Ferroviários do Rio decidem manter greve,
agora por tempo indeterminado

 

Foto: Osvaldo Prado O Dia

Os ferroviários da Supervia decidiram, em assembléia geral realizada na noite de segunda-feira(13), manter a greve da categoria, inicialmente prevista para ter duração de 24 horas. Os trabalhadores reivindicam melhores condições para trabalhar e transportar os passageiros e denunciam falta de segurança no sistema, com manutenção precária dos trens, que são inclusive obrigados a circularem de portas abertas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, Valmir Índio Lemos, a adesão à greve aumentou e, além de reivindicarem maior segurança, os ferroviários também querem que a empresa cancele as demissões de nove maquinistas feitas na última semana.

O presidente do Sindicato acusou a Supervia de demitir injustamente os maquinistas que aderiram à greve e ameaçar com a perda do emprego funcionários que participarem do movimento. “Ainda assim, a adesão foi de quase 85%”, disse Índio.

Perigo - Valmir Índio ressalta que não há condições de segurança para funcionários e passageiros. “Queremos que a Supervia invista efetivamente no sistema ferroviário. É comum haver trens com problemas nos freios, é comum haver problema com sinalização. Isso está causando uma intranqüilidade muito grande para a categoria”.

O sindicalista informou que a entidade vai acatar determinação liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de que pelo menos 60% dos funcionários trabalhem nos horários de pico e 40% nos períodos de menor movimento. Mesmo assim, mais de 500 mil passageiros deixaram de ser transportados e tiveram que buscar alternativas (foto). A Supervia administra os cinco ramais de trens que passam por 11 cidades no Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias
www.apn.org.br

Contraf/CUT realiza 2º Congresso
a partir desta terça (14) em São Paulo

Teve início na manhã desta terça-feira (14), em São Paulo, o 2º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/Cut), evento que definirá a estratégia de luta dos trabalhadores no setor e elegerá a nova diretoria da entidade para o triênio 2009/2011. Além disso, os bancários debaterão o sistema financeiro nacional no contexto da crise econômica.

No dia 15, será realizado o Seminário Internacional “Sistema Financeiro e Desenvolvimento”, reunindo especialistas e representantes dos movimentos sociais para discutir o papel que cabe aos bancos no cenário da crise econômica mundial, causada pela ação de empresas financeiras. O evento é aberto à participação de todas as Centrais Sindicais.

Crise - Estão convidados nomes como Sérgio Rosa, presidente da Previ, o economista Fernando Cardim, o secretário-geral da UNI Sindicato Global, Oliver Roethig, o presidente da CUT, Artur Henrique, Sérgio Mendonça, do Dieese, e Kjeld Jakobsen, do Instituto para o Desenvolvimento de Cooperação e Relação Internacional.

Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Lupi anuncia R$ 4 bilhões do FGTS para
empresas renovarem frota de veículos

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou na segunda-feira (13) que o governo lançará na próxima quinta (16) uma nova linha de crédito, no valor de R$ 4 bilhões, para investimentos em saneamento e renovação da frota de caminhões, ônibus e veículos. Os recursos já foram aprovados pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e terão juros reduzidos em relação aos cobrados pelo mercado.

Caged - Durante encontro com empresários, no Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), o ministro antecipou que os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de março são positivos e melhores do que os apresentados em fevereiro. Os dados serão divulgados na quarta-feira (15).

Fonte: Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Força Sindical-SP organiza 1º de Maio em todo o Estado

 
 Além da tradicional festa de 1º de Maio no Campo de Bagatelle, Zona Norte da Capital, o Dia do Trabalhador será comemorado em eventos organizados pela Força Sindical São Paulo em todo o Estado. Em todas as festividades também estão previstos shows com artistas populares, sorteio de brindes e mensagens dos sindicalistas locais.

As comemorações começam por Jundiaí, que fará a sua festa de 1º de Maio no dia 26 de abril, no Parque da Uva. Presidente Prudente (Parque do Povo), Marília (Av. Sampaio Vidal), Sorocaba (Parque dos Espanhóis),  Embu Guaçu (Pr. Ivan B. Oliveira) e Tupã, fazem a comemoração dia 2 de maio. Em Piracicaba (Rua João P. Correa) e Cosmópolis (Praça do Coreto) as festas serão dia 3.

Em Araçatuba (Praça Olímpia), Barretos (Jóquei Clube), Mirassol (Av. Cel. Victor C. Souza), Mococa (Clube dos Metalúrgicos), Mogi das Cruzes (Conj. St. Ângelo), Tupã (Clube do Comércio) e Votuporanga (Centro de Lazer do Trabalhador) as festas acontecem no dia 1º de maio. “O importante é que cada vez mais um número maior de cidades organize sua festa”, afirma Danilo Pereira da Silva, presidente da Força São Paulo.
 
Mais informações:
www.fsindicalsp.org.br


 


João Batista Inocentini é presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical

 

Ações resgatam nova
visão sobre os aposentados

Por João Batista Inocentini

As ações que começamos a ingressar na Justiça pela recuperação do poder de compra e pela recuperação das perdas causadas pelo Fator Previdenciário vão muito além de um simples ato legal. Estamos diante de um momento histórico em defesa dos aposentados, que suscita um profundo debate na sociedade sobre como o País deve tratar seus idosos.

Até hoje, todos os governos, sem exceção, trataram os aposentados e os idosos como números negativos nas contas públicas. Um peso para a sociedade e uma trava no desenvolvimento do País. Em nome disso, os gestores da Previdência Social promoveram políticas absurdas de achatamento do valor dos benefícios, massacrando socialmente os aposentados e transformando-os em cidadãos de segunda linha.

Entretanto, todas as pesquisas realizadas no Brasil demonstram que esta visão dos governos foi muito mais nociva do que se imaginava. Primeiro porque caminhamos nos próximos anos para um contingente populacional de maioria idosa, em que 76% não têm sequer planos de saúde. Segundo porque os benefícios pagos aos aposentados, hoje, são a principal ferramenta de distribuição de renda no País – cerca de 40% dos aposentados sustentam 90% de suas famílias e, terceiro, em momentos de crise pelas quais passamos, é o dinheiro dos aposentados um dos pilares do aquecimento da economia.

Os aposentados, em geral, gastam o que ganham. Com isso, o comércio vende mais, o governo arrecada mais e as contas públicas encontram um equilíbrio saudável por meio do aumento da arrecadação de impostos. Aqueles que têm a sorte de não gastar tudo o que recebem, fazem poupança, ajudando o País na construção e no financiamento de casas populares, por exemplo. Além disso, os aposentados, se bem remunerados, abrem espaço no mercado de trabalho para que os jovens conquistem seu primeiro emprego, desenvolvendo socialmente ainda mais o País.

Por isso, ao reivindicar na Justiça a recomposição do poder de compra e a recuperação das perdas causadas pelo Fator Previdenciário, estamos invertendo esta lógica que contaminou e orientou as políticas previdenciárias do País ao longo dos anos. Estamos, portanto, resgatando neste País, não só o nosso direito, mas o debate sobre a importância dos aposentados no destino desta nação.

João Batista Inocentini é presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical