O movimento sindical de todo o País deve se unir, mais uma vez, ao esforço conjunto das autoridades no âmbito federal, estadual e municipal, para enfrentar essa situação de emergência. A palavra de ordem deve ser mobilização total em solidariedade às vítimas. Ajuda - A Defesa Civil da região serrana, o governo estadual, ONGs e a Cruz Vermelha do Brasil já estão arrecadando doações para os desabrigados. Os produtos de maior necessidade são água e leite (em recipientes lacrados, de preferência comprados em supermercados), colchonetes (colchões não serão aceitos), alimentos não-perecíveis (arroz, feijão, óleo, massas, biscoitos etc.), roupas, material de limpeza (água sanitária e cloro) e artigos de higiene pessoal (escovas e pasta de dentes, sabonete etc.). Além de lamentar a perda de vidas, é preciso lembrar que mortes e sofrimentos decorrentes de fenômenos naturais podem ser evitados com programas de prevenção desenvolvidos de forma permanente pelo pode público em conjunto com a sociedade. Mais informações:
Mobilização nacional pelo mínimo de R$ 580 será na terça (18) As Centrais Sindicais marcaram para 18 de janeiro, próxima terça-feira, o dia de luta em defesa do salário mínimo de R$ 580,00, da correção da tabela do Imposto de Renda e pelo aumento real das aposentadorias e pensões com valor superior ao mínimo. O ato conjunto das entidades em São Paulo será em frente ao prédio da Receita Federal, na Avenida Paulista, altura do número 1840, a partir das 10 horas. Manifestações - Além da atividade na Avenida Paulista, as Centrais estão orientando as seções estaduais, Confederações, Federações e os Sindicatos filiados que promovam atos públicos, passeatas, assembleias e outras ações para marcar a data. As entidades também já encaminharam um pedido de audiência à presidenta Dilma Rousseff.
Ministério lança cartilha para trabalhadores no Mercosul
A cartilha “Como Trabalhar nos Países do Mercosul” fala sobre legislação trabalhista, seguridade social, sindicalização e regras de saúde e segurança no trabalho. Ela tem um capítulo para cada um dos quatro países com detalhes dos procedimentos burocráticos que os trabalhadores devem adotar, com endereços e telefones. A cartilha também alerta sobre ofertas de trabalho fraudulentas, tráfico de pessoas e trabalho infantil. Confira - A publicação pode ser acessada no endereço www.mte.gov.br/trab_estrang/cartilha_trabalho_mercosul_port.pdf
Sindesporte comemora 60 anos de lutas
O evento, com início às 20h30, terá a presença de lideranças sindicais de diferentes categorias, trabalhadores e autoridades. O Sindesporte lançará uma revista histórica Mais informações:
Trabalhadores e empresas aéreas marcam A última rodada de negociações salariais entre trabalhadores e empresas aéreas, realizada na quarta-feira (12), terminou sem acordo. Uma nova reunião para dar sequência às negociações entre os Sindicatos de trabalhadores e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) está agendada para a próxima segunda-feira (17). As empresas mantiveram sua proposta de reajuste salarial de 8,2%, mas aumentaram o índice dos Pisos de 8,5% para 9%. Também aceitaram a criação do Piso de operador de equipamentos, se o valor for de R$ 802,68. E ampliaram de 8% para 8,2% o reajuste sobre os demais itens econômicos. Mesmo sem acordo na questão financeira, os representantes dos trabalhadores avaliam que o diálogo foi produtivo. Antes disso, durante três meses de mobilizações, que culminaram com o indicativo de greve, no dia 23 de dezembro, as empresas apenas acenavam com a inflação do período sem aumento real nos salários. Reivindicações - “Os Sindicatos têm insistido permanentemente na negociação, mesmo nos momentos de disputa mais acirrada, e continuam na expectativa de uma saída que atenda aos trabalhadores”, afirmam os sindicalistas. As entidades defendem 10% de aumento salarial; 15% de aumento para Pisos e cesta básica; e a ampliação da licença-maternidade, entre outras. Mais informações:
Luz para Todos leva energia elétrica a 13 bilhões de pessoas O balanço de oito anos do programa Luz para Todos mostra que, até novembro passado, mais de 13 milhões de pessoas foram beneficiadas com luz elétrica nas suas casas. Do total de |
A Voz do Brasil e os magnatas da mídia Por Beto Almeida A regulamentação da mídia passou a fazer parte, com justiça, da agenda de debates políticos da sociedade brasileira. Após a Confecom, onde a proposta ficou entre as teses aprovadas, agora foi o próprio governo federal, por ação do (ex) ministro Franklin Martins, da Secom, que, corajosamente, assumiu uma posição clara e inequívoca pela regulamentação de tal forma a combater o verdadeiro exercício de tirania midiática no Brasil, um de seus maiores déficits democráticos. Na contramão dos esforços para a regulamentação, nota-se um incoerente silêncio do movimento de democracia na mídia em relação a uma iniciativa da Abert e dos magnatas da mídia para flexibilizar a transmissão do mais antigo programa do rádio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esforço de regulação do Estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informações relevantes para um público estimado em cerca de 80 milhões de ouvintes que, sem a VB, não possui praticamente outra via para ter acesso a informações sobre a atividade dos poderes públicos. Programa premiado Vencedor de vários prêmios de jornalismo, reconhecido como canal de acesso a informações precisas e objetivas sobre o Estado, o governo e a cidadania, a Voz do Brasil, se flexibilizada, resultará numa menor presença do público na vida dos brasileiros que vivem nos grotões do campo e da cidade, e que são praticamente proibidos da leitura de jornal ou revista. Menos informação sobre verbas para a saúde, sobre políticas públicas para a agricultura, a reforma agrária, a pesca, o meio ambiente, os transportes, educação no campo etc. Por quê o silêncio? Sem a Voz, crescerá o déficit democrático, o tempo de programação de qualidade duvidosa, que é o que caracteriza grande parte do rádio no Brasil. Os que acusam a Voz do Brasil de ser “chapa-branca”, calam-se diante do fato de que o rádio comercial, predominante hoje, pode ser apresentado precisamente como “rádio chapa-mercado”. O curioso, pela incoerência que estampa, é que ao lado dos grandes empresários de mídia que patrocinam a flexibilização da Voz do Brasil – com o claro intuito de torná-lo sem audiência, facilitando sua extinção – encontram-se alinhados alguns atores do movimento de democratização da mídia. Junte-se ao silêncio destes movimentos, que jamais apresentaram proposta para renovação e aperfeiçoamento da VB, há uma estranha atitude da Fenaj que, mesmo tendo aprovado em seu recente Congresso a defesa da Voz, manteve a resolução na gaveta. Silêncio da Fenaj, dos Sindicatos de jornalistas, dos movimentos sociais diante do risco da Voz. A Abert comemora esta paralisia de quem tanto fala em regulamentação. Beto Almeida é diretor-presidente da TV Cidade Livre de Brasília |
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