 119 nos chamados ninhos vazios. Nos lares considerados ninho cheio e multifamiliar, os gastos mensais médios ficam em R$ 110 e R$ 108, respectivamente. Lazer - Despesas com alimentação fora de casa chegam a R$ 208 nos ninhos vazios, enquanto a média dos ninhos cheios é de R$ 150. A análise dos padrões de gastos e de outras informações, como frequência de idas ao shopping center, realização de viagens, participação em grupos organizados, indicam que os idosos que moram sozinhos ou apenas com seus cônjuges são mais propensos a consumir do que a poupar. Mais informações:
Sindicato de Guarulhos garante jornada O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região negociou a redução da jornada de trabalho de 44 para 42,5 horas semanais, sem redução dos salários, para os trabalhadores da Granei Metalúrgica de Autopeças – empresa especializada na fabricação de peças mecânicas, instalada no bairro do Taboão. A nova jornada vale a partir de 1º de maio, beneficiando mais de 70 metalúrgicos. A conquista foi apresentada aos trabalhadores, dia 6 de abril (terça-feira), pelos diretores do Sindicato José João da Silva (Jau), Elenildo Queiroz Santos (Nildo) e Elizeu Sipriano de Paula. Jau comenta: “O Sindicato vem negociando a redução da jornada em várias empresas da nossa base. Em algumas, como Cindumel, Dyna, Embacape e Visteon, conseguimos reduzir para 40 horas semanais. É uma vitória dos metalúrgicos, obtida com base na união trabalhador-Sindicato”. Mais informações:
Sensus mostra Serra e Dilma cabeça a cabeça
Segundo a enquete, o tucano tem 32,7% das intenções de voto; a petista tem 32,4%. Ciro Gomes (PSB) vem em terceiro, com 10,1%, e Marina Silva (PV) tem 8,1%. Percentual de votos brancos e nulos foi de 7,7% e 9,1% das pessoas ouvidas não souberam ou não responderam. A pesquisa foi encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de São Paulo, sendo realizada entre os dias 5 e 9 de abril, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,2 pontos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (número 7.594/2010), em 5 de abril. Na simulação de segundo turno entre o PT e o PSDB, o tucano fica com 41,7% dos votos válidos, enquanto a candidata petista atrai 39,7% dos eleitores. Os votos brancos e nulos chegam a 10,1% e 8,5% das pessoas ouvidas não responderam. Dilma cresce - Uma constante nas pesquisas, de todos os institutos, é a subida paulatina de Dilma. Serra, embora tenha o recall de campanhas anteriores, não atinge sequer a preferência de 1/3 dos eleitores.
Cai poderoso chefão da Usiminas Caiu o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco. Considerado excessivamente pragmático (o que, para os trabalhadores, significa gestão impiedosa), ele saiu sem conseguir implantar sua política de terra arrasada na questão trabalhista. O fator sindical contribuiu para sua queda: 1) Na matriz, em Ipatinga, o Sindicato não engoliu as novas diretrizes, e armou resistência; 2) Em Guarulhos, os trabalhadores da Rio Negro e Zamprogna rejeitaram a imposição de convênio médico lesivo ao bolso dos conveniados; 3) Em Jundiaí houve greve, com vitória para os trabalhadores. Elite abusa do dinheiro Segundo a Folha de S.Paulo, uma madame comprou da H.Stern, pelo valor de R$ 682 mil, uma pulseira Sutra. A jóia custou 1.337 salários mínimos. Depois, quando cai a Bastilha, a elite reclama que seus pescoços não são respeitados. Mais 500 mil pagam Imposto de Renda O aumento médio e contínuo, de 2,6%, da renda salarial dos brasileiros levou mais 500 mil contribuintes para o pagamento do Imposto de Renda. O limite anual para isenção do IR é de R$ 17.215,08. Esse critério vale para trabalhadores da ativa. No caso dos aposentados e pensionistas, com mais de 65 anos de idade, o limite é renda anual de R$ 34 mil.
Varejo cresce 1,6% em fevereiro no
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Por João Guilherme Vargas Netto Estas notas devem ser lidas como complemento (e confirmação numérica) do meu artigo “Malhando em Ferro Quente”, que João Franzin, da Agência Sindical, renomeou o “Poder do Salário Mínimo”. Nele, para recordar, era destacado o papel positivo dos reajustes do salário mínimo, conquistados pelas Centrais Sindicais unidas e que garantiram ganhos reais para a massa de trabalhadores pobres. Na quarta-feira, 7 de abril, o jornal Valor Econômico, em pagina inteira, assinada por João Villaverde, mancheteava que o “poder de compra (do salário mínimo) é o maior em 14 anos” e ilustrava a informação com um gráfico onde se destacava que o salário mínimo, que aumentou 9,5% em um ano, é capaz de adquirir 1,8 cesta básica do Dieese. Cálculos do economista Fábio Romão, citados na reportagem, confirmam que de junho de 2008 até hoje o poder de compra do salário mínimo cresceu 23,3% (combinando-se a elevação do salário e a baixa do custo da cesta básica). Ao longo da matéria adverte-se para uma possível desaceleração desse ritmo por conta de um pequeno repique inflacionário. Em anexo à matéria principal, o Valor Econômico destaca que a classe C já representa 49% da população brasileira, com 92,85 milhões de pessoas. Entre 2008 e 2009, segundo pesquisa divulgada pelo grupo francês BNP Paribas e pelo Instituto IPSOS, a renda familiar média mensal caiu 2% nas classes A e B (de R$ 2.586 para R$ 2.533), mas subiu 6% na C (de R$ 1.201 para R$ 1.276) e 13% nas D e E (de R$ 650 para R$ 736). Enquanto a perda deve ser atribuída aos efeitos da crise externa de 2009, os ganhos de renda são reflexo direto dos reajustes do salário mínimo. Os milhões de trabalhadores (que não configuram a base do movimento sindical organizado) exercem, apesar disto, sobre à ação sindical, um efeito positivo altista que deve ser adicionado ao aumento do emprego formal que ocorre com a retomada do desenvolvimento econômico. O bom senso exige que o movimento sindical e as Centrais unidas, protagonistas desta vitória social, martelem incansavelmente este feito e procurem se aproximar do “fundo do quadro” da sociedade com propaganda, esclarecimento, mobilização e organização. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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